dinheiro parado
Por: Gabriela Mosmann

Dinheiro parado: entenda o prejuízo de deixá-lo na conta corrente

Embora muitos brasileiros acreditem que ter dinheiro parado na conta corrente é interessante, essa não é uma prática indicada.

Ter dinheiro parado na conta representa, na verdade, uma perda. Pois, mesmo se for pequena, a inflação reduz o poder de compra daquele recurso ao longo do tempo. Para lidar com esse tipo de situação, é preciso estar atento ao planejamento financeiro.

O que é o dinheiro parado?

Dinheiro parado é um capital que se encontra depositado em uma conta corrente. Esse dinheiro, desse modo, não possui nenhum rendimento, o que é prejudicial às finanças pessoais.

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Afinal,  existe a inflação que é basicamente o aumento médio do preço de bens e serviços. E, se considerarmos os gastos básicos, como supermercado e farmácia, o valor real da inflação pode ser ainda maior. Isso acontece porque esses são os setores que costumam ter os maiores índices de alta.

Logo, se o dinheiro que uma determinada pessoa recebeu no começo do ano ficou parado em uma conta corrente, provavelmente, no final desse período, o mesmo dinheiro não será capaz de comprar a mesma quantidade de produtos.

O que fazer com o dinheiro parado na conta?

Embora muitas pessoas deixem o dinheiro parado na conta corrente para uma possível reserva de emergência, essa não é uma opção saudável. Pois, além de não gerar nenhum rendimento, ele sofrerá uma desvalorização ao se considerar a inflação do país. É preciso buscar formas de como fazer o dinheiro render.

O ideal é, primeiramente, saber por quanto tempo o dinheiro não será usado. Caso ele não seja necessário imediatamente, aplicações com prazo para resgate maior normalmente possuem uma rentabilidade melhor.

No entanto, caso o dinheiro esteja parado justamente para imprevistos, o ideal é aplicar dinheiro em um ativo com resgate automático ou com liquidez diária.

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O que é a aplicação com resgate automático?

Essa é uma aplicação voltada para o curto prazo, com rendimento diário de juros. Ou seja, caso o dinheiro fique aplicado por 3 dias, a pessoa receberá o rendimento desses três dias. É como se ela possuísse o saldo em conta, mas rendendo juros.

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A maioria dos bancos oferece essa opção para o cliente. Normalmente, são aplicações CDB baseadas baseadas no CDI. Sendo assim, apesar de ser um CDB, o resgate automático renderá menos que o resgate de um CDB convencional com o mesmo período de aplicação.

Isso não é uma regra, e pode variar de banco para banco. No entanto, na maioria dos casos, quanto maior for o prazo de resgate, maior serão os juros pagos pela instituição bancária ao cliente.

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Formas de aplicação

Deixar o dinheiro parado na conta normalmente é sinônimo de perda financeira. Por isso, é importante deixá-lo aplicado. Contudo, embora possam surgir imprevistos, nem sempre o dinheiro precisa ficar todo em um resgate automático.

Uma opção seria fragmentá-lo buscando diversas formas de aplicação. Tome-se como exemplo uma quantia de R$ 50 mil reais na conta. Uma forma de organizar investimentos de forma conservadora, em busca de diversificação, seria:

  • Equivalente a 6 meses de custo de vida de R$ 2 mil em resgate automático (R$ 12 mil);
  • R$ 25 mil em renda fixa a longo prazo (CDBs, Tesouro Direto e LCIs ou LCAs);
  • R$ 13 mil em renda variável (ETFs, Fundos de ações, Ações e Fundos Imobiliários).

O exemplo acima é hipotético, e a estratégia varia bastante de caso a caso. Ao fazer essas aplicações, é importante também saber o grau de risco de cada uma.

Foi possível entender melhor sobre o dinheiro parado e como pode impactar suas finanças? Deixe suas dúvidas nos comentários abaixo.

Gabriela Mosmann

Gabriela Mosmann é analista de investimentos na Suno Research. É economista, mestre e doutoranda em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui também certificação CNPI.

2 comentários

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  • Wanderson 29 de novembro de 2019

    Gostei muito do seu post, o conteúdo além de ser bem explicado tem me ajudado muito, vou acompanhar mais suas postagens.

    Responder
    • Suno Research 29 de novembro de 2019

      Bom saber! Conhecimento não tem preço!

      Responder
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