Corretora de valores fornece uma ponte entre o mercado e o investidor
Por: Tiago Reis

Corretora de valores: veículo de intermediação entre investidor e mercado

Para uma pessoa que possui um capital reservado e que possui o interesse de aplicar esses recursos em ativos que apresentam rentabilidades atrativas, conhecer as características das principais corretoras de valores do Brasil se faz de grande importância.

Uma corretora de valores é uma ponte de ligação entre o investidor e os ativos financeiros e, dessa forma, atua de maneira diferente da de um banco, por exemplo, pois ela não fica, para si, com o capital do seu cliente, e sim, o transfere para a aplicação naquele investimento no qual o investidor achar mais conveniente para ele naquele momento.

Dessa forma, é através do trabalho dessas instituições que uma pessoa física comum pode transferir os seus recursos da poupança, por exemplo, para recursos que apresentam rentabilidades muito mais interessantes no decorrer do tempo.

Princípio de atuação

Ao se transferir os seus recursos para uma corretora de valores, o investidor poderá encontrar, naquele ambiente, uma espécie de “e-commerce” do mercado financeiro e de capitais com diversos e variados títulos e, assim, escolher aqueles que melhor se enquadrarem no seu perfil de investimento, seja ele conservador, moderado ou agressivo.

Corretora de valores x Banco

Há de se destacar, ainda, que uma corretora de valores não é um banco, haja vista que, na verdade, instituições dessa natureza possuem relacionamentos com vários bancos a fim de proporcionar a seus clientes – leia-se investidores – os produtos financeiros que esses bancos oferecem.

Ainda, diferentemente dos grandes bancos, que normalmente apresentam um grande interesse nos altos lucros, as boas corretoras tendem a visar a diminuição do próprio lucro em prol de uma rentabilidade mais atrativa para seus clientes para, com isso, conseguir ganhar uma maior capilaridade no mercado e consequentemente novos clientes.

É importante frisar, também, que de forma distinta dos bancos, os clientes, normalmente, não possuem um gerente de conta, e sim um grupo de pessoas especializadas disponíveis para atender as suas necessidades e também para esclarecer eventuais dúvidas que possam vir a surgir em relação a aplicações no mercado.

Com isso, uma corretora não apresenta as principais características bancárias, como por exemplo o fornecimento de crédito, financiamentos de veículos ou imóveis e semelhantes e, por consequência, todo o dinheiro enviado por um investidor a essas instituições serão destinados a algum ativo no prazo escolhido pelo cliente.

Assim sendo, ao se abrir uma conta em uma instituição dessa natureza, a pessoa receberá o direito de possuir uma conta corrente que não será movimentada por terceiros, além de conseguir realizar todas as operações que achar conveniente pela internet, geralmente através de uma ferramenta conhecida como home broker ou pela própria mesa de operações, dependendo da opção do cliente.

Taxas cobradas

Normalmente, essas instituições financeiras costumam cobrar alguns valores que variam muito de uma para a outra, a fim de custear todas as suas estruturas e, normalmente, as mais comuns praticadas no mercado são:

  • Taxa de abertura de conta: não são todas, mas muitas costumam cobrar algum valor para que o investidor consiga abrir uma conta em seu banco de dados e tenha, dessa forma. acesso a todas os serviços que ela oferece.
  • Taxa de custódia: normalmente é cobrada por essas instituições no intuito de se fornecer uma “manutenção” das contas de seus clientes. Muitas não cobram por este serviço, enquanto outras debitam quantias consideráveis de seus clientes mensalmente.
  • Taxa de corretagem: normalmente cobrada por cada operação realizada por seus clientes. Fica fácil perceber que, quanto mais operações um cliente realizar, melhor é para a corretora, por motivos óbvios. Essa taxa é, normalmente, cobrada pela maioria dessas instituições, muito embora existam muitas que não cobram para movimentações de determinados ativos especificamente.

Melhor corretora de valores para pequenos investidores

Muitos investidores carregam consigo esse questionamento e, de modo a poder sanar da melhor maneira possível essa indagação bastante comum, fizemos, recentemente, uma pesquisa em nossa página do Facebook na qual muitos de nossos seguidores opinaram a respeito dos pontos positivos e negativos de muitas corretoras de valores disponíveis no mercado.

Vale a pena conferir.

Conclusão

No final das contas, as aplicações feitas pelos investidores não ficam, de fato, nessas instituições, com isso, não existe um risco concreto, caso haja a quebra de uma empresa dessa natureza, por exemplo, de perda dos investimentos, pois os mesmos ficam registrados na bolsa de valores e, com isso, ficam assegurados caso alguma situação desse tipo aconteça.

Portanto, uma corretora de valores é simplesmente uma intermediadora que é submetida a todas as exigências regulatórias que são feitas aos bancos, além de fornecer, também, toda uma questão de atendimento e gestão financeira aos investimentos de seus clientes.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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