corporação

Você sabe a diferença entre uma corporação e outros tipos de sociedade?

Entender o papel de uma corporação (corporation) no mercado de capitais é fundamental para o investidor de ações na bolsa de valores que deseja ter se associar a bons projetos empresariais.

As corporações são as empresas listadas que possuem controle pulverizado. Ou seja, não há a figura do acionista controlador ou bloco de controle nessas sociedades.

Portanto, as empresas chamadas de corporações possuem um Free Float acima da média de mercado, geralmente superior a 50%.

Existem várias inclusive com esse valor superior a 90%, como:

  • CVC Brasil (   ( ) )
  • Lojas Renner  (   ( ) )
  • B³ (   ( ) )

Fizemos um estudo recentemente, e mais ou menos 21% das companhias listadas no Brasil se enquadrariam como uma corporation.

Mas é importante ressaltar que apesar de não haver controle definido da forma legal, evidentemente existem acionistas mais ou menos relevantes na empresa, e que influenciam os rumos do negócios.

Ou seja, essa não é uma definição tão preto no branco assim.

Papel dos administradores na corporação

administradores da corporaçãoNas corporações o papel da administração é fundamental.

De fato, os gestores da empresa devem atuar da forma mais profissional possível, sempre buscando gerar valor para os acionistas.

Na verdade, as corporações representam a essência do mercado de capitais, que é a ideia de pessoas comuns participarem de projetos empresariais sem precisar se envolverem no dia a dia das operações.

Contraste com empresas familiares

controle familiarPor outro lado, existem as empresas familiares.

Nesse grupo de sociedades estão aquelas companhias controladas por um ou mais membros de uma mesma família.

Por exemplo, o Itaú. Esse é um banco controlado pelas famílias Moreira Salles, Vilela e Setúbal.

Ou então, o caso da Grendene, que é controlada pela família de sobrenome homônimo.

Na prática, a maioria das empresas da bolsa está no meio do caminho, entre uma sociedade familiar e uma corporação.

Ou seja, os membros da família ainda detêm muita influência, mas existem outros acionistas importantes.

Existe muita discussão se é preferível uma empresa mais familiar ou de controle mais pulverizado, quando pensamos na posição do minoritário.

De fato, podemos encontrar bons exemplos dos dois lados, de sociedades que criaram valor aos seus acionistas..

Por exemplo, Lojas Renner e Ultrapar são mais pulverizadas enquanto Itaú, Grendene e Grazziotin são familiares.

Por um lado, as empresas familiares possuem o “olho do dono” e geralmente estão mais envolvidas com as operações. Isso dá segurança para os minoritários. Mas também pode ser que a empresa seja menos transparentes e atenciosa com seus minoritários.

Já nas corporações a administração costuma ser profissional, e adota práticas modernas de governança corporativa.

Por outro lado, existe claramente o conflito de interesses desses administradores com os donos (acionistas).

Às vezes os gestores tomam decisões com base nos próprios interesses (bônus, remuneração variável) e não com foco em criar valor ao acionista.

Conclusão sobre corporações

conclusão sobre corporaçõesAs corporações representam um modelo mais moderno de sociedade e com certeza, a essência e a finalidade do mercado de capitais. Apesar disso, não é porque a companhia é uma corporation que irá gerar melhores resultados. Empresas familiares também podem ser ótimas opções para o investidor de longo prazo.

 

 

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Rodrigo Wainberg

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos, possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários, e é Bacharel em Física pela UFRGS.