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    DVA: Entenda o que é Demonstração do Valor Adicionado e qual a sua importância

    DVA: Entenda o que é Demonstração do Valor Adicionado e qual a sua importância

    Dentro da lógica de mercado, todos os produtos e serviços oferecidos por uma empresa valem mais do que a soma dos fatores utilizados em sua produção. Esse “valor adicionado”, que dá origem o lucro da empresa, representa a “riqueza” que foi gerada durante o processo. Dentro da contabilidade, é possível medir financeiramente esse valor, através de uma relatório chamado Demonstração do Valor Adicionado – ou DVA.

    Assim como outros demonstrativos financeiros, a Demonstração do Valor Adicionado é uma importante ferramenta para conhecer a situação operacional de um negócio e avaliar a sua lucratividade e sustentabilidade financeira.

    O que é a Demonstração de Valor Adicionado (DVA)?

    Demonstração do valor adicionado

    A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é o demonstrativo contábil que evidencia, de forma sucinta, o valor gerado por uma empresa em determinado período, bem como a sua distribuição entre todos aqueles que participaram de sua produção. Como o próprio nome sugere, a DVA mostra quanta “riqueza” foi adicionada no balanço da empresa entre uma data e outra.

    Essa riqueza, chamada de valor adicionado, é igual a diferença entre o custo que a empresa teve para produzir e tudo que ela efetivamente produziu de bens e serviços no final do processo. Dessa forma, o DVA detalha especificamente quem contribuiu para gerar esse valor e como ele foi distribuído entre todos os setores envolvidos diretamente ou indiretamente na produção – como fornecedores, funcionários, financiadores, sócios e até o governo.

    Quais empresas precisam elaborar a Demonstração do Valor Adicionado?

    De acordo com a Lei 11.638/2007, a toda empresa de capital aberto é obrigada a elaborar a DVA a cada exercício contábil. Ou seja, nessas companhias, a demonstração deve ser divulgada ao menos anualmente, junto com os demais demonstrativos financeiros e relatórios de contabilidade.

    Mas mesmo não sendo obrigatória para as demais empresas, muitas delas optam por elaborar a DVA por questões gerenciais. Normalmente, o demonstrativo é usado principalmente para medir a eficiência da empresa em transformar seus recursos produtivos em valor.

    Como a DVA é feita?

    Para elaborar a Demonstração do Valor Adicionado, são utilizadas principalmente as informações disponíveis na Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) da empresa.

    Além disso, por ser uma análise temporal, a Demonstração do Valor Adicionado deve ser apresentada de forma comparativa. A DVA deve contrapor o valor adicionado entre um período e outro, mostrando a evolução absoluta (numeral) e relativa (percentual) entre as duas datas.

    Como a DVA é calculada?

    O cálculo da DVA começa contabilizando as receitas operacionais e não-operacionais que a empresa recebeu. Já no segundo grupo, são informados os insumos, matérias-primas e todos os despesas operacionais que a empresa teve para funcionar durante o período.

    A diferença entre os valores dos dois grupos será igual ao valor adicionado bruto. Porém, desse valor são descontadas as demais despesas não-operacionais da empresa – como juros, amortizações, depreciações e exaustão. Com isso, chega-se ao valor adicionado líquido que foi produzido pela organização.

    Depois de detalhar como o valor que a empresa gerou, a segunda metade da DVA deve detalhar como esse valor foi distribuído. Ou seja, essa parte mostra exatamente quanto desse valor foi destinado para pagar salários e benefícios (funcionários), impostos (governo), remuneração de terceiros (bancos, locadores, financiadores) e finalmente, o lucro distribuído entre os acionistas e sócios.

    Dessa forma, a estrutura da DVA é formada de acordo com o seguinte modelo:

    1. VALOR ADICIONADO

    + Receitas (valores brutos, com impostos);

    – Insumos adquiridos de terceiros (com ICMS e IPI);

    = Valor adicionado bruto;

    – Retenções com depreciação, amortização e exaustão;

    = Valor adicionado líquido produzido;

    2. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

    • Pessoal (Remuneração dos funcionários);
    • Governo (Impostos, taxas e contribuições);
    • Financiadores (Remuneração de capitais de terceiros);
    • Acionistas e sócios (Remuneração de capitais próprios).

    Logo, é obrigatório que o resultado apurado na primeira metade (valor adicionado total líquido) seja rigorosamente igual ao resultado da segunda metade (distribuição do valor adicionado). Se isso não ocorrer, a Demonstração do Valor Adicionado está com algum erro contábil.

    Tiago Reis
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    7 comentários

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    • Rayane Raposo 27 de setembro de 2019

      Ótima explicação!

      Responder
    • Igor' 10 de dezembro de 2019

      Esclarecedor! Ótimo.

      Responder
      • Suno Research 10 de dezembro de 2019

        Vamos que vamos!

        Responder
    • Kévini 7 de maio de 2020

      Muito bom

      Responder
    • Ryan 4 de setembro de 2020

      Gostaria de saber quais indicadores podem ser extraídos da DVA para análise ?

      Responder
    • Luana 31 de outubro de 2020

      existe DVA no exterior?

      Responder
    • Larissa 7 de novembro de 2020

      OS impostos sobre as compras na DVA eles são somados ou diminuídos do valor bruto?

      Responder