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    Clima de Halloween: Uma historia de terror para os investidores

    Clima de Halloween: Uma historia de terror para os investidores

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    Os últimos dias foram marcados pela festividade do Halloween, uma comemoração que importamos dos Estados Unidos e que tem crescido a cada ano no Brasil.

    Em homenagem a esta festividade eu retrato o que poderia ser um verdadeiro filme de terror. A vítima? Milhões de brasileiros que tem seu patrimônio esfaqueado através de práticas comerciais que inviabilizam seu sucesso como investidor.

    Não leia este texto se você tem medo de cenas de terror.

    O que relato neste texto é sangrento ao patrimônio de milhões de brasileiros.

    No Brasil temos menos de 0,3% da população investindo em ações. Em países desenvolvidos este número é pelo menos 100 vezes maior.

    Temos um número de empresas listadas semelhante à Mongólia, país menor que 1% de nossa população e PIB.

    E por que temos um mercado tão pequeno?

    Por conta dos monstros que habitam o mercado de capitais brasileiro e transformam a vida do investidor individual em um verdadeiro filme de terror.

    É para estes monstros que faço essa homenagem neste Halloween.

    Estas criaturas aterrorizam o pequeno investidor de maneira ainda mais cruel que as criaturas dos filmes de terror.

    No filme de terror o monstro é bem caracterizado: é uma figura horrorosa e suja de sangue. Sabemos que ele é o vilão desde o início.

    No mercado de investimentos do Brasil, o vilão se veste bem e utiliza técnicas de marketing que ludibriam o investidor a acreditar nele. O investidor despreparado não tem a menor chance. Vai ter o seu patrimônio devorado por essas criaturas horrorosas.

    E quem são os 3 principais “monstros” do mercado?

    Primeiramente, o banco que assassina a poupança popular de maneira silenciosa com taxas de administração altas embutidas em seus produtos.

    Como os produtos bancários tem as taxas embutidas no preço dos produtos, o investidor despreparado não percebe que está sendo devorado. Já cheguei a ver fundos que replicam o Ibovespa que cobram 4% de taxa de administração. O investidor que aplicar durante 15 anos deixará metade do seu patrimônio para o Banco.

    Está é a primeira cena do filme de terror. A maioria morre aqui.

    A segunda cena do filme de terror é composta pela cultura do trading que algumas corretoras pregam.

    Algumas corretoras tem um modelo de negócios antigo: vivem puramente de corretagem. E como ganham dinheiro? Incentivando o giro. “Compre Vale, venda Vale, compre Petrobras, venda Petrobras.”

    Tão ruim quanto às taxas é a cultura de giro e de cassino que se cria e afasta o investidor da cultura de investimento de longo prazo, que é a cultura que mais criou riqueza na bolsa. Basta ver as grandes fortunas da bolsa.

    E figura que completa o filme de terror é a promessa de dinheiro fácil preconizada por algumas empresas de conteúdo na internet.

    Este é o monstro que foi criado recentemente, e compõe a terceira cena do filme de terror.

    “Dobre sua renda em uma semana” afirmam no título do e-mail.

    E utilizando-se de técnicas baratas de marketing digital tentam induzir o investidor ao erro, fazendo parecer que ganhar dinheiro com investimentos fosse a coisa mais fácil do planeta.

    Este último monstro realmente lembra o Jason do filme “Sexta-feira 13”. Quando você acha que ele morreu, ele ressurge com um terror ainda maior.

    Quando o investidor acha que é impossível fazer uma promessa de dinheiro fácil maior, eis que o “Jason do mercado financeiro” surge com uma promessa de ganho ainda maior. Mas ao contrário do Jason que surge as sextas-feiras 13, este monstro surge todos os dias na internet: no seu e-mail ou em alguma propaganda no YouTube atrapalhando o lazer da população brasileira.

    Como se proteger dos 3 cavaleiros do apocalipse do mercado de capitais?

    Você precisa se armar. É matar ou morrer, não existe opção. E como se armar? Se arme com conhecimento. Estude. Leia Warren Buffett, John Bogle, Charlie Munger e os ensinamentos de Luiz Barsi. Somente o conhecimento para proteger o investidor individual dos monstros que habitam o mercado de capitais.

    Tiago Reis
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