Existe um movimento iniciado por algumas corretoras de zerar a corretagem em fundos imobiliários.

Este movimento no final do ano passado se estendeu para ações.

Por um lado, isso é muito bom. Um dos principais custos de transação está sendo reduzido drasticamente para o investidor. E isso tem impactos positivos para todos investidores, sobretudo aqueles que fazem investimentos com quantias menores de recursos financeiros e que a corretagem mais pesava.

Porém, é preciso lembrar que as corretoras são empresas e não instituições de caridade: elas possuem acionistas que exigem um nível elevado de lucratividade.

E aí é que problema começa.

A minha interpretação é que algumas corretoras estão utilizando este processo de zerar corretagem como um “loss leader”, ou seja, um centro de custo para a empresa para atrair clientes para depois forçar a venda produtos mais rentáveis para a instituição, como COE´s e Fundos.

O que um investidor inteligente vai fazer? Simples: vai utilizar o serviço de corretagem zerada e recusar amigavelmente sempre que oferecerem produtos de altas taxas embutidas, como COE´s, em seguida.

É isso que eu estou fazendo e estimulo que você faça o mesmo.

É verdade que se todos clientes forem inteligentes e fizerem isso, as corretoras que zeraram as taxas irão ter que rever seu modelo.

Porém, vamos ser realistas: em um país que não existe cultura de investimentos, vai demorar muito para que a maioria das pessoas tome este caminho.

Portanto, teremos vários anos de corretagem gratuita daqui para frente. E eu seguirei, amigavelmente, recusando sempre que me oferecerem produtos de investimentos estruturados.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.