BolsaInvestimentos

Bolsa de valores: sua melhor opção para previdência

By 17 de agosto de 2017 No Comments
Previdência

Quando você nasce, seus pais ou seus responsáveis tomam conta de você. Eles lhe dão comida na boca, trocam suas fraldas. Você não toma banho sem eles. Então você cresce um pouco e eles te levam para a escola.

Um dia, no recreio, você toma o primeiro empurrão de um coleguinha que queria o seu lanche. Sem conseguir verbalizar a situação, algo lhe diz que o mundo é um lugar competitivo. Quanto mais cedo você aprender isso, será melhor para se defender.

Num belo dia você se vê adulto, se casando, tendo um ou mais filhos. Então percebe que precisa prover o melhor para eles. Você compete no mercado de trabalho por você e por eles, com aquela sensação de que é cada um por si.

A realidade

É verdade. É cada um por si, mesmo. Não pense que o Estado vai cuidar de você, feito seu pai ou sua mãe. Os representantes do Estado estão mais preocupados com eles mesmos, e com seus descendentes. A próxima eleição é mais importante que o seu bem-estar.

Na iniciativa privada não é diferente. Empresários, patrões e empregadores: eles não são seus pais. Eles não estão preocupados com você, mas com a sobrevivência do negócio. É assim que eles se garantem e garantem sua prole. Não há juízo de valor nisso: faz parte do jogo da vida.

Neste momento, em que você sabe que está sozinho para se defender – e proteger sua família – é preciso perguntar o que os entes do Estado e os agentes da iniciativa privada fazem para se preservar. Eles respeitam as leis? Eles são eficientes? Eles geram riqueza e progresso para terceiros em função disso?

A tragédia grega

O Estado se propõe a cuidar da sua previdência. Em função disso, ele retém parte do salário dos empregados e obriga os empresários a contribuir com o sistema que o Estado mesmo administra.

Então o Estado resolve que certos funcionários públicos merecem uma aposentadoria em condições diferentes daqueles que atuam na iniciativa privada. Os privilégios custam caro. A conta não fecha mais, pois numa ponta há mais gente se aposentando e na outra menos gente ingressando no mercado de trabalho para realimentar o sistema.

Sistemas públicos de previdência, quando ineficientes, arrastam o Estado para a insolvência. Vide o exemplo da Grécia, que por anos manteve um flexível padrão de aposentadoria onde pessoas podiam se retirar do mercado de trabalho com pouco mais de 50 anos de idade e, por causa do aumento de expectativa de vida, atingiam quase três décadas de inatividade à custa dos contribuintes.

O déficit público provocado pelo rombo da previdência arrastou o país para uma crise sem precedentes, dado que investimentos em outras áreas essenciais e estratégicas foram cortados. A Grécia teve que pedir socorro para a União Europeia. Esta condicionou sua ajuda ao país mediante um plano de austeridade que exigia a reforma previdenciária, resultando numa crise política diante do impasse provocado por aqueles que desejavam manter tudo como estava.

A vez dos brasileiros

Algo semelhante está em curso no Brasil. O país atravessa seguidos anos em recessão na década de 2010, com aumento do déficit público, mas sem consenso para levar adiante a reforma da previdência. Diferentemente da Grécia, não podemos recorrer à União Europeia e as nações do MERCOSUL não possuem condições de nos socorrer.

Os políticos estão receosos para votar a reforma da previdência, pois isto implicaria no aumento da idade mínima para obter o benefício, com reduções de privilégios de várias categorias. Qualquer que seja a proposta a ser debatida, ela provocará impactos negativos na popularidade daqueles que almejam a manutenção no poder. Lembre-se: é cada um por si.

Com ou sem reforma, uma das certezas é esta: a remuneração dos aposentados continuará sendo insuficiente para a maioria absoluta deles. Recebendo um salário mínimo, aqueles que não tiverem renda complementar vão continuar dependendo dos filhos, que nem sempre estarão por perto. Não é isto que você quer para sua família.

Os planos complementares

Já pensou num plano de previdência complementar? É possível contratar um se você trabalha para uma grande empresa ou numa empresa estatal. Existem os planos de previdência particulares, também.

Como eles funcionam? Para começar eles pagam taxas e impostos, em valores diretamente controlados pelo governo. Estes planos também são administrados profissionalmente: há um custo considerável em função disso.

Ao contratar um plano de previdência complementar, você terceiriza a gestão do seu dinheiro. O que os gestores dos planos fazem? Eles emprestam o seu dinheiro para os bancos, compram títulos do Tesouro Direto e investem na Bolsa de Valores, comprando ações das empresas e cotas de fundos imobiliários, entre outras medidas.

Um plano de previdência não se sustenta apenas com a contribuição de seus associados. É preciso fazer o dinheiro render com investimentos diversos para gerar caixa com margens de segurança. Isto significa que os lucros auferidos não retornam integralmente para você. Eles ficam retidos no próprio plano, pois os gestores deste querem preservar a própria remuneração, em primeiro lugar.

Quem toma conta do seu queijo?

Se for o caso, torça para que seu plano de previdência da empresa estatal não sofra ingerência política. Gente apadrinhada tomando conta de seu dinheiro não costuma ser uma boa ideia. Pergunte aos carteiros dos Correios se eles estão contentes em saber que terão que contribuir adicionalmente para poder se aposentar um dia, diante do rombo verificado no Postalis.

Os planos das demais empresas sofrem menos com isso. Na iniciativa privada se os resultados não aparecem alguém vai perder o emprego. A metodologia para investimentos de tais planos é mais rigorosa e controlada. No mercado financeiro, somente empresas sólidas e fundos eficientes recebem aportes. Há um extenso protocolo para tanto.

Faça você mesmo

Ciente disso fica a pergunta: não seria melhor evitar os atravessadores e investir pessoalmente? A resposta é sim, é melhor, desde que você tenha conhecimento suficiente para direcionar o excedente de seus ganhos para renda fixa e renda variada. Com isso, você pode fazer seu próprio plano de previdência.

A carteira de grandes planos de previdência privada está balanceada com ativos de renda fixa e variada. Você pode fazer o mesmo. Na renda fixa você terá uma postura mais conservadora, ao passo que, ao comprar ativos de renda variada através da bolsa de valores, você terá possibilidade de ganhos maiores se souber evitar o caráter especulativo das operações.

Os empresários podem trabalhar para você

Ao contrário do governo, que se propõe a manter um sistema público de previdência, na iniciativa privada nenhuma empresa de capital aberto aborda isso. Você nunca lerá um prospecto de oferta pública inicial de ações no qual a empresa em questão está preocupada com a sua aposentadoria.

No mercado financeiro é cada um por si. Ninguém se importa com você e ninguém esconde isso, até você adquirir ações de uma empresa. Neste caso a história é diferente: como acionista de uma empresa, ela lhe deve satisfações.

A razão primordial de qualquer empresa é gerar lucro. É deste modo que ela se mantém viva no mercado. Quando uma empresa abre seu capital na bolsa de valores, ela está preocupada com si mesma. Ao atrair o capital de investidores a empresa leva adiante seus projetos regidos pela lei da oferta e da procura.

Nesta relação de ganha-ganha, a empresa que progride deve remunerar seus acionistas de dois modos, com proventos ou com a valorização das ações. Quem prioriza o investimento em empresas sólidas que são boas pagadoras de dividendos, pode formatar a verdadeira carteira previdenciária.

Renda variável defensiva

Com os fundos imobiliários ocorre algo semelhante: eles precisam remunerar seus cotistas. Esta é a razão de sua existência. Fundos que não entregam resultados acabam. Os melhores gestores de fundos não deixam isso acontecer. Ao defenderem a própria remuneração, eles defendem a sua também.

Você não é obrigado a comprar ações de empresas e cotas de fundos imobiliários. Não há uma lei para tanto e parte de sua renda trabalhada não é retida em função disso. É a sua iniciativa que conta. Cada vez mais as pessoas serão cobradas em função disso.

A bola de neve precisa girar

Como você pode obter a digna aposentadoria através do mercado de capitais? Com a renda passiva oriunda dos proventos das empresas e dos fundos imobiliários.

Ao reaplicar diligentemente tais proventos na aquisição de mais ativos financeiros de renda variável, somando com parte excedente da renda trabalhada, é possível, ao longo dos anos, aumentar substancialmente a renda passiva a ponto de não ser mais necessário continuar exercendo um ofício.

Não há idade mínima para isso. Não há fator previdenciário. Não há teto achatado de rendimentos. Não há atravessadores lhe enviando relatórios anuais justificando a fatura de suas bonificações.

Se você sabe que neste mundo é cada um por si, então seja você mesmo. Assuma o controle da sua vida, das suas despesas e de seus investimentos. Faça isso por você e por sua família. Associe-se com gente que é competente em se defender dentro das regras.

Confiança para seguir por conta própria

Quais ações de empresas você deve comprar? Em quais fundos imobiliários você deve investir? A Suno Research pode lhe ajudar nestas questões.

Para crescer e se fortalecer no competitivo mercado de consultoria para investimentos, a Suno se empenha em entregar os melhores relatórios orientados para a obtenção da independência financeira dos seus assinantes. Sem mágicas e sem milagres, pois estas palavras não combinam com investimentos de longo prazo.

Para a Suno se ajudar, ela tem que ajudar você, através da Assinatura Premium. Sem adesões compulsórias, sem contratos vitalícios, sem protecionismos. Entregamos informações para você seguir no comando.

Compartilhe a sua opinião

Jean Tosetto

Jean Tosetto

Arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor e editor de livros, é adepto do Value Investing. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.