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investir na bolsa de valores com pouco dinheiro

Muitas pessoas carregam consigo o mito de que a bolsa de valores é lugar perigoso, onde pessoas perdem tudo o que conquistaram na vida, que é jogatina, ou ainda que pode ser um jogo onde só ganham aqueles que tem a carta marcada.

Um reflexo dessa inquietação é o número extremamente baixo de pessoas físicas cadastradas como possuidoras de ações na BM&FBovespa.

Segundo dados da B3 (empresa resultante da fusão de BM&FBovespa e Cetip), até o último mês de março existiam somente 575.783 CPFs ativos na bolsa.

b3

É um número extremamente baixo, visto que, segundo o IBGE, a população brasileira hoje (27/04/2017) é de 207.397.475 pessoas.

Isso representa um percentual de menos de 0,3% da população que negocia na bolsa de valores. Quando comparado com outros países pelo mundo, este é um percentual praticamente irrisório.

O motivo desse baixo índice muito se deve às várias dúvidas que permeiam os pensamentos do brasileiro, fazendo com que exista uma repulsa pelo mercado, e o cidadão entende esse excelente veiculo de investimento como uma ameaça ao seu patrimônio.

O fato é que, com um embasamento teórico razoável e certa atitude e predisposição, qualquer pessoa pode ter sucesso na bolsa no ao longo do tempo.

Você pode conferir aqui o que escrevemos pouco tempo atrás onde argumentamos qual valor seria ideal para se começar a investir.

A mensagem que fica é que o importante é dar o primeiro passo.

Agora, uma dúvida que fica muito explícita em muitos de nossos leitores nos seus comentários é:

Como investir em ações com pouco dinheiro?

O objetivo desse artigo é justamente sanar essa dúvida bastante frequente que envolve este tema, e mostrar que qualquer indivíduo, desde que constante e regularmente, pode ser um investidor na bolsa.

Para o investidor que se enquadra na situação da pergunta acima, é importante que se defina em primeiro lugar qual será corretora com a qual ele irá trabalhar.

É importante, para quem está começando e que esteja com pouco dinheiro, que se escolha uma corretora com taxas de custódia e corretagem que sejam acessíveis e atrativas. Existem corretoras com excelentes taxas.

Você pode melhorar a sua percepção nesse assunto com esse nosso artigo. Se você tem pouco dinheiro, dê preferência às corretoras que praticam preços baixos.

Um outro ponto importante para o investidor com poucos recursos é que ele procure começar atuando no mercado fracionário. Não existe problema em começar pequeno.

Normalmente, ações na bolsa são negociadas em lotes padronizados, que geralmente são de 100.

Se, por exemplo, você não deseja comprar um lote-padrão de 100 ações, mas sim 125 ações, será necessário acessar o mercado fracionário.

Neste caso, o lote padrão, ou seja, as 100 ações, serão negociadas no mercado integral e as 25 restantes no fracionário.

Os códigos dos papéis, quando negociados no mercado fracionário, são seguidos pela letra F. Por exemplo, as ações da Petrobras (PETR4) são negociadas no mercado fracionário com o código PETR4F.

Portanto, o mercado fracionário é uma opção para o investidor que está iniciando.

Além de se atentar para as corretoras e suas taxas e para o mercado fracionário, é interessante o investidor se planejar para a regularidade e consistência dos aportes financeiros e reinvestimento dos dividendos na sua carteira de investimento.

É extremamente importante que essa estratégia seja adotada para que haja um aumento constante e gradual no seu portfólio, aumentando consequentemente a quantidade de dividendos e a diversificação da sua carteira, e assim criar uma patrimônio relevante.

Outra boa alternativa de ativo financeiro são os ETF’s, sigla que deriva do inglês Exchange Traded Funds, comumente conhecidos aqui no Brasil como Fundos de Índices.

Esses ativos, assim como as Ações e os Fundos Imobiliários, também são negociados em bolsa de valores por meio de uma corretora.

Cada ETF reflete a performance de um determinado índice de referência de um setor. Ao comprar cotas, você adquire uma carteira de ações sem precisar realizar a gestão de cada uma das ações, com a vantagem de participar de diferentes empresas e segmentos. É uma forma de ter diversificação na carteira com baixo investimento e taxas baixas.

Esses fundos tendem a replicar índices, como o Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), por exemplo. Neste caso, se o Ibovespa subir 10% em um mês, o ETF mencionado vai ter um desempenho próximo, já descontado a taxa de administração. Caso o índice se desvalorize, o mesmo vai acontecer com a cota do ETF.

Existe também a possibilidade de se investir em ETF’s com ações e índices internacionais, como IVVB11, por exemplo, que é um fundo de índice que busca retornos de investimentos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, do índice S&P 500 em reais.

Aqui você pode conferir os ETF’s listados na BF&FBovespa. Existem índices com excelentes rentabilidades.

Corretoras, mercado fracionário, aportes mensais e reinvestimento, e ETF’s são pontos realmente muito importantes para a pessoa que dispõe de poucos recursos para investir.

Agora, muito mais importante que esses quatro quesitos citados, sem dúvida é a construção da mentalidade: com paciência e a persistência do investidor. Não existe ganhos fáceis e rápidos.

Existe um provérbio oriental que diz: “Uma jornada de dez mil milhas começa apenas com um único passo.”

É extremamente importante que o investidor entenda que o começo é sempre o mais difícil, as taxas das corretoras impactam negativamente o valor investido, as vezes a rentabilidade não é tão boa quanto o que se espera, e pode acontecer até do ativo escolhido para o investimento se desvalorizar no curto e médio prazo, dando a impressão que a pessoa está perdendo o seu dinheiro.

Tudo isso influencia a mentalidade do investidor, porém não pode determinar a sua desistência.

Pelo contrário.

É claramente possível o sucesso de qualquer investidor, desde que tenha a orientação correta e deixe o fator tempo atuar sem pressa.

Para quem dispõe de poucos recursos para serem aportados mensalmente, é interessante considerar os custos de corretagem e custódia como parte de uma despesa fixa que faz parte do processo para se ter acesso a ao investimento e a formação da carteira.

Por isso é importante não focar muito nesses custos como um gasto, e sim como investimento, pois se considerarmos toda a experiência e aprendizado que se estará adquirindo, além da possibilidade de estar montando sua própria previdência, esses gastos sem dúvida alguma valerão muito a pena.

Portanto, uma pessoa com poucos recursos disponíveis por mês pode sim começar a investir de maneira satisfatória. O importante é que persista, tenha disciplina, e estude bastante.

Temos materiais gratuitos dedicados aqueles que querem aprender mais.

Os investidores que querem ter acesso a nossas analises completas, podem assinar nossos relatórios.

 

 

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.
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