Muitos se perguntam como ganhar dinheiro com ações na bolsa de valores e acabam por ficar com medo de começar a investir por não ter esta resposta.

Com o objetivo de obterem retornos mais elevados com investimentos, mesmo que assumindo riscos maiores e aceitando oscilações de preços e volatilidade, muitos investidores resolvem investir em ações na bolsa de valores, porém, a maioria deles infelizmente não sabe de fato como ganhar dinheiro com ações na bolsa de valores e ter sucesso no mercado.

O movimento de investidores buscando por maiores rentabilidades e migrando seus investimentos para renda variável, se torna ainda mais acentuado em períodos de juros baixos, como é o atual período que vivemos no país.

Com taxas de juros baixas, os investidores já não conseguem mais uma rentabilidade atrativa em seus investimentos conservadores de renda fixa, e por isso, pesquisar sobre o mercado de ações e entrar neste mercado se configura uma opção viável.

O grande problema, porém, é que boa parte desses investidores (ou especuladores) que entram no mercado de ações, acabam investindo sem ter uma estratégia bem definida, ou com estratégias e visões equivocadas do mercado, e dessa forma, dificilmente esses investidores ganharão dinheiro no mercado.

É comum vermos pessoas entrando no mercado de ações em busca de ganhos rápidos, com a crença de que poderão enriquecer rapidamente, comprando papéis de empresas em processo de recuperação judicial, ou empresas muito mal administradas e esquecidas, que possuem preços muito pequenos em bolsa, justamente na esperança de verem seus preços subirem rapidamente.

Outros vão ainda além e se aventuram comprando opções de ações, ou derivativos, mini-índices, etc, tudo na tentativa de ganhar muito dinheiro de forma fácil e rápida. Já os que são um pouco menos arrojados, acabam comprando ações de empresas razoáveis, mas sem uma estratégia muito bem definida, o que também não dá muito certo.

Normalmente esses investidores tentam “comprar na baixa” e “vender na alta”, que é o que é propagado pela mídia, veículos de informação e pela maioria das pessoas, e geralmente, se baseando em estratégias de trading, porém, apesar de na teoria isso tudo soar muito “bonito” e até fácil, na prática não é tão simples assim.

Infelizmente, dinheiro fácil, rápido e sem risco não existe, e no mercado de ações isso não é diferente. O especulador que compra ações de uma empresa que está à beira da falência e que custa centavos em bolsa, naturalmente enfrentará um grande risco desta empresa se desvalorizar ainda mais e de fato, falir.

O especulador que compra ações de uma empresa qualquer hoje apenas porque as ações estão caindo e ele espera vender dias depois com lucro, corre um grande risco de ver as ações se desvalorizando mais ainda e ele acabar vendendo no prejuízo e perdendo boa parcela de seu dinheiro.

Assim, fica claro que investir em ações buscando ganhos elevados no curto prazo envolve bastante risco, e dessa forma, assumindo estratégias extremamente arriscadas, através da compra de empresas mal administradas, opções, derivativos ou estratégias baseadas apenas no curto prazo, sem o menor critério e estratégia, a maior parte dos investidores que entra no mercado acaba se decepcionando, perdendo dinheiro e se afastando do mesmo, para talvez, nunca mais retornar.

Essa atitude de ver o mercado como uma espécie de cassino, ou uma verdadeira “jogatina” pode ser atribuída ao fato de que o cidadão comum não possui muito conhecimento sobre o mercado e sempre ouviu a história de alguém que “perdeu tudo” na bolsa ou algo do tipo.

Para piorar, a mídia, os bancos, os veículos de informação etc., sempre alertam que o investimento em ações é um investimento de altíssimo risco, e isso por si só já acaba criando e enraizando um grande medo e receio nos investidores.

É muito comum uma pessoa ir ao seu banco e pedir algumas sugestões de investimentos para o seu gerente, e o mesmo recomendar manter distância de ações, ou na melhor das hipóteses, recomendar investir apenas 5 ou 10% do patrimônio.

Quando o cidadão observa alguém que, em tese, sabe bastante sobre investimentos (ou deveria saber), recomendando ficar de fora do mercado de ações, pois é muito perigoso, ou sugerindo colocar apenas uma pequena parcela do patrimônio, o pequeno poupador iniciante entende e tem a plena convicção de que, de fato, o mercado de ações é muito perigoso e é muito difícil ganhar dinheiro nele.

Invista para ser sócio de boas empresas, não para especular

Felizmente a maioria das informações que são propagadas por aí a respeito do mercado de ações não são corretas e muito menos devem ser seguidas como verdade absolutas.

Podemos dizer que sim, para quem encara o mercado como um cassino, uma jogatina, onde devemos “apostar” numa ação e “torcer” para ela subir para termos lucro, é realmente uma estratégia especulativa que envolve bastante risco e que o investidor de fato pode perder muito dinheiro.

Porém, felizmente, essa não é a única forma e método que existe para quem quer deseja investir em ações. E pra falar a verdade, essa estratégia totalmente especulativa não deveria ser sequer considerada como algo viável.

O investidor deve enxergar o mercado de ações não como um cassino, mas sim como uma forma de se tornar sócio de boas empresas, para crescer junto delas no longo prazo e receber seus dividendos, que nada mais são do que parcelas dos lucros das empresas.

Afinal de contas, ao comprar ações de uma empresa, o investidor está sim se tornando sócio dela e passando a ser proprietário de uma fração de todo patrimônio que a empresa representa e possui.

Olhando o mercado desta forma, o investidor atinge um outro patamar, e passa a enxergar o mercado não mais como um jogo de azar, mas sim como um mecanismo de poupança e construção de patrimônio no longo prazo.

Investir em ações gera retornos atrativos, no longo prazo

Apesar de no Brasil existir essa grande aversão ao mercado de ações, muito por conta do fato do Brasil ter um histórico de elevadas taxas de juros e também por conta dos fatores que já falamos acima, ao redor do mundo, em especial nos países desenvolvidos, investir em ações é uma atitude bastante comum entre as pessoas e o investimento em ações no longo prazo sempre se mostrou a opção mais rentável.

O estudo “Triumph of the Optimists” de Elroy Dimson, professor da London Business School, publicado em 2003, avaliou o retorno do mercado acionário em comparação com investimentos em instrumentos de dívida num período de até 100 anos e o resultado mostrou o que já esperávamos: o investimento em ações foi muito mais rentável.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o investimento em ações gerou um retorno de cerca de 6,3% ao ano em termos reais (livres de inflação) no período de 1900 a 2000, enquanto o investimento em títulos públicos (bonds) entregou um retorno de menos de 2% ao ano em termos reais.

Mercado de ações nos Estados Unidos

Essa tendência também pôde ser observada em outros mercados globais, como Suíça, Espanha, Irlanda, Dinamarca, Reino Unido, Itália, África do Sul, Austrália, dentre outros.

O estudo ainda demonstra que, em todos os países analisados, o desempenho das ações num período de cerca de 100 anos foi sempre positivo em termos reais, e que em períodos de curto prazo ou poucos anos, distorções podem ocorrer, tanto positivamente, quanto negativamente.

No longo prazo, no entanto, ações sempre foram as melhores opções de investimento em todos os mercados estudados e sempre apresentaram um retorno positivo.

Mercados Mundiais de Ações

Podemos observar no gráfico do estudo que comprar ações e mantê-las em carteira do ano de 2000 a 2002 gerou uma rentabilidade negativa para praticamente todos os mercados, ao passo que o desempenho médio das ações de 1900 a 2002, ou seja, considerando um prazo muito longo, foi positivo em termos reais ao longo do tempo em todos os mercados.

Logo, podemos confirmar, observando este estudo, que comprar ações de olho no curto prazo pode trazer prejuízos aos investidores (e envolve um risco maior), mas comprar para manter para o longo prazo, e de preferência, escolhendo boas empresas, costuma ser um ótimo negócio no longo prazo.

Obviamente que ao longo do tempo o investidor terá de formar uma carteira diversificada e não investirá apenas em uma ou duas empresas, mas sim terá uma carteira com vários ativos.

Dentro dessa carteira, poderá existir uma empresa ou talvez algumas poucas empresas que entregarão retornos baixos ou até prejuízos ao longo do tempo, e isso é absolutamente normal, mas na média, considerando o desempenho de todas empresas da carteira do investidor, e os dividendos pagos por elas, ele obterá um retorno muito atrativo.

Além disso, é evidente que caberá ao investidor acompanhar as empresas investidas e caso perceba que alguma delas está enfrentando problemas sérios, como perda de lucratividade, perda de rentabilidade, margens, ou está se endividando muito, o investidor poderá vendê-las e com o dinheiro comprar uma outra empresa mais saudável.

Isso sem dúvidas irá auxiliar e potencializará a rentabilidade do aplicador no longo prazo e obviamente ajudará a manter a sua carteira saudável.

Como ganhar dinheiro com ações na bolsa de valores?

Agora sabendo que as ações costumam ser ótimos investimentos para o longo prazo e que os investidores devem assumir uma postura de sócio, de olho no longo prazo, abrindo mão de uma postura imediatista que visa grandes ganhos no curto prazo, explicaremos agora, na prática, como os investidores conseguem obter ganhos através do investimento em ações.

Em termos gerais, os investidores obtêm ganhos ao longo do tempo com suas ações através de dois mecanismos: valorização e dividendos.

Essa combinação de fatores é capaz de criar verdadeiras fortunas no longo prazo e podemos dizer que foi através desses dois principais mecanismos no investimento em ações que Warren Buffett e Luiz Barsi Filho chegaram aonde chegaram. Explicaremos cada um deles abaixo.

Leia também sobre as 10 lições de Warren Buffett

Valorização

Conforme as empresas investidas crescem, através de investimentos, aquisições, ganhos de marketshare (participação no mercado), e obviamente, uma boa gestão, as empresas tendem a lucrar cada vez mais e também terem um patrimônio cada vez maior.

Sendo assim, ao longo do tempo, caso a empresa se mostre saudável e cresça, é natural que suas ações também se valorizem, refletindo faturamentos e lucros cada vez maiores e o próprio patrimônio maior.

Podemos tomar como exemplo o caso da Lojas Renner, uma das maiores empresas de varejo de moda do país atualmente e que é um ótimo exemplo de empresa que cresceu bastante e entregou ótimos retornos aos investidores.

Ao longo dos últimos 12 anos, refletindo uma boa gestão, que tomou boas decisões de investimento e se provou muito eficiente em administrar a empresa, a companhia apresentou um grande crescimento, através da abertura de muitas lojas e aumento expressivo de faturamento, lucratividade e ganhos de fatias do mercado.

Com lucros cada vez maiores, um patrimônio maior e boas métricas de rentabilidade, a empresa viu suas ações se multiplicarem ao longo do tempo.

Para termos uma ideia, cerca de R$ 100,00 investidos em ações das Lojas Renner no início de 2005 hoje teriam se tornado mais de R$ 8.000,00 e isso sem considerar os dividendos.

Crescimento Lojas Renner

Outro exemplo que podemos ilustrar é o do Bradesco, um dos maiores bancos brasileiros, e que apresentou um expressivo crescimento nas últimas décadas.

Desde o ano 2000, as ações do Bradesco se multiplicaram por muitas vezes, e assim, cerca de R$ 100,00 aplicados em ações do Bradesco no início do ano 2000, seriam quase R$ 1.200,00 hoje, sem considerar os dividendos, um retorno bem superior ao CDI do período e muito acima do ibovespa.

Se considerássemos os dividendos, o retorno ficaria ainda muito maior. Veja abaixo.

Crescimento das Ações do Bradesco

Valorizações consideráveis nas ações podem ser observadas em inúmeras outras empresas também que conseguiram crescer e se manter rentáveis no longo prazo.

Já as empresas que perderam competitividade, se endividaram muito ou tiveram seus resultados em decadência ao longo do tempo, essas entregaram retornos bem piores, e por isso o investidor deve estar sempre disposto a investir em boas empresas, evitando as problemáticas.

De qualquer forma, podemos dizer que, geralmente, boas empresas, que apresentam crescimento de resultados, irão invariavelmente se valorizar no longo prazo.

Dividendos

Além da valorização das ações que tende a ocorrer no longo prazo, o investidor também consegue obter ganhos através dos dividendos, que não são nada menos do que parcelas dos lucros das empresas que são pagas aos acionistas.

Como já falamos anteriormente, quando o investidor compra ações de uma empresa, ele se torna sócio dessa empresa, e como tal, passará a fazer jus a uma parcela dos lucros dessa empresa.

Sendo assim, empresas lucrativas tendem a presentear seus acionistas com generosos dividendos, que por sua vez, são também isentos de imposto de renda.

Aqui também é importante salientar que o investidor pode se beneficiar e muito do crescimento da empresa também, pois conforme as empresas crescem, os seus dividendos também se tornam cada vez maiores, tornando também o retorno obtido pelo investidor mais elevado ainda.

Para entender melhor o efeito do crescimento dos dividendos, podemos imaginar uma empresa hipotética que está em pleno crescimento e que cresceu seus lucros em cerca de 15% ao ano nos últimos 10 anos.

Há 10 anos atrás, vamos imaginar que essa empresa pagava R$ 1,00 em dividendos por ação, e suas ações custavam R$ 16,00, o que significa que a empresa negociava com um dividend yield de cerca de 6,25% ao ano.

Entenda aqui o que é o dividendo yield e como calcular

Como a empresa cresceu, através de investimentos, aquisições, expansões, e seus lucros também cresceram, em torno de 15% ao ano, hoje essa mesma empresa paga cerca de R$ 4,04 por ação em dividendos aos acionistas.

Ou seja, na prática, se o investidor possuía 1000 ações dessa empresa há 10 anos atrás, e recebia cerca de R$ 1.000,00 por ano em dividendos, hoje esse mesmo investidor receberia R$ 4.040,00 ao ano, com as mesmas 1000 ações, um valor cerca de 304% maior, e isso tudo, sem reinvestir dividendos e sem colocar um centavo a mais, apenas mantendo as ações em carteira.

Caso a empresa hipotética em nosso exemplo continue crescendo no longo prazo, mesmo que em taxas menores, os dividendos serão cada vez maiores, e obviamente, o investidor será o maior beneficiado neste processo.

Além do crescimento de dividendos que é bastante importante, um fator crucial e importantíssimo dentro da estratégia de dividendos é o reinvestimento de dividendos, que é muito recomendável para aqueles investidores que estão em fase de formação de patrimônio.

O reinvestimento de dividendos consiste no investidor utilizar os dividendos recebidos para comprar mais ações (não necessariamente da mesma empresa que pagou), e assim, potencializar o efeito dos juros compostos, também conhecido como bola de neve.

Tomando como base o gráfico de desempenho das ações do Bradesco, que já divulgamos acima, caso considerássemos no gráfico os dividendos e o reinvestimento dos mesmos, podemos ver claramente como o resultado seria ainda muito maior.

Como vimos anteriormente, apenas levando em consideração a valorização das ações do Bradesco, cerca de R$ 100,00 aplicados no início de 2000, teriam se tornado cerca de R$ 1.200,00 hoje, porém, se jogarmos na conta os dividendos e o reinvestimento dos mesmos, o retorno fica muito maior, e os R$ 100,00 se tornariam R$ 2.400,00, sendo assim, simplesmente o dobro.

Dividendos do Bradesco

O caso do Itaú também demonstra perfeitamente o poder do reinvestimento dos dividendos, e levando em conta o desempenho das ações nos últimos 20 anos, com o reinvestimento de dividendos, cerca de R$ 100,00 investidos há 20 anos atrás se tornariam hoje mais de R$ 8.700,00, um resultado extremamente expressivo.

Pode-se notar no gráfico abaixo como o resultado das ações do Itaú com reinvestimento de dividendos foi mais do que o dobro do resultado obtido sem o reinvestimento de dividendos.

Ações do ITAU e Dividendos

Investindo em ações de boas empresas no longo prazo, se beneficiando do efeito da valorização e do reinvestimento de dividendos, dificilmente o investidor não obterá um resultado positivo e vai ganhar dinheiro com ações na bolsa de valores.

Entendemos que seja essencial para o investidor que está na fase de construir patrimônio, reinvestir todos os dividendos para potencializar seu retorno e atingir seus objetivos mais rapidamente, se beneficiando do efeito dos juros compostos.

Porém, devemos sempre ressaltar que a maior parte do resultado é vista no longo prazo, ou seja, mais de 10-15 anos, e no curto e médio prazo o retorno pode sim ser baixo, principalmente se considerarmos as crises pelas quais o mercado passa, e sendo assim, o aplicador não deveria destinar para as ações um dinheiro que pretende usar dentro de poucos meses ou anos.

Investindo como os investidores de sucesso

Por fim, queremos deixar claro que, apesar das estratégias e posturas especulativas serem frequentemente adotadas no mercado e incentivadas por corretoras, bancos, etc., que naturalmente se beneficiam com os ganhos de taxas de corretagens dessas movimentações, o investidor deve ignorar essa postura e optar por seguir os melhores exemplos, os exemplos dos grandes investidores de sucesso. Aqueles que ganharam no mercado de ações e com a bolsa de valores.

Afinal, por que seguir os exemplos de fracasso, de gente que perdeu tudo na bolsa ou que saiu do mercado após suas especulações não darem certo, se podemos seguir e nos espelharmos nos melhores exemplos, de pessoas que fizeram fortuna nos mercados?

Se observarmos os grandes investidores da história, que fizeram fortuna nos mercados de ações (global ou brasileiro), tais como Warren Buffett, Peter Lynch, Benjamin Graham, Luiz Barsi Filho, Décio Bazin, dentre outros, podemos ver que nenhum deles encara ou encarava o mercado de ações como um cassino. Bem pelo contrário, eles são totalmente contra essa visão especulativa.

Warren Buffett, por exemplo, atualmente o terceiro homem mais rico do planeta, e um investidor que fez praticamente toda sua fortuna através do mercado financeiro, investindo em ações, nunca adotou uma estratégia especulativa e sempre viu o mercado de ações como uma forma de se tornar sócio de boas empresas, usufruindo de seus resultados no longo prazo.

Warren começou a investir há muito tempo, há mais de 60 anos para ser preciso, e durante todas essas décadas, seguindo a estratégia do value investing, que consiste em investir em boas empresas que estejam negociadas abaixo de seus valores intrínsecos, conseguiu uma rentabilidade invejável que supera os 20% ao ano em média, e hoje possui uma fortuna de mais de US$ 85 bilhões, sendo um dos homens mais ricos do planeta.

Warren não procurava comprar ações para vender no dia seguinte ou nos meses seguintes como a maioria defende, ele procurava ótimas empresas para se tornar sócio, de preferência, para sempre, e assim ele fez com inúmeras empresas, como Coca Cola, See’s Candy, Wells Fargo, dentre outras.

Já no Brasil temos o exemplo do Luiz Barsi Filho, o qual já publicamos inúmeras cartas e conteúdos a seu respeito.

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Barsi, por mais de 40 anos, se focou em economizar parte de seu salário e investir em boas empresas que entregavam dividendos atrativos, tendo o objetivo de, no longo prazo, obter uma aposentadoria digna, já que ele via que se aposentar pelo sistema de previdência social não seria um bom negócio.

Conforme Barsi comprava ações ao longo de todas essas décadas, através de suas economias mensais, reinvestia os dividendos pagos pelas empresas e as próprias empresas cresciam e se valorizavam, o patrimônio de Luiz Barsi foi crescendo muito ao longo do tempo, o que levou Barsi a ter uma aposentadoria muito mais digna do que ele mesmo esperava, e hoje possui um patrimônio de mais de R$ 1 bilhão.

Outro exemplo brasileiro de bastante sucesso no mercado é o do Décio Bazin, autor do livro “Faça fortuna com ações antes que seja tarde”, livro de grande destaque e de grande importância para os investidores de longo prazo.

A estratégia de Bazin consistia em comprar empresas que possuíam um dividend yield acima de 6%, e também que não possuíam uma dívida líquida maior que 100% do patrimônio líquido e vendê-las quando já não preenchiam esses critérios.

Obviamente que 6% de dividendos para muitos pode parecer pouco, mas devemos lembrar que, como já falamos anteriormente, os dividendos tendem a crescer no longo prazo e assim, os dividendos de 6% hoje poderão ser muito maiores no futuro.

Fizemos inclusive um “backtest” da estratégia de Décio bazin no passado, em parceria com uma gestora a qual temos amizade, que consistia em ajustar a carteira anualmente para a carteira possuir todos os anos empresas com dividend yield superior a 6% e uma dívida líquida de menos de 50% do patrimônio líquido (onde fomos até mais rigorosos) e comprovamos que a estratégia continuou se mostrando muito eficiente nos últimos anos.

Obviamente essa é apenas uma de muitas estratégias de investimento com foco no longo prazo, e o investidor pode se guiar em um pouco de cada um dos investidores de sucesso, não tendo de seguir apenas um ou outro isoladamente.

De qualquer forma, o recado que queremos deixar é que ganhar dinheiro com ações está ao alcance de todos, e para isso, basta que o investidor esteja disposto a investir de forma consciente e se espelhar em investidores de sucesso.

O investidor que comprar ações de boas empresas olhando para o longo prazo, tendo paciência, disciplina de economizar todos os meses, reinvestir os dividendos, estudando para aprimorar seus conhecimentos, sem dúvidas também poderá colher ótimos frutos no longo prazo.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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