Por: Tiago Reis

Educação financeira: 5 dicas para melhorar suas finanças

Para muitas pessoas, mexer com dinheiro é um desafio praticamente impossível de ser completado. Até existe a vontade de começar a investir, mas parte da população brasileira tem medo. Isso ocorre por conta da falta da educação financeira.

Atualmente, o nível de educação financeira na população brasileira encontra-se extremamente baixo, muito por conta de um sistema educacional um tanto quanto ineficiente e ultrapassado. De qualquer forma, saber pelo menos o mínimo desse conhecimento é uma responsabilidade cada vez mais necessária para as pessoas.

O que é educação financeira?

Educação financeira é o fornecimento de um conhecimento extremamente importante no que diz respeito às finanças pessoais e a acumulação e multiplicação de patrimônio ao longo do tempo.

Em outras palavras, educação financeira é o processo pelo qual pessoas melhoram sua compreensão em relação ao dinheiro. Esse conceito é utilizado pela ENEF, Estratégia Nacional de Educação Financeira, um programa do governo federal criado com o objetivo de fazer com que os brasileiros tomem decisões financeiras de forma consciente.

Uma pessoa que é educada financeiramente sabe mais do que economizar, ganhar dinheiro e acumular recursos. O grande objetivo desse tipo de ensinamento é capacitar indivíduos para que eles tenham recursos financeiros suficientes para uma melhor qualidade de vida tanto no presente quanto no futuro.

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Para chegar nesse ponto, é fundamental que cada pessoa tenha a consciência de cada oportunidade e risco do uso do dinheiro.

Por exemplo, assim que você recebe o seu salário, qual a sua primeira ação?

  1. Paga todas as contas que vão vencer no mês?
  2. Senta e faz um planejamento minucioso sobre cada gasto?
  3. Sai para jantar e aproveita que a conta está recheada para se divertir um pouco?

Não existe resposta certa. Ela pode variar a cada mês ou a cada etapa da sua vida. O que importa de fato é que, independentemente da decisão tomada, ela tenha sido consciente. Ou seja, você deve saber o que e como cada opção impacta na sua vida.

Isso é educação financeira. Infelizmente, esse tema é pouco abordado na nossa sociedade.

Saber sobre esse tema é uma necessidade urgente para todos os brasileiros e, certamente, só conseguiremos um futuro melhor transferirmos esse conhecimento também para as próximas gerações que ainda estão por vir. Alguns pesquisadores já defendem, inclusive que o assunto educação financeira esteja presente nas escolas.

Importância da educação financeira

Educação Financeira

Como já destacado anteriormente, atualmente esse tipo de conhecimento representa um papel de muita relevância na vida das pessoas. Saber sobre finanças, pelo menos o mínimo, é essencial.

Assim, a importância da educação financeira se faz na capacidade que esse conhecimento apresenta de possibilitar a criação de um patrimônio no mercado financeiro que gera renda através de dividendos e demais proventos concedidos pelos ativos.

Isso possibilita, para o investidor, a tranquilidade de não depender do governo e nem de ninguém para poder usufruir do seu tempo da maneira que achar mais conveniente no futuro.

Ou seja, a educação financeira é fundamental para quem deseja ser bem sucedido e pretende conquistar a tão sonhada independência financeira.

Esse não é um processo rápido. Quem pretende alcançar grandes objetivos deve ter paciência e muita disciplina para poupar dinheiro e investir corretamente. Com o passar do tempo e com aplicações mensais, as metas financeiras definidas hoje podem se tornar realidade no futuro.

Dentro dessa lógica, é importante começar imediatamente. Mesmo que seus rendimentos sejam modestos, é possível se organizar para poupar. Uma pessoa consciente financeiramente sabe que a disciplina na hora do uso do dinheiro é até mais importante do que a quantidade.

Por exemplo, vamos imaginar que uma pessoa ganha mensalmente R$ 5 mil, mas tem gastos que ultrapassam os R$ 6 mil e não guarda absolutamente nada.

Em breve, esse cidadão terá problemas. Por outro lado, uma pessoa que ganha R$ 3 mil e consegue poupar e investir R$ 500 está construindo as bases de um futuro mais confortável.

É justamente por isso que o interesse e a busca pelo conhecimento das finanças pessoais são fatores de extrema relevância.

Se esse tipo de estudo fosse disponibilizado desde os nossos primeiros anos na escola, certamente teríamos uma sociedade mais próspera e independente.

Os Estados Unidos são uma das nações mais desenvolvidas do planeta muito por conta de possuir um mercado financeiro bastante difundido e utilizado por sua população.

Isso é resultado direto de um alto nível de desse tipo de conhecimento disponibilizado aos americanos desde os seus primeiros anos de vida. Outros países desenvolvidos também seguem essa cultura.

No Brasil, infelizmente, somente 0,3% de uma população de mais de 200 milhões de pessoas possui o seus CPF’s cadastrados na BM&F Bovespa, ao passo que no país do Tio Sam esse percentual ultrapassa os 50%.

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Educação financeira nas escolas

Educação financeira nas escolas é um tema ainda pouco presente na sociedade brasileira. Para muita gente, dinheiro não é assunto para crianças.

Só que quem pensa assim está errado. Os jovens também são consumidores e devem aprender o mais cedo possível a utilizar os recursos financeiros de forma inteligente.

Desde 2009, uma lei exige que a disciplina educação financeira seja inserida nos currículos de escolas particulares e públicas. Especialistas afirmam que crianças que tem esse conhecimento são mais capazes de planejar o futuro e alcançar a independência financeira.

E dentro desse debate, os pais também são beneficiados. É que esse é um assunto que sai da sala de aula e chega na casa de cada estudante, fazendo com que o conhecimento se expanda.

Papel dos pais na educação financeira das crianças

Educação Financeira

Mesmo que seu filho ainda não tenha aulas de educação financeira na escola, é importante que ele já tenha acesso a esse tipo de conteúdo. Algumas ações cotidianas podem virar verdadeiras aulas de economia.

  • Ao preparar-se para ir ao mercado, por exemplo, incentive a criança a ajudar na produção da lista de compras. Isso vai fazer com que o jovem perceba quais são as reais necessidades e quais são os produtos supérfluos;
  • Durante uma viagem em família, fale sobre os custos e mostre para o seu filho que, para obter descanso, é preciso trabalhar muito antes;
  • Adotar o sistema de mesada pode ser útil. Dessa forma, a criança aprende a administrar o próprio dinheiro. Além disso, ela pode fazer escolhas e perceber como é importante economizar;
  • Incentivar a economia. A adoção de um cofrinho pode ser uma boa alternativa.

Para que, no entanto, essas dicas de educação financeira funcionem, os pais também devem adotar um bom comportamento no uso do dinheiro. O exemplo deve vir de cima, ou seja, de nada adianta ensinar sobre a utilização moderada dos recursos e manter um comportamento consumista perto das crianças.

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Por onde começar a organizar as finanças?

Talvez você já tenha passado por uma situação como esta, principalmente se não está em dia com a educação financeira. As contas do dia a dia vão chegando, algum imprevisto acontece e pronto. O orçamento estoura e os pagamentos atrasam.

Um passo fundamental para ter uma vida próspera financeiramente falando é ter suas contas no azul.  Nem sempre, no entanto, é fácil fazer toda essa reorganização, principalmente quando já está envolvido em dívidas.

Para sair do vermelho, a primeira orientação é saber qual é a real situação das suas finanças. Faça uma pesquisa e saiba exatamente quanto, há quanto tempo e para quem você está devendo. Nessa lista devem entrar todos os débitos, inclusive aqueles bem pequenos, que eventualmente você tenha.

Com essas dívidas relacionadas, faça uma análise sobre suas fontes de receita. Saiba exatamente quanto você ganha e pode contar mensalmente.

O passo seguinte é ver o que pode ser cortado do seu orçamento. Veja qual gasto está exagerado e pode ser eliminado. Na sequência, priorize o pagamento daquelas dívidas mais altas e que cobram juros elevados.

Caso haja endividamento no cheque especial ou no cartão de crédito, pague-os primeiro. É que essas duas modalidades de financiamentos cobram juros altos e podem ocasionar um verdadeiro efeito bola de neve.

Se você não possuir recursos para quitar essas dívidas, considere fazer uma troca e busque juros mais baixos. Em comparação com o cartão de crédito, o empréstimo consignado cobra uma taxa menor e pode ser uma opção para que você se organize.

Nesse momento complicado da sua vida financeira, é importante ainda renegociar os débitos com seus credores. Estude seus gastos e faça uma proposta de pagamento que esteja de acordo com suas possibilidades. Caso o pagamento seja à vista, negocie um desconto.

Com as contas de volta no azul, é primordial não voltar a cair em tentação e nem mesmo repetir velhos hábitos. Mude aqueles comportamentos prejudiciais, com compras por impulso e falta de planejamento.

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Dicas de educação financeira

Existem, atualmente, muitas ferramentas que podem auxiliar aos potenciais investidores a expandir os seus conhecimentos a respeito das finanças e, por consequência, da sua educação financeira pessoal.

Algumas dicas para esse fim se fazem interessantes, como por exemplo a leitura de livros de educação financeira, documentários disponíveis de maneira gratuita no Youtube, além de feiras e cursos sobre o assunto.

Ainda, o conceito dessa escola de conhecimentos é diretamente relacionado com a prática dos investimentos, uma vez que esse hábito desenvolve, para o seu praticante, a magnífica capacidade de expansão de seus recursos e, por consequência, do seu patrimônio pessoal.

Vale lembrar, também, que por consequência da prática, o estudo se torna parte da rotina, o que, com o tempo, torna o processo, de certa forma, automático e também prazeroso, o que tende a impulsionar ainda mais o desempenho desse investidor ao longo do tempo.

Veja agora quais são as cinco dicas que vão fazer você melhorar suas finanças.

1. Analise sua situação

Para começar essa lista de dicas de educação financeira, vamos de algo que parece simples, mas que poucas pessoas realmente fazem. A autoanálise da sua situação financeira é a lição número um.

Verifique se você possui dívidas, quais são elas, quanto dinheiro tem guardado, quanto ganha e quanto dos seus rendimentos vai para despesas fixas. Com a resposta para essas perguntas em mãos, é possível traçar um perfil de consumo para, dessa forma, estabelecer ações para acabar com as dívidas e começar a poupar dinheiro.

2. Controle os gastos

Para muitas pessoas, o salário acaba bem antes do mês.  O problema é que elas sequer se dão conta de como e onde gastaram esses recursos. Para mudar esse cenário, é preciso fazer um criterioso controle de despesas.

Não é difícil fazer isso. Basta que, diariamente, cada despesa realizada seja anotada, assim como o meio de pagamento utilizado. O ideal é agrupar esses gastos em categorias, como alimentação, educação, lazer e moradia. Dessa forma, é possível verificar quanto vai para categoria e delimitar valores máximos.

Caso as despesas sejam superiores às receitas, será necessário cortar gastos.

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3. Corte despesas supérfluas

Acompanhando os gastos com cuidado, você vai descobrir que o dinheiro pode durar mais, graças à eliminação de despesas desnecessárias.

Isso significa abrir mão de alguma coisa, como a troca do carro ou então do celular. Não se esqueça de também colocar nos cálculos aqueles pequenos gastos que muitas vezes passam despercebidos, seja ele o bombom depois do almoço ou a jogada semanal na loteria.

É importante também controlar compras por impulso, ou seja, sem planejamento. Esse é um hábito que atinge muitas pessoas, principalmente as mais jovens.

Analistas financeiros costumam recomendar que a renda de uma pessoa seja dividida da seguinte forma:

  • 50% do orçamento devem ir para os gastos essências, aqueles vinculados a manutenção do seu dia a dia.
  • 15% devem ser guardados, utilizados para investimentos ou então para o pagamento de dívidas.
  • 35% podem ser utilizados para manutenção do estilo de vida. São gastos supérfluos, não essenciais, que podem ser cortados caso necessário.

4. Invista suas economias

Educação Financeira

Após o conhecimento, controle e corte de gastos, o passo seguinte da educação financeira pessoal é fazer com que o dinheiro comece a trabalhar para você. Ou seja, é hora de investir.

O hábito de poupar dinheiro deve começar o mais breve possível. O ideal é que isso faça parte do planejamento mensal, tornando-se uma obrigação. O investimento deve ser feito sempre e não somente quando há sobras no orçamento.

Ter recursos guardados também é uma forma de estar protegido em momentos de crise ou quando ocorrer algum imprevisto.

5. Planeje metas financeiras

A educação financeira é uma ferramenta que deve ser utilizada com o objetivo de atingir metas.

Muitas pessoas fazem isso de maneira automática e natural. Só que a maioria tem dificuldades em se planejar. Para começar, você pode estabelecer metas simples e de curto prazo. Assim, os resultados vão aparecer mais rapidamente e você terá um incentivo a mais para ir adiante.

Priorizar objetivos se torna fundamental para que gastos desnecessários não sejam feitos. Ou seja, a cada vez que tiver que decidir sobre determinada compra, você vai pensar naquele objetivo definido e quanto essa sua decisão vai interferir na busca por ele.  Dessa forma, a organização das finanças fica mais simples.

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Educação Financeira e o investimento

Como já dissemos, separar uma parte dos recursos para investimento é uma das etapas do processo de educação financeira. Muitas pessoas têm algum receio quando essa hora chega. Isso porque não sabem em qual perfil se encaixa.

Entretanto, com preparação e informação, a área de investimentos fica mais simples de ser compreendida. Assim, o investidor consegue escolher aplicações adequadas ao seu perfil, reconhecendo os respectivos benefícios.

Cada tipo de investimento possui características próprias que devem ser levadas em conta. Na hora de investir, você pode escolher entre produtos de renda fixa ou de renda variável.

De acordo com especialistas na área, o recomendado é montar carteiras que misturem os dois tipos. Assim, você tem estabilidade e também bons retornos.

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Renda fixa é uma classe de ativos em que a fórmula de remuneração é conhecida antes da aplicação. Existem opções pré e pós-fixadas. As mais conhecidas são:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • Tesouro Direto.

Já a renda variável, tem rentabilidade desconhecida. O investidor não sabe quanto será recebido no fim da aplicação. Entre as alternativas dessa categoria estão:

Essas são apenas algumas opções existentes. O mundo das finanças é grande e há muitas alternativas que podem ajudar o investidor a atingir sua independência financeira.

Saber sobre educação financeira é uma necessidade urgente para todos os brasileiros e, certamente, só conseguiremos um futuro melhor transferirmos esse conhecimento também para as próximas gerações que ainda estão por vir.

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Perguntas frequentes sobre Educação Financeira

O que é educação financeira?

Educação financeira é o aprendizado em relação ao uso do dinheiro. Ou seja, um pessoa educada financeiramente tem o conhecimento relativo às suas finanças pessoas.

Dessa forma, o indivíduo pode tomar decisões financeiras, como gastos, compras e investimentos, de forma consciente.

Como iniciar uma educação financeira?

O ideal é se educar o mais cedo possível. Especialistas dessa área afirmam que crianças deveriam ter esse tipo de conhecimento no currículo escolar. Uma lei no Brasil determina isso, mas poucas escolas seguem.
Quem quer se educar financeiramente deve seguir 5 dicas:

1. Analisar a situação: veja quais são suas dívidas, o valor delas, quanto gasta e quanto consegue economizar.

2. Controle os gastos: anote, diariamente, cada despesa realizada. Inclua cada uma dessas compras em uma categoria (educação, alimentação, lazer, etc).

3. Corte despesas supérfluas: elimine qualquer gasto que não seja necessário.

4. Invista: poupe dinheiro e assuma o compromisso de guardar uma quantidade mínima mensalmente.

5. Planeje metas: estabeleça objetivos a serem cumpridos. Isso vai incentivá-lo a economizar. Comece com pequenas metas.

O que significa ter independência financeira?

Independência financeira tem muitos significados. De maneira geral, podemos dizer que existem quatro estágios de independência.

O primeiro deles é a liberdade de curto prazo. È quando a pessoa possui recursos suficientes para viver um determinado tempo (entre dois meses e um ano) sem salário. Ou seja, trata-se da existência de uma reserva de emergência.

O segundo estágio é a de independência das contas. Ocorre quando a pessoa não tem dívida ou então consegue pagá-las sem atrasos.

O terceiro estágio é a liberdade de emprego. Ele representa a existência de uma renda alternativa fora do emprego, uma segunda fonte.

Por último, o quarto estágio é a independência total. É quando suas aplicações financeiras fazem com que você possa viver apenas da renda obtidas por elas.

Como organizar a vida financeira e sair do vermelho?

O primeiro passo para sair do vermelho é conhecer de fato sua realidade financeira. O recomendado é fazer uma pesquisar e listas quanto, para quem e há quanto tempo está devendo.

Na sequência, deve ser feita uma avaliação sobre as fontes de receita existentes e se há possibilidade de aumenta-las. Feito isso, é necessário fazer cortes no orçamento, assim como renegociar as dívidas.

Por que é importante saber sobre educação financeira?

Educação financeira é importante porque possibilita a criação de um patrimônio gerador de renda. Dessa forma, com esses recursos, o investidor tem a tranquilidade de não depender do governo e pode usufruir de seu tempo da forma mais conveniente.

Bibliografia

https://www.entrepreneur.com/article/320917

https://www.investopedia.com/articles/retirement/06/10secureretirementtips

http://www.vidaedinheiro.gov.br/

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.