Nos investimentos, é comum que os investidores que estejam iniciando sua jornada se interessem por ativos considerados de renda fixa e, dentre eles, o CDB se faz presente de maneira bastante significativa.

Sendo a abreviação de Certificado de Depósito Bancário, o CDB é um tipo de aplicação financeira que se baseia na premissa de que o investidor “empresta” dinheiro à instituição bancária, que o utiliza para seus devidos fins, e, ao fim do prazo determinado, devolve esse valor ao investidor devidamente reajustado com os juros acertados no início do investimento.

Este é o princípio fundamental da dinâmica deste ativo.

Pontos a se destacar

Muitas pessoas desconhecem, mas esta é uma das formas mais utilizadas pelas instituições bancárias para captar recursos e, para fazê-lo, o investidor necessita abrir uma conta em uma instituição financeira, seja ela uma corretora de valores ou uma instituição bancária.

Após a abertura da referenciada conta, cabe a pessoa que pretende aplicar os seus recursos escolher, enfim, o título mais adequado de acordo com suas pretensões pessoais.

É importante destacar que a rentabilidade deste tipo de ativo, por ser um investimento classificado como de renda fixa, está ligado diretamente ao tempo no qual a aplicação é acordada com a instituição em questão. Na teoria, quanto maior o tempo de liquidação do CDB, maior será a sua rentabilidade.

Vale destacar, entretanto, que normalmente o investimento mínimo para este tipo de aplicação é de R$ 10 mil reais, mas é importante frisar que, assim como o que diz respeito ao prazo de liquidação, quanto maior o valor investido, maior será também o retorno do capital aplicado.

Tipos de CDB

Existem basicamente dois tipos de Certificados de Depósito Bancário: os Pré-Fixados, onde a rentabilidade final é conhecida no momento da aplicação, e os Pós-Fixados, onde a rentabilidade depende de um indexador, que normalmente é uma porcentagem do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) – este segundo nada mais é que uma média da taxa de empréstimos praticados entre um banco e outro e que não é um valor fixo, pois varia ao longo do tempo.

Apesar de ser uma modalidade de investimento considerada bastante segura, os CDBs também podem apresentar riscos, tais como o risco de liquidez, que está diretamente ligado ao prazo acordado no momento da aplicação, e o risco de crédito, que é a possibilidade de instituição financeira “quebrar”.

Entretanto, no intuito de amenizar o risco de crédito, existe o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que dá a garantia de reembolso de até R$ 250.000,00 por CPF em cada instituição.

Tributação

No que diz respeito aos impostos cobrados nesse tipo de investimento, é importante lembrar que o CDB, assim como o Tesouro Direto, está sujeito à tributação em duas categorias, o Imposto de Renda (IR), e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Os recolhimentos de ambos os impostos são de responsabilidade da instituição financeira emissora do CDB e são descontados somente sobre os rendimentos e nunca sobre o capital inicial.

Conclusão

Por ser uma alternativa de investimento bastante conservadora, historicamente os CDBs apresentam uma rentabilidade não muito atrativa quando comparado às ações e aos fundos imobiliários.

O fato de ser tributado e apresentar um investimento mínimo não tão baixo também são pontos que deixa a desejar neste ativo.

Em contrapartida, a possibilidade de liquidez diária, em alguns CDBs específicos, o fazem servir de uma boa alternativa de “reserva de pólvora” para investidores em renda variável num momento de alta do mercado, quando as oportunidades se tornam mais escassas.

Podemos concluir, com isso, que os CDBs são uma boa opção de investimento para as pessoas que ainda estão nos seus primeiros passos nas aplicações financeiras e ainda não se sentem seguras perante o mercado. Melhor ainda são estes ativos para os investidores que a muito “investiam” na poupança e decidiram aumentar a rentabilidade de seus recursos.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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