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    ETF: o que é e como investir em um Exchange Traded Fund?

    ETF: o que é e como investir em um Exchange Traded Fund?

    O investimento em ativos do mercado de capitais é uma das melhores formas de construir patrimônio e renda passiva ao longo dos anos. E, nesse sentido, muitos investidores têm optado por destinar parte de seus aportes para o investimento em ETF.

    Isso porque diversos tipos de ETF (Exchange-Traded Fund) obtiveram uma excelente rentabilidade historicamente. Essa performance, aliada à praticidade desse investimento, faz com ele se torne cada vez mais comum. Por isso, é preciso conhecê-lo melhor, entendendo como ele funciona e quais suas vantagens e desvantagens.

    O que é um ETF?

    O ETF é um tipo de investimento negociado na bolsa de valores que tem como objetivo refletir a performance financeira de um conjunto pré-determinado de ativos. E apesar de serem conhecidos no Brasil como fundos de índice, os ETFs podem ter diversas modalidades de investimento.

    Nesse sentido, um Exchange-Traded Fund pode, por exemplo, investir em:

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    Portanto, em outras palavras, apesar de serem um ativo específico, os ETFs na verdade representam o desempenho de uma cesta de diferentes ativos ao longo do tempo. Esse “pacote” de ativos é determinado de acordo com uma metodologia que varia para cada tipo de ETF.

    Além disso, destaca-se que os ETFs podem ser entendidos de maneira análoga aos Fundos de Investimento. Isso pelo fato de os dois serem administrados por gestoras e por serem investimentos que possuem desempenho dependente de outros ativos.

    Contudo, o ETF, por ser um produto listado diretamente na bolsa, rapidamente se destacou como uma alternativa mais simplificada e acessível. Por isso, esse tipo de investimento vem ganhando cada vez mais popularidade e se multiplicando nos mercados do mundo inteiro – inclusive no Brasil.

    Como funciona um ETF?

    Entender como funciona um ETF é uma tarefa fundamental para qualquer investidor do mercado de capitais. Principalmente para aqueles que cogitam investir nesse produto que tem ganhado cada vez mais espaço na cesta de investimentos do Brasil.

    Como bem coloca Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, “Nunca invista em um negócio que você não entende”. Apesar de essa frase se referir a investimentos diretos em empresas, a mesma vale também para o entendimento do produto financeiro em que se investe.

    Isso é fundamental para garantir que o investidor saiba os motivos pelos quais as cotações dos ETFs sobem e descem. Isto é, para entender de fato quais são as variáveis que impactam diretamente o investimento. Esse tipo de entendimento afastará o investidor de tentações de lucros e enriquecimento rápido.

    Gestão dos ETFs

    O principal entendimento desse produto diz respeito ao funcionamento de sua gestão. Por isso, é preciso que fique claro que a maioria dos ETFs existentes no mercado possui gestão passiva. Isto se opõe à administração ativa, muito presente em Fundos de Investimentos.

    Na gestão passiva, o fundo se compromete a seguir uma metodologia de investimento pré-determinada. Por isso, não há um trabalho de análise e estudo constante para uma alocação de capital eficiente em “oportunidades”.

    Em outras palavras, o fundo de gestão passiva deve seguir a metodologia de maneira estrita, se comprometendo ao que foi proposto, mesmo que os resultados não estejam sendo favoráveis.

    Por exemplo, grosseiramente um ETF de títulos públicos não pode, ativamente, decidir por investir o patrimônio do fundo em ações de empresas americanas para melhorar sua performance. Essa não é uma possibilidade que a gestão possui, afinal, é uma gestão passiva.

    No regulamento de cada ETF existe uma sessão denominada “política de investimento”. Nessa parte, o investidor pode verificar exatamente quais são as regras e os limites de gestão que o administrador do ETF deve seguir.

    Rentabilidade dos ETFs

    A rentabilidade dos ETFs irá seguir e, portanto, ficar muito parecida com a performance do ativo proposto de ser replicado. Nesse sentido, um ETF de índice irá, por exemplo, refletir a evolução financeira do conjunto de ações presentes no índice proposto.

    Por isso, não é possível generalizar a rentabilidade dos ETFs. Isso porque existem diversos tipos de Exchange Traded Fund, não sendo justo tornar geral e comum o rendimento desse produto de investimentos.

    Tributação dos ETFs

    Outro ponto importante que muitos investidores têm dúvida diz respeito a tributação dos ETFs. Portanto, os principais destaques nesse aspectos são:

    1. Ganhos de capital tributados em na alíquota de 15%;
    2. Não há o limite de isenção de até 20 mil reais em vendas mensais;
    3. Custos com corretagens e emolumentos podem ser descontados do lucro.

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    Como pode ser observado, há uma grande semelhança entre a tributação dos ETFs e das ações. Contudo, é preciso reforçar que este investimento não possui a isenção de Imposto de Renda para operações de venda de até 20 mil reais mensais.

    Por isso, qualquer que seja o lucro auferido, mesmo que em 1 cota, é preciso recolher 15% de Imposto de Renda. Esse recolhimento é feito por meio de DARF, que deve ser paga até o último dia útil do mês posterior à operação em que houve lucro tributável.

    Vale lembrar que o valor mínimo para emissão da DARF é de 10 reais. Por isso, caso o tributo incidente sobre a operação de venda não atinja esse valor, é preciso ir acumulando o imposto em outras operações até que se chegue ao valor mínimo de 10 reais.

    Tipos de ETF

    etf

    Como colocamos anteriormente, os ETFs podem possuir diversos objetivos, investindo em diferentes tipos de ativos do mercado. Nesse sentido, os principais tipos de ETF que existem são:

    1. ETFs de índice

    Os ETFs de índice são os mais comuns de serem encontrados no mercado. Esse tipo de ETF se compromete a investir o patrimônio do fundo e dos cotistas de acordo com uma carteira teórica de um índice referência.

    Portanto, conforme a carteira do índice referência vai ser alternando, o ETF vai balanceando seus ativos para refletir o mesmo desempenho do índice. Alguns dos filtros utilizados por índices replicados por ETFs são:

    • Valor de mercado;
    • Distribuição de dividendos;
    • Volume de negociação;
    • Setor da economia;
    • Exposição geográfica.

    2. ETFs de ações

    Os ETFs de ações são aqueles que se comprometem a investir em papéis de companhias de capital aberto, seguindo, por exemplo, um índice. Como será possível observar, existem ETFs que investem em títulos, em moedas ou até em instrumentos de derivativos.

    Contudo, os ETFs mais comuns são aqueles que possuem o objetivo de investir em ações, obtendo participação acionária e direito ao lucro de companhias de capital aberto.

    3. ETFs de títulos

    Os ETFs de títulos são investimentos negociados na renda variável, via Home Broker, mas que possuem ativos de renda fixa. Isto é, o patrimônio do fundo é investido diretamente em títulos.

    Uma característica desse tipo de ETF é a menor volatilidade e risco. Isso porque o rendimento dos títulos normalmente são mais estáveis, seguros e previsíveis.

    4. ETFs de commodities

    Os ETFs de commodities possuem a metodologia de investir em ativos considerados uniformes, sem diferenciação, que são utilizados como matéria prima. Esse é o caso do ouro e de metais valiosos, de produtos agrícolas, de combustíveis fósseis.

    5. ETFs de moedas

    Os ETFs de moedas são ativos que buscam investir em moedas estrangeiras, como o dólar, o euro, a libra ou coroa. Apesar de não termos ETFs com essa metodologia de investimentos no Brasil, no exterior é possível encontrá-los.

    6. ETFs de gestão ativa

    Quando falamos de ETF, a primeira impressão que se passa é de um investimento de gestão passiva, em que a metodologia do fundo é de seguir o desempenho de um ativo pré-determinado, como um índice de ações.

    Contudo, no mercado estrangeiro os ETFs de gestão ativa chegaram para quebrar com essa regra. Em 2008, foi lançado nos EUA o ETF Bear Stearns Current Yield Fund. Sendo que esse era um ETF de gestão ativa.

    O objetivo desse ETF era de reproduzir o desempenho de um benchmark, como um índice, multiplicado por um fator extra. Por exemplo, 1.2x, ou seja, 20% superior ao obtido pela referência.

    7. ETFs de ETFs

    Os ETFs de ETFs talvez sejam aqueles que o investidor mais pode evitar. Isso porque esse tipo de investimento investe o patrimônio do fundo em outros ETFs, também disponíveis para o investidor.

    Por isso, em outras palavras, é como se o investidor estivesse pagando uma taxa de administração de 0,5% ao ano, por exemplo, para alguém realizar a alocação de capital em outros fundos passivos (os quais também possuem taxas). Portanto, nessa modalidade de ETF, o investidor acaba pagando os encargos da administração duas vezes.

    8. ETFs inversos

    Os ETFs inversos são estruturados de forma a lucrar com a queda de um benchmark determinado. Para isso, o fundo fica vendido (short) em diversas posições de um índice, por exemplo, com o objetivo de obter o rendimento inverso ao dele.

    Em outras palavras, quando o benchmark sofre uma queda, o ETF valoriza. E quando o benchmark sobe, o ETF é que se desvaloriza.

    9. ETFs com alavancagem

    Os ETFs com alavancagem fazem parte da modalidade de ETF de gestão ativa que busca superar o retorno de um benchmark por meio de estratégias ativas de investimento. Para isso, há o uso de derivativos, swaps e re-indexação, por exemplo.

    Essas estratégias podem ocasionar em uma multiplicação do desempenho de determinado retorno obtido pelo benchmark. Contudo, são operações complexas e que demandam muito conhecimento de engenharia financeira, não sendo indicadas para o investidor iniciante.

    Vantagens dos ETFs

    ETF

    Como pôde ser visto, existem diversos tipos de ETF, sendo que o funcionamento deles acontece de maneira semelhante. Agora, veremos quais são as vantagens dos ETFs. Assim, será possível avaliar melhor os pontos positivos desse investimento.

    Portanto, as principais vantagens de se investir em ETFs são:

    1. Diversifica os investimentos

    Uma das principais vantagens dos ETFs é o potencial de diversificação que ele possui. Em outras palavras, por ser uma cesta com diversos ativos diferentes, o ETF já oferece naturalmente uma boa diversificação.

    Ao comprar um ETF, o investidor pode adquirir, por exemplo, uma carteira de ações já balanceada, que apresenta um risco médio menor do que apenas uma única ação. Afinal, caso um dos investimentos acabe indo mal, o impacto geral na carteira do investidor será diluído.

    Contudo, vale lembrar que existem alguns riscos sistemáticos e não sistemáticos podem deixar de ser diversificados em um ETF. Sendo os sistêmicos aqueles menos diversificáveis, que afetam diversos setores ao mesmo tempo, como uma queda no PIB. Já os não sistêmicos os que representam riscos específicos, como o de disrupção bancária.

    Nesse sentido, existem ETFs, como o FIND11, que possuem uma metodologia de investimento muito específica. No caso desse ativo, o método é investir em empresas de intermediação financeira. Por isso, ao investir apenas nesse ETF, o investidor estaria se expondo excessivamente ao setor bancário.

    Além disso, a maioria dos ETFs não está diversificado internacionalmente. Por isso, o risco brasil (sistêmico) deixa de ser diversificado ao investir apenas em um único Exchange Traded Fund. Contudo, há exceções, como o IVVB11 e o SPXI11, que investem em empresas norte americanas.

    Ou seja, é possível utilizar dos fundos ETFs para realizar uma diversificação internacional de maneira prática e barata.

    2. Possui taxas reduzidas

    Como acabamos de colocar acima, os Exchange Traded Funds são investimentos que possuem taxas reduzidas em comparação com outros tipos de produtos financeiros. Nesse sentido, as taxas de administração ficam na faixa de 0,5% ao ano.

    Para se ter uma ideia, no caso de Fundos de Investimentos, essa taxa fica em torno de 2% ao ano. Além disso, na maioria das vezes há uma cobrança extra de taxa de performance. Sendo esta uma premiação de interesse dos cotistas para remunerar o gestor por seu desempenho.

    Mas por que investidores muitas vezes optam pelos fundos em relação aos ETFs? Isso acontece porque os fundos tradicionais possuem gestão ativa, enquanto os Exchange Traded Funds são geridos por gestão passiva. Sendo que isso significa:

    1. Gestão ativa: gestor e sua equipe trabalham ativamente procurando oportunidades de alocação de capital para potencializar o retorno dos investimentos.
    2. Gestão passiva: há uma metodologia pré-determinada de alocação de capital que deve ser seguida, não havendo possibilidade de investimento fora do método.

    Em outras palavras, nos fundos tradicionais há um trabalho diário de pesquisa, análise e alocação de capital que deve ser remunerado. Já nos ETFs, a gestora apenas segue a metodologia proposta, sendo que não há um trabalho ativo de análise de investimentos.

    Além disso, outro ponto é que o custo de adquirir um conjunto de ações pelo ETF em apenas uma ordem de compra é menor do que comprar cada papel separadamente. Contudo, essa vantagem tem deixado de ser relevante na medida em que corretoras zeram as taxas de negociação de ativos.

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    3. É um investimento prático

    Outro ponto extremamente relevante e que tem favorecido muito a indústria de ETFs é a praticidade que esse investimento proporciona ao cotista. Isso porque o investidor não tem muitas preocupações.

    Isto é, como o ativo segue uma metodologia pré-estabelecida e conhecida pelo cotista, ele não precisa se preocupar com a eficiência de alocação de capital da gestora. Além disso, na maioria das vezes não precisa se atentar também à diversificação, uma vez que existem ETFs que estão diversificados em centenas de empresas de diferentes setores.

    Outra praticidade é a facilidade de comprar e vender o investimento, já que as cotas de um ETFs são negociadas abertamente na bolsa. Logo, qualquer interessado pode investir ou sair do fundo quando desejar.

    Para isso, basta apenas comprar ou vender o ETF no mercado através de uma operação comum, via corretora. Essa facilidade faz do ETF um produto com uma liquidez maior do que os fundos tradicionais – já que esses estabelecem diversos limites para resgates e saídas de cotistas.

    4. Possui performance favorável

    Historicamente, diversos ETFs trouxeram uma performance favorável ao investidor. Inclusive, pesquisas norte americanas mostram que cerca de 80% dos fundos de investimento tradicionais não conseguem superar o desempenho dos Exchange Traded Funds no médio prazo.

    Isso se deve ao fato de que diversos investidores de fundos, historicamente, costumam fazer mais resgates durante períodos de crises e de quedas nas cotações. Ou seja, nos chamados Bear Markets.

    Esse movimento de retiradas pode acabar acontecendo em massa, ou seja, em volumes grandes. Por isso, o gestor pode precisar de se desfazer de algumas posições ou de manter uma grande quantia de dinheiro em caixa para garantir a liquidez da carteira .

    Contudo, esse momento de stress e de queda no mercado é o melhor para comprar ações de boas empresas que acabam ficando desvalorizadas. Com isso, em outras palavras, o gestor fica de mãos atadas.

    Isto é, a maioria dos fundos não conseguem aproveitar suficientemente as barganhas no mercado. Em contrapartida, índices replicados pelos ETFs passam por esses períodos de quedas, logicamente, sem ter que se desfazer de “posições”.

    Por isso, quando o mercado se recupera, esses ETFs conseguem obter uma rentabilidade mais relevante. Além disso, a taxa de administração também favorece a performance dos Exchange Traded Funds contra os fundos tradicionais.

    Isso porque um gestor deve obter cerca de 1,5% ao ano de rentabilidade extra para “empatar” com um ETF de gestão passiva. Isso pela diferença de taxas cobradas por cada um dos investimentos.

    5. Possui acesso facilitado

    O ETF permite acesso a diferentes tipos de ativos em uma única operação. Dessa forma, é possível investir em ativos que antes poderiam ser inacessíveis ao investidor – como ativos com um custo de aquisição alto ou ações de empresas internacionais.

    Por exemplo, apenas investidores qualificados podem adquirir ações de empresas estrangeiras negociadas na Bolsa brasileira, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Por isso, um caminho para realizar a diversificação geográfica é por meio dos ETFs IVVB11 e SPXI11, que facilitam o acesso a investimentos estrangeiros.

    Desvantagens dos ETFs

    ETF

    Apesar das vantagens elencadas acima, é preciso também que o investidor pondere também as desvantagens dos ETFs. Isso é importante para garantir que se conheça de fato o investimento e para que possíveis expectativas não sejam frustradas.

    Portanto, as principais desvantagens de investir em ETFs são:

    1. Possui taxas

    De fato, as taxas embutidas no investimento em ETFs são consideravelmente mais baixas que a grande parte dos produtos oferecidos no mercado de capitais. Contudo, elas continuam existindo.

    Essa é uma desvantagem porque o investidor pessoa física é perfeitamente capaz de realizar os mesmos investimentos que a gestora do ETF sem pagar a taxa de administração. Para isso, bastaria o investidor seguir a mesma metodologia do fundo.

    Então, o resultado obtido seria superior em relação ao Exchange Traded Fund na proporção da taxa de administração cobrada. Contudo, ressalta-se que a diferença de rentabilidade não seria relevante, afinal, as taxas cobradas são baixas, na faixa de 0,5% ao ano.

    2. Impossibilita o controle do investidor

    A impossibilidade de controle do investidor sobre os investimentos realizados pelo ETF são, sem dúvida, uma grande desvantagem. Contudo, destaca-se que essa é a essência do investimento, afinal, nem mesmo a própria gestora pode alterar a alocação de capital. Isto é, ela deve seguir estritamente a metodologia proposta.

    Apesar disso, é possível que alguns investidores fiquem desconfortáveis com a presença de alguns ativos com características desfavoráveis, como:

    • Alta volatilidade;
    • Crescente perda de valor;
    • Valuation esticado;
    • Setores em decadência;
    • Papéis de companhias muito endividadas;
    • Perda de fundamentos;
    • Empresas de setores muito cíclicos.

    Essas são algumas características de ativos e de empresas que podem, inicialmente, descartar um investimento. Apesar disso, é possível que os ativos apresentem essas individualidades e, ao mesmo tempo, se enquadrem na metodologia do ETF.

    Portanto, não será possível “contestar” a inclusão do mal investimento dentro do ETF, visto que a gestão é passiva e deve seguir e metodologia proposta. Este tipo de situação, sem dúvida, prejudica o desempenho desse tipo de investimento passivo.

    3. Tributa indiretamente os dividendos

    Outra questão central a ser discutida, sobretudo no Brasil, é a tributação indireta dos dividendos pelos ETFs. Isso porque, no país, temos a isenção de imposto sobre os lucros distribuídos pelas empresas aos sócios.

    Contudo, os Exchange Traded Funds do Brasil não distribuem dividendos para os cotistas. Nesse sentido, os dividendos recebidos são reinvestidos dentro do próprio fundo de acordo com a metodologia proposta, em mais ativos.

    Isto é, conforme esses proventos são recebidos e reaplicados, o seus valor vai sendo incorporado ao valor da cota do ETF. Então, caso o investidor um dia venda essas cotas com lucro, ele terá de pagar indiretamente imposto sobre os dividendos que foram recebidos e aplicados pelo fundo e que passam a incorporar o valor da cota.

    Essa desvantagem é extremamente relevante, afinal, caso o investidor realizasse os investimentos individualmente, o reinvestimento poderia acontecer da mesma forma. Contudo, sem a possibilidade de tributação indireta dos proventos recebidos.

    4. Falta de critérios fundamentalistas

    Outra desvantagem que deve ser levada em consideração diz respeito ao próprio objetivo e essência do investimento em ETF: a gestão passiva. Esse tipo de gestão, como colocamos, não se preocupa com critérios fundamentalistas, o que pode prejudicar a rentabilidade e aumentar o risco do investimento.

    Nesse sentido, alguns critérios qualitativos que não são levados em consideração são:

    Essas características são importante durante a análise de um investimento, sobretudo para auxiliar no processo de valuation do ativo. Isto é, no processo que determina qual deveria ser e qual o potencial de preço que um ativo pode ter no futuro, com base no seu valor.

    Será por meio dessa técnica de precificação que o investidor poderá encontrar boas oportunidades de investimento. É também por meio dela que se estipula uma margem de segurança, com o objetivo de reduzir os riscos atrelados ao ativo.

    Contudo, esse tipo de análise e de estudo não é realizado pelo administrador o ETF, visto que o objetivo é ser um investimento passivo.

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    5. Pode conter riscos mais elevados

    O risco mais elevado do investimento em ETFs é uma derivação da impossibilidade de serem realizadas diversas análises qualitativas dos investimentos, como as que vimos anteriormente. Contudo, existem algumas exclusões qualitativas que podem ser feitas, como:

    • Empresas sob recuperação judicial;
    • Ações consideradas “penny stocks”.

    Esses são critérios estabelecidos na metodologia de diversos ETFs que tem por objetivo excluir ativos de má qualidade. Contudo, sabemos que essas exclusões, por si só, não são capazes de realizar uma boa seleção de ativos de boa qualidade.

    Com isso, muitos investimentos realizados pelos ETFs seguindo a metodologia podem incluir ativos mais arriscados, sem margem de segurança ou perspectiva futura. Essa falta de seleção aumenta o risco do investimento e reduz seu potencial de retorno no longo prazo.

    ETFs no Brasil

    ETF

    A indústria de ETFs no Brasil tem aumentado cada vez mais. Nesse sentido, não só há um aumento no número de diferentes tipos de Exchange Traded Funds, mas também na quantidade de investidores aplicando nesse produto.

    Esse crescimento é derivado das grandes vantagens proporcionadas pelos ETFs que vimos acima. Alguns investidores têm preferido realizar esse investimento prático, barato e de fácil diversificação ao invés de investir diretamente.

    Afinal, quando há uma carteira individual de ativos, é preciso se manter ativo no mercado, acompanhando esses ativos ao longo do tempo. E já que muitos não têm o conhecimento ou o tempo necessário para esse acompanhamento, o ETF acaba sendo uma excelente opção.

    Lista de ETFs listados na Bolsa

    A seguir, a lista de ETFs listados na bolsa brasileira e o principal objetivo de cada um:

    Como pode ser observado na lista, existem diversos tipos de ETFs negociados no Brasil, sendo que alguns deles inclusive tem a mesma metodologia de investimento. Por exemplo, os principais ETFs brasileiros, que replicam o índice Ibovespa, são: BOVV11, BOVB11, XBOV11, BOVA11.

    A diferença, portanto, fica para pequenas características específicas de cada um desses ETFs. Nesse sentido, é possível que a gestora do produto e que as taxas de administração sejam diferentes, por exemplo.

    ETFs nos Estados Unidos

    ETF

    A indústria de ETFs nos Estados Unidos tem crescido de forma vertiginosa. Para se ter uma ideia, os ETFs da BlackRock, Vanguard e State Street possuem, combinados, US$ 4,4 trilhões do valor de mercado do S&P 500. Sendo que as empresas do S&P possuem conjuntamente US$ 24.4 trilhões de valor de mercado.

    Em outras palavras, quase 20% do valor das empresas que compõem o índice S&P 500 estão sob a administração dessas gestoras. E esse número não para de crescer, na medida em que Fundos de Investimento tem dificuldade de superar a performance dos índices passivos ao longo do tempo.

    Vale destacar que nos Estados Unidos existem também outras duas questões que contribuem para o crescimento da indústria de ETF:

    • ETFs podem distribuir dividendos;
    • Não há “tributação indireta” de dividendos”.

    Como os lucros das empresas já são tributados nos Estados Unidos, não faz diferença para os investidores receberem os dividendos diretamente das empresas ou por meio dos ETFs. É por isso que também não há uma “tributação indireta” de dividendos.

    Além disso, o mercado de ETFs nos Estados Unidos está muito mais avançado que o brasileiro. Uma prova disso é a existência de mais de 1700 tipos de ETFs sendo negociados nos EUA, enquanto na bolsa brasileira temos apenas algumas dezenas deles.

    E como colocamos anteriormente, a indústria de ETFs têm crescido de forma mais rápida que a de fundos de gestão ativa, como pode ser observado no gráfico a seguir. Sendo as colunas rosas representantes dos fundos passivos e as colunas em preto dos fundos ativos.

    ETF

    Principais ETFs americanos

    Sabendo dessas questões, é possível que investidores queiram saber quais são os principais ETFs americanos. Isso porque o investimento nesses ativos no exterior pode contribuir com uma diversificação geográfica eficiente e barata.

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    1. VOO

    O VOO é um ETF administrado pela Vanguard, uma das principais gestoras norte americanas. Esse Exchange Traded Fund tem como objetivo replicar o desempenho das 500 maiores empresas americanas em valor de mercado, listadas no índice S&P 500.

    A taxa de administração desse fundo é de apenas 0,04% ao ano, ou seja, bastante competitiva. Isso é possível por conta da variedade de ETFs que possuem essa mesma metodologia de investimento, o que gera competição por preços.

    Além disso, como o capital administrado por fundos ETFs como o VOO são grandes, a taxa de administração pode ser reduzida. Destaca-se que uma cota desse ETF negocia na faixa de 250-300 dólares.

    2. VNQ

    Esse fundo ETF americano, também administrado pela Vanguard, tem o objetivo de replicar o índice de REITs dos Estados Unidos. Portanto, é um Exchange Traded Fund que busca refletir o desempenho de ativos imobiliários.

    O investimento nesse ETF pode fazer sentido, portanto, para investidores que buscam diversificar seus investimentos em REITs, sendo estes ativos semelhantes aos Fundos Imobiliários brasileiros.

    3. NOBL

    Esse terceiro ETF americano é administrado pela gestora ProShares. O seu objetivo é de refletir o desempenho do índice Dividends Aristocrats, que engloba empresas que nos últimos 25 anos elevaram a distribuição de dividendos.

    Atualmente, cerca de 56 empresas são englobadas dentro desse índice replicado pelo NOBL. Além disso, destaca-se também que as companhias que atendem a esse requisito possuem peso igual dentro do Dividends Aristocrats.

    Ressalta-se ainda que a taxa de administração desse ETF é de 0,35% ao ano. E as cotas são negociadas por cerca de 73 dólares, ou seja, cerca de 300 reais.

    4. URTH

    O URTH é um ETF americano administrado pela iShares que replica o desempenho  do índice MSCI World, aplicando nos seus ativos. Este índice, por sua vez, reflete a performance de das maiores empresas negociadas do mundo dos países desenvolvidos.

    Destaca-se, portanto, que é uma excelente maneira de diversificar geograficamente os investimentos. Afinal, o URTH estará atrelados a diversas economias do mundo, como EUA, Japão, Reino Unido, França e Canadá.

    A taxa de administração desse fundo é de 0,24% ao ano e as cotas são negociadas na faixa de 100 dólares, ou cerca de 400 reais. Sendo que essa cotação pode oscilar ao longo do tempo, bem como a cotação do dólar.

    Como investir em ETFs?

    ETF

    Com todas as informações colocadas, muitos investidores devem se perguntar como investir em ETF. Afinal, é um investimento que possibilita diversificação e rentabilidade com praticidade e baixo custo.

    1. Criar conta em uma corretora

    O primeiro passo para conseguir investir em ETF é criar uma conta em uma corretora de valores. Será por meio dessa conta que o investidor poderá realizar seu investimento, comprando as cotas por meio do Home Broker.

    Após o cadastro, quando a conta ficar disponível, basta realizar uma transferência bancária da sua conta do banco para a sua conta da corretora. Assim como nas transferências comuns de grandes bancos, existirá um número de banco, agência e conta.

    2. Analisar as opções de ETFs disponíveis

    Então, com a conta na corretora criada, é preciso avaliar qual a melhor opção de ETF a ser investido. Por exemplo, caso o investidor queira começar a investir na renda variável por meio desse produto com mais segurança, talvez o melhor seja começar pelos Exchange Traded Funds de títulos. Afinal, sua volatilidade é menor.

    Por outro lado, caso o investidor queira ter uma pequena parcela de seus investimentos em renda variável, talvez o mais recomendado seja um ETF do Índice Ibovespa. Isso porque historicamente o índice de bolsa brasileira entregou um excelente retorno, aliado a uma diversificação razoável.

    Existe a possibilidade ainda de o investidor querer se expor às ações de empresas Small Caps, mas não desejar analisar individualmente cada ativo. Nesse caso, é importante considerar o investimento no SMAL11, o ETF das empresas de menor valor de mercado.

    3. Comprar o ETF e aguardar

    Após abrir a conta na corretora e depois de escolher o ETF que melhor se encaixa no seu perfil de investidor, o próximo passo será, de fato, investir no produto. Para isso, basta abrir o Home Broker da corretora e enviar uma ordem de compra com o ticker do Exchange Traded Fund escolhido.

    E depois de realizar o investimento, é preciso esperar. Sendo que esta talvez seja a maior dificuldade para resultados consistentes dos investidores, visto que grande maioria busca por lucro e enriquecimento rápido.

    Nesse sentido, historicamente os grandes retornos financeiros e a formação de patrimônio vieram de investidores que foram capazes de esperar o longo prazo. Em outras palavras, os efeitos dos juros compostos são poderosos, mas não milagrosos.

    Por isso, não se iluda sobre promessas de enriquecimento rápido em qualquer investimento, inclusive nos ETFs.

    Vale a pena investir em ETFs?

    ETF

    Como pôde se ser observado ao longo do artigo, o universo de investimentos de ETFs é bastante amplo. Nesse sentido, é possível que existam Exchange Traded Funds de qualidade, que façam sentido, bem como outros de má qualidade, que não fazem tanto sentido assim.

    Destaca-se ainda que fazer sentido ou não também dependerá do perfil de investidor de cada um e, principalmente, do objetivo pretendido. Talvez um ETF de renda fixa ou de moedas faça sentido para alguns, e não para outros.

    Por isso, é preciso que algumas questões sejam analisadas individualmente por cada investidor para que seja possível determinar se vale a pena investir em ETFs.

    Contudo, ressaltamos que para aqueles que não tem tempo ou vontade de aprender sobre o mercado de capitais, o investimento em ETF é uma excelente opção. Isso porque, historicamente, o retorno da renda variável foi capaz de multiplicar o capital investido de diversos investidores por diversas vezes.

    Sem dúvida a rentabilidade é maior quando há um trabalho de análise qualitativa para selecionar as melhores oportunidades de investimento. Mas para aqueles que não se interessam por isso, investir em ETF é sim algo que deve ser levado em consideração.

    Afinal, é preferível investir com menor rentabilidade do que deixar de investir. E para investidores que se interessam e que têm tempo para analisar e pesquisar investimentos, alguns dos pontos a serem levados em consideração ao aplicar em ETFs são:

    1. Necessidade de renda passiva

    Como vimos anteriormente, os ETFs brasileiros não distribuem dividendos. Além do fato de isso causar uma tributação indireta dos dividendos, também impede a criação de uma renda passiva.

    Ou seja, investidores que investem buscando uma renda mensal devem analisar se investir em ETFs irá prejudicar o objetivo de gerar fluxo de caixa.

    2. Aversão ao risco

    É necessário também que o investidor avalie os riscos que pretende tomar ao investir em ETFs. Isso porque, como foi visto, a sua gestão é passiva e irá seguir a política de investimentos. Por isso, é possível que alguns investimentos arriscados e sem perspectivas façam parte do patrimônio de um ETF.

    Por isso, é preciso avaliar até que ponto o risco de cada ETF pode prejudicar a segurança do investimento e sua rentabilidade.

    3. Rentabilidade

    É preciso também que todo investidor analise os históricos obtidos de rentabilidade por cada tipo de ETF. Isso é preciso para que expectativas de retorno não sejam frustradas nesse tipo de investimento.

    4. Controle

    Outro ponto que é necessário que fique claro diz respeito à impossibilidade de cobrar um gestor por resultados, como nos fundos de investimento de gestão ativa. Também não é possível realizar um balanceamento da carteira ou uma mudança de estratégia do investimento.

    Isso porque cada ETF segue estritamente uma metodologia, uma política de investimentos. Portanto, mesmo que essa não esteja trazendo resultados, o investidor deve aceitá-la, não podendo alterá-la. A única alternativa, portanto, é vender as cotas do ETF e realizar outro tipo de investimento.

    A análise de todos esses aspectos em conjunto poderá ajudar o investidor a determinar se o investimento em ETF faz ou não sentido para alcançar seus objetivos.

    Investir em ETF ou em Fundo de Investimentos?

    ETF

    Diversos investidores têm preferido investir em ETFs pelo fato de que as cotas podem ser compradas ou vendidas livremente, como qualquer outra ação disponível do pregão. Isto pelo fato de as cotas serem listadas na Bolsa. Ou seja, ao contrário de um fundo de investimento tradicional, os ETFs são completamente abertos ao mercado.

    Isso significa que o investidor tem a possibilidade de entrar ou sair fundo quando quiser. Por outro lado, nos Fundos de Investimento, é necessário adquirir cotas de participação diretamente com gestora do fundo.

    Além disso, nos fundos tradicionais, muitas vezes o cotista precisa aguardar prazos de resgate, os chamados D+. Mas isso não necessariamente é uma desvantagem desse investimento, uma vez que faz sentido para proteger o desempenho do fundo.

    Ao longo do artigo será possível identificar, entender e avaliar quais são as principais diferenças, vantagens e desvantagens de cada um desses investimentos. Assim, a decisão de investir em ETFs ou Fundos de Investimentos poderá ser mais assertiva para cada investidor.

    Perguntas Frequentes sobre ETF
    Os fundos ETFs são investimentos negociados na bolsa de valores em cotas que têm como objetivo refletir a performance financeira de um conjunto pré-determinado de ativos. Esses ativos podem ser índices, ações, moedas, commodities e até títulos públicos.
    O ETF BOVA11 é o principal ETF da bolsa brasileira, sendo que ele tem como referência o investimento em ações de empresas que compõem o índice Bovespa. É, por isso, uma maneira de se expor diretamente à rentabilidade do Ibovespa.
    O quanto investir em ETFs irá depender do objetivo, da disponibilidade de tempo, da aversão à risco e à volatilidade, da necessidade de liquidez e de renda passiva de cada investidor. Em outras palavras, o valor alocado em ETFs depende diretamente do perfil de cada investidor.
    O ETF de renda fixa é um tipo de investimento negociado na bolsa de valores em cotas que funciona como um fundo de diversos títulos de renda fixa. Isto é, são diversos investidores que formam um patrimônio administrado e alocado em investimentos de renda fixa por uma gestora profissional.
    O lote mínimo de ETFs é de 10 cotas, ao contrário dos 100 papéis do lote mínimo das ações. Além disso, existe o mercado fracionário para esse investimento, em que são negociadas cotas individualmente, fora do múltiplo de 10 cotas.

    Bibliografia

    https://www.sec.gov/investor/alerts/etfs.pdf

    https://www.cfainstitute.org/-/media/documents/book/rf-publication/2015/rf-v2015-n3-1-pdf.ashx

    https://www.researchgate.net/publication/319228745_A_brief_overview_of_the_types_of_ETFs

    https://corpgov.law.harvard.edu/2019/06/14/exchanging-views-on-exchange-traded-funds/

    Tiago Reis
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    7 comentários

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    • Not a bull 7 de fevereiro de 2020

      ETF ativo Bearn Sterns… Um banco que quebrou. Melhor fugir disso.

      Ótimo conteúdo. Downside: muitos erros de digitação/ortografia

      Responder
    • yoqawzotum 11 de fevereiro de 2020

      oiloowtlahkpubueyrjkabeltduqdr

      Responder
    • Leonardo 26 de maio de 2020

      Excelente artigo. Totalmente esclarecedor. Parabéns equipe Suno!

      Responder
      • Suno Research 26 de maio de 2020

        Obrigado pelo feedback, Leonardo.
        Bons investimentos!

        Responder
    • […] ETF significa Exchange Traded Funds. Os ETFs são fundos negociados no mercado secundário, e podem seguir um índice ou ter um tema. Podem se expor a empresas, títulos de dívidas, moedas e muito mais. […]

      Responder
    • Guto 1 de julho de 2020

      Muito exclarecedor. Obrigado a toda equipe.

      Responder
    • Gabriel Brito Canizella 20 de julho de 2020

      Há algum ETF de Commodities negociado na B3? Fiz uma pesquisa, mas não encontrei nenhum…

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