Depreciação

Calcular a depreciação de um ativo não é algo simples.

A dificuldade está no fato de que esta conta varia de acordo com bem do qual deve ser estimada a depreciação de um bem, algo nem sempre fácil de prever.

A depreciação é a previsão de perda de valor de um bem. Vejamos o exemplo de um carro 0 KM. O automóvel, que pela manhã custou R$ 40 mil ao seu novo proprietário, perde valor n o exato momento em que for retirado da concessionária.

O mesmo acontece com imóveis, máquinas utilizadas na produção de grandes indústrias e com a maioria dos bens tangíveis de uma empresa, ou seja, aqueles que podem ser tocados.

Os principais motivos para este prejuízo são causados por:

  • Uso;
  • Obsolescência; e
  • Desgaste natural.

Depreciação no balanço patrimonial

Depreciação

Essa perda de valor financeiro precisa ser informada, ano após ano, no balanço contábil da empresa.

Este dado deverá constar como perda de valor em uma conta de custo ou despesa operacional e também como crédito da conta redutora do ativo imobilizado chamada “depreciação acumulada”.

Pode parecer lógico, mas é importante lembrar que o valor da depreciação nunca será maior do que o valor pago pelo bem, ainda que ele tenha sido comprado novo em 2010 e quatro anos depois este mesmo bem tenha passado a ser vendido pelo dobro do preço.

O que vale é o valor que a empresa pagou por ele.

Esta depreciação do ativo deverá ser feita enquanto o bem não for baixado do balanço ou transferido do imobilizado, sendo totalmente depreciado.

Isso quer dizer que, mesmo que ele tenha deixado de ser utilizado por um período, a sua depreciação continuará a constar nas demonstrações contábeis enquanto este bem figurar entre os ativos da empresa.

Como calcular a depreciação

Como este cálculo pode ser bastante subjetivo, a Receita Federal determinou limites, a título de Imposto de Renda, para os valores que serão informados na depreciação de cada tipo de ativo.

Tendo estes percentuais em mente, ao calcular a depreciação de um ativo é preciso considerar uma série de fatores, como a vida útil do bem, o seu período de uso e também o seu volume de produção (no caso dos maquinários).

É comum que, no momento da compra, os fornecedores estimem qual é a vida útil, em média, de alguns equipamentos. Mas ainda assim é importante ficar atento ao desgaste ao longo do tempo.

Uma dica simples é acompanhar o quanto, a mais, de manutenção cada um dos ativos demandou nos últimos anos.

O número de turnos em que os ativos serão utilizados devem ser igualmente considerados, bem como o quanto ele está ficando obsoleto ao longo do tempo, especialmente hoje, quando surge uma nova tecnologia por mês, praticamente.

Vamos a um exemplo de depreciação. Digamos que você tenha uma sorveteria e deseja calcular a depreciação de um ativo imobilizado. Uma das formas de chegar a este resultado seria por meio desta conta:

Valor pago por um freezer: R$ 3.000,00

Taxa anual de depreciação (tabela da RFB): 10%

Valor da depreciação no ano: R$ 3.000,00 x 10% = R$ 300,00

Valor da depreciação mensal: R$ 300,00 / 12 meses = R$ 25,00

Tipos de depreciação de um bem

Existem dois tipos de depreciação de ativos

  • Depreciação linear
  • Depreciação acelerada

No primeiro caso, a perda de valor é a mesma em todos os anos de “vida” do bem.

Na segunda opção, ela é maior no primeiro ano, passando a ter uma perda decrescente nos períodos seguintes.

O cálculo mostrado acima é uma opção de como chegar ao valor de uma depreciação linear, mas é importante escolher qual modelo seguir de acordo com o bem depreciado.

Agora você já saberá, ao ler um balanço da empresa na qual deseja investir, o que significa aquela depreciação de um bem do ativo imobilizado.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.