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    O que é uma corretora de valores? Saiba como escolher a melhor

    O que é uma corretora de valores? Saiba como escolher a melhor

    A maioria das pessoas que estão começando a se interessar pelo universo de investimentos e pela bolsa de valores possuem muitas dúvidas sobre corretora de valores. Afinal, nunca tiveram contato com essas instituições e estão acostumados a tratar sobre dinheiro apenas com os grandes bancos de varejo.

    Contudo, vale destacar que a corretora de valores sai muito na frente dos bancos quando o assunto são investimentos. Por isso, é fundamental entender o que ela é, quais produtos ela oferece e também como escolher a sua.

    O que é uma corretora de valores?

    A corretora de valores é a instituição financeira responsável por intermediar e oferecer opções de investimentos para seus clientes, sejam elas de renda fixa ou de renda variável. Com a plataforma dessas corretoras, os investidores têm acesso aos títulos de renda fixa e aos ativos negociados na bolsa de valores.

    E ao contrário dos grandes bancos de varejo, a maior parte das aplicações oferecidas pela corretora de valores não são de sua própria emissão. Ou seja, não é a própria corretora que emite, por exemplo, um título de renda fixa (como um CDB) ou que oferece um fundo de investimento de renda fixa próprio.

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    Na verdade, as corretoras costumam oferecer esses títulos e outros investimentos emitidos por diversas instituições financeiras parceiras, como de pequenos e médios bancos ou de gestoras de recursos. Por conta disso, é possível dizer que os interesses da corretora de valores estão alinhados com os interesses de seus clientes.

    Isso porque, quanto mais aplicações disponível e quanto melhor a rentabilidade oferecida pelos investimentos da plataforma das corretoras, mais clientes elas terão. Afinal de contas, os investidores estão interessados em ter uma grande variedade de rentáveis aplicações para investir.

    Nesse sentido, algumas das aplicações e ativos que podem ser adquiridos por meio de uma corretora de valores são:

    Mas esse não deveria ser também o interesse dos bancos? E por que eles ficam para trás em relação às corretoras de valores no que se refere ao universo de investimentos? Para responder essas perguntas, é preciso entender quais são as diferenças entre corretora de valores e bancos.

    Diferenças entre corretora de valores e bancos

    Para entender a diferença entre corretoras e bancos é preciso, em primeiro lugar, definir qual é o principal negócio dos bancos. Para relembrar, essas grandes instituições financeiras ganham com operações de crédito. Isto é, captando dinheiro de seus clientes e emprestando para pessoas físicas e pessoas jurídicas.

    Para maximizar essa atividade, o interesse e objetivo do banco em relação aos recursos é de, claro, captar pelo mínimo e emprestar pelo máximo possível. É por isso que se observa o alto custo de crédito bancário e a baixa remuneração de clientes em aplicações nos grandes bancos.

    Essa baixa remuneração ocorre também pelo fato de um banco de varejo não ter concorrência dentro de sua plataforma de investimento. Afinal, ele não precisa oferecer para o seu cliente, por exemplo, um CDB de outra instituição financeira.

    Por isso, há uma espécie de monopólio interno nesses bancos no que se refere às opções de investimentos. E como todo monopólio, o preço de equilíbrio é sempre mais alto para os clientes, que acabam pagando mais e aumentando a lucratividade do monopolista.

    Por outro lado, as corretoras de valores não são permitidas a fazer operações de crédito. Sendo que elas funcionam, portanto, como uma espécie de “shopping de investimentos”, onde seus clientes têm acesso a aplicações de diferentes modalidades e de diferentes emissores.

    Por isso, para que uma corretora obtenha sucesso e tenha mais clientes, ela precisa necessariamente oferecer bons produtos financeiros. Caso contrário, investidores não abrirão conta na corretora, afinal ela não possui outros serviços que os bancos oferecem, como conta-corrente, cartão de crédito e débito, opções de empréstimos, seguros, etc.

    Produtos oferecidos por uma corretora de valores

    corretora de valores

    Mas se não são oferecidos serviços como de conta-corrente, cartões, empréstimos e seguros, quais são os produtos oferecidos por uma corretora de valores?

    Como foi colocado, a corretora de valores pode ser comparada a uma espécie de “shopping de investimentos”. Por isso, os produtos oferecidos pelas corretoras são ativos ou aplicações para que investidores possam alocar recursos e ganhar dinheiro.

    Vale destacar, ainda, que os produtos oferecidos pelas corretoras de valores podem ser divididos entre aplicações de renda fixa e de renda variável. Sendo que:

    • Aplicações de renda fixa: investimentos que o aplicador sabe, ao investir, o prazo e o tipo de remuneração que terá;
    • Aplicações de renda variável: investimentos que o aplicador não sabe, ao investir, qual será o retorno sobre o seu capital, dependendo de variações do mercado.

    Dentro de cada uma dessas aplicações, a corretora de valores oferece diferentes produtos de investimentos. Sendo que esses produtos podem ser classificados, principalmente, em:

    1. Títulos públicos de renda fixa

    A primeira classe de ativos disponível para investimento em uma corretora de valores é a dos títulos públicos. Esses são títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional e que são disponibilizados para investidores por meio do Tesouro Direto.

    O Tesouro Direto, por sua vez, é a plataforma de investimento que contempla todos os diferentes títulos públicos existentes. Sendo alguns deles os Tesouros:

    Então, o investidor que possui conta em corretora pode acessar a plataforma do Tesouro Direto para escolher e investir naquele título que mais se encaixa no seu perfil e no seu objetivo.

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    2. Títulos privados de renda fixa

    Outra classe de ativos disponível para aqueles que possuem conta em corretora é a dos títulos privados de renda fixa. Ao contrário dos títulos públicos, os privados são emitidos, como o próprio nome diz, por entes privados, como bancos e cooperativas de crédito.

    Entre esses títulos privados de renda fixa, existem, por exemplo:

    Todos esses títulos podem ser encontrados pelo investidor na plataforma de investimento da corretora. Sendo que no momento da aplicação o cliente já conhece o prazo e as regras de remuneração do capital investido, que pode ter rendimento:

    • Prefixado: uma taxa prefixada é combinada e incide sobre o capital investido, por exemplo, 5% ou 10% a.a;
    • Pós-fixado: a aplicação depende de um indexador externo, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Então, o rendimento é dado em uma porcentagem do CDI, como 120%;
    • Híbrido: a aplicação tem parte da remuneração prefixada e outra parte pós-fixada. Então, há um percentual fixo juntamente com um indexador. Por exemplo, CDI + 2% a.a.

    E como é de costume, quanto maior o risco do investimento, maior o retorno. Portanto, é possível afirmar que os títulos privados de renda fixa, via de regra, rendem mais que os títulos públicos. Afinal, o menor risco de crédito do mercado é o do governo.

    Isso pode parecer estranho, por conta da má situação fiscal do país. Contudo, caso o governo não tenha recurso para pagar os detentores de títulos do Tesouro, ele imprime dinheiro e paga.

    Portanto, ele considerado o melhor pagador do mercado, porque o Estado tem a possibilidade de emissão de moeda corrente. Sendo que isso, obviamente, não pode ser feito por um banco caso não haja recursos suficientes para pagar os investidores.

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    3. Fundos de investimentos

    Mais uma classe de investimento disponível para investidores nas corretoras de valores são os fundos de investimentos. Ao investir nesses fundos, o investidor terceiriza para uma gestora e para um gestor a responsabilidade pela alocação de recursos.

    Essa alocação de recurso pelo irá sempre depender da modalidade do fundo de investimentos. E, neste sentido, os principais tipos de fundos são de:

    • Fundo de Ações: fundo de investimento que deve manter ao menos 67% do patrimônio investido em ações de empresas;
    • Fundo Cambial: fundo que investe o seu patrimônio em moedas estrangeiras, como o dólar, o euro ou até o iene;
    • Fundo Multimercado: fundo que investe o capital dos cotistas em diversos tipos de ativos do mercado, como ações, títulos, moedas e até derivativos financeiros;
    • Fundo de Renda Fixa: fundo que aloca os recursos em títulos de renda fixa, sendo eles de emissão pública ou privada.

    Ao investir nesses fundos, o investidor abre mão e terceiriza a alocação de capital dos seus recursos para um gestor profissional. Sendo que é esse gestor que irá tomar todas as decisões de compra e de venda de ativos.

    Esse trabalho profissional, obviamente, possui alguns custos. Então, a maior parte dos fundos de investimentos possuem as taxas de administração, que são um percentual fixo sobre o patrimônio do fundo, e também a taxa de performance, que é uma remuneração variável para a gestora em caso de bom desempenho.

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    4. Ativos da bolsa de valores

    Por fim, outros ativos que podem ser adquiridos pela corretora de valores são aqueles negociados na bolsa de valores do Brasil, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Para isso, as corretoras disponibilizam a famosa plataforma denominada de home broker.

    Esse home broker nada mais é uma plataforma que toda corretora disponibiliza para os seus clientes para que eles sejam capazes de enviar ordens de compra e de venda dos ativos negociados na bolsa. Então, por ele é possível adquirir, por exemplo:

    Vale lembrar que os ativos negociados em bolsa pertencem à classe dos investimentos de renda variável. Afinal de contas, as cotações desses ativos depende da oferta e demanda dos investidores e da precificação dada pelo mercado.

    Portanto, ao investir na bolsa em ações de uma empresa, por exemplo, o investidor deve entender que o preço dos papéis irá variar de acordo com as expectativas e previsões dos agentes do mercado de ações. Então, o recomendado é sempre realizar investimentos na bolsa com um viés de longo prazo, alocando apenas um capital que não seja necessário para o dia a dia, de maneira a evitar perdas e desgastes no curto prazo.

    Funções de uma corretora de valores

    corretora de valores

    Um ponto importante de se destacar se refere a quais são as funções de uma corretora de valores. Afinal de contas, elas não possuem as mesmas características bancárias das grandes instituições que conhecemos e, ao mesmo tempo, oferece diversos investimentos que não são de emissão própria.

    Então, nesse sentido é preciso frisar que uma corretora de valores é uma ponte de ligação entre o investidor e os ativos financeiros e, dessa forma, atua de maneira diferente da de um banco, por exemplo, pois ela não fica, para si, com o capital do seu cliente.

    Na verdade, a corretora é responsável por transferir o recurso do seu cliente para a aplicação na qual o investidor achar mais conveniente para ele naquele momento. Dessa forma, é através do trabalho dessas instituições que uma pessoa física comum pode transferir os seus recursos da poupança, por exemplo, para recursos que apresentam rentabilidades muito mais interessantes no decorrer do tempo.

    Por isso, ao se transferir os seus recursos para uma corretora de valores, o investidor poderá encontrar, naquele ambiente, uma espécie de “e-commerce” do mercado financeiro e de capitais com diversos e variados títulos e, assim, escolher aqueles que melhor se enquadrarem no seu perfil de investimento, seja ele conservador, moderado ou agressivo.

    Mas se essa instituição não é a emissora da maior parte das aplicações, como as corretoras ganham dinheiro?

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    Como as corretoras ganham dinheiro?

    Depois de saber que a maior parte das aplicações que podem ser realizadas pelo investidor dentro da plataforma da corretora, muitos podem se perguntar: mas então como a corretora ganha dinheiro?

    Afinal de contas, a maior parte das instituições não cobram taxas de manutenção de conta e nem mesmo possuem custo para abertura de conta. Então, como poderiam lucrar?

    Apesar de não parecer óbvio em um primeiro momento, vale destacar que as corretoras possuem diversas formas de ganhar dinheiro. Sendo que algumas delas são com:

    • Venda de cursos;
    • Taxas de corretagem;
    • Comissão por aluguel de ativos;
    • Multas e juros sobre saldo devedor em conta;
    • Juro sobre o recurso deixado por clientes na conta (float);
    • Comercialização de plataformas de investimentos mais avançadas;
    • Comissão por intermediação de aplicações realizadas pelos clientes.

    Como pode ser observado, são várias as maneiras pelas quais uma corretora pode ganhar dinheiro. Sendo que elas ganham até mesmo com o saldo que vários clientes deixam acumular nas contas, o chamado float.

    Além disso, há uma grande parcela de receita que vem da comissão por intermediação de aplicações. Em outras palavras, quando o investidor aplica em determinado investimento dentro da plataforma da corretora, ela pode receber uma comissão da instituição emissora daquela aplicação.

    Taxas cobradas por uma corretora de valores

    corretora de valores

    Como foi colocado no tópico anterior, existem algumas taxas cobradas por uma corretora de valores. Afinal de contas, esta é uma das formas que essas instituições, como empresas, ganham dinheiro.

    Mas antes de escolher uma corretora e de abrir conta em uma das opções disponíveis no mercado, é preciso que o investidor conheça todas aquelas taxas e encargos que podem existir. Assim, o cliente evita surpresas e, ao mesmo tempo, encontra aquela corretora que possui as taxas que mais se encaixam no seu bolso.

    Além disso, vale destacar que algumas corretora sequer cobram algumas das taxas que serão colocadas abaixo. Isso vem acontecendo desde 2018, quando a concorrência entre as instituições cresceu com a entrada de novos investidores, principalmente na bolsa.

    Para se ter uma ideia de como essa entrada de novos investidores foi acentuada, abaixo o gráfico com o número de CPFs com investimentos na bolsa de valores:

    corretora de valores

    Como pode ser observado acima, houve uma grande entrada de novos investidores na bolsa de valores a partir de 2017. Sendo que esse mesmo movimento aconteceu para o número de investidores do Tesouro Direto ou de Fundos Imobiliários.

    Então, para captar esses novos clientes, as corretoras passaram por um processo de concorrência para atrair investidores. Isto ocasionou, então, a zeragem ou a redução de taxas pela maior parte das instituições.

    Por fim, as principais taxas de uma corretora de valores são:

    1. Taxa de corretagem

    A taxa de corretagem é, sem dúvida, o maior e mais comum encargo que os investidores podem ter ao realizar investimentos por meio de uma corretora. Normalmente, essa taxa é cobrada por cada operação realizada por seus clientes.

    Por isso, fica fácil perceber que, quanto mais operações um cliente realizar, melhor é para a corretora, por motivos óbvios. Então, vale destacar que o cliente deve ficar atento às estratégias e às carteiras que estimulam uma alta rotatividade de ativos.

    Afinal de contas, quanto mais ordens de compra e de  venda de ativos, mais a corretora irá ganhar. Além disso, vale destacar que essa taxa é cobrada pela maioria dessas instituições, muito embora existam muitas que não cobram para movimentações de determinados ativos especificamente.

    E como qualquer outro produto, os clientes devem observar a relação entre custo e benefício. Afinal, corretoras que não cobram ou que possuem taxas de corretagem muito baixas tendem a oferecer uma plataforma de investimento menos eficaz.

    Isso significa que a plataforma pode não ser tão tecnológica e não oferecer tantas funcionalidades para o investidor. Além disso, a estabilidade do site da corretora também pode sair prejudicada, por conta de menores investimentos em tecnologia e em TI.

    Por outro lado, corretoras que possuem taxas de corretagens maiores, na maioria das vezes, possuem plataformas mais robustas e mais completas. Ainda, o atendimento ao cliente nessas instituições com taxas mais elevadas tende a ser mais personalizado.

    2. Taxa de abertura de conta

    O segundo custo que investidores podem ser estão em uma eventual taxa de abertura de conta. Então, o investidor só consegue ter acesso a todos os serviços que a corretora oferece após o pagamento.

    Na teoria, essa taxa seria justificada pelo trabalho que as corretoras têm para avaliar a documentação do investidor e para realizar o cadastro do cliente em seu banco de dados. Todavia, vale destacar que a maior parte das corretoras do mercado já extinguiu esse encargo para os investidores.

    3. Taxa de custódia

    Outro custo que clientes podem ter junto à corretora é com a taxa de custódia. Basicamente, essa taxa é um encargo que se refere aos custos de armazenamento dos investimentos dos clientes.

    Em outras palavras, é uma taxa que a corretora pode cobrar para manter a custódia de determinada aplicação do investidor. Sendo que o valor da taxa pode ser calculado com base em um valor fixo ou em um percentual sobre o recurso investido.

    A maior parte das corretoras não cobra taxa de custódia de ativos dos investidores, o que também foi resultado do crescimento da concorrência entre as instituições. Contudo, vale destacar que existem algumas taxas de custódia que não podem ser evitadas, independente da corretora.

    Esse é o caso da taxa de custódia da BM&FBovespa (Bolsa de Mercadorias e Futuros), que vale para alguns investimentos, como no Tesouro Direto ou em Ouro. No caso dos títulos públicos do Tesouro, a BM&F cobra 0,25% ao ano sobre o valor utilizado. Já para o Ouro, a instituição retém o percentual de 0,121% ao mês para realizar a guarda das informações, dos títulos e dos saldos.

    4. Tarifas de TED para retirada

    Por último, outra taxa que pode ser cobrada pelas corretoras é, na verdade, uma tarifa de TED para retirada. E apesar de também estar em extinção no mercado, esse encargo acontecia, em um valor fixo, para toda vez que o investidor retirasse saldo da sua corretora, enviando um TED para seu banco.

    Como conferir se uma corretora é confiável?

    Como foi colocado, existem corretoras que não cobram diversas das taxas acima mencionadas. Isso é, obviamente, ótimo para os clientes. Contudo, é preciso tomar cuidado para acabar não caindo em uma cilada e investindo por meio de uma corretora que está com uma saúde financeira deteriorada.

    Mas então como conferir se uma corretora é confiável? Para fazer isso, existem algumas questões que os investidores podem verificar, como:

    Checar na CVM

    O primeiro ponto que os investidores podem fazer para saber se determinada corretora é confiável é checar na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a situação da instituição. Isso porque a CVM funciona como uma espécie de polícia do mercado, responsável por fiscalizar e normatizar todo o ambiente de negociações.

    Então, para checar na CVM a situação da corretora perante a autarquia, basta o investidor acessar a página da Comissão e entrar na aba de “Dados Cadastrais”. Nessa aba, é possível pesquisar o nome da corretora e verificar sua situação, patrimônio líquido, seus diretores responsáveis.

    Na imagem a seguir, é possível observar a página de pesquisa da corretora pelo site da CVM:

    corretora de valores

    Verificar o Selo Cetip Certifica

    Outra forma de verificar a confiabilidade de uma corretora é conferir se a corretora possui o Selo Cetip Certifica. Esse selo é dado para aquelas instituições que realizam o registro dos investimentos de seus clientes junto à Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos).

    Com esse selo, o investidor tem a garantia de que seus investimentos estão sendo registrados no seu próprio CPF. Além disso, com o Selo, a instituição credenciada só pode realizar a venda de um ativo se o título for registrado.

    Esse selo é uma das melhores maneiras de verificar a transparência e a segurança de uma corretora de valores. Sendo que há uma lista, na página inicial do Selo Cetip Certifica, que cita todas as corretoras credenciadas.

    Verificar os Selos da Qualidade da B3

    Mais uma forma de saber se determinada corretora é confiável é verificando os Selos da Qualidade da B3. Esses selos de qualificação foram criados pela bolsa brasileira, a B3, com base no chamado PQO (Programa de Qualificação Operacional).

    Esse programa, por sua vez, estabelece uma série de pré-requisitos operacionais e financeiros que dizem respeito ao nível de tecnologia, qualidade, informatividade e integridade das corretoras.

    Todos esses pontos acima, e muitos outros, são avaliados para que cada um dos cinco selos sejam concedidos. Por fim, os cinco selos de qualidade da B3 são:

    • Retail Broker: selo que certifica corretoras que possuem estrutura para oferecer atendimento, assessoria e executar ordens de produtos da B3;
    • Execution Broker: selo que certifica corretoras que possuem estrutura tecnológica e operacional para prestar serviços para investidores institucionais;
    • Agro Broker: selo que certifica corretoras que possuem estrutura para assessoria, atendimento e execução de ordens relativas a derivativos de commodities do setor agro;
    • Carrying Broker: selo que certifica corretoras que possuem estrutura para oferecer serviços de consolidação de posições, de custódia, de gerenciamento de risco e de liquidação;
    • Nonresident Investor Broker: selo que certifica corretoras que possuem estrutura para assessoria, atendimento e execução de ordens para investidores não residentes.

    Para cada uma desses selos conferidos pelo PQO (Programa de Qualificação Operacional), existem pré-requisitos claros e examinados pela B3 para a concessão da certificação. Cada um desses critérios podem ser conferidos no site da bolsa brasileira, na aba de certificações, como pode ser observado na imagem abaixo:

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    Conferir a habilitação do Tesouro Direto

    Por último, outra maneira de verificar a confiabilidade de uma corretora é conferindo a habilitação que ela possui com o Tesouro Direto. Afinal, para receber essa habilitação, a corretora deve preencher uma série de critérios colocados pelo Tesouro Nacional.

    Na página do Tesouro Direto, os investidores conseguem verificar quais são as corretoras credenciados e habilitados para oferecerem aos clientes os títulos públicos do governo de renda fixa. Além disso, o Tesouro ainda disponibiliza um resumo com os custos de negociação para cada corretora e também um ranking das 10 instituições que negociaram o maior volume de títulos públicos a cada mês.

    Veja, por exemplo, o ranking divulgado para o mês de maio de 2020, divulgado no site do Tesouro Nacional do Brasil:

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    Qual corretora é a melhor para investir?

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    Talvez a dúvida mais comum de novos investidores seja: mas qual corretora é a melhor para investir?

    Esse questionamento é muito legítimo. Afinal, são tantas propagandas de corretoras e tantas opções disponíveis que muitos investidores ficam com grande dúvida em relação a qual corretora é a melhor para começar a investir.

    Contudo, infelizmente, não há uma resposta pronta e certa de qual é a melhor instituição. Afinal, a melhor corretora para um investidor pode não ser uma boa opção para outro investidor, por conta das diferenças nos serviços prestados e nos custos envolvidos em cada uma delas.

    Como escolher uma corretora de valores?

    Já que a melhor corretora dependerá do perfil de cada tipo de investidor, como escolher uma corretora de valores? Isto é, o que é preciso avaliar antes de determinar por qual instituição realizar os investimentos?

    Como qualquer outro produto do mercado, os clientes devem ficar atentos à relação custo-benefício. Ou seja, devem verificar se possuem capital para arcar com o produto e se o valor cobrado é compatível com aquilo que é entregue.

    Então, para saber como escolher uma corretora de valores, o investidor deve:

    Verificar os produtos e serviços oferecidos pelas corretoras

    O primeiro passo para saber se determinada corretora é, ou não, uma boa opção, é verificar quais são os produtos e serviços oferecidos pelas corretoras. Afinal, alguns clientes podem ficar descontentes após abrir conta em determinada corretora e descobrir que determinada funcionalidade não está disponível.

    Por isso, a atenção deve ficar para, como foi dito, os produtos e os serviços oferecidos, sendo que:

    • Produtos oferecidos por corretoras de valores: possuir uma grande variedade de fundos de investimentos de diferentes gestoras e de títulos de crédito (CDBs, LCIs, LCAs, etc) de diversas emissoras;
    • Serviços oferecidos por corretoras de valores: gráfico de evolução patrimonial,  consolidação da rentabilidade do investimento, disponibilização de relatórios de performance e de atendimento personalizado.

    Obviamente, quanto mais produtos e serviços oferecidos pelas corretoras, maiores também os custos para elas. Por isso, as instituições com mais disponibilidades costumam possuir custos maiores para os investidores.

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    Verificar os custos e taxas cobradas pelas corretoras

    Os produtos e serviços oferecidos por uma corretora não devem ser os únicos a serem observados pelo cliente. Afinal, quanto maior a disponibilidade deles, maiores também os custos para o investidor.

    Então, para investidores iniciantes, que ainda não possuem tanto capital, é preciso procurar um equilíbrio para encontrar uma corretora que tenha, sim, bons produtos e serviços, mas que também possua baixa ou nenhuma taxa de corretagem ou de custódia. Afinal de contas, o dinheiro que seria gasto com esses encargos poderia ser utilizado para aumentar os aportes do investidor.

    Por outro lado, investidores mais experientes, com mais tempo de mercado e com maior patrimônio podem necessitar de plataformas mais robustas de investimentos e de um atendimento personalizado. Neste caso, talvez pagar mais caro para isso não faça tanta diferença, podendo o investidor se dar o luxo de investir em uma corretora mais completa.

    Escolher a corretora com o melhor custo-benefício

    Depois de avaliar os produtos e serviços oferecidos e os custos envolvidos nas negociações, o investidor poderá encontrar a melhor corretora para investir. Seja ela uma corretora com taxa zero ou uma instituição com uma plataforma mais robusta e que necessite, claro, de um investimento maior pelo investidor.

    Essa melhor escolha será encontrada, como foi dito, depois de uma análise do custo e do benefício de cada uma das opções de corretoras do mercado. Então, o próximo passo será, de fato e finalmente, abrir conta em uma corretora.

    Passo a passo: como abrir conta em uma corretora de valores

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    Depois de entender qual a melhor instituição para se tornar cliente, a próxima etapa é, claro, realizar a abertura de conta. Por isso, a seguir o passo a passo de como abrir conta em uma corretora de valores.

    1. Acessar o site da corretora de valores

    O primeiro passo para abrir conta em uma corretora de valores é, obviamente, acessar o site da instituição em que o investidor pretende abrir sua conta. Então, deve-se procurar a aba de criação de conta, que deve estar indicada por uma chamada como “abra sua conta” ou “cadastre-se”.

    Como é de interesse das corretoras conseguir o maior número de clientes possível, essa opção para abertura de conta costuma ter bastante destaque na página inicial do site da corretora. Então, não se deve ter muito problema neste passo.

    2. Preencher as informações e enviar os documentos

    Após entrar na página de abertura de conta da corretora, a instituição irá disponibilizar diversos questionários e levantamento de dados. Além disso, pedirá também que o cliente crie um usuário, uma senha e, normalmente, também uma assinatura eletrônica.

    Vale destacar que entre as perguntas que são feitas nessa parte da abertura de conta em corretora estão, por exemplo:

    • CPF;
    • E-mail;
    • Telefone;
    • Endereço;
    • Identidade;
    • Patrimônio;
    • Renda mensal;
    • Origem dos recursos.

    Além dessas informações, algumas corretoras também podem pedir o envio de fotos ou de arquivos digitalizados de alguns documentos. Entre eles, o documento de identificação e o comprovante de endereço do investidor.

    3. Aguardar a análise dos documentos pela corretora

    Após o envio dos documentos para a corretora, o investidor deve simplesmente aguardar a análise da documentação. Apesar de ser um passo que desagrada alguns clientes, a verificação das informações é importante para evitar fraudes e para garantir que toda a documentação está correta.

    Além do mais, vale destacar que essa etapa tem sido cumprida pelas corretoras de valores de maneira cada vez mais veloz. Por isso, o investidor não deve se aborrecer com longos períodos de análise e sem resposta.

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    4. Preencher o questionário de suitability

    Depois da análise da documentação e da efetivação da abertura de conta, o investidor deve realizar o seu primeiro acesso à conta da corretora. Ao fazer isso, a maior parte das corretoras já disponibiliza o questionário de suitability (perfil de investidor).

    Nesse questionário, a corretora procura identificar o perfil de investidor do cliente, de forma a entender quais serão os produtos que poderá oferecer para ele. Por isso, o resultado do questionário é dividido entre investidores de perfil conservador, moderado e agressivo.

    Algumas das perguntas que são realizadas neste teste são:

    • Últimos investimentos realizados;
    • Tempo que pretende deixar o recurso investido;
    • Objetivo dos investimentos a serem realizados;
    • Conhecimento a respeito do mercado financeiro;
    • Percentual da renda destinado aos investimentos;
    • Comportamento do investidor em períodos de bear market;
    • Como se dá a distribuição entre classes de ativos do investidor;
    • Capital investido por tipo de aplicação e de ativo.

    Para investidores considerados conservadores, as corretoras apenas disponibilizarão produtos, obviamente, mais seguros. Por exemplo, títulos do Tesouro Direto e outras aplicações de renda fixa.

    Já para os investidores com perfil moderado e agressivo, a corretora de valores passa a disponibilizar outros investimentos mais arrojados. Entre eles, o investimento em ações, derivativos, ETFs (Exchange Traded Funds), entre outros.

    E então, conseguiu entender melhor sobre o que é, como funciona e sobre como escolher uma corretora de valores? Deixe abaixo sua dúvida ou comentários sobre o assunto.

    Perguntas Frequentes sobre Corretora de Valores
    A melhor corretora de valores é aquela que melhor se encaixa no perfil do investidor. Para clientes mais arrojados e com mais capital, corretoras com plataformas robustas, mas que cobram taxas maiores, podem ser a melhor opção. Já para aqueles que estão começando, talvez as melhores corretoras sejam aquelas com as menores taxas.
    A melhor corretora de valores para pequenos investidores é aquela que tenha as menores taxas e que ofereça um bom serviço. Isto porque investidores iniciantes devem se preocupar em não gastar um grande percentual do recurso investimento com taxas – dinheiro este que poderia estar sendo investido.
    Uma corretora de valores é uma instituição que disponibiliza diferentes tipos de investimentos para seus clientes investirem. Entre esses investimentos estão títulos de renda fixa, fundos de investimentos e ativos de renda variável.
    Uma corretora de valores oferece tanto investimentos em renda fixa quanto em renda variável. Entre os de renda fixa, existem os títulos públicos e os títulos privados. Já entre os de renda variável, há aqueles ativos negociados em bolsa, como ações e fundos imobiliários (FIIs).
    O porquê investir por uma corretora de valores está relacionado ao fato de essas instituições oferecerem mais opções de investimentos e, ao mesmo tempo, menores taxas para o cliente realizar suas operações e aplicações.

    Bibliografia para corretora de valores

    http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/menu/acesso_informacao/serieshistoricas/apresentacoes_tecnicas/anexos/Newton-De-Lucca_JurisprudenciaFinal.pdf

    https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/tg_projeto_de_gestao_financeira-5-3_2.docx_finalizado_0.pdf

    http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/legislacao/instrucoes/anexos/300/inst380consolid.pdf

    https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/res/1989/pdf/res_1655_v4_P.pdf

    Tiago Reis
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