corretora americana

Seja para proteger seu patrimônio ou para aproveitar oportunidades melhores, cada vez mais investidores brasileiros pensam em retirar seu capital do país para investir no exterior. Nesse cenário, ter acesso a uma corretora americana é essencial para aplicar no maior mercado de investimentos do mundo: os Estados Unidos.

Mas independente do motivo, abrir uma conta em uma corretora americana e começar a investir no exterior é um processo mais fácil e rápido do que se imagina. Com a ajuda da internet, essa opção está cada vez mais prática e ao alcance de qualquer investidor.

Investindo nos EUA através de uma corretora americana

Uma corretora americana é a instituição responsável por intermediar a compra, venda e negociação de ativos mobiliários nos Estados Unidos. Ou seja, assim como acontece no Brasil, para investir no mercado financeiro americano, toda operação precisa passar em algum momento por uma corretora de valores dos EUA.

Como boa parte dessas instituições oferecem plataformas de negociação online, toda a operação pode ser feita pela internet. Dessa forma, possível investir diretamente em ações e títulos do mercado americano sem necessariamente morar nos Estados Unidos.

Tipos de corretora existentes nos EUA

Mas antes de escolher qual a melhor corretora americana para ter uma conta, é importante saber que nos Estados Unidos existem dois tipos de corretoras:

Corretoras intermediárias: apenas intermediam a operação entre o cliente e uma corretora de maior porte.

Corretoras diretas: atendem diretamente os seus clientes, registrando e transmitindo suas ordens de negociação ao mercado sem nenhum intermediário.

Para brasileiros interessados em investir no mercado americano, a melhor alternativa é optar por uma corretora direta. Com estas, o processo de abertura é mais simples, e o investimento acontece de forma mais prática e objetiva.

Como escolher e abrir conta em uma corretora americana?

Morar fora dos Estados Unidos e abrir conta em corretora americana pode parecer uma tarefa complicada de início. Porém, com a internet, esse processo se tornou muito mais simples. Em apenas 4 etapas é possível abrir uma conta e começar a investir no mercado financeiro americano:

Passo 1: Escolher a corretora mais adequada a sua situação

Para escolher a melhor corretora, é necessário atentar para alguns aspectos:

  1. Verificar a situação legal da instituição, conferindo se ela está registrada na FINRA (Financial Industry Regulatory Authority) e autorizada a funcionar pela SEC (Securities and Exchange Comission) – a CVM do mercado americano.
  2. Conferir se a corretora permite que brasileiros que não moram nos Estados Unidos podem abrir sua conta. Isso acontece porque nem todas as corretoras aceitam não-residentes como seus clientes.
  3. Analisar os custos, taxas e valores cobrados por cada corretora. É importante verificar qual a taxa de corretagem de operação, se existem taxas de manutenção, de inatividade, comissões, de saque e resgate, entre outros. É importante lembrar que nem sempre a melhor corretora americana para brasileiros serão as mais baratas. O mais indicado é comparar os preços com as vantagens que cada uma oferece, e escolher aquela com o melhor custo-benefício.

Passo 2: Realizar o processo de abertura de conta através do site

Em geral, a maioria das corretoras oferecem abertura de conta pela internet. O processo é bem simples: cada investidor preenche um cadastro com seus dados pessoais, como nome, endereço, email, login e senha. Também pode ser pedido o preenchimento de um questionário para avaliar o perfil de investimento do investidor.

Passo 3: Enviar documentos pessoais e formulários para a corretora

Depois de iniciar o processo de abertura pelo site, o investidor terá que enviar seus documentos para a corretora. Porém, esse envio não precisa ser necessariamente pelo correio. Normalmente, as maiores corretoras americanas permitem que os documentos sejam escaneados e enviados diretamente pela própria internet.

Os documentos requeridos podem variar de uma corretora para outra. Mas geralmente, é preciso enviar:

  • Comprovante de residência;
  • Declaração do Imposto de Renda;
  • Cópia do passaporte;
  • Contrato de abertura de conta com a corretora em questão;
  • Formulário W-8BEN preenchido. Esse documento indica que se trata de um brasileiro não-residente interessado em realizar investimentos nos EUA.

Passo 4: Transferir o dinheiro para a conta na corretora

Depois de enviar os documentos, a corretora irá fornecer o número da sua conta e a senha do home broker. Mas para começar a investir, é necessário que o investidor transfira seu dinheiro para a conta bancária da corretora.

Normalmente, essa etapa costuma ser a mais complicada do processo. Para realizar a transferência, é preciso realizar uma transação de câmbio internacional, diretamente do Brasil para a conta da corretora americana. O investidor pode verificar se o banco onde é correntista oferece essa funcionalidade.

Em geral, o câmbio adotado para esse tipo de transação costuma ser mais alto que a média. A instituição que realiza a transferência também cobra uma taxa para enviar o dinheiro para o exterior. Além disso, a quantia transferida sofre incidência de IOF cobrado pelo governo.

Já para repatriar o capital, todos esses custos são cobrados novamente. Mas neste caso, o investidor também terá que declarar e pagar o Imposto de Renda sobre os rendimentos obtidos no exterior.

Por que abrir uma conta em corretora americana?

Após completar o processo e transferir fundos para sua conta, o investidor já está apto para realizar as mais diversas operações no mercado americano. Mesmo não sendo a única alternativa para se investir no exterior, ter uma conta em uma corretora americana é com certeza a opção que oferece mais possibilidades aos investidores. Será apenas através de uma corretora, por exemplo, que o investidor conseguirá comprar diretamente as ações e títulos negociados nas principais bolsas de valores americanas, como a NYSE e a NASDAQ.

 

 

 

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.