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Diversificação de investimentos: uma sábia estratégia para o longo prazo

By 21 de dezembro de 2017 No Comments
Diversificação de investimentos diminui os riscos das aplicações

Existem muitas maneiras de um investidor reduzir a sua exposição aos riscos presentes no mercado de capitais e, neste sentido, usufruir da diversificação de investimentos por ser uma alternativa bastante viável para esse fim.

Dessa forma, é importante que, o quanto antes, o investidor tenha ciência dos principais pontos relevantes que existem por detrás da diversificação de investimentos para que, dessa forma, tenda a obter resultados mais relevantes nos seus investimentos de longo prazo.

Diversificação de investimentos – o que é diversificar?

A diversificação de investimentos consiste em uma técnica de controle de riscos que mistura uma extensa variedade de ativos em uma carteira.

Assim, a racionalidade por detrás desta técnica se baseia na ideia de que esse portfólio construído em cima dessa base sustentada por diferentes tipos de ativos irá, na média, apresentar maiores retornos ao investidor, ao passo que, também, tende a reduzir os riscos daquela carteira de investimentos quando comparada com uma aplicação feita de maneira individual.

Em outras palavras, a ideia central deste conceito é a de que, de maneira geral, as performances positivas de alguns ativos ali presentes neutralizem as baixas ocorridas provenientes de outras aplicações.

Contudo, há de se destacar que, em relação a esta prática, os benefícios de seus resultados só serão bem observados se a origem dos ativos ali presentes não seja correlacionada entre si.

Existem estudos que demonstram que uma carteira de investimentos bem diversificada deva conter, em média, de 15 a 20 ativos, de preferencia de setores bem diferentes si, incluindo, dentre eles, ações de diversos segmentos e também fundos imobiliários.

Outros mercados

Existem investidores que baseiam na ideia de que, ao se aplicar em mercados estrangeiros, a diversificação da sua carteira de investimentos de longo prazo tende a se tornar bastante interessante, em termos da volatilidade bastante significativa em nosso mercado ao longo da história.

Por exemplo, uma turbulência econômica no Brasil, como a ocorrida no dia 18 de maio de 2017 após a delação de Joesley Batista, tende a não impactar o mercado norte-americano da mesma forma como no Brasil.

Com isso, aqueles investidores que possuíam ativos lastreados à moeda norte-americana, como BDRs, por exemplo, sentiram de maneira bem menos impactante os reflexos daquela grande chacoalhada causada no mercado brasileiro pelo então controlador da J&F.

Assim sendo, possuir ativos que possuam ligação com outros mercados fornecem ao investidor brasileiro uma “proteção” interessante em casos como esse acima mencionado que, como é de conhecimento de todos, são vistos, infelizmente, com certa frequência em nossa conjuntura política.

Conclusão

É fato que, como o próprio nome já diz, o mercado de renda variável é imprevisível e tende a se movimentar de maneira muitas vezes inesperadas pela grande maioria das pessoas que aplicam ali os seus recursos.

Com isso, é de grande importância, e até mesmo uma atitude inteligente, que os investidores procurem sempre conseguir, de alguma maneira, tentar aumentar o grau de diversificação de investimentos, de modo que as surpresas desagradáveis – que em muitas vezes surgem no Brasil e que possuem força para sacudir fortemente o mercado – causem o menor impacto possível num portfólio de aplicações financeiras de longo prazo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.