Derivativos são aplicações financeiras que derivam de outros valores.

Em suma, os derivativos são contratos no qual se estabelecem pagamentos futuros, cujo montante é calculado com base no valor assumido por uma variável.

Essas variáveis podem ser, por exemplo o preço de uma commodity no mercado, a inflação acumulada em um período, a taxa básica de juros ou qualquer outra variável com significado econômico.

O intuito da criação dos derivativos inicialmente era de promover a proteção dos agentes econômicos sujeitos a variações bruscas dos preços de seus insumos e produtos básicos negociados.

No entanto, atualmente muitos desses agentes econômicos lançam mão dos derivativos como forma de obter ganhos financeiros no mercado, como forma de compensar perdas em outras atividades econômicas.

Grandes elevações nas taxas de juros, por exemplo, no geral costumam fazer a atividade econômica diminuir como um todo, porém aquele operador que se posicionar da forma correta pode muito bem gerar lucros financeiros operando esses derivativos da forma correta.

Dentre os principais tipos de derivativos temos:

  • Mercado a termo
  • Futuros
  • Opções
  • Swaps

Agora falaremos um pouco mais em detalhes sobre cada um deles:

Mercado a termo

É o mais simples derivativo negociado em bolsa.

Nele, comprador e vendedor estabelecem um compromisso de compra e venda para negociação de um determinado ativo financeiro a um preço fixado na própria data da celebração do contrato.

Por exemplo, um investidor pode comprar a termo uma ação da Ambev, por 30 dias, ou seja, ele está se comprometendo a comprar essa ação da Ambev no período de 30 dias, dentro de um preço pré-definido.

Da mesma forma o vendedor estará obrigado a vender o ativo no preço estabelecido dentro do prazo.

Futuros

Semelhante ao mercado a termo, no entanto, com algumas diferenças.

Uma delas é que as partes não estão vinculadas, ou seja, um investidor pode vender um contrato que tenha comprado antes mesmo do vencimento.

É por essa razão que esse mercado é muito mais líquido que o mercado a termo.

Outra diferença é que no mercado de futuros, os compromissos são ajustados diariamente às expectativas do mercado referentes ao preço futuro de um bem.

No Brasil esses contratos são negociados exclusivamente em bolsa, onde ela oferece diversos contratos tanto para ativos de renda fixa quanto para os de renda variável.

Opções

São contratos que dão a compradores e vendedores o direito, mas não a obrigação, de vender o ativo relacionado, em uma data futura por um preço estabelecido.

É semelhante a um contrato de seguro, do qual o comprador deve pagar um premio ao vendedor.

Diferentemente dos futuros, o detentor de uma opção de compra (call option) e o detentor de uma opção de venda (put option) não são obrigados a exercer o seu direito de compra ou de venda.

Por exemplo, supõe-se que um investidor comprou uma opção de compra das ações da Vale a R$ 50 uma ação, em um dia específico no futuro.

Quando esse dia chegar, o investidor terá a opção de comprar ou não a ação da Vale, a depender o preço que a ação estiver sendo negociada no mercado.

Caso o preço da ação fique superior a R$ 50, provavelmente o investidor exercerá sua opção, pois poderá comprar por R$50 uma ação que está sendo negociada por um preço mais alto no mercado.

Caso o papel caia abaixo dos R$ 50 o investidor tem a alternativa de não exercer a opção, pois vale mais a pena comprar o papel no mercado a vista.

Swaps

Por ultimo temos os Swaps, que nada mais são do que contratos que determinam um fluxo de pagamentos entre as partes contratantes, em diversas datas futuras.

Negocia-se a troca do índice de rentabilidade entre dois ativos.

Por exemplo: a empresa exportadora A tem uma dívida cujo valor é corrigido pela inflação e prevê que terá dólares em caixa.

Portanto, ela pode preferir que sua dívida seja atualizada pela cotação do dólar.

Já a empresa B, que só vende no mercado interno, tem um contrato reajustado em dólar, e pode preferir usar outro indexador, tal como a taxa de juros.

Então, A e B, interessadas em trocar seus respectivos riscos, poderiam firmar um contrato de swap (diretamente ou mediante a intermediação de uma instituição financeira).

É importante perceber que este tipo de contrato tem um risco inerente associado a ele, variações bruscas e inesperadas podem acontecer nos seus respectivos indexadores, prejudicando dessa forma, os signatários.

A operação de swap, assim como a operação a termo, deve ser liquidada assim que chegar o termino do contrato.

Conclusão

A criação dos derivativos foi muito importante para mitigar diversos tipos riscos financeiros que a economia pode exercer nos seus mais variados segmentos de mercado.

Esses contratos já salvaram, em especial, muitos produtores de commodities e exportadores, de prejuízos insustentáveis para seus projetos.

No entanto, a utilização dessas ferramentas exige muita responsabilidade e cautela, pois seus contratos podem acarretar em perdas significativas.

É aconselhável que apenas os investidores mais experientes lancem mão dos derivativos, de forma a maximizar seus benefícios e minimizar os riscos inerentes dessa estratégia.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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