Custo médio ponderado
Por: Tiago Reis

Custo médio ponderado: entenda essa forma de administrar estoques

Uma ferramenta bastante utilizada no controle de estoque, o custo médio ponderado faz parte da realidade de diversas empresas.

O custo médio ponderado é importante porque estoque também é dinheiro, ainda que não seja tão simples calcular este valor.

O que é o custo médio ponderado?

O custo médio ponderado, também conhecido como preço médio ponderado, é o valor de cada item do estoque quando o total financeiro é dividido pelo número de mercadorias armazenadas.

Este método de avaliação de estoque é utilizado como uma ferramenta para administrar corretamente o estoque da empresa.

Como calcular o custo médio ponderado?

Assim como a maior parte das ferramentas da Contabilidade, para descobrir esse valor de estoque, é preciso fazer uma conta.

A fórmula do custo médio ponderado é:

  • CMP = Valor total do estoque / Número de itens comprados e armazenados.

Vamos a um exemplo. Uma revendedora de sapatos tem R$ 100 mil aplicados em suas mercadorias. Ao todo, há 500 pares de sapatos armazenados em seu estoque.

Então, seu CMP será: 100000 / 500. Assim, o custo médio deste estoque é de R$ 200.

Ainda que cada sapato seja revendido a um valor diferente, o que é considerado neste cálculo é o preço médio destes produtos.

Tipos de custo médio ponderado

O custo médio pode ser dividido em duas vertentes: custo médio ponderado móvel e o custo médio ponderado fixo.

Custo ponderado fixo

No ponderado fixo, a forma de se chegar ao resultado é o mesma. Ou seja, aplica-se a mesma fórmula.

No entanto, esta análise será feita apenas uma vez no período.

Em geral, quanto maior for a produção, menor será a média obtida.

Essa metodologia proporciona uma visão periódica do custo médio da empresa.

Contabilidade para Investidores

Custo ponderado móvel

Por outro lado, o ponderado móvel faz parte do regime de inventário permanente.

Isso porque, por meio dele, a cada entrada de bens para os estoques, é necessário apurar o valor unitário médio deste produto.

E este valor médio é o que será utilizado como a base para o cálculo de saídas de estoque.

Assim, o valor variará a cada alteração no inventário.

Nesta conta, quanto mais produtos forem comprados pela empresa, maior vai ser o valor dos produtos individualmente.

Proporcionalmente, quanto menos produtos adquiridos, menor será o valor de cada item.

Essa metodologia é trabalhosa e só é recomendada para as empresas que fazem frequentes verificações de estoques.

Se este não for o caso, o mais indicado é a ponderação pelo custos médio fixo.

Outras formas de contabilização de estoque

Fazer a ponderação do custo médio de um estoque não é a única forma de controle de estoques existente no mercado.

Além dele, os mais conhecidos são PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) e UEPS (Ultimo a Entrar, Primeiro a Sair).

PEPS

O PEPS define que os preços dos primeiros itens a integrarem o estoque irão basear o seu custo geral.

Além disso, é dada prioridade à venda destes primeiros lotes de produtos. O que faz sentido, se a perda de valor e o desgaste do tempo forem fatores a serem considerados. Afinal, quanto mais tempo o item passa no estoque, maior a probabilidade de ele ser inutilizado.

Por isso, esta é a forma mais comum de que administrar um estoque em supermercados, por exemplo.

Planilha Vida Financeira

UEPS

Já no caso do UEPS, o preço de venda dos últimos produtos a serem armazenados é utilizado como base para o cálculo do total do estoque.

Além disso, nesta metodologia, os últimos produtos adquiridos devem ser os primeiros comercializados. No entanto, esta prática não é permitida no Brasil, segundo as normas contábeis. Isso porque esta metodologia é facilmente afetada pela inflação, que pode mascarar os dados da empresa.

Como a complexidade contábil do Brasil é grande, vale a pena participar do curso da Suno Research sobre Contabilidade para investidores.

Assim, a compreensão de métodos como o custo médio ponderado se torna mais fácil.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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