Como investir em ações na bolsa de valores

Como investir em ações na bolsa de valores é uma pergunta que recebemos bastante, então resolvemos fazer um guia rápido e prático para você começar a investir agora.

Investir em ações pode parecer complicado num primeiro momento, e isso naturalmente acaba afastando algumas pessoas do mercado, que imaginam que é um processo bem complexo, burocrático e demorado.

Felizmente essa ideia de complexidade em relação ao mercado é um mito e abrir uma conta em uma corretora de valores para dar esse primeiro e fundamental passo é bastante simples e hoje em dia, inclusive, esse processo pode ser totalmente online em algumas corretoras.

Para investir em ações na bolsa de valores é simples: tudo o que você necessita é abrir uma conta em uma corretora, transferir o dinheiro reservado para investimentos e começar a investir. Esta corretora pode ser independente ou ligada a um banco comercial.

Ou seja, mesmo os grandes bancos possuem também suas corretoras e para aqueles investidores que desconfiam da solidez financeira de instituições menores, abrir a conta nas corretoras de grandes bancos pode ser uma boa porta de entrada.

Após o investidor realizar o processo de abertura da conta na corretora, sendo que esse processo normalmente exige apenas o envio de alguns documentos e o preenchimento e assinatura de alguns formulários, o investidor deve depositar dinheiro nesta conta para que possa iniciar os seus investimentos.

Para depositar o dinheiro na conta da corretora, cada corretora possui algumas regras, e normalmente as corretoras exigem que sejam feitas transferências bancárias e que os recursos tenham origem exclusiva na conta do titular.

Normalmente o investidor não poderá fazer depósitos no caixa do banco na sua conta na corretora, e sim deverá realizar uma transferência online.

Uma vez que o dinheiro esteja na corretora, após realizar o login no website da corretora de valores, o investidor pode utilizá-lo para realizar diversos tipos de investimento, entre eles a compra de ações.

Geralmente as corretoras disponibilizam uma plataforma conhecida como “Home Broker” e essa plataforma permite a negociação das ações ou fundos imobiliários, por exemplo.

Os homebrokers podem ser diferentes de uma corretora para a outra, mas o investidor após algum tempo acaba se acostumando e caso tenha algum problema, ou não compreenda o sistema, falar com o atendimento da corretora e pedir auxílio pode ser necessário.

De qualquer forma, geralmente tudo que o investidor precisa fazer para comprar uma ação através de um homebroker é digitar o código de um papel, dentro do sistema do homebroker, escolher a quantidade de ações, o preço e enviar a ordem.

Por exemplo, se o investidor deseja comprar 100 ações da cervejaria Ambev, que tem suas ações negociadas através do código ABEV3, no homebroker o investidor deverá digitar o código “ABEV3”, digitar a quantidade de papéis que deseja, no caso, 100, e o preço por ação.

Caso o investidor queira comprar à mercado, ou seja, pagando o preço que está sendo ofertado, a ordem será executada imediatamente.

Por outro lado, se o investidor escolher um preço inferior, a ordem pode levar algum tempo até ser executada.

Após a ordem ser executada o investidor passa a ser oficialmente um acionista da companhia e terá, a partir de então, direito de participar de seus resultados, através de dividendos, etc.

Caso o investidor necessite ou deseje vender suas ações em algum momento, o processo é o mesmo, mas na hora de enviar a ordem, deve ser enviada com a característica de venda.

Vale lembrar que a cada negociação de ações na bolsa de valores a corretora escolhida irá cobrar uma comissão pelas negociações por ela executadas.

Este custo é chamado de corretagem e pode variar de um custo muito baixo para valores elevados, e dependerá da corretora que o aplicador escolheu.

Falaremos mais dos custos à seguir.

Em resumo, recomendamos seguir estes 6 simples passos:

  1. Abrir uma conta em uma corretora ou banco
  2. Reservar a partir de 6 meses de seu custo mensal para viver em sua reserva de emergência
  3. Separar a partir de 2 mil reais para investir
  4. Transferir o dinheiro para sua conta
  5. Começar a investir
  6. Fazer aportes constantes e reinvestir seus dividendos das ações

Como selecionar uma corretora? 

Existem muitas corretoras disponíveis para quem deseja começar a investir em ações, cada uma delas com suas particularidades e características, como custos e preços diferenciados, diferentes plataformas, qualidade de atendimento, produtos oferecidos, solidez financeira, etc.

Para o pequeno investidor, que deseja começar investindo valores relativamente baixos mensalmente, escolher uma corretora com custos reduzidos se faz totalmente necessário, e dessa forma, evitar aquelas muito caras é imprescindível.

Há corretoras que cobram taxas de corretagem que superam os R$ 20,00 para uma negociação, o que pode pesar bastante no bolso do pequeno investidor, e outras que chegam a cobrar menos de R$ 2,00 e, portanto, realizar uma pesquisa de preços e custos é importante, principalmente se o investidor deseja começar aplicando pouco.

Por outro lado, investir através de uma corretora apenas por ela ser bastante barata, mas sem conhecer sua marca, seu histórico, sua solidez e saúde financeira também não é recomendável, e pesquisar sobre a instituição, avaliar sua solidez financeira, seu histórico no mercado, é uma atitude correta.

Apesar da corretora ser apenas uma instituição que faz a intermediação e permite a negociação das ações, e as ações e os ativos do investidor estarem custodiados na “Câmara de ações” (Antiga CBLC) – ou seja, o investidor não perderá suas ações – caso a corretora venha a falir, o dinheiro que o investidor possui parado na conta da corretora pode ser perdido, e essa situação toda gera uma dor de cabeça desnecessária, e por isso, é melhor evitá-la.

Através do site do Banco central é possível acompanhar o desempenho financeiro das instituições financeiras, e dentre elas, as corretoras de valores.

Neste linkselecionando o macrosegmento n2 – não bancário mercado de capitais, o investidor consegue um resumo das principais informações relacionadas à saúde financeira das instituições.

Abaixo vemos um exemplo:

Macrosegmento N2

Tabela Lucro Líquido

O investidor deve priorizar instituições lucrativas e evitar as corretoras que só operam no prejuízo, já que essas estão claramente demonstrando fragilidade financeira.

Além da questão da saúde financeira da corretora, o investidor deve avaliar os serviços e a varidade de produtos que a corretora oferece, justamente para ter certeza que ela disponibiliza o que o investidor procura.

Existem corretoras que oferecem apenas o homebroker aos seus clientes, a plataforma de negociação de ações, e pouco oferecem em relação a outros produtos, como fundos de renda fixa, CDB’s etc.

Assim, investidores que desejam ter uma parcela do capital investido em renda fixa, deveriam procurar corretoras que ofereçam além do homebroker opções de fundos de investimento, instrumentos de renda fixa, tesouro direto, etc.

Por que investir em ações na bolsa de valores?

Ações são apenas uma das inúmeras alternativas possíveis para aqueles que pretendem investir.

Entre a poupança, tesouro direto, fundos multimercado, fundos de investimento e demais opções de investimento, por que alguém deve optar por ações?

O racional por trás do investimento em ações é que é a alternativa que, historicamente, considerando retornos de longo prazo, apresenta a maior taxa de retorno, tanto no Brasil, quanto ao redor do mundo.

O estudo “Triumph of the Optimists” de Elroy Dimson, professor da London Business School, publicado em 2003, avaliou o retorno do mercado acionário em comparação com investimentos em instrumentos de dívida (renda fixa) num período de até 100 anos e o resultado mostrou o que já esperávamos: o investimento em ações foi a opção mais rentável.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o maior mercado do planeta, o investimento em ações gerou um retorno de cerca de 6,3% ao ano em termos reais (livres de inflação) no período de 1900 a 2000, enquanto o investimento em títulos públicos (bonds) entregou um retorno de menos de 2% ao ano em termos reais.

Comparativo entre opções de ações nos Estados Unidos

Comparativo entre opções de ações nos Estados Unidos

No Brasil, apesar de historicamente termos observado taxas de juros bastante elevadas, o que fez com que a renda fixa durante alguns períodos tenha sido uma opção mais rentável, se considerarmos as boas empresas, que são lucrativas, e possuem boas métricas de rentabilidade, o retorno das ações foi muito maior.

Neste caso, no Brasil, ao contrário dos EUA, investir em um fundo passivo que segue o desempenho do principal índice do mercado acionário pode não ser uma boa ideia, e avaliar e investir em ações de boas empresas é fundamental para o investidor obter retornos diferenciados no longo prazo.

Podemos citar como exemplo as ações do Bradesco, grande e consolidado banco brasileiro com mais de 70 anos de história.

O Bradesco se mostrou ao longo do tempo um investimento muito rentável e entregou um retorno muito maior que a renda fixa em sua história.

Para termos uma ideia, R$ 100,00 aplicados em ações do Bradesco em 1995 teriam se tornado cerca de R$ 12.000,00 hoje, caso o investidor tivesse reaplicado todos os dividendos do período. Na renda fixa, considerando 100% do CDI o investidor teria acumulado cerca de R$ 3.500,00.

Esse ótimo desempenho de ações ainda se reflete em inúmeras outras empresas lucrativas, como Itaú, Ambev, Ultrapar, Lojas Renner, Klabin, Hering, dentre muitas outras.

Por outro lado, apesar de ser um investimento mais rentável, as ações tendem a ser o mais volátil dos investimentos. Desta forma, mesmo boas ações podem perder valor no curto prazo. É possível que as ações negociem com perdas mesmo durante períodos longos e o investidor deve sempre estar ciente disso.

Gráfico do crescimento das ações do Bradesco

Gráfico do crescimento das ações do Bradesco

Por exemplo, para termos uma ideia do período em que um investidor pode ter de carregar prejuízos, o Ibovespa demorou 9 anos para superar a sua cotação máxima alcançada em 2008.

Somente em 2017 aquele valor foi superado.

Na prática, um investidor que aplicou em um fundo de investimento em ações indexado ao Ibovespa, ou seja, que segue o desempenho do mesmo, amargou uma posição de prejuízo por quase 10 anos

É importante lembrar que não existem garantias de ganhos no mercado acionário, mas escolhendo boas empresas, é muito provável que o investidor obterá ganhos acima da média e terá uma maior tranquilidade no mercado.

Investidores que selecionam ações de maneira equivocada, optando por empresas ruins, em situações deterioradas e que não são lucrativas podem apresentar perdas em seus investimentos mesmo no longo prazo.

Como eu ganho dinheiro com ações?

Benjamin Graham escreveu (tradução livre):”O dinheiro de verdade investindo será feito – e foi feito no passado desta forma – não da negociação de compra e venda, mas de possuir e manter ações, recebendo juros e dividendos, e se beneficiando do incremento de valor no longo prazo.”

Desta forma, um investidor em ações ganha dinheiro através do retorno absoluto, que é a soma dos dividendos e o ganho de capital das ações.

Como as ações de boas empresas tendem a se valorizar no longo prazo, já que elas tendem a crescer, com faturamentos, patrimônios e lucros cada vez maiores, o investidor ao longo do tempo vai observando seu capital evoluir.

Outro fator importante na entrega de ganhos ao investidor é o dividendo.

Como as empresas costumam distribuir parcelas de seus lucros aos acionistas, conforme as empresas lucram mais, elas também distribuem mais dividendos, e se o investidor reinvestir esses dividendos na compra de mais ações, seu patrimônio vai crescendo cada vez mais, de maneira exponencial.

Reinvestir os dividendos é fundamental para o investidor que está na fase de construção de patrimônio, e é essencial para o patrimônio crescer com muito mais consistência, porém, caso o investidor queira usufruir dos dividendos para a sua aposentadoria, ele também pode.

Geralmente, o investidor obtém ganhos através de uma abordagem de investimento de longo prazo e é essa estratégia que gostamos e também avaliamos como a que entrega maiores chances de sucesso ao investidor.

Grandes investidores como Warren Buffett e Luiz Barsi construíram suas carreiras e fortunas como investidores desta forma, com foco no longo prazo.

Receba as cartas de Luiz Barsi, um dos maiores investidores do Brasil

 

O que são dividendos?

Os dividendos representam a distribuição de parte dos lucros de uma companhia. Sua distribuição é decidida pelo conselho de administração de empresa e é dividido na proporção do número de ações possuídas.

O conselho de administração pode optar a periodicidade do dividendos, sua data e também o percentual do lucro que será distribuído (que recebe o nome de dividend payout).

Diversos investidores, sobretudo aqueles mais sensíveis a renda, analisam uma ação através do seu dividend yield, ou seja, o percentual que o dividendo por ação distribuído representa do valor da ação.

Assim, se uma empresa paga R$1,00 de dividendo e custa R$10,00 por ação, o seu dividend yield é de 10% (R$1,00 divido por R$10,00).

Geralmente, as empresas que distribuem dividendos estão em um estágio mais maduro de suas atividades.

Empresas que estão em fase de expansão costumam reter lucros para financiar o seu crescimento e, desta forma, não distribuem dividendos ou distribuem uma parcela pequena de seus lucros.

Lembramos aqui que é fundamental, para o investidor que está na fase de acumulação e construção de patrimônio, reinvestir todos os dividendos, justamente para potencializar o efeito dos juros compostos.

O que é ganho de capital?

O ganho de capital ocorre quando o valor de um investimento é superior ao valor que o investidor realizou a sua compra.

O ganho não é realizado até o momento de sua venda efetiva.

Caso o investidor venda um ativo com ganhos, ele deve pagar imposto de renda, desde que o valor das vendas supere R$ 20.000,00 dentro de um determinado mês.

De forma inversa, uma perda de capital ocorre quando um ativo possui preço atual inferior ao preço de aquisição por parte do investidor.

Riscos de investir em ações na bolsa de valores

O investimento em ações naturalmente possui riscos.

Os riscos que merecem destaques e que todo investidor deveria se atentar são:

  • Oscilação de preços das ações

É importante o investidor ter em mente que os preços das ações flutuam, tanto positivamente, quanto negativamente e não existem garantias de que as ações irão entregar retornos positivos para o investidor, em especial no curto prazo.

Dessa forma, caso o investidor aplique R$ 1.000,00 nas ações de uma empresa, e essas ações sofram quedas durante meses, seja por uma crise econômica, algum nervosismo em relação aos mercados, ou por algum problema na empresa, o investidor verá suas ações valerem menos, e seus R$ 1.000,00 poderão estar valendo R$ 800,00, R$ 700,00 ou até menos.

Porém, empresas lucrativas tendem a se valorizar, e mesmo que o investidor enfrente perdas no curto prazo, no médio e longo prazo o retorno deve ser positivo, mas novamente, não existe garantia disso.

O mercado não sobe em linha reta, as ações não sobem em linha reta, dentro de um período de 10 anos, onde as ações se valorizam muito, há muitos períodos de queda, em que o investidor observará seu patrimônio desvalorizando e isso é completamente natural no mercado.

Pessoas que não toleram desvalorizações, mesmo que pontuais, no patrimônio, e perdem o sono por causa disso, ficam estressadas, deveriam ficar de fora do mercado de ações ou deveriam se acostumar aos poucos, se expondo ao mercado gradualmente.

  • Riscos da Economia

Se a economia se deteriora de maneira intensa isto pode impactar o mercado acionário.

Isto ocorre por dois motivos.

Primeiro: as empresas precisam vender para ter lucro.

Se a economia enfrenta uma severa crise, as empresas vendem menores volumes e isso impacta o seu lucro.

Em alguns casos, as empresas podem operar no prejuízo caso a queda de vendas seja forte.

Segundo: a percepção de risco aumenta durante um período de crise.

Desta forma, investidores exigem preços mais baixos das ações para estarem dispostos a investir em um ativo de risco, como são as ações.

  • Riscos de Obsolescência

Este risco ocorre quando uma empresa não consegue se manter competitiva através de seus produtos que se tornam sem apelo de mercado por serem obsoletos ou por processos produtivos arcaicos.

Este risco não é irrelevante: são poucos negócios que sobrevivem mais de 5 décadas.

E mesmo os que sobrevivem precisam se desenvolver, seja modernizando o seu produto ou melhorando a sua cadeia produtiva e distribuição.

Existe o argumento que por conta da globalização e dos avanços tecnológicos, este risco esta se tornando cada vez mais relevante e a mortalidade das empresas esta aumentando.

  • Riscos regulatórios

No Brasil, a regulação é presente em todos os segmentos e as diretrizes governamentais mudam ao sabor dos ventos da politica.

Desta forma, é possível que o governo, através de legislação e fiscalização, atue de maneira que prejudique a lucratividade de uma determinada empresa ou setor.

A intervenção estatal pode se dar de diversas formas, tais como: regulação antitrust, mudanças na tributação ou mudanças na regulamentação.

  • Risco de Manchete

Este risco ocorre quando a imprensa veicula noticiais que possam prejudicar a reputação e os negócios de uma companhia.

Por exemplo, quando a Policia Federal instaurou a Operação Carne Fraca, que apurava irregularidades em diversos frigoríficos, as ações de todas as empresas do segmento de carnes sofreram quedas significativas, inclusive as ações de empresas não envolvidas no escândalo.

Noticiário a respeito da conjuntura política, por exemplo, pode ter impacto no mercado como um todo.

Quando os irmãos Batista, controladores da JBS, fizeram o seu acordo de delação premiada que envolvia um dialogo com o presidente Michel Temer, o Índice Bovespa chegou a cair mais de 10% no dia seguinte, com praticamente todas as ações brasileiras negociando em forte queda.

  • Risco Inflacionário e de Taxas de Juros

Estes riscos podem existir de forma separada ou atuar conjuntamente.

O risco inflacionário pode impactar o investimento em ações de várias formas.

Primeiramente, com a inflação em alta fica mais difícil as ações apresentarem rendimentos acima da inflação.

Além disso, a inflação pode impactar o poder de compra de clientes e, com isso, impactar os volumes de vendas de uma determinada empresa, o que acarretaria em uma queda de lucratividade da empresa investida.

O risco de taxas de juros ocorre quando o aumento dos juros impacta as condições de financiamento dos negócios que precisam de dívida para operar.

Quando os juros sobem é mais caro e difícil pagar os juros.

Além disso, os investidores aplicam taxas de desconto maiores o que impacta a negativamente a precificação dos ativos.

Geralmente, a taxa de juros é elevada em períodos de alta da inflação.

Custos para investir em ações na bolsa de valores

O indivíduo que decide investir em ações deve ter o conhecimento que existem custos atrelados a esta atividade.

Os principais custos que serão incorridos por aqueles que investem em ações são a taxa de corretagem, os emolumentos e taxas cobradas pela B3 (a Bolsa aonde são negociadas as ações), os impostos que incidem sobre o valor da corretagem, a taxa de custódia e o imposto de renda.

A taxa de corretagem varia de corretora para corretora.

A ascensão dos home brokers tornaram as taxas de corretagem muito menores do que já foram no passado.

Cada corretora tem as suas práticas comerciais, mas é raro encontrar corretoras que cobrem mais do R$20,00 de corretagem por ordem executada.

Desta forma, quanto maior for o volume negociado, maior será a diluição deste custo.

A B3 cobra uma série de taxas para cada ordem executada: emolumentos, taxa de registro e taxa de liquidação. Estas taxas não são representativas e representam um percentual de cada transação.

O investidor também irá incorrer em impostos como ISS, PIS e COFINS que incidem sobre o valor da corretagem, respectivamente representa 5%, 0,65% e 4% do custo de corretagem.

Algumas corretoras cobram taxa de custódia que pode ser um valor fixo ou um percentual do valor investido.

É cada vez mais comum as corretoras isentarem os seus clientes desta taxa.

Além disso, o investidor deve pagar imposto de renda caso venda suas ações com lucro.

O imposto equivale a 15% dos ganhos.

Vale lembrar que o investidor pode vender até R$20 mil por mês em ações isento de imposto de renda.

ASSISTA NOSSO VÍDEO

“Como Investir na Bolsa de Valores – Guia Prático para Comprar Ações (com transcrição)

TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO EM PORTUGUÊS

A ideia deste vídeo é trazer um passo a passo para que você se torne também um investidor em ações através da bolsa.

Primeiramente, e este talvez seja um dos mais importantes passos, é que o investidor tenha a consciência sobre finanças pessoais, ou seja, é importante que ele consiga fazer uma poupança todo mês, que ele consiga ser um poupador.

Sem a capacidade de poupança, é impossível que o indivíduo se torne um investidor.

Por isso, o primeiro passo é que você se torne um poupador e, assim, possa, através da bolsa, direcionar os seus recursos às ações.

O passo seguinte após você se tornar um poupador mensal é que você abra uma conta em uma corretora de valores.

Nós, da Suno Research, criamos um artigo que trata a respeito de quais qualidades mós buscaríamos em uma corretora.

O primeiro quesito que eu avalio ao selecionar uma corretora é a saúde financeira daquela instituição.

Felizmente, no Brasil, o Banco Central consolida os dados de balanço de resultado das principais instituições financeiras e, assim, é possível se tirar uma conclusão a respeito da saúde financeira daquela corretora.

Outro ponto importante a ser analisado é a qualidade dos serviços prestados por aquela corretora, principalmente a questão do atendimento ao investidor.

A variedade de produtos é outro quesito que o investidor deve levar em consideração. Quanto maior a variedade de produtos com alta rentabilidade e baixas taxas com o risco baixo, geralmente, melhor é ao investidor.

Outro fator que o investidor deve levar em consideração é o preço.

Geralmente, as corretoras cobram, obviamente, uma corretagem, e é importante que o investidor fique atento aos preços praticados pela sua corretora.

Agora que você já é um poupador e também já selecionou uma corretora com todas essas características que nós falamos anteriormente, o passo seguinte é você selecionar as ações em que você vai investir.

Para o investidor iniciante, nós sugerimos que ele comece através de investimentos de renda variável, porém de menor volatilidade pois, assim, ele vai se adaptar mais rapidamente às oscilações de mercado que naturalmente ocorrem.

Alguns ativos de renda variável possuem características de baixa volatilidade, como por exemplo ações que tenham uma alta previsibilidade de receitas, baixo endividamento e um histórico de forte geração de caixa.

Geralmente esses tipos de ativos são, também, ações de baixa volatilidade.

Outro veículo que possui baixa volatilidade, porém é de renda variável, são os fundos imobiliários.

Nós, da Suno Research, produzimos relatórios, tanto de fundos imobiliários, quanto também de ações de características de dividendos, e estão são disponíveis aos nossos assinantes Premium.

Agora que você já sabe em quais ativos investir, basta você transferir o dinheiro do seu banco para a corretora e, assim, efetuar as transações.

Uma ferramenta prática que a maioria das corretoras disponibilizam aos investidores individuais é o Home Broker.

Através dessa plataforma, o investidor consegue, com muita agilidade e rapidez, executar as suas ordens de investimento e, geralmente, também com um baixo custo de transação.

Dessa forma, seguindo esses quatro simples passos, você se torna, também, um investidor na bolsa de valores.

OUÇA NOSSOS PODCASTS

“Conselho para quem quer começar na renda variável”

“Como escolher ações de dividendos?”

 

As 3 principais dúvidas enviadas dos nossos leitoras

1. É possível investir na bolsa com pouco dinheiro? Quanto é o valor mínimo recomendado?

Sim, investir em ações é algo acessível para todos e é plenamente possível investir na bolsa com pouco dinheiro.

Não existe um valor mínimo exigido para se investir em ações.

Em teoria, o individuo pode investir em ações com apenas alguns poucos reais.

Existem ações negociadas por alguns poucos reais.

Por exemplo, as ações preferenciais da Klabin são negociadas a R$3,25 no momento em que este artigo foi escrito.

O investidor pode comprar estas ações no mercado fracionário por este valor somado os custos de corretagem e emolumentos, que giram na casa de R$5 a R$ 20,00 por transação dependendo da corretora escolhida.

Desta forma, podemos afirmar que o investimento em ações é democrático e acessível a todos.

Porém, é importante ter em mente que os custos de transação são relevantes e devem ser levados em consideração no momento do investimento.

Por exemplo, se o investir compra apenas uma ação preferencial da Klabin por R$3,25 e gasta mais R$10,00 com corretagem e emolumentos o seu gastos total com o investimento foi de R$13,25, porém ele possuirá apenas uma ação que tem valor de R$3,25.

Os custos de corretagem se tornam relevantes em transações de valor pequeno.

Por outro lado, se o investidor compra mil ações preferenciais de Klabin pelos mesmos R$3,25 e gasta os mesmos R$10,00 de corretagem, ele terá gasto R$3.260,00 em seu investimento e terá um patrimônio valorado em R$3.250,00.

Desta maneira, o custo de corretagem se dilui em uma base de capital investido maior tendo menos impacto no investimento.

Sugerimos que o indivíduo invista um valor que seja alto o suficiente para que os custos com corretagem e emolumentos não representem mais de 2% do valor investido.

Desta forma, a corretagem não afetará de maneira significativa o valor investido.

Por exemplo, se os custos de corretagem e emolumentos representam R$20,00 por transação, o ideal é se negocie pelo menos R$1.000,00, para que estes custos representem apenas 2% ou menos.

Quanto maior o valor a ser investido e menor a taxa de corretagem, melhor para a rentabilidade do investidor.

2. Como investir na bolsa de valores pela internet, ou seja, de maneira totalmente online? 

Hoje em dia, em um mundo cada vez mais digital, as corretoras de valores têm cada vez mais se adaptado à evolução tecnológica e entregam ao investidor mais praticidade e comodidade.

Com a ascensão do homebroker, plataforma virtual para negociação de ações, comprar ações do conforto da sua casa, a partir do seu computador ou mesmo smartphone, tornou-se plenamente possível.

Para investir em ações na bolsa de valores totalmente online, o investidor só necessitará abrir conta em uma corretora de valores que possui um homebroker e uma plataforma online, e ao acessar essa plataforma, poderá comprar as ações ou fundos imobiliários a partir dela, do conforto da sua casa.

A maioria das corretoras atualmente possuem boas plataformas online, o que facilita bastante a vida do investidor.

3. Como funciona a bolsa de valores e a Bovespa? São a mesma coisa?

A bolsa de valores é um mercado organizado, normalmente controlado e administrado por uma instituição, que permite que investidores, através de uma corretora ou instituição financeira intermediadora, realize a venda ou compra de ações e outros ativos financeiros.

Apesar de muitos se referirem como sendo a mesma coisa, Bolsa de Valores e Bovespa não são exatamente a mesma coisa.

Podemos dizer que bolsas de valores existem muitas ao redor do mundo, como a principal bolsa de valores americana, a NYSE, ou também a NASDAQ, que é a segunda maior bolsa americana, totalmente eletrônica e focada apenas em empresas de tecnologia.

Existem também em outros países outras bolsas de valores, como a Tokyo Stock Exchange, que é a bolsa de valores de Tóquio, ou a bolsa de valores de Frankfurt, e inúmeras outras ao redor do mundo.

Neste caso, quando alguém se refere à bolsa de valores, pode estar se referindo não só à Bovespa, mas a qualquer outra bolsa no mundo.

Portanto, podemos concluir que a Bovespa é a bolsa de valores brasileira, já que no Brasil só existe ela, mas se futuramente outra empresa resolver criar uma bolsa, então teríamos mais de uma bolsa de valores nacional, e se alguém vier a se referir à bolsa de valores, terá de especificar se estará falando da Bovespa ou de outra.

Sobre seu funcionamento, a Bovespa (atualmente B3) é uma empresa de capital aberto que também possui suas próprias ações sendo negociadas na bolsa, e é atualmente a terceira maior bolsa do mundo em valor de mercado.

Sendo a única bolsa de valores brasileira, a Bovespa é hoje a responsável por intermediar e negociar as ações de todas empresas de capital aberto do país, e é capaz de processar mais de 10 milhões de negócios por dia, através de seu sistema de pregão eletrônico, que dispensa aquela clássica imagem de pessoas gritando e milhares de telefonema dentro da bolsa de São Paulo.

O principal índice da Bovespa é o Ibovespa, e ele engloba as principais e mais líquidas ações de empresas negociadas na Bovespa.

É importante lembrar que o desempenho do Ibovespa reflete sempre a média de desempenho das ações que estão presentes na carteira dele, e não significa que, se o Ibovespa cair 1% em um dia, que todas as ações da bolsa de valores brasileira estarão caindo 1%.

Bem pelo contrário, muitas delas podem estar se valorizando, e o Ibovespa é apenas uma média.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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