Despesas não operacionais
Por: Tiago Reis

Despesas não operacionais: o que são e como são contabilizadas?

Despesas não operacionais são uma categorização de gastos presente na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). Esse tipo de documento é utilizado por investidores para analisar ativos, como fazer valuation de empresas.

É importante ressaltar que as despesas não operacionais não afetarão o custo dos produtos ou serviços vendidos. Isso porque um gasto caracterizado como não operacional ocorre fora da área de produção.

O que são despesas não operacionais?

As despesas não operacionais são aquelas que não estão associadas ao funcionamento ou atividades principais da empresa. Ou seja, são despesas que não têm relação com o que ela oferece a seus clientes. Também não estão associadas às atividades acessórias dessa companhia.

Valuation e precificação de ativos

Estes gastos estão associados dentro da estrutura da Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). O documento é um demonstrativo que, de forma resumida, evidencia os valores das despesas, custos e receitas. Nele, a empresa categoriza as despesas em:

  • Despesas administrativas;
  • Despesas comerciais;
  • Despesas não operacionais;
  • Despesas operacionais.

O objetivo da demonstração de resultados é avaliar o desempenho da empresa, para determinar, no fim das contas, o lucro ou prejuízo do negócio.

Do ponto de vista normativo, as despesas não operacionais são registradas sob o nome de “outras receitas e outras despesas”. Nessa classificação, incluem-se:

  • Despesas patrimoniais;
  • Despesas de ajuste de valor de mercado;
  • Aluguéis ativos;
  • Reversão de devedores duvidosos.

O Regulamento do Imposto de Renda de 1999 (RIR/1999) discrimina as despesas não operacionais. Nele, estes gastos são descritos como transações de bens do ativo permanente.

O que pode ser entendido como despesas não operacionais?

  • Subvenções para investimentos (isentas ou com redução de imposto). As subvenções podem ser concedidas através de estímulo econômico, como por exemplo: doações do Poder Público ou doações para expansão de um empreendimento;
  • Implantação de um empreendimento;
  • Receita com dividendos;
  • Indenização de seguros;
  • Juros sobre um empréstimo.

Quer saber mais sobre como os números de uma empresa influenciam na sua ação? Baixe o e-book que ensina a avaliar esses papéis.

Contabilidade para Investidores

De modo geral, todos gastos que não estão relacionados com a natureza da empresa é despesa não operacional. É o contrário de uma despesa operacional, que é ligada ao custo com as operações. Estas, por sua vez, são divididas em: comerciais, gerais e administrativas, e outras despesas.

As despesas operacionais são necessárias para que a empresa continue a desempenhar suas atividades. Essa categoria será registrada para que seja abatida do lucro posteriormente, conforme fica explícito no DRE.

Importância da análise de despesas

É importante, para investidores, entender como as despesas influenciam o lucro da empresa. É através do DRE que observamos desempenho da companhia, sua produtividade, bem como os custos. Assim,  é possível medir a influência de grupos de despesa, como a despesa não operacional, separadamente.

A classificação é distinta no caso dos resultados não operacionais. Estes são originados por juros de empréstimo ou juros excedente, por exemplo.

As despesas financeiras devem ser tratadas somente como resultado não operacional. Isso também acontece como no caso de uma receita não operacional. Uma receita financeira não operacional está ligada com a sobra do caixa temporário, ou seja, a entrada e saída de dinheiro no caixa.

Existem casos em que o caixa é relacionado ao mercado financeiro, como através do ganho com dividendos. O lucro nessa modalidade ajuda no operacional da empresa e entra como resultado não operacional. Por isso, temos receitas financeiras não operacionais, assim como despesas não operacionais.

Conseguiu entender as despesas não operacionais? Escreva suas dúvidas nos comentários abaixo.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

Nenhum comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Mais...
Outras Seções

Ações

205 artigos
Ações

FIIs

52 artigos
FIIs

FALTAM POUCOS

DIAS PARA A

DIAS
 HOR
 MIN
 SEG

INSCREVA-SE E TENHA ACESSO À OFERTAS IMPERDÍVEIS!