carteira de investimentos

Você sabe como formar uma boa carteira de investimentos?

Ter uma carteira de investimentos bem diversificada e equilibrada é uma das únicas formas de se obter sucesso no longo prazo como investidor.

Pois então, um portfólio de investimentos deve ser composto por ativos de classes diferentes, como por exemplo:

  1. Ações
  2. Fundos Imobiliários
  3. Renda Fixa

Longe de querermos ser exaustivos neste tema, acreditamos que essas três classes de ativos são suficientes para a maioria das pessoas construir sua carteira previdenciária.

Então, vamos falar agora um pouco mais a respeito desses investimentos.

Investimento em Açõesinvestimento em ações

O investimento em ações historicamente foi uma das melhores opções para construção de riqueza no longo prazo.

De fato, conhecemos diversos casos de pessoas que enriqueceram muito com este tipo de ativo.

Quando você compra uma ação, você se torna parceiro de negócios lucrativos. Portanto, você é recompensado com dividendos e também com a valorização do papel no longo prazo.

Portanto, se a empresa prosperar o acionista prospera junto. Ou seja, não há limite no que um investidor em ações pode ganhar.

Mas é claro que também existem riscos.

Ações são uma classe de ativos de renda variável, e portanto você não sabe quanto irá ganhar. No curto prazo, tudo pode acontecer com os papéis. Cai 10%, sobe 15%, fica de lado, etc..

E mesmo no longo prazo, se as companhias deteriorarem o acionista também pode perder dinheiro e não receber dividendos. Por isso, é importante acompanhar as empresas investidas.

Além disso, nunca é bom concentrar mais de 20% em uma única ação, ou 30% em um mesmo setor.

Por isso, você deve buscar vários setores, como:

  • Setor financeiro
  • Setor de energia elétrica
  • Setor de consumo
  • Etc…

Recomendamos ainda comprar ações estrangeiras, ou mesmo BDRs, para ter uma parte dos recursos atrelado a uma moeda forte.

Investimento em Fundos Imobiliários

investimento em fundos imobiliáriosSe ações é nadar em alto mar, fundos imobiliários (FIIs) é nadar no raso.

De fato, é um investimento bastante seguro, e que vai de encontro à preferência dos brasileiros em ativos imobiliários.

Com Fundos Imobiliários você é dono indireto de imóveis, e consegue receber rendimentos mensais, livres de imposto de renda.

E com um baixo investimento inicial, você já consegue estar exposto a dezenas de imóveis e inquilinos diferentes.

Existem vários tipos de FIIs, como lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, hospitais, universidades e hotéis.

Além disso, os FIIs são menos voláteis do que ações e por esse motivo, o valor do seu portfólio irá variar menos no curto prazo.

Investimento em Renda Fixa

investimento em renda fixaSe os fundos imobiliários é nadar no raso, a renda fixa é ficar em pé na areia. De fato, quase todo mundo que guarda dinheiro coloca na Renda Fixa, especialmente na caderneta de poupança.

Mas nós não acreditamos que a Renda Fixa seja a melhor opção para o enriquecimento a longo prazo.

Apesar disso, entendemos que o investidor que queira comprar Ações e FIIs deve deixar seu dinheiro em algum lugar, para aguardar as oportunidades.

Algumas alternativas são Fundos DI e CDBs com liquidez diária, ou mesmo o Tesouro Selic.

E é claro que para emergências o melhor também é deixar o dinheiro na Renda Fixa.

O mix ideal do portfólio de investimentosmix ideal de investimentos

Percebemos que muitas pessoas, especialmente os iniciantes, querem uma resposta pronta sobre qual a porcentagem ideal em cada classe de investimentos.

Infelizmente não podemos responder. É algo pessoal, que vai de encontro ao conhecimento do investidor, objetivos, tolerância ao risco e necessidades de resgatar o dinheiro (liquidez).

Mas é claro que podemos orientar. Geralmente, o caminho tradicional é ir do menos arriscado para o mais arriscado à medida em que se acumula mais conhecimento e experiência.

De fato, vemos muitos casos de pessoas que começam na renda fixa e depois vão para fundos imobiliários e depois para ações. Esse é um ótimo caminho.

Por exemplo:

  • 1º ano: 100% em renda fixa
  • 2ºano: 70% em renda fixa e 30% em FIIs
  • 3º ano: 60% em renda fixa, 30% em FIIs e 10% em ações.

Depois que você já estiver acostumado com esses três investimentos, aí então poderá escolher qual deve ser a alocação ideal para você.

Conclusão sobre a carteira de investimentos

conclusão carteira de investimentosMontar uma carteira de investimentos é uma tarefa pessoal, mas importante para o sucesso no longo prazo. Existem várias opções como Renda Fixa, Ações e Fundos Imobiliários. E somente com conhecimento sobre esses ativos e se conhecendo como investidor, você conseguirá calibrar a sua carteira da forma que preferir.

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Rodrigo Wainberg

Rodrigo Wainberg

Profissional aprovado no Level III da certificação CFA, investidor em ações há 6 anos, possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários, e é Bacharel em Física pela UFRGS.