A renda fixa é tida muito comumente como a aplicação financeira preferida do brasileiro nos últimos anos.

Muitos se sentiram atraídos por sua facilidade de aplicação, liquidez e alta rentabilidade o que garantiu à renda fixa um lugar prioritário na carteira de investimentos de um aplicador.

O mercado desta categoria de investimentos se desenvolveu muito nos últimos anos, várias aplicações financeiras foram criadas e hoje a renda fixa reúne mais de 3 milhões de aplicadores movimentando um total de R$ 2 trilhões.

A grande vantagem dos investimentos em renda fixa é a sua “considerável certeza” de saber a sua rentabilidade já no momento da aplicação.

De forma simplificada, investir em renda fixa significa emprestar dinheiro para alguém (governo, banco ou outros), em troca de juros, que nada mais é do que a remuneração do investidor ao deixar de ter o uso do seu capital naquele momento.

O emissor do título de renda fixa, em tese, também se beneficia dessa transação ao captar o dinheiro do investidor, pois dessa forma ele pode se capitalizar, disponibilizando-o de recursos para “tocar” seus projetos e negócios.

Características da renda fixa

  • Liquidez: No geral, investimentos em renda fixa, possuem uma liquidez elevada e contam com regras claras de rentabilidade já no momento da compra do título.
  • Relação risco-retorno: No mercado de títulos em geral, a regra que vale é que quanto maior o risco do título maior será o seu retorno em juros. A relação diretamente proporcional entre risco e retorno é que faz os títulos de mais longo prazo renderem mais que os títulos de curto prazo. A ideia é que, em tese, o investidor passará mais tempo (logo mais risco) com o título aplicado.
  • Indexador: Na pratica, serve de base para nortear os juros das aplicações em renda fixa. O mercado financeiro utiliza uma série de indexadores, dentre os mais famosos são o DI (taxa de juros interbancária), IPCA (índice de preços), IGP-M (taxa de inflação), Selic (taxa básica de juros).

É interessante destacar, ainda, que no mercado, existem dois tipos de títulos de renda fixa, os pré-fixados, quando os rendimentos já são conhecidos com antecedência, e os pós-fixados quando o rendimento depende do indexador a qual o título está atrelado.

 Principais aplicações em renda fixa

  • Caderneta de poupança: Aplicação bastante conhecida pelos brasileiros. Permite a aplicação de valores muito baixos, que variam da instituição financeira. O dinheiro é acrescido de juros mensalmente.
  • Títulos públicos: São papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, esses papéis oferecem uma remuneração em condições e prazos preestabelecidos. Os títulos públicos têm como objetivo prover recursos para repor o déficit orçamentário do governo. Também são instrumentos de implementação da política monetária, no qual quando o banco central emite títulos está retirando dinheiro do mercado e quando o banco central recompra títulos, está pondo dinheiro novamente em circulação.
  • CDB: Também conhecido como certificado de depósito bancário, este é um título que os bancos emitem para se capitalizar. O investidor que compra esses títulos está, na pratica, emprestando dinheiro para a instituição financeira, em troca de uma rentabilidade diária.
  • Debêntures: É um título de dívida que gera o direito de o comprador receber uma remuneração em juros dada pelo emissor desse título. As debêntures são emitidas por sociedades anônimas de capital aberto ou fechado, e são utilizadas para financiar projetos ou para prover de recursos empresas que precisam reestruturar suas dívidas.

Fundo garantidor de crédito

O Fundo Garantidor de Crédito, ou FGC, é a associação responsável pelo socorro aos correntistas, poupadores e investidores em caso de falência da instituição financeira.

Através desse mecanismo, é possível recuperar depósitos ou créditos no limite de até R$ 250.000,00 por CPF\CNPJ e por instituição financeira de um mesmo conglomerado.

Os produtos de renda fixa abrangidos pelo FGC são: CDB, LCI, LCA e letras de câmbio.

Conclusão

A renda fixa pode ser um ótimo instrumento de reserva de valores no curto e médio prazo, devido a sua relativa segurança e previsibilidade de resultados. No entanto, toda essa segurança cobra seu preço, que é o baixo retorno quando aplicamos nessa ferramenta no longo prazo.

Diversas pesquisas apontam a renda fixa como um produto de investimento secundário na proteção a períodos longos de aplicação, principalmente nos períodos de inflação elevada, dos quais a preservação dos valores aplicados é ainda mais importante.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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