Bovespa precedente da B3

Abreviação de Bolsa de Valores de São Paulo, a antiga Bovespa – atual B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) – era, desde a sua criação ao final do século XIX, o local onde eram feitas as negociações de títulos mobiliários, como ações e alguns tipos de commodities, por exemplo.

Assim, a Bovespa era o ambiente em que se era possível operacionalizar transações e efetuar processos de compra e venda de títulos entre os investidores da ocasião.

Ainda hoje é muito comum que os investidores, principalmente os mais antigos, e muito por conta da prática e do costume, ainda hoje se refiram à B3 através do nome Bovespa.

Similaridades com a B3

Muitas das características desta antiga entidade ainda persistem nos dias de hoje na atual B3, órgão que é atualmente a bolsa de valores oficial do Brasil e que foi concebida após a fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (CETIP), em de março de 2017.

Dentre essas características, persistiu-se o fato de ser, neste ambiente, o lugar de encontro daqueles investidores e/ou especuladores que desejam com ou vender seus ativos financeiros.

Entretanto, é preciso lembrar que não é possível se operar transações diretamente na bolsa, visto que, para que se concretize uma operação dessa natureza, os investidores devem possuir uma conta vinculada em alguma corretora de valores, para que a mesma intermedeie entre ele e a bolsa de valores.

Cabe destacar, também, que o que dita o andamento dos preços dos ativos negociados nessa estrutura é a lei da oferta e da demanda, isto por que a entidade intermediadora não deve operar de modo alterar as cotações de ativos e, por ser um ambiente em que ocorrem transações financeiras de relevantes proporções, é natural que os preços destes negociáveis oscilem de acordo com as expectativas futuras daquele possível investimento.

Dessa forma, pode-se perceber que a antiga bolsa de valores era um ambiente dinâmico, onde as expectativas dos investidores determinavam, na maioria das vezes, o preço dos ativos negociados nesta conjuntura.

Ainda hoje, na B3, este tipo de cenário se faz presente, e o que rege no andamento de preço, e consequente valor de mercado das empresas negociadas em bolsa, é o interesse do mercado frente a uma possível valorização ou desvalorização daquele ativo no futuro, de acordo com suas decisões estratégicas feita no presente e que devem ser publicadas abertamente ao mercado.

O interessante deste mercado é que, tanto na antiga Bovespa quanto na atual B3, nenhum retorno e garantido para os investidores.

Diferentemente de aplicações em renda fixa, através das quais os investidores conseguem antecipar, de antemão, quando de lucro obterão ao final do prazo de investimento, noa maioria dos mercados tangibilizados pela bolsa esse conhecimento premeditado não é possível.

Por conta disso, estudos aprofundados sobre os ativos sobre os quais se tenha interesse em investir nesse cenário são de fundamental importância para que se evite surpresas desagradáveis ao longo do tempo.

Conclusão

É possível perceber que, mesmo com o passar do tempo e com a evolução do mercado de capitais como um todo, as características primordiais que existiam na Bovespa ainda persistem na B3, o que torna muito fascinante esse mercado de renda variável que ajuda a impulsionar a humanidade a dar passos cada vez maiores em sua trajetória de evolução.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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