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    Faturamento Eletrobrás: Descubra se a elétrica é ou não eficiente

    Faturamento Eletrobrás: Descubra se a elétrica é ou não eficiente
    Faturamento Eletrobrás

    O faturamento Eletrobrás costuma ser bastante expressivo, embora nem sempre a empresa transforme sua receita em lucro, fato que veremos ao longo do texto.

    A maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, atuante no segmento de geração, transmissão, distribuição e comercialização, utiliza de sua escala para fazer com que o faturamento Eletrobrás apresente números fortes.

    A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.) é uma empresa de economia mista e capital aberto, controlada pelo governo brasileiro.

    Com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Nova Iorque, nos EUA, e de Madri, na Espanha, a companhia controla 14 subsidiárias.

    Entre elas empresas bem reconhecidas pela população, como:

    • Eletrobras Furnas
    • Eletrobras Chesf
    • Eletrobras Eletronorte
    • Eletrobras Eletrosul
    • Eletrobras Eletronuclear

    A companhia tem ainda uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Cepel) e ainda detém 50% de Itaipu Binacional, em nome do governo. Em conjunto, essas instituições formam a Eletrobras.

    Justificativas do Faturamento Eletrobrás

    Presença Eletrobras
    Presença Eletrobras – Release da empresa

    Como falamos, o faturamento da empresa costuma apresentar grandes números.

    Em 2017, por exemplo, a receita líquida da empresa foi de quase R$ 38,00 Bilhões.

    Isso se dá pela larga escala da companhia, com presença em quase todo o Brasil.

    Mas basta a uma empresa faturar muito para que seja uma ótima empresa?

    A resposta é que não, e a Eletrobrás é uma prova disso.

    Embora a receita da Eletrobrás seja alta, o lucro da Eletrobrás costuma decepcionar.

    Isso se dá pois a empresa incorre em custos e despesas extremamente elevados, que impedem a companhia de produzir lucro de forma constante.

    Lucro Eletrobrás

    Lucro Eletrobrás
    Lucro Eletrobrás – Release da empresa

    Como vimos, não basta uma grande receita para a empresa ser lucrativa.

    É necessário também controle de custos e despesas.

    É aí onde a Eletrobrás costuma falhar. A empresa não apresenta a mesma efetividade do que outras empresas privadas do setor neste quesito.

    Com isso, a empresa oscila bastante entre lucros e prejuízos.

    Nos últimos 4 anos, por exemplo, a companhia reportou prejuízo em 3 deles.

    Sendo que em 2015 o prejuízo foi extremamente alto.

    Endividamento Eletrobrás

    Endividamento Eletrobrás
    Endividamento Eletrobrás – Release da empresa

    A Eletrobrás atua em um setor que demanda muito capital para investimentos. Isto é, um setor capital intensivo.

    Portanto, é relevante prestar muita atenção ao endividamento da companhia.

    Pela imagem é notória a recente desalavangem da empresa.

    No entanto, o endividamento ainda está em níveis altos.

    Novamente comparando a Eletrobrás a pares privados, percebe-se que a empresa deixa a desejar no quesito de gerenciamento do endividamento.

    Conclusão sobre o faturamento Eletrobrás

    Eletrobrás

    É possível constatar, mais uma vez, a deficiência que existe para uma companhia controlada pelo governo em conseguir gerar valor para seus acionistas em suas operações.

    As gestões estatais tendem a deixar, na grande maioria das vezes, os interesses dos acionistas minoritários em último plano, e no caso da Eletrobrás esse não é diferente.

    A comparação com empresas privadas do mesmo setor retrata muito bem o fato de que, geralmente, as companhias controladas pelo governo apresentam resultados abaixo daquilo que poderiam demonstrar ao mercado.

    Portanto, embora o faturamento Eletrobrás seja robusto, a empresa apresenta muita dificuldade em gerar lucro e por isto acaba não sendo uma boa opção para o acionista voltado para o longo prazo, pelo menos por enquanto. Assine a Suno e veja nossas recomendações de empresas altamente rentáveis e boas opções para o acionista de longo prazo!

    Tiago Reis
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