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Por: Tiago Reis

Conselho de administração: conheça as atribuições desse grupo

Presente em empresas dos mais variados portes, o conselho de administração é um ente muito importante para a tomada de decisões estratégicas de uma companhia.

De forma prática, podemos dizer que o conselho de administração é um corpo de membros eleitos em assembleia que estão a cargo de supervisionar as atividades de uma empresa.

Importantes aspectos tais como o planejamento estratégico, alocações e estrutura de capital, além de algumas outras atividades são atribuições desse grupo.

A formatação desse conselho depende muito do estatuto da companhia. De modo geral, um conselho é formado por no mínimo 5 e no máximo 11 membros.

Normalmente, esse grupo de pessoas é formado por profissionais experientes na gestão de empresas, o que pode agregar muito na hora de por em pratica o seu papel.

Adicionalmente, é muito importante que nenhum conselheiro esteja envolvido em algum conflito de interesses, seja com a empresa ou com os acionistas.

Como a função do conselho é ser o elo entre os sócios e a diretoria de uma empresa, então, podemos dizer que esse grupo é o maior guardião da governança corporativa de um negócio.

Como criar um Conselho de Administração

A eleição de membros desse grupo se dá através de votação feita entre os sócios, justamente pelo fato do conselho ser representante dos acionistas.

Então para compor esse grupo, é necessário que os seus membros possuam valores, ética e integridades que estejam em linha com a cultura organizacional da companhia.

Além disso, a experiência técnica na hora de saber tomar as melhores decisões é de extrema importância para um conselho que objetive a entrega de resultados com lucratividade.

Importante ressaltar que existe a exigência legal para a formação de um conselho apenas nos casos de sociedades anônimas.

Funções e atribuições do Conselho de Administração

A principal função desse grupo de pessoas é manter a empresa num direcionamento estratégico que vise melhores rentabilidades, maximizando os retornos dos investidores.

Desse modo, é papel do conselho, monitorar as decisões feitas pelo corpo de diretores de uma companhia. Pois muitas vezes, esses últimos podem não estar totalmente alinhados com os objetivos de longo prazo de um negócio.

Isso acontece quando são estabelecidas remunerações para a diretoria de forma a estimular os ganhos de curto prazo, tais como excessos de aquisições visando um aumento fragilizado da receita que ocasionam muitas vezes em baixos resultados líquidos e crescimento da dívida.

Também é papel dos conselheiros estimular a pratica de tomada de decisões em grupo. Essa estratégia visa a descentralização das principais decisões em uma empresa.

Muito embora o conselho administrativo em si não deva interferir em assuntos puramente operacionais, eles podem instituir códigos de conduta para toda a companhia.

A remuneração desse grupo de pessoas pode variar bastante de empresa para empresa. Os principais critérios para a remuneração desse grupo são a presença, qualificação e experiência prática.

A seguir temos um resumo das principais atribuições desse grupo:

  • Ser guardião da governança corporativa;
  • Monitorar as atividades da diretoria;
  • Garantir uma boa estrutura de capital para a empresa;
  • Tomar decisões estratégicas altamente relevantes para a empresa.

Companhias de capital aberto sempre divulgam em seus relatórios a remuneração dos seus conselheiros, o que pode incluir salários, bônus, gratificações entre outros.

Para a melhor compreensão dos acionistas, é muito importante que as empresas emitam relatórios de avaliação formal da qualidade do seu conselho. Esses relatórios teriam com base em critérios tais como frequência, assiduidade e participação.

Por fim, o que podemos concluir é que um conselho de administração é um ente de extrema importância para os acionistas de uma empresa. Portanto eleger uma equipe qualificada é muito importante para os bons resultados futuros de um negócio.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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