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    Fannie Mae: entenda a participação dessa instituição na crise de 2008

    Fannie Mae: entenda a participação dessa instituição na crise de 2008

    A crise financeira de 2008 causou a falência de uma série de instituições, além disso fez despencar significante o mercado financeiro americano. Grande corporações, como a Fannie Mae, teriam motivado a crise.

    Especialistas afirmam que devido a garantia generosa oferecida pela Fannie Mae, o mercado de crédito imobiliário acabou saindo do controle e assumindo riscos que não poderiam ser tomados.

    O que é a Fannie Mae?

    Fannie Mae é como ficou conhecida a Federal National Mortgage Association (FNMA), uma instituição que atua no mercado de hipotecas americano.

    Criada em 1938, a empresa Fannie Mae, atendia o mercado imobiliário dos EUA. A empresa lucrava revendendo empréstimos feitos por bancos americanos e repassando o dinheiro para instituições financeiras.

    Antes da crise de 2008, a Federal National Mortgage Association possuía quase 50% do mercado de hipoteca, aproximadamente 12 trilhões de dólares.

    Como a FNMA atuava?

    A Fannie Mae é responsável por realimentar o mercado, assim, facilitar o financiamento da casa própria. Isso porque, a empresa cria mais liquidez ao fazer investimento no mercado de hipotecas.

    Quanto maior a liquidez no mercado de hipotecas para os bancos, mais financiamentos conseguem ser realizados.

    Mas para isso, é necessário os financiamento precisam passar por critérios rigorosos. Entretanto, no início dos anos 2000, os bancos baixaram os padrões e passaram a oferecer empréstimos para pessoas com crédito baixo.

    Assim, a Fannie Mae passou a comprar muitas hipotecas de riscos, conhecidas como títulos subprime. Quando a população começou a atrasar os pagamentos, o mercado imobiliário entrou em crise.

    As ações da FNMA despencaram 88%, em pouco menos de um ano. A empresa precisou de ajuda financeira.

    O que causou a crise dos subprimes?

    Também chamada como a bolha imobiliária dos Estado Unidos, a crise dos subprimes impactou o mercado de crédito. Este, acabou fazendo despencar o mercado financeiro.

    A crise do subprime, se transformou em uma das recessões mais severas dos Estados Unidos. Causada por alguns fatores:

    • Supervalorização das hipotecas imobiliárias;
    • Falta de limitação para as transferência de crédito;
    • Manutenção de juros baixos;
    • Diminuição dos critérios para empréstimos.

    A valorização dos imóveis permitiu que fossem feitos novos empréstimos, usando a mesma propriedade como garantia.

    Por exemplo, com um investimento de 10 mil dólares era financiado um imóvel de valor 10x maior, ou seja, 100 mil.

    Como o setor estava supervalorizado, o proprietário acreditava que o imóvel poderia valer muito mais. Logo, ele investia em uma propriedade mais cara ou fazia novos empréstimos.

    Com o estouro da bolha imobiliária, houve a desvalorização dos imóveis. Assim, a dívida das hipotecas permanecia e propriedades usadas como garantia ou patrimônio perderam o valor.

    Além disso,houve aumento dos juros já que houve queda no preço dos imóveis. Assim, aumentou mais ainda a inadimplência.

    Aquisição da Federal National Mortgage Association

    Com o estouro da crise dos subprimes, a Fannie Mae precisou receber um aporte de 100 bilhões do governo dos Estados Unidos. Assim, o governo americano passou a deter 80% das ações da empresa.

    O governo fez quatro ações primordiais no plano de intervenção:

    1. A empresa passou a estar sob o controle do governo federal
    2. Os executivos foram afastados
    3. Suspensão do pagamento dos dividendos
    4. Remodelação do sistema de títulos do setor imobiliário

    A aquisição da empresa sinalizou bem para os investidores e para o mercado. Isso porque diminui a volatilidade da Bolsa de Valores. Além disso, foram feitas mudanças nos critérios para liberação de empréstimos.

    Assim, a Fannie Mae fez algumas alterações nas taxas de juros e prazos. Isto é, aumentando a proteção do setor contra inadimplência e evitando novos colapsos.

    Tiago Reis
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