Os Euromercados foram criados nos anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Depois do conflito, foi criado o Plano Marshall para reconstrução dos países que foram aliados dos Estados Unidos durante a guerra. Isto junto com o Fundo Monetário Internacional. Foram as instituições financeiras estadunidenses que mais enviaram recursos para o exterior. Este foi um dos motivos que ajudou o dólar a se tornar uma moeda globalizada.

No final dos anos 50, a União Soviética tinha um impasse financeiro porque possuía uma reserva muito grande em dólares. Em caso de uma nova guerra, esses ativos poderiam ser congelados pelos bancos estadunidenses. Um banco londrino ofereceu aos soviéticos o depósito desses ativos em um banco inglês. Assim, surge o euromercado. Desta forma, os ingleses depositavam o valor nos bancos americanos, em nome do Reino Unido.

O que são Euromercados?

euromercados

Os euromercados operam em um sistema de empréstimos de moedas fora do país de origem. Isso acontece sem uma grande regulamentação do governo norte-americano, ou seja, não envolve a Federer Reserve, o banco central dos EUA. Basicamente, todos os ativos estão em títulos em um eurobanco, todo os dólares estão depositados em instituições americanas e sempre permanecem no país.

Quando é necessária uma transferência, o dinheiro fica em contas americanas do eurobanco em questão. Em resumo, é trocada a titularidade do dinheiro. Se há uma transferência entre euromercados, é apenas feita uma transferência da conta de uma entidade que tinha o dinheiro para a conta da outra instituição, todas as duas permanecem no mesmo sistema bancário americano, o dinheiro só passa de uma conta para outra.

Mesmo chamado de Euromercado, o sistema de crédito se popularizou e não acontece apenas na Europa. Bancos de diversos países começaram a adotar o sistema que é comum em todos os continentes, principalmente na Ásia, Oriente Médio e Caribe.

O Reino Unido se tornou o centro deste tipo de operação, mas as moedas do euromercado circulam por todo o mundo. O “euro” pode ser aplicado, também, em qualquer outra moeda que esteja bem cotada. Assim surgiram as euromoedas, também conhecidas internacionalmente por eurocurrency.

Elas podem pertencer a qualquer país do mundo. O modelo é voltado para o mercado de atacado, isto é, ele não é dirigido para pequenas operações. Por exemplo, o Iene é uma euromoeda, mas seu país de origem é o Japão. Isso porque o Iene é importante dentro do contexto do mercado asiático.

São usados três principais fatores que firmaram o sistema financeiro das euromoedas:

  • A ausência de restrições devido por não estarem sujeitos à jurisdição dos Estados Unidos
  • Estes mercados não são obrigados a cumprir depósitos compulsórios
  • A taxa de juros são livres e em muitos casos não é preciso de um seguro de depósitos

Essas características dos euromercado não eram encontradas nos bancos tradicionais, por isso o crescimento do modelo foi rápido se tornou tão sólido. Ao mercado era apresentado como uma vantagem.

O Euromercado usado para empréstimo:

dólar se tornou a principal moeda para transações internacionais, e é de interesse de empresas multinacionais uma reserva da moeda para investimentos ou capital. O euromercado atua no empréstimo da moeda para diversas instituições, fechando acordos financeiros de aplicações e emissões de títulos em dólar fora dos Estados Unidos.

O sistema dos Euromercados se tornou interessante para quem o utiliza porque a burocracia para estes empréstimos é menor se comparada com a de um banco norte-americano. Além do mais, algumas taxas de juros se tornam abaixo do valor praticado nos Estados Unidos.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.