Como funciona renda fixa é uma dúvida muito comum

Como funciona renda fixa é uma questão que estar relacionada a qualquer tipo de investimento que possui regras bem estabelecidas de retornos antes mesmo de sua aplicação, além disso, existem regulamentos previamente acordados antes da aplicação no qual se definem prazos para resgate da aplicação.

De forma geral, o conceito de como funciona renda fixa pode ser definido como uma forma de um empréstimo que o investidor concedesse ao tomador do dinheiro em troca de juros.

Desse modo, a instituição financeira ou o tesouro nacional, emitem um documento onde eles se comprometem a devolver o dinheiro emprestado acrescido de uma remuneração preestabelecida chamada juros.

Por exemplo, se o investidor aplicar um valor de R$ 100.000 a uma taxa de 1% ao mês, quer dizer que o que ele irá receber será um valor de R$ 101.000 no mês seguinte, pois o calculo se dá pela soma do montante do mês anterior acrescido dos juros acordados naquele mês.

Para investir em renda fixa é muito simples, pois praticamente todas instituições financeiras comerciais e corretoras oferecem esse tipo de aplicação com pouca ou nenhuma burocracia.

Existe também a opção de investir através de fundos de investimento, dos quais achamos muito importante estar de olho nas taxas de administração, pois as mesmas podem minar boa parte da rentabilidade de sua carteira.

Como funciona renda fixa – Classificações

Os títulos de renda fixa podem ser divididos em dois tipos: os pré-fixados e os pós-fixados.

Títulos pré-fixados

São os títulos dos quais são determinadas a remuneração do investidor antes mesmo da sua aplicação.

Em geral, essas aplicações são muito conservadoras, pois o investidor sabe exatamente qual será a sua rentabilidade futura.

Títulos pós-fixados

Os títulos pós-fixados funcionam de forma diferente.

Quando se investe nesse tipo de aplicação, o investidor somente saberá quanto irá receber após o final do prazo da aplicação.

Geralmente, nesses títulos o que determina o rendimento é a variação de um certo índice (IPCA ou Selic por exemplo) acrescidos de uma taxa de juros determinada no início.

Na prática o investimento em pós-fixado é mais vantajoso quando se espera que a inflação aumente, bem como a Selic (taxa básica de juros da economia), pois como vimos, a elevação desses índices impacta positivamente na rentabilidade dessas aplicações.

Riscos da renda fixa

Apesar de ser considerada uma aplicação conservadora e de baixíssimo risco, a renda fixa apresenta alguns riscos inerentes à capacidade de pagamento do tomador do crédito.

Dito isso, é possível entender que acompanhar com alguma periodicidade a saúde financeira do mutuário é muito importante para a segurança do dinheiro do investidor.

A seguir listamos alguns dos riscos a se considerar antes de fazer uma aplicação desse tipo:

  • Risco de inflação: possibilidade de redução do poder de compra do valor investido em relação aos juros recebido pela aplicação.
  • Risco da taxa de juros: possibilidade das taxas de juros subirem para níveis superiores aos disponíveis na época da aplicação anterior do investidor, gerando um custo de oportunidade.
  • Risco de liquidez: possibilidade de o investidor necessitar do dinheiro aplicado antes do prazo de liquidação e por isso a aplicação pode trazer riscos ao assumir perdas devido à volatilidade de alguns títulos.
  • Risco de crédito: possibilidade do mutuário não ser capaz de honrar com suas dívidas tomadas, gerando um calote para o investidor daquele título.

Conclusão

Pelo que vimos, podemos concluir que essa classe de investimentos são aplicações bastante interessantes, simples e apropriadas para os investidores que necessitam de alguma certeza de receber o seu capital de volta, acrescidos de algum retorno dado o tempo de espera.

Entretanto, é sempre preciso estar de olho nos possíveis perigos e algumas legislações desse tipo de aplicação, tal como as diversas peculiaridades presentes por trás de como funciona renda fixa para que o investidor não seja pego de surpresa.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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