concessão de crédito
Por: Tiago Reis

Concessão de crédito: entenda como funciona o processo

Para recuperar-se de uma crise financeira ou mesmo para desenvolver novas atividades, sem especulação, muitas vezes é preciso recorrer a uma concessão de crédito.

Assim como investidores desejam alavancar suas aplicações, os empresários anseiam por ampliar seu negócio. O que é possível com a concessão de crédito.

A concessão de crédito ocorre quando uma instituição financeira aprova a liberação de um empréstimo. Isso tanto para a pessoa física quanto para a pessoa jurídica. Essa liberação depende de uma série de fatores, como valor solicitado e o risco de inadimplência do requerente.

E isto não significa, apenas, não ter o “nome sujo”.

Fatores que influenciam a concessão de crédito

concessão de crédito

Várias empresas oferecem um modelo de análise de risco para os contribuintes.

Pensando na pessoa física, estas empresas consideram se o requerente de crédito:

  • Já teve (ou ainda tem) o nome negativado
  • Paga as suas contas em dia
  • Média salarial
  • Tempo de emprego registrado em carteira
  • Quais são as empresas com as quais se relaciona

Certamente, quem deixou de pagar dívidas recentemente não conseguirá obter um bom crédito.

Até porque já existe um histórico negativo, o que depõe contra o contribuinte.

Já para as empresas, são analisados os balanços patrimoniais e o seu fluxo de caixa. O intuito é saber como andam as finanças do empreendimento.

A concessão de crédito no Brasil sofre variação de acordo com o cenário econômico e político.

Logo, períodos de crise podem influenciar a decisão das instituições financeiras negativamente.

A partir desta análise, a instituição financeira pode aprovar – ou não- a concessão de crédito solicitada.

Há ainda sistemas que mostram os empréstimos já obtidos, tanto por pessoas físicas quanto pelas jurídicas.

Um dos mais famosos é o Sistema de Informações de Crédito do Banco Central.

Este é um banco de dados que armazena informações sobre operações e títulos com características de crédito.

Também são salvas as garantias oferecidas pelos contribuintes.

Sua alimentação é feita diretamente pelas instituições financeiras.

Porém, para quem se preocupa com privacidade de dados, uma boa notícia: o SCR exige autorização dos clientes das instituições financeiras para a consulta de suas informações.

Vale à pena recorrer à concessão de crédito?

concessão de crédito

Pensando na concessão de crédito para as empresas, é preciso analisar duas possibilidades.

A primeira é que este dinheiro pode ser a solução para quem busca expandir as suas atividades. Já que nem todos os empreendimentos têm capital de giro suficiente para isso.

Isso porque, a depender da atividade-fim do negócio, este processo é caro.

São necessárias novas máquinas, computadores ou mesmo um prédio maior, o que demanda bastante dinheiro.

Mas, se a mudança desejada gerar ganhos importantes, o empréstimo terá melhorado a saúde do negócio.

No entanto, este passo precisa ser bastante estudado.

Isso porque, do outro lado da rua mora o prejuízo.

Se a mudança não gerar um aumento significativo no lucro da organização, o dinheiro em questão pode se tornar um problema.

Sem o aumento da entrada de dinheiro, o empréstimo não se pagará, por assim dizer.

Até porque a empresa terá, não apenas o dinheiro emprestado para quitar, mas também os juros que incidem sobre ele. Este, então, passará a se um passivo desnecessário ao negócio.

É preciso que a taxa de retorno sobre esse dinheiro seja maior que seu custo de captação, em outras palavras.

O empresário deve analisar quais são as chances de sucesso. Além do quanto esta nova dívida pesará no bolso da organização.

Até porque, às vezes é melhor optar por uma dívida mais barata para sair do endividamento.

Mas trocar lucro por dívida já é algo bem diferente.

Por isso, é recomendável analisar o plano de negócios antes de solicitar uma concessão de crédito.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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