Uma pergunta que me fazem com certa frequência é em relação ao risco de se investir em ações.

Muitos investidores desejam investir no mercado acionário, porém, amedrontados pelo mito de que o investimento em ações é demasiadamente arriscado, acabam desistindo da ideia.

Felizmente, ao contrário do que diz a crença popular, o mercado de ações não é necessariamente arriscado, e investir em ações de forma segura, é plenamente possível.

Isso porque existem inúmeras formas do investidor reduzir o risco de investir em ações, tornando esse mercado bem menos volátil e menos arriscado do que ele aparenta ser.

Eu diria que a principal forma de reduzir o risco no investimento em ações é se focar em investir em empresas sólidas, saudáveis, com boas métricas de rentabilidade, baixo endividamento, inseridas em setores perenes, anticíclicos e que pagam bons dividendos.

Geralmente, ao investir em empresas com este perfil, por serem negócios sólidos, empresas maduras e resilientes, normalmente líderes de mercado e com vantagens competitivas, o investidor consegue reduzir drasticamente a volatilidade da sua carteira e o próprio risco de deterioração dos números de suas empresas.

Normalmente as empresas que mais oferecem riscos aos investidores são empresas que possuem balanços deteriorados, endividamento elevado, inseridas em setores muito cíclicos (mineração e siderurgia por exemplo), e com históricos pouco consistentes.

Uma outra forma de reduzir de forma considerável seu risco é através da diversificação.

Diversificando sua carteira entre várias empresas e vários setores (de preferência escolhendo apenas empresas boas) o investidor também consegue minimizar e diluir eventuais impactos negativos de alguma empresa que venha a performar mal.

Imagine que você tenha uma carteira de ações com R$ 100.000,00 investidos em 10 empresas de forma igualitária e que você montou essa carteira há um ano atrás.

Caso uma dessas empresas venha a enfrentar grandes problemas (o que eventualmente ocorrerá) e seu investimento nela se reduza de R$ 10 mil para R$ 3 mil, ao passo que as outras, em geral, se valorizaram, vamos supor, algo em torno de 15% na média, então o seu saldo financeiro seria de R$ 106.500,00.

Ou seja, mesmo com uma empresa enfrentando sérios problemas e se desvalorizando 70% em um ano, ainda assim a sua carteira, em termos gerais, se valorizou 6,5% neste período, absorvendo totalmente o revés do exemplo citado.

Portanto, investindo em boas empresas e diversificando a carteira, e claro, sempre fazendo um acompanhamento das empresas todos os semestres, para averiguar seus números e métricas, são formas muito eficientes de se reduzir o risco do investimento no mercado de ações e seguindo essas regras, o investidor consegue investir de forma muito mais tranquila e despreocupada, além de, evidentemente, elevar consideravelmente suas chances de obter sucesso no longo prazo.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.