economia doméstica

Há gastos que muitas vezes nos passam despercebidos, mas que fazem diferença na planilha de gastos no final do mês. É o que a economia doméstica nos mostra.

Seguindo os princípios da economia doméstica, é possível destinar uma maior parcela da renda familiar a novos investimentos ou mesmo a atividades de lazer.

A economia doméstica é uma disciplina que agrega diversos conceitos, a fim de auxiliar as famílias a gerirem melhor os seus recursos. Esta área do conhecimento surgiu no século XIX, como uma consequência da Revolução Industrial.

O seu objetivo é ensinar as pessoas a gerirem melhor os seus recursos familiares. E isto vai além do dinheiro em si, passando por alimentação, higiene e educação.

Utilizando a economia doméstica em causa própria

economia doméstica

O fato é que a vida doméstica pode abocanhar boa parte dos recursos familiares se não for bem administrada.
Por isso, trazemos oito dicas de como economizar dinheiro em casa.

Organização

O primeiro passo para uma economia doméstica saudável é se organizar. Colocar em uma planilha os gastos fixos e os variáveis, bem como a renda fixa e a variável mensal.

Desta forma é possível ver quais são os maiores gastos, os constantes, mas inevitáveis, e os que podem ser eliminados.

É preciso conhecer as finanças antes de alterá-las.

Cortar gastos pela raiz

Há gastos que, sem pararmos para analisá-los, são desnecessários.

Aquele seguro que o seu cartão de crédito te vende como algo maravilhoso pode ser apenas uma total perda de dinheiro.

O mesmo vale para assinaturas de televisão a cabo com centenas de canais, para quem mal assiste televisão. Ou ainda, quando assiste, fica em um único canal.

Vale negociar com operadora um plano melhor, que atenda às suas necessidades.

Atenção no gasto de água e luz

As contas de consumo são um gasto frequente, mas os valores oscilam de acordo com o seu uso (e os frequentes reajustes sobre elas).

Por isso, lembre alertas que nossos pais nos davam na infância e na adolescência. Mesmo se de fato for um dos sócios da concessionária de energia elétrica, apagar as luzes ao sair de um cômodo é uma medida importante.

Este princípio também vale para escovar os dentes com a torneira fechada e reutilizar a água da máquina de lavar.

Alimentação planejada

Um dos maiores gastos de uma família, a alimentação também pode seguir preceitos da economia doméstica.

Especialistas explicam que planejar o cardápio da semana antes de comprar os alimentos necessários reduz o gasto com a alimentação.

Aproveitar o máximo possível dos alimentos também é uma boa forma de economia e nutrição.

Escolher um supermercado mais em conta, bem como marcas mais baratas, pode ter um alto impacto na soma dos produtos no carrinho no caixa.

Comprar apenas o necessário

Em uma era de marketing agressivo, as compras por impulso têm crescido substancialmente.

Logo, adquira o que realmente é necessário. Aquele produto que será utilizado poucas vezes e ainda pode ser substituído por outro não é uma boa aquisição.

O carro ou o smartphone precisam mesmo ser trocados todos os anos? Este pode ser um luxo que não fará tanta diferença se for deixado de lado.

Quitar as dívidas

As dívidas parceladas, especialmente no cartão de crédito, podem reter uma parcela considerável do orçamento familiar.

Por isso, é importante quitar as dívidas existentes e evitar fazer novas.

Para quem é contratado no regime CLT, o décimo terceiro salário ou o terço de férias podem ajudar neste processo.

Mas, após pagar a dívida, é importante lembrar da dica anterior e comprar apenas o necessário. E de preferência à vista, para evitar contrair um novo débito.

Pesquisar antes de comprar

Se comprar algo novo realmente for necessário, pesquise. Isto não vale apenas para preços, mas também para o produto em si.

Alguns produtos são caros não pela sua qualidade, mas sim pela marca que consta nele.

E, por mais que alguns realmente justifiquem o preço, é preciso se perguntar se aquelas características são realmente necessárias para o seu uso.

Podemos exemplificar isto com os computadores.

Quem não trabalha com edição de imagens ou vídeos, ou não joga online, dificilmente precisará de um equipamento com placa de vídeo dedicada.

Ainda mais se considerarmos o quanto essa configuração encarece o produto.

Logo, se o uso do consumidor não é tão avançado, é possível comprar um bom equipamento e bem mais barato.

Ter uma reserva financeira

É importante ter uma reserva financeira para emergências. Isso porque, sem ela, é fácil se endividar em caso de perda de emprego ou de um problema de saúde.

O ideal é ter o suficiente para manter seu estilo de vida, sem outra fonte de renda, por pelo menos seis meses.

Lucro da economia doméstica

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Estas dicas de economia doméstica podem diminuir os gastos familiares substancialmente. Além, é claro, de evitar novos gastos desnecessários.

A renda que for liberada dos gastos familiares deve ser bem aproveitada.

Ela pode ser aplicada, por exemplo, para benefícios em curto, médio ou longo prazo.

Para quem deseja realizar o sonho da casa própria, independência financeira ou mesmo uma aposentadoria pode investir em ações ou em fundos imobiliários.

Estes são os que oferecem melhor rentabilidade, com risco controlado.

Logo, o dinheiro poupado renderá mais e poderá ser utilizado em benefício da família.

Mas também há quem deseje fazer uma viagem internacional no final do ano.

Nestes casos de curto prazo, é possível escolher investimentos com menor liquidez, mas com um rendimento maior do que o da poupança.

A dica é escolher uma aplicação financeira com liquidez diária, como o Tesouro Selic.

O importante é ter um maior controle sobre o seu dinheiro. Neste caso, a economia doméstica pode ser a grande ajuda que falta no orçamento familiar.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.