Como investidor pessoa física em renda variável, procuro me comportar como se fosse uma empresa. No caso, uma holding. Os indicadores fundamentalistas que verifico nas empresas, antes de aportar, procuro replicar para o meu comportamento.

Posto isso, quando as cotações das melhores empresas pagadoras de dividendos caem, o Dividend Yield delas aumenta. Como reflexo, o meu patrimônio líquido diminui, mas o retorno sobre ele fica maior.

Portanto, quando o meu ROE sobe, os fundamentos da minha hipotética “empresa de investimentos” se fortalecem.

O mesmo se aplica ao ROIC. Quando as ações caem, preciso de aportes menores para obter um retorno maior na forma de proventos. Ou seja: com as ações em baixa, aumenta o meu retorno sobre o capital investido.

Por tabela, minha EBITDA também aumenta, uma vez que não costumo vender ações e cotas de fundos imobiliários e, portanto, não pago impostos em demasia – apenas pequenas taxas e emolumentos pelas operações na bolsa, através da corretora de valores.

Também sou obcecado por dívida zerada: não levo para o mercado de capitais aquilo que pode faltar na minha mesa. Neste ponto, meus fundamentos estão sólidos.

Como pessoa física, não preciso respeitar legislações sobre distribuições mínimas de dividendos. Como dono de 100% das minhas ações (JEAN11), meu Payout Ratio é zero: não retiro proventos do mercado. Todo o lucro é reinvestido.

No planejamento da minha “empresa”, dentro de algum tempo espero ter Payout Ratio de 50% com reinvestimentos de 50% da receita, para manter a taxa anual de crescimento da operação.

Pensar como “empresa” e não como pessoa física me ajuda a controlar as emoções. Pessoas físicas são reféns de seus egos. Já as empresas são obcecadas com balanços financeiros e fluxos de caixa, onde o medo e a ganância não entram nas demonstrações de resultados, mas apenas os números.

Por vezes tenho reuniões com a diretoria dentro da minha mente, onde imagino executivos de terno e gravata me aconselhando a agir com frieza.

Um desses experts tem a voz do Luiz Barsi. O outro, a voz do Tiago Reis. E assim vou me convencendo de que quando as ações caem, a minha “empresa” está subindo, pois na verdade está subindo mesmo.

O valor de mercado da minha “empresa” pode cair por vezes. Mas o que importa é que seu valor intrínseco está sempre protegido.

Por sorte, nós contratamos uma excelente equipe de consultoria, que atende pelo nome de Suno Research.

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Arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor de dois livros, é adepto do “Value Investing”. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

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