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Eu escrevi, junto com o genial Jean Tosetto, o Guia Suno de Ações. Hoje selecionei uma parte da obra que gostaria de compartilhar.

Se você não leu segue um trecho da obra. E também te convido para adquirir na loja da Amazon.

Se você já leu, vale a pena reler, para fixar o conceito. Vamos ao trecho:

O poder dos juros compostos

O físico alemão de origem judaica Albert Einstein é considerado por muitos o maior gênio do século 20, em grande parte pela elaboração da Teoria da Relatividade. A ele foi atribuída, sem comprovação documental, a seguinte frase:

“Juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Aquele que entende, ganha. Aquele que não entende, paga.”

 Mesmo que tal afirmação não seja de Einstein, ela não deixa de ser genial.

Cabe ao investidor de longo prazo fazer proveito dela, através da reaplicação dos proventos recebidos.

Os juros compostos representam um mecanismo poderoso de geração de riqueza no longo prazo, pois são juros que acumulam sobre o valor do capital principal e também sobre os juros já acumulados em um investimento.

O efeito multiplicador dos juros compostos atua no mercado financeiro quando o investidor utiliza o recebimento de proventos na forma de dividendos e JCP para comprar mais ativos geradores de renda passiva.

Quem utiliza a renda passiva para cobrir despesas pessoais, por exemplo, deixa de ser beneficiado pela força dos juros compostos.

Para melhor compreensão deste princípio, utilizaremos hipoteticamente R$ 1.000,00 como o capital principal, supondo que ele possa ser investido comparativamente numa aplicação de juros simples de 12% ao ano, pagos somente sobre o capital principal, e numa aplicação de juros compostos de 12% ao ano, pagos sobre o montante atualizado.

No caso dos juros simples, R$ 1.000,00 rendendo R$ 120,00 ao ano resultam num montante de R$ 1.120,00 ao fim do primeiro ano. Em uma década o investidor terá em sua carteira R$ 2.200,00.

Ao fim dos primeiro ano, a aplicação com juros compostos dá o mesmo resultado: R$ 1.120,00. Porém, depois de uma década, o resultado será expressivo: R$ 3.105,85. São R$ 905,85 a mais do que na aplicação de juros simples.

Uma diferença de quase 30%.

Ao fim de 30 anos teremos uma carteira de juros compostos de R$ 17.449,40 contra R$ 4.600,00 na carteira dos juros simples. Quase quatro vezes o montante de uma pela outra.

Em termos de investimentos, podemos afirmar que o aluguel de um imóvel é como uma aplicação de juros simples: todo mês o inquilino paga o mesmo valor para o locador, o que equivale a uma pequena porcentagem do valor do imóvel.

Já no mercado financeiro, quando os proventos são usados para compra de mais ativos, é como se o valor do aluguel pudesse ser incorporado no valor total do imóvel: este é o conceito dos juros compostos.

Logicamente no mercado de capitais a renda é variável e os juros também são variáveis, mas o princípio multiplicador está preservado.

Se você se interessou pelo texto, a obra completa você pode adquirir aqui.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.