CAGR
Por: Tiago Reis

CAGR: o que é e como calcular a Taxa de Crescimento Anual Composta?

Calcular o retorno de um investimento é o principal fator para decidir se faz sentido investir em determinado ativo. Nesse sentido, um dos indicadores que mais auxiliam nessa tarefa é o CAGR.

CAGR é uma das ferramentas de avaliação de investimento mais conhecidas do mercado, sendo utilizada frequentemente por analistas de mercado, empresas e fundos de investimento.

O que é o CAGR?

O CAGR (Compound Annual Growth Rate), ou taxa de crescimento anual composta, é a taxa de retorno necessária para um investimento crescer de seu saldo inicial para o seu saldo final. Dessa forma, o CAGR é considerado um dos principais indicadores para analisar a viabilidade de um investimento.

A grande utilidade dessa ferramenta é a sua capacidade de “suavizar” a taxa de retorno. Esse resultará numa porcentagem constante através do período abordado.

Entretanto, vale lembrar que essa taxa de crescimento não representa um retorno real. Na verdade, o CAGR é um número fictício que estimaria à qual taxa o investimento teria crescido se os retornos fossem constantes.

Dessa forma, pode-se dizer que o CAGR ajuda a entender a rentabilidade de um investimento ao longo do tempo. Porém, nunca deveremos esquecer as suas limitações e volatilidade que muitas vezes está implícita em seu resultado.

Como o CAGR é calculado?

Para calcular o CAGR, é necessário ter em mãos três dados: o valor inicial do investimento, o valor final do investimento e período do investimento. Como se trata do cálculo da taxa de crescimento anual composta, o período deve ser dado sempre em anos.

Sendo assim, a fórmula do CAGR é a seguinte:

  • CAGR = (VF / VI)1/n -1

Onde:

  • VF = Valor final do investimento;
  • VI = Valor inicial do investimento;
  • N = número de períodos em anos.

Exemplo de aplicação do CAGR

Digamos que um gestor tenha aplicado em janeiro de 2017 um capital de R$ 100.000,00 em um título de renda fixa.

Dando continuidade, passado 12 meses, já em janeiro de 2018, esse mesmo gestor verificou que o capital aplicado tinha crescido a uma taxa razoável. Chegando a atingir R$ 112.000,00.

Dessa forma, em janeiro de 2019, o capital desse gestor cresceu bem menos que no ano anterior, ficando em R$ 118.000,00.

Nesse momento ele decide calcular o CAGR de sua aplicação de modo a descobrir o seu desempenho geral nesses dois anos, usando a fórmula:

CAGR = (118.000 / 100.000)1/2-1

CAGR = 0,086 ou 8,6%.

Portanto, o desempenho da aplicação do gestor nesse título de renda fixa foi de 8,6% a.a.

Desse modo, o papel de um investidor/gestor nesse caso é comparar o CAGR potencial de cada aplicação disponível. Avaliando os seus riscos, e alocando os recursos onde oferecer as melhores taxas de retornos, com o menor risco possível.

Limitações do CAGR

CAGR

Limitações do CAGR

A limitação mais grave do CAGR é que, por calcular uma taxa suavizada de crescimento ao longo de um período, ele ignora a volatilidade implícita nesse crescimento.

Normalmente, os retornos sobre os investimentos são desiguais ao longo do tempo. Exceto quando falamos dos títulos pré-fixados que são mantidos até o vencimento.

Adicionalmente, o CAGR não contabiliza quando um investidor adiciona fundos ou retira em uma carteira durante o período calculado.

Por exemplo, se um investidor tivesse uma carteira por cinco anos e injetasse fundos na mesma durante esse período, o CAGR seria inflacionado.

Portanto, a fórmula do crescimento composto calcularia a taxa de retorno com base nos saldos inicial e final ao longo do período. Desse modo, ele contaria os fundos depositados como parte da taxa de crescimento, o que resultaria num cálculo incorreto.

Desse modo, ainda assim pode-se dizer que o CAGR é uma ferramenta essencial para avaliar um investimento. Para entender esse entre outros conceitos importantes, baixe gratuitamente agora mesmo o nosso Manual do Investidor, e entenda mais sobre como avaliar e analisar um investimento,

 

 

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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