contrato de opção
Por: Tiago Reis

Contrato de opção: entenda como funcionam esses derivativos

Dentro do mercado de capitais existe uma série de instrumentos financeiros que visam preservar ou conferir lucros aos seus investidores. Um desses instrumentos é o contrato de opção.

Um contrato de opção é um contrato a prazo estabelecido entre duas partes. Nele, o comprador adquire o direito de comprar ou vender um ativo durante um dado período do tempo.

Esse contrato oferece ao seu comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o ativo subjacente a um preço previamente acordado.

O preço acordado nesses contratos é denominado preço de exercício. No Brasil, as opções podem ser exercidas a qualquer momento antes da data de vencimento do contrato.

Desse modo, quando falamos em “exercer”, isso significa utilizar o direito de comprar ou vender o título subjacente.

De maneira geral, uma opção pode ser vista como uma apólice de seguro. Por exemplo, uma opção de venda é análoga a um seguro de automóvel, pois ela permite recuperar o valor predeterminado pelo ativo.

Por outro lado, já a opção de compra é semelhante ao sinal pago na compra de um imóvel. Pois ela permite o preço fixo e a preferência na compra.

Entendendo o funcionamento do contrato de opção

contrato de opção

Um contrato de opção é um instrumento financeiro derivativo. Ou seja, o valor de uma opção e sua característica de negociação está ligado ao ativo subjacente.

Outro ponto importante de salientar é que o titular desse contrato tem o direito, mas não a obrigação. Em outras palavras, ele poderá não exercer esse direito antes do fim do período de tempo pré-determinado, a opção e a oportunidade de exercê-la deixam de existir.

Adicionalmente, o investidor deve saber que para negociar esses contratos é preciso pagar um prêmio.

Vale mencionar que esses contratos podem esconder riscos potenciais. Pois é impossível antever situações desejadas para exercer direitos de compra e venda.

Desse modo, corre-se o risco de um dos investidores tentar cancelar a operação ou simplesmente não ser capaz de honrá-la financeiramente. E, por conta disso, todo o capital aplicado em opções pode ser perdido.

Além disso, o lançador de uma opção deve ter a capacidade financeira para cobrir eventuais prejuízos, bem como dispor de garantias suficientes para atender às exigências de margem.

Contratos de opção de compra e venda

contrato de opção

No mercado de capitais, o investidor pode operar opções através de duas formas distintas: contratos de opção de compra e de venda.

  • Opção de compra: as opções de compra dão ao seu operador o direito de comprar um título subjacente ao preço de exercício. De modo que o comprador deseja que a ação suba. Se o comprador estiver certo, e a ação subir acima do preço de exercício, esse comprador poderá adquirir as ações por um preço mais baixo. E depois vendê-lo com lucro pelo preço de mercado atual.
  • Opção de venda: as opções de venda dão ao seu operador o direito de vender pelo preço de exercício, de modo que o comprador de ações deseja que a ação caia. Desse modo, o detentor de uma opção de venda se beneficia com a queda do preço da ação subjacente. Pois, se a mesma realmente cair, o lançador da opção de venda é obrigado a comprar as ações ao preço de exercício.

Portanto, é muito importante ressaltarmos que um contrato de opção não deve ser feito por investidores iniciantes. Geralmente essas operações envolvem elevados riscos de perda do principal, o que pode prejudicar fortemente um investidor ainda inexperiente na área.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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