dividendos

Você sabe o que são dividendos?

Os dividendos contribuem bastante para o retorno dos acionistas de longo prazo, e muitos vivem destes proventos pago pelas empresas.

Os dividendos são uma parcela do lucro destinada aos sócios da empresa. Ou seja, todo acionista de uma empresa, em caso da companhia apresentar lucro, terá direito ao recebimento de proventos. No Brasil, por lei, as empresas são obrigadas a distribuir proventos aos seus acionistas quando apresentam lucro.

O percentual mínimo, geralmente, consta no estatuto da empresa. Quando o estatuto é omisso, de acordo com a lei das S/A (sociedades anônimas) a empresa deve distribuir o mínimo de 25% do lucro líquido aos seus acionistas.

Por exemplo, suponha que uma determinada empresa tenha um lucro de R$ 100 milhões, e o seu estatuto determina que deve ser distribuído o mínimo de 30% sobre o lucro líquido.

Caso a empresa opte por distribuir o mínimo possível aos seus acionistas, ela distribuirá, portanto, o valor de R$ 30 milhões.

Pois, 30% de 100 = 30.

O acionista receberá os proventos de acordo com sua participação no capital da empresa.

Dessa forma, se um acionista detém 10% do capital de uma empresa, ele receberá 10% do montante a ser distribuído.

No caso do exemplo acima, o investidor receberá R$ 3 milhões, pois 10% de 30 = 3.

Em relação às ações da Bovespa, é comum que o dividendo seja expresso na forma de dividendo por ação.

Mas o que significa isto?

É bastante simples. Suponha, por exemplo, que a Vale anunciou um dividendo de R$0,50 por ação.

Portanto, um investidor que possuir 100 ações da empresa, receberá R$ 50,00.

Pois: 0,50 x 100 = R$50,00. Muito fácil, não?

Os proventos são, dessa forma, uma remuneração paga ao acionista de uma empresa.

Ele pode ser pago em dinheiro, em novas ações, ou em bens de propriedade.

Para que servem os dividendos?

Os proventos servem, entre outras razões, para remunerar o acionista, em recompensa ao fato de ele ser sócio da empresa.

Afinal, ao se tornar sócio de uma empresa listada na Bovespa o investidor assume vários riscos. Tais quais, o risco do próprio negócio da empresa.

Imagine que você compre ações da Petrobras, ao fazer isto, você assumirá todos os riscos inerentes ao negócio dela.

Se ocorrer, por exemplo, uma forte queda na cotação do petróleo, muito provavelmente o valor de mercado da empresa também cairá e, por consequência, o valor de suas ações.

O dividendo é, então, também uma forma de recompensar o acionista pelo risco que ele assume ao investir na empresa.

  1. Vantagens de se investir em empresas de dividendos
  2. Datas em relação aos dividendos
  3. Cuidadas em relação a empresas de dividendos
  4. Reinvestimento dos dividendos
  5. Estudos que comprovam a eficácia dos dividendos
  6. Periodicidade dos dividendos
  7. Luiz Barsi – o rei dos dividendos
  8. William Wohlers
  9. Dividend yield
  10. Yield on cost
  11. Dividendos versus JCP
  12. Índice payout
  13. Dividendos extraordinários
  14. Fundos imobiliários
  15. Livros sobre dividendos
  16. Vídeos sobre dividendos

Vantagens de se investir em empresas de dividendos

vantagens das ações de proventos
Existem diversas vantagens comprovadas de se investir em empresas boas pagadoras de dividendos.

Esta é, inclusive, a filosofia de investimentos de Luiz Barsi, um dos maiores investidores da Bovespa.

Menor Volatilidade

É de conhecimento comum que ações são um investimento consideravelmente volátil.

Ou seja, o preço das ações costumam oscilar bastante.

No entanto, o investimento em ações, no longo prazo, costuma superar de forma relevante outros tipos de investimento, como por exemplo, a renda fixa.

Dessa forma, seria muito bom se fosse possível obter o retorno do investimento em ações, só que com uma volatilidade reduzida, correto?

Pois bem, investindo em ações que pagam proventos isto é possível.

Existem diversos estudos (veremos estes estudos mais adiante) que comprovam que ações de dividendos são menos voláteis que ações que não pagam proventos.

Isto é, de certa forma, bastante intuitivo. Afinal, quando o mercado como um todo está caindo, muitos investidores se voltam às ações de dividendos como o seu “porto seguro”.

Os proventos não dependem da situação geral do mercado, mas tão somente do lucro líquido das companhias que os distribuem.

Sendo assim, mesmo em períodos de baixas nos mercados os proventos se mantém, e podem até ficar mais atrativos (veremos como isto ocorre mais adiante).

Lucros e geração de caixa

Pode parecer bastante óbvio, mas poucos investidores tem a percepção que será demonstrada a seguir.

Como vimos, os dividendos são uma parcela do lucro destinada aos acionistas.

Dessa forma, para uma empresa distribuir proventos, o que ela precisa apresentar?

Lucro, mas é claro.

Portanto, ao buscar investir em empresas que pagam dividendos, você adquirirá, por consequência, empresas lucrativas.

Muitas pessoas não sabem, mas muitas empresas presentes na Bovespa não apresentam lucros recorrentes.

A depender do setor, muitas companhias listadas em bolsa sequer vieram a dar lucro algum dia.

As empresas que apresentam sucesso no longo prazo são aquelas capazes de manter e aumentar os seus lucros. Portanto, excluir as empresas que apresentam prejuízo é o primeiro passo para se ter um bom investimento quando ele é focado em dividendos.

Além disso, as empresas que pagam bons proventos têm o perfil de serem fortes geradoras de caixa. O que é mais um traço das empresas de sucesso.

Dessa forma, ao focar em empresas que pagam bons dividendos quando selecionando suas ações na Bovespa, o investidor estará focando em empresas, via de regra, lucrativas e com perfil de boa geração de caixa.

Assim, pode-se dizer que um grande passo foi dado em direção ao sucesso de um investimento.

Rentabilidade e crescimento

Dividendos da Multiplus

Lucro e dividendos da Multiplus – Fundamentus

Outra característica positiva das empresas na Bovespa que pagam bons dividendos é que elas são, geralmente, empresas bastante rentáveis e que conseguem crescer sem necessitar de muito capital.

Como vimos anteriormente, os proventos são frutos do lucro da empresa.

Mas, uma empresa que necessita fazer grande investimentos para dar continuidade às suas operações não distribuirá dividendos aos seus acionistas. Pois este recurso precisa ser utilizado no negócio da empresa.

Diferentemente, por exemplo, da maioria das empresas que pagam proventos. Pois essas podem remunerar o seu acionista e ainda continuar crescendo.

Isto acontece pois estas empresas, normalmente, são bastante rentáveis, com altos indicadores de ROE (Retorno sobre o patrimônio líquido) e ROIC (Retorno sobre o capital aplicado).

Um exemplo que pode ser citado de empresa com este perfil é a Multiplus, companhia do setor de fidelidade.

A Multiplus é uma das empresas mais rentáveis da Bovespa, com ROE acima de 200%

Além disso, a Multiplus é também um das maiores pagadores de dividendos da bolsa. Ela distribui, todo ano, praticamente 100% do lucro líquido aos seus acionistas.

Outro fato interessante a se notar sobre esta empresa, é que mesmo distribuindo todo o lucro ao seu acionista, ela conseguiu crescer seus resultados de forma exponencial nos últimos anos.

Isto acontece justamente porque a empresa é altamente rentável, e não necessitar reter capital para crescer.

Dessa forma, ela tem entregue um bom retorno ao seu acionista desde a sua abertura de capital.

Outro exemplo que pode ser citado de empresa rentável e que paga bons proventos é o banco Itaú.

O banco tem um histórico de distribuir um percentual considerável dos lucros aos seus acionistas.

No entanto, esta distribuição não impediu o crescimento dos resultados, sendo a companhia atualmente uma das maiores da Bovespa.

Maior retorno

índice de dividendos

índice de dividendos (azul) versus Ibovespa (vermelho) – Economatica

Empresas que pagam dividendos recorrentes e crescentes ao seu investidor, em média, apresentam um maior retorno.

Isto fica bastante claro ao observar a imagem acima. Em azul, temos as empresas que mais pagam dividendos da Bovespa, representadas pelo índice IDIV, o índice de dividendos.

Já em vermelho, temos o índice Ibovespa (IBOV), o principal benchmark da bolsa de valores no Brasil. Em preto, temos o CDI, um índice muito utilizado para aplicações de renda fixa.

É bastante visível como o investimento em ações que pagam proventos superam o investimento nas demais ações.

Inclusive, o IDIV superou o IBOV em praticamente 2x o índice geral da bolsa.

O investidor que aplicou, no início de 2016, R$ 10 mil no índice de dividendos chegou a R$ 44 mil em meados de 2018.

Já o investidor que aplicou a mesma quantia, na mesma data, no IBOV chegou a apenas R$ 23 mil em 2018.

Este maior retorno ocorre porque as empresas que pagam proventos são mais estáveis, e costumam apresentar valorizações constantes em seu valor de mercado.

Dessa forma, o poder dos juros compostos age sobre essas empresas, multiplicando o valor das mesmas.

Já empresas que não pagam proventos, como são mais voláteis, podem experimentar grandes quedas em seu valor de mercado, essas quedas acabam por comprometer o trabalho dos juros compostos, o que afeta o retorno no longo prazo.

Empresas perenes e estáveis

Dividendos de Taesa

Lucros e dividendos da Taesa – Fundamentus

Empresas que pagam bons proventos são, via de regra, empresas perenes e bastante estáveis.

Estas empresas costumam possuir um grande histórico de operações bem-sucedidas.

Grandes exemplo de empresas que se encaixam neste perfil são as companhias elétricas e as empresas de papel e celulose.

Esses são, inclusive, dois dos setores preferidos de Luiz Barsi para aplicar os seus investimentos.

Ambos são setores que dificilmente terão uma demanda muito menor no futuro, dessa forma, o investimento apresenta um menor risco.

Além disso, a maioria das empresas desses setores são bem estabelecidas, e não necessitam se preocupar de forma demasiada com o crescimento operacional ou o acirramento da concorrência.

Podemos citar como exemplo de empresa que apresenta este perfil a Taesa, companhia que atua no segmento de transmissão de energia.

Este segmento possui uma demanda cativa. Ainda, ele é menos volátil do que os outros setores elétricos, tais quais a geração e distribuição.

Dessa forma, a empresa é bastante lucrativa, e costuma distribuir uma grande parcela do lucro na forma de dividendos aos seus acionistas.

Por isso, a companhia apresenta uma expressiva valorização desde a sua abertura de capital.

De 2006 até 2018 a empresa praticamente multiplicou por 10x o valor de suas ações, quando ajustadas por proventos.

Isto significa que o investidor que investiu R$ 10 mil em Taesa em 2006, ganhou com a empresa aproximadamente R$ 90 mil, entre valorização do capital e proventos recebidos.

Endividamento controlado

Como vimos, as empresas ao distribuirem dividendos aos seus acionistas abrem mão de utilizar este recursos para outras atribuições.

Como por exemplo: reinvestir o dinheiro na empresa, deixar o dinheiro aplicado no caixa da companhia e quitar dívidas.

Tipicamente, as empresas quando apresentam um endividamento muito elevado não distribuem proventos aos seus acionistas, visto que é necessário quitar as dívidas para prosseguir com as operações.

O endividamento, quando não controlado, pode ser muito preocupante, levando até, em casos extremos, à falência.

Dessa forma, o investidor inteligente, ao escolher ações na Bovespa, evita companhias com uma alavancagem alta.

E, via de regra, companhias boas pagadoras de proventos possuem o endividamento bastante controlado.

Caso contrário, a gestão da empresa optaria por pagar as dívidas em vez de pagar proventos aos acionistas.

Um exemplo de companhia que apresenta um endividamento bastante controlado e também por isso distribui boa parte do seu lucro aos acionistas é a Tupy.

Como é uma forte geradora de caixa e apresenta uma alavancagem reduzida, distribui uma parcela considerável de seu lucro aos acionistas.

Contudo, é importante ressaltar que nem sempre uma empresa que paga bons dividendos tem o endividamento controlado.

Uma exceção a esta regra ocorre quando o controlador da empresa necessita de recursos, sendo assim, ele aprova o pagamento de dividendos mesmo que isto não seja o mais apropriado a se fazer para a companhia.

Isso é relativamente comum com algumas empresas estatais listadas na bolsa de valores brasileira.

Como os seus controladores, os governos, necessitam de recursos para investir, eles aprovam uma distribuição de proventos muitas vezes acima do ideal para a companhia.

O investidor deve, portanto, tomar muito cuidado com esses casos. Pois o dividendo pode estar sendo pago às custas de um grande aumento da dívida, o que pode ser bastante prejudicial no longo prazo.

Datas em relação aos dividendos

Datas de proventos de ações

Anúncio de proventos da Taesa

Existem datas muito importantes que o investidor que busca receber dividendos deve se atentar. São elas: Data de declaração, data ex e data de recebimento.

Vamos explicar exatamente o que significa cada uma dessas datas. Para isso vamos tomar como base um anúncio de dividendo da Taesa.

  1. Data de anúncio: A data de anúncio, como o nome já indica, é a data que a empresa realiza a divulgação do pagamento dos proventos. É também, geralmente, a mesma data a qual o pagamento é aprovado pelo conselho de administração da empresa. Como é possível observar no canto superior esquerdo da imagem, a data do documento é de 09/05/2018, esta é, portanto, a data de anúncio do dividendo.
  2. Data ex: A data ex é um fator muito importante para o recebimento de proventos de empresas da Bovespa, no entanto, muitos investidores não compreendem propriamente o seu significado. A data ex é a data a partir da qual o investidor que comprar as ações não possui mais o direito de receber os dividendos. De acordo com o comunicado da Taesa, esta data é 15 de maio de 2018. Portanto, caso o investidor queira receber os proventos, ele deve adquiri-las até a data de 14 de maio de 2018, pois esta será considerada como base para o recebimento dos proventos.
  3. Data do pagamento: A data do pagamento nada mais é do que a data na qual o investidor receberá os seus dividendos. No caso da Taesa, conforme o comunicado, no dia 23 de maio de 2018 o investidor terá recebido o valor divulgado diretamente em sua conta na corretora.

Cuidados em relação a empresas de dividendos

Cuidados com ações na bovespa

Oi – de pagadora de dividendos à recuperação judicial – Fundamentus

Existem alguns cuidados que o investidor deve tomar em relação a uma empresa de dividendos, alguns deles são:

  • Endividamento
  • Dividendos maiores que o lucro
  • Dividendos não sustentáveis

Vamos falar sobre cada um deles.

Endividamento

É importante observar se a empresa não está distribuindo proventos a custa de uma elevação em sua dívida. Como exemplo dessa situação, podemos citar a empresa de telefonia Oi.

A companhia, como pode ser visto acima, pagava bons dividendos aos seus acionistas. Contudo, a partir de 2011, ela teve os seus lucros fortemente reduzidos.

Os dividendos, no entanto, continuaram sendo pagos, isto ocorria enquanto a dívida da empresa tornava-se cada vez maior.

O resultado dessa situação foi que, a partir de 2015, a empresa passou a operar no prejuízo, e seus acionistas nunca mais receberam dividendos.

Obviamente, a derrocada da Oi nao se deve apenas à política equivocada de distribuição de proventos, mas também a problemas operacionais.

No entanto, o caso da empresa serve para mostrar que nem sempre a presença de dividendos significa que um investimento é seguro.

Dividendos maiores que o lucro

Algumas empresas distribuem proventos maiores que o lucro reportado. Isto pode ser dar em funções de reservas de lucros de períodos anteriores, o que neste caso é normal.

Mas, caso a empresa siga distribuindo mais do que seu lucro na forma de proventos, essa situação pode tornar-se insustentável, o que não é um bom sinal para o investidor.

Dividendos não sustentáveis

Algumas empresas distribuem dividendos que não são sustentáveis no longo prazo.

Por exemplo, uma empresa pode vender um ativo, e com o recurso da venda, distribuir aos seus acionistas em forma de dividendos.

No entanto, este é um efeito não recorrente. Portanto, o investidor que projete este mesmo dividendo para o futuro pode estar cometendo um erro e ter surpresas negativas mais a frente.

Reinvestimento dos dividendos: O segredo para a riqueza

Grendene com reinvestimento versus sem reinvestimento dos dividendos – Economatica

Enquanto os proventos contribuem para o enriquecimento do investidor, o que realmente faz a diferença é a sua reaplicação.

Dessa forma, o investidor faz com que os juros compostos trabalhem ao seu favor.

Na imagem acima, fica constatada a grande diferença que o reinvestimento dos dividendos possuem sobre o resultado final.

Utilizamos como exemplo a empresa Grendene, uma calçadista brasileira.

O investidor que, no início de 2005, aplicou R$ 100 na empresa, e reinvestiu todos os proventos recebidos, obteve um resultado final em 2018 de mais de R$ 450 (linha preta).

Já o investidor que comprou os mesmos R$ 100 em ações da empresa, mas não reinvestiu os proventos, teve como resultado em 2018 apenas R$ 222 (linha vermelha).

Portanto, menos da metade do indivíduo que reaplicou os dividendos recebidos.

O reinvestimento dos proventos é, inclusive, muito ressaltado por Luiz Barsi como um dos passos mais importante para o investidor poder viver de dividendos no futuro.

O fenômeno que ocorre com Grendene ocorre também com outras empresas da Bovespa. Ao se investir em empresas sólidas, no longo prazo, o reinvestimento dos dividendos tende a trazer ótimos resultados.

Um questionamento muito comum por parte dos investidores é se o dividendo recebido deve ser reinvestido no mesmo ativo que o pagou.

A resposta é que não.

O investidor deve pegar o seu dividendo e reinvestir na melhor oportunidade disponível.

Por exemplo, suponha que você receba R$ 10 mil em proventos da Grendene, você não necessariamente precisa reinvestir esse recurso no Grendene.

Você pode aproveitar outras ações que, porventura, estejam um preço mais atrativo para a compra.

Dessa forma, você potencializa os seus retornos e caminha rumo à independência financeira.

Estudos que comprovam a eficácia dos dividendos

Hartford funds – the power of dividends

Como dito anteriormente, existem diversos estudos que comprovam a eficácia da estratégia de se investir em empresas que pagam dividendos.

Já vimos que, no Brasil, empresas de dividendos superam o principal índice da Bovespa.

No entanto, é muito interessante observar que essa estratégia funciona não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

A imagem acima mostra o retorno de US$ 100 investidos em empresas americanas no ano de 1972.

As empresas que apresentaram o maior retorno foram as que pagavam dividendos crescentes, com um resultado final de US$ 6.970.

Muito acima, por exemplo, do retorno das empresas que não pagavam proventos, que foi um total de US$ 289.

O pior retorno dentre os apresentados foi das empresas que deixaram de pagar dividendos, tendo o investidor que comprou ações dessas empresas inclusive perdido dinheiro.

Ainda, o segundo maior retorno foram das empresas pagadoras de dividendos, porém não crescentes, com quase o dobro do retorno do índice das ações americanas comuns.

Um outro estudo bastante interessante é o demonstrado abaixo, que comprova o poder do reinvestimento dos dividendos.

Esse estudo foi feito com as ações britânicas, e mostra que, o investidor que reinvestir os dividendos recebidos teve um retorno praticamente 10 vezes maior do que o investidor que apenas recebeu os seus dividendos e não os reinvestiu.

Um fato interessante de se notar sobre as empresas que pagam proventos é o seu comportamento nos mercados de alta.

Embora as ações de dividendos superam amplamente as demais no longo prazo, em mercados de alta, e no curto prazo, eles podem ter uma performance pior que as outras ações.

Como demonstra o estudo abaixo:

Ações de proventos em mercado de alta

Ações de proventos (azul) versus ações em geral (vermelho) – Em um mercado de alta

Isso ocorre pois, em um mercado de alta, muitos investidores buscam investir em ações mais arriscadas, sem o perfil de pagar proventos.

O que pode fazer com que, momentaneamente, esses ativos tenham performance abaixo da média de mercado.

Periodicidade dos dividendos

frequência do pagamento de proventos
Outro fator que o investidor que investe na Bovespa buscando dividendos deve se atentar é a periodicidade do pagamento.

Isto é, a frequência as empresas remuneram os seus acionistas.

Tipicamente, cada empresa possui uma política específica de remuneração ao seu acionista.

Sendo necessário, para as empresas que dão lucro, distribuir proventos ao menos uma vez no ano.

Os dividendos podem ser:

  • Anuais: Essas empresas pagam dividendos somente uma vez ano. Tipicamente, após o resultado do quarto trimestre, onde é distribuído o dividendo referente ao ano que se encerrou.
  • Semestral: Empresas com essa política paga proventos uma vez por semestre. Tipicamente, após o segundo e quarto trimestre do ano.
  • Trimestral: Essa é uma forma muito comum para empresas estáveis e perenes. Essas companhias distribuem dividendos para os seus acionistas uma vez por trimestre, após a divulgação dos resultados do período. Exemplos de empresas que seguem esta política são Taesa e Multiplus.
  • Mensais: Neste caso o pagamento de dividendos ocorre todo mês. Pouquíssimas empresas da Bovespa seguem a perspectiva dos dividendos mensais, sendo as principais os bancos Bradesco e Itaú. No entanto, o dividendo mensal, mesmo nessas duas empresas, ainda é pouco quando comparado ao total distribuído. As companhias, mesmo pagando proventos mensais, concentram a maior parte dos recursos em um ou dois momentos do ano.
  • Outras políticas: Muitas empresas não possuem uma política clara sobre a periodicidade do pagamento de dividendos. Isto ocorre, principalmente, em empresas com inconsistência operacional, que oscilam frequentemente entre o lucro e o prejuízo. Devido à volatilidade nos resultados, fica difícil para estas empresas estabelecer uma frequência de dividendos.

Luiz Barsi – o rei dos dividendos

Luiz Barsi Bovespa

Luiz Barsi

Luiz Barsi, um dos maiores investidores da Bovespa, é frequentemente chamado de “rei dos dividendos”.

Isso ocorre pois ele é um dos investidores que mais defendem a estratégia dos dividendos.

Luiz Barsi vem de uma família de origem humilde, e iniciou na bolsa no início de sua fase adulta.

Ele definiu a estratégia de dividendos como a melhor possível para se ter sucesso investindo em ações no longo prazo.

Ele defende que o investidor aplique na bolsa não pensando em acumular cada vez mais dinheiro, mas sim em acumular cada vez mais ações de empresas.

Ao ter cada vez mais ações de empresas, o investidor poderá no futuro viver de dividendos.

Dessa forma, Barsi acumulou papéis de empresas até se tornar um dos grandes investidores do Brasil.

Até hoje ele segue sua filosofia de aplicar em empresas sólidas, de setores perenes, e que paguem ótimos proventos.

Para se ter uma ideia da magnitude dos investimentos desse grande investidor, podemos citar como exemplo o recebimento, no ano de 2017, de R$ 59,6 milhões de dividendos da Unipar.

Ele é dono de uma fatia de 17% da empresa, e com o anúncio do pagamento de R$ 4,64 por ação, o investidor teve direito a este montante milionário.

Barsi defende que qualquer investidor pode se aposentar com ações e viver de dividendos.

Basta, para isso, investir em boas empresas pagadoras de proventos, e reinvestir os recursos recebidos durante um longo período de tempo.

William Wohlers – viver de dividendos

Wililam Wohlers investimento ações
Outra história surpreendente a respeito do poder dos dividendos se dá com Willian Wohlers, o rei dos ovos.

Willian, assim como Luiz Barsi, vem de uma família de origem muito humilde.

O rei dos ovos trabalhava como feirante, vendendo ovos de galinha.

A banca de William na feira era frequentada por Luiz Barsi. Tutelado pelo grande investidor, o rei dos ovos resolveu estudar o tema da bolsa de valores, e começou a investir.

Seguindo a filosofia de seu mentor, de investir em ações de dividendos, Wohlers atingiu a sua independência financeira.

Ele, até hoje, trabalha com sua empresa de vender ovos. No entanto, ele possui recursos suficientes para viver de dividendos, e trabalha pelo prazer que consegue em seu emprego.

Willian Wohlers, assim como Luiz Barsi, é a prova de que investir em ações que pagam dividendos é um bom caminho rumo à independência financeira.

O rei dos ovos conta que, no início, sobrava muito pouco para ele investir. No entanto, ele teve disciplina, e persistiu poupando e investindo cada vez mais.

Os dividendos recebidos, que antes eram centavos, tornaram-se suficientes para pagar todo o custo de vida dele.

Portanto, assim como aconteceu com William Wohlers, pode-se dizer que é possível para qualquer um viver de dividendos no longo prazo.

Obviamente, não é uma tarefa fácil, assim como não irá ocorrer do dia para a noite, mas é algo perfeitamente possível.

Dividend Yield

fórmula de cálculo do dividend yield

fórmula de cálculo do dividend yield

Um dos conceitos mais importante ao abordar o tema dividendos é o dividend yield.

O dividend yield é uma relação entre o dividendo pago por uma ação, e seu preço.

Mais especificamente, ele é a divisão entre o dividendo pago nos últimos 12 meses e o preço do ativo.

Por exemplo, se o banco Itaú paga R$ 1,00 de dividendo, enquanto a sua ação custar R$10,00, quanto é o seu dividend yield?

Muito simples! Bata dividir 1 por 10. Dessa forma temos que:

1 / 10 = 0,10 = 10%

Portanto, o dividend yield da empresa é de 10%. Este indicador sempre costuma ser expresso em termos de porcentagem.

Investidores como Luiz Barsi buscam empresas capazes de pagar um dividend yield elevado, e capaz de ser mantido ou até elevado no longo prazo.

Aqui é bastante interessante notar o efeito que a mudança de preço tem sobre o dividend yield.

Por exemplo, suponha que devido a uma alta geral nas ações da Bovespa, a ação do banco Itaú passe a valer agora R$ 20,00. Portanto, o dividend yield será agora de:

1 / 20 = 0,05 = 5%

Ou seja, enquanto o preço dobrou, o dividend yield reduziu-se à metade do que era anteriormente.

Da mesma forma que, se o preço das ações em vez de subir, cair em 50%, o dividend yield dobrará, pois:

1 / 5 = 0,20 = 20%

Por isso que os investidores de longo prazo, focados em proventos, tais como Luiz Barsi, preferem comprar ações em momentos de queda e pessimismo no mercado, pois dessa forma o retorno do dividendo tende a ser mais elevado.

É importante ressaltar que embora o dividend yield seja um bom indicador para analisar ações da Bovespa, o investidor não deve se ater apenas a ele, usando outros indicadores para fazer uma análise completa.

Yield on cost – dividendos


Agora que já compreendemos o conceito de dividend yield, e como o preço das ações afeta diretamente este indicador, trataremos agora de um indicador que não depende do preço de mercado da ação, mas sim do preço de compra.

Trata-se do yield on cost.

Em tradução livre para o português “rendimento sobre o custo”. Como o nome indica, este indicador leva em conta o custo de aquisição de uma ação.

Ele é bastante similar ao dividend yield, mas ao invés de utilizar preço atual da ação no mercado para calculá-lo, utiliza se o preço pago pela ação no momento da compra.

O yield on cost é importante para o investidor checar o seu rendimento sobre o seu custo de aquisição.

Enquanto o dividend yield tende a não chegar a patamares muito elevados, pois retornos elevados tendem a atrair novos investidores, que por sua vez acabam por aumentar o preço da ação, o yield on cost pode chegar a retornos muitos grandes, principalmente para investidores de longo prazo.

Por exemplo, suponha que você comprou ações da Ambev em 2005, pagando R$ 2,00 por ação.

Suponha também que, atualmente as ações da Ambev custam R$ 20,00 enquanto distribuem R$ 1,00 de dividendo.

O dividend yield para Ambev será, portanto, de 5%. Pois:

1 / 20 = 0,05 = 5%

No entanto, o seu yield on cost será de expressivos 50%, pois:

1 / 2 = 0,50 = 50%

Dessa forma, o dividendo sobre o preço pago inicialmente supera bastante o dividendo sobre o preço atual da empresa.

Dividendos versus JCP

JCP de ações
Além dos dividendos, uma outra forma de remunerar quem investe em ações na Bovespa é através do juros sobre capital próprio.

Muito investidores não compreendem a diferença entre o dividendo e o JCP, por isso vamos explicar as principais diferenças práticas para o investidor.

Os dividendos, como já vimos, são uma parcela do lucro líquido destinado aos acionistas, portanto, este lucro já sofreu a incidência dos impostos no próprio resultado da empresa.

Dessa forma, o investidor, ao receber o dividendo, está isento de pagar imposto de renda, pois isto seria um caso de bitributação.

Já o JCP, ou JSCP, é lançado nos resultados da empresa como uma despesa. Ou seja, ele é descontado antes do lucro líquido, assim como as demais despesas da companhia.

Dessa forma, ele representa um benefício tributário à empresa, pois o valor do lucro sobre o qual será cobrado o imposto de renda se reduz.

No entanto, como não é cobrado IR para a empresa, o investidor, ao receber essa remuneração, é tributado à alíquota de 15% sobre o valor bruto recebido.

As companhias, geralmente, estudam a melhor forma de remunerar o seu acionista, de forma que seja proveitoso tanto para a empresa quanto para os seus sócios.

Por isso, é comum o anúncio de uma distribuição feita com uma parcela como dividendos, e outra parcela como JCP.

Índice payout – dividendos

payout na Bovespa
O índice payout é o mais um indicador importante para o investidor de dividendos.

Este índice representa o quanto do lucro líquido da empresa é distribuído aos seus acionistas.

Por exemplo: Se uma empresa da Bovespa apresenta um lucro de R$ 100 mil e distribui R$ 90 mil aos seus acionistas, temos que o índice payout é igual à:

90 / 100 = 90%.

Este índice possui diversas aplicações, e permite ao investidor tirar algumas conclusões.

A título de exemplo, vimos que empresas rentáveis conseguem manter um payout elevado e ainda apresentar crescimento, como por exemplo, Multiplus e Taesa.

Por outro lado, vimos que companhias que mantém um payout acima de 100% durante um longo período de tempo podem não ser bons negócios.

Dividendos extraordinários

Dividendos extraordinários
Dividendos extraordinários são dividendos que são considerados não recorrentes.

Por exemplo, uma empresa pode distribuir, na forma de proventos, as suas reservas de lucro.

Ou ainda a companhia pode, por motivos de venda de ativos, remunerar os seus sócios com os recursos oriundos da liquidação.

É importante que o investidor tenha o conhecimento sobre o que são dividendos extraordinários, para não cometer o erro de achar que ele pode se repetir de forma recorrente no futuro.

Podemos citar, como exemplo de provento extraordinário, o caso da Eztec em 2017.

A companhia realizou a venda de um ativo de valor expressivo, a torre B da Ez Tower.

Dessa forma, com o recurso da venda, ela distribuiu o valor de R$2,67 por ação aos seus acionistas, o  que levou o dividend yield ao valor de 12%.

Patamar este que pode ser considerado elevado e difícil da companhia manter no longo prazo.

Outro exemplo que podemos citar é a Unipar. No momento em que a companhia pagou mais de R$ 4,00 aos seus acionistas, em 2017, esse tratava-se de um provento não recorrente.

Fruto das reservas de lucro acumuladas pela empresa.

Após a distribuição, o yield da empresa chegou a ser superior a 40%, um patamar que dificilmente se repetirá no futuro.

Fundos Imobiliários – dividendos mensais

Dividendos em fundos imobiliários
Uma alternativa para o investidor receber dividendos, além das ações, são os fundos imobiliários.

Fundos imobiliários são ativos negociados na Bovespa.

Um fundo imobiliário representa uma comunhão de recursos de diversos cotistas, destinados para a aplicação no setor imobiliário, seja através de imóveis físicos ou de títulos de dívida imobiliária.

Os FIIs, como também são chamados, possuem como característica distribuir dividendos elevados e recorrentes.

Isto porque, por lei, essa classe de ativos é obrigada a distribuir 95% do resultado líquido apurado.

Outra vantagem dos FIIs são os dividendos mensais, diferentemente da quase todas as ações, que pagam proventos com intervalos de tempo mais distantes.

Ainda, fundos imobiliários são investimentos consideravelmente menos voláteis do que ações, o que torna o risco menor.

Mesmo com uma volatilidade reduzida, esses ativos não deixam de entregar uma rentabilidade relevante ao seu investidor.

Os FIIs são, portanto, mais uma alternativa para o investidor que busca viver de dividendos.

Inclusive, é recomendado que o investidor, em sua carteira, possua tanto FIIs quanto ações, de forma a manter uma carteira diversificada.

Livros sobre dividendos

livros sobre dividendos
Sugerimos aqui alguns livros que abordam a filosofia do investimento em dividendos.

Faça fortuna com ações – Décio Bazin

Este livro é o único livro de investimentos recomendado por Luiz Barsi.

Neste livro, Décio Bazin demonstra o seu método de investimento, que envolve diretamente o dividend yield e o yield on cost.

Bazin apenas considerava investir em empresas que seguiam estes três critérios:

  • Dividend yield mínimo de 6%
  • Endividamento controlado
  • Ausência de notícias negativas sobre a empresa

Através de um back test envolvendo a estratégia utilizada por Décio Bazin, foi constatada que ela supera amplamente o investimento em ações comuns da Bovespa.

The Ultimate dividend Playbook – Josh Peters

Este livro aborda, de maneira completa, a estratégia do investimento em ações de dividendos.

Ela discorre sobre temas como o endividamento das companhias e a sua rentabilidade.

O livro é um guia para ajudar o investidor a achar empresas com perspectivas de pagar ótimos dividendos no longo prazo.

Está disponível apenas em inglês.

The Little Book of The Big Dividends – Charles B. Carlson

Um dos livros mais completos sobre o tema, faz parte da série “the little book”, onde em pequenos livros busca-se passar o máximo de conhecimento sobre um determinado tema.

O livro aborda diferentes aspectos da estratégia de dividendos, com um foco especial no que diz respeito ao payout das empresas.

O livro é apresentado em linguagem simples, e é recomendado para aqueles que buscam aprender mais sobre essa estratégia.

Filosofias de Investimento – Aswath Damodaran

O autor deste livro, Damodaran, é considerado o papa da avaliação de empresas.

O livro possui um capítulo específico sobre dividendos, enquanto os demais capítulos abordam outros aspectos do investimento em ações.

Ele mostra alguns cuidados que o investidor deve ter ao buscar por empresas de dividendos, em especial sobre a capacidade das companhias de manter o seu dividendo elevado.

Guia Suno Dividendos – Tiago Reis e Jean Tosetto

Nesse livro é abordado como o investidor pessoa física pode atingir a liberdade financeira e viver de dividendos.

Será explicada as principais técnicas do investimento em proventos, utilizando-se como exemplo grandes nome da Bovespa, tais como Luiz Barsi.

Descreveremos a filosofia de como se montar uma carteira previdenciária, para que seja possível uma aposentadoria tranquila para o investidor, como recebimento de dividendos mensais.

Vídeos sobre Dividendos (com transcrição)

Vídeos sobre dividendos
Confira alguns vídeos produzidos pela Suno sobre o assunto:

1) Como selecionar ações que pagam dividendos?

TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO

“No vídeo de hoje, ensinaremos como selecionar ações que pagam dividendos para a sua carteira.

A primeira característica que um investidor deve buscar é investir em setores perenes, ou seja, setores que existem a décadas e que devem continuar a existir nos próximos anos também.

Entre os exemplos de setores perenes, podemos citar o setor elétrico e o setor bancário.

Outro fator importante é buscar empresas que pagam dividendos elevados.

A principal métrica para se avaliar o dividendo de uma empresa é analisar o seu Dividend Yield, ou seja, a relação entre os dividendos pagos nos últimos doze meses e o preço da ação no momento.

O autor Décio Bazin, em seu livro Faça Fortuna com Ações, sugere que o investidor deva procurar Dividend Yields superiores a 6%.

O investidor deve considerar, também, a capacidade da empresa em continuar pagando aqueles dividendos.

Para isso, o investidor deve considerar o Payout da empresa, ou seja, a relação entre o que é distribuído, e o lucro da empresa.

Por fim, o investidor deve analisar a saúde financeira da empresa, ou seja, analisar o seu endividamento.

As duas principais métricas para se analisar a saúde financeira de uma empresa são:

  • A relação entre a dívida líquida e o patrimônio líquido daquela empresa; e
  • A relação entre o endividamento líquido e a geração de caixa daquele empreendimento;

Portanto, o investidor que busca investir em ações de dividendos, deveria considerar investir em setores perenes, buscar empresas que pagam altos dividendos, buscar companhias que tenham um Payout sustentável, que também possuem um endividamento moderado.”

2) Luiz Barsi explica como programar os gastos mensais com dividendos

TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO

“(Tiago Reis) Bom dia, gostaria de saber como as manter de dividendos se eles são pagos a cada três ou seis meses, sendo que temos gastos mensais.

(Luiz Barsi) Bom, eu quando imaginei formar uma carteira de renda mensal de dividendos, a primeira coisa que eu pensei foi o seguinte: se eu quiser viver de dividendos, eu tenho que ter, pelo menos, um salário por mês.

Para eu ter um salário por mês, se eu tiver ações de uma empresa que paga um dividendo por ano, eu vou ter que ter ações de doze empresas.

Se eu tiver ações de uma empresa que paga dividendos semestrais, eu vou terei que ter ações de seis empresas, e assim sucessivamente.

Então, eu interpreto que, como eu comecei dentro dessa filosofia e dentro desse molde, o cenário para mim ele não se complicou, porque eu fui procurando adaptar a minha renda mensal às empresas que efetivamente pagavam os dividendos dentro dos períodos que eram determinados pelo estatuto.

Se você quiser ter um salário por mês, você terá que ter ações de doze empresas que pagam dividendos anualmente.

Se for ações que pagam dividendos trimestrais, você terá que ter ações de quatro empresas, e assim sucessivamente. É apenas uma conta. Mas é possível sim você formatar uma renda mensal tranquilamente.”

3) Como Receber Dividendos Mensais?

TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO

“Olá, eu sou Tiago Reis, fundador da Suno Research.

No vídeo de hoje, iremos explicar como montar uma carteira que pague dividendos mensais.

Boa parte dos investidores possuem essa inquietação: como conciliar uma carteira de ações que não pague dividendos mensais com as despesas que, em geral, possuam um caráter mensal?

Existem três maneiras, as quais nós sugerimos, para que o investidor crie uma carteira que pague fluxos mensais de dividendos.

  • A primeira maneira é construir uma carteira diversificada, cuja as ações pagam dividendos em momentos diferentes ao longo do ano.
  • Nossa segunda recomendação é investir em fundos imobiliários. Este tipo de investimento é muito interessante para quem busca renda pois. Além de serem obrigados, por lei, a pagaram 95% dos seus lucros como dividendos, a maior parte dos fundos imobiliários pagam os seus dividendos mensalmente.
  • A terceira maneira é fazer o provisionamento dos dividendos para a base mensal. Ou seja, somar os dividendos anuais, e tentar dividir por doze para chegar, assim, em seu dividendo mensal.

Aliando essas três recomendações, será muito mais fácil que um investidor consiga um fluxo mensal de dividendos.”

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João Arthur Almeida

João Arthur Almeida

Profissional aprovado no exame (CEA) Certificado de Especialista em Investimentos da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Aprovado também no CPA-20 e CPA-10, pela mesma instituição. Graduando em ciências econômicas pela UFPE.