O benchmark financeiro é uma base comparativa de investimentos
Por: Tiago Reis

Benchmark Financeiro – você sabe o que é esse índice de referência?

Dentre as mais diversas terminologias presentes no mercado financeiro e de capitais, o benchmark financeiro se faz presente de maneira bastante representativa, sobretudo para os investidores que se sentem mais confortáveis aplicando seus recursos em ativos de renda fixa.

Mesmo com sua grande relevância nas finanças, muitas pessoas ainda apresentam várias dúvidas em relação ao benchmark financeiro, e por isso a necessidade de se falar sobre esse importante meio de comparação entre os investidores.

O que é Benchmark?

Em sua concepção, um benchmark nada mais é do que um Índice de Referência, que tem por objetivo atuar como um parâmetro de comparação, que é muito útil para se analisar o desempenho de um ativo assim como também de uma carteira de investimentos, por exemplo.

Nas finanças, como um todo, é comum que se divida esses índices de referência em dois tipos:

É interessante se destacar os índices mais representativos de cada uma dessas modalidades de investimentos.

Renda Fixa

Em relação a estes tipos de ativos, normalmente o mercado utiliza, como base de comparação, as taxas que acompanham o próprio mercado.

Dentre esses, é muito comum de se observar o CDI, a Selic, o Ptax (para investimentos atrelados à variação cambial), ou, ainda, o IPCA e/ou IGP-M (para investimentos voltados para a manutenção do poder de compra referente a um montante financeiro).

Renda Variável

Já para esta classe de ativos, é muito comum que investidores baseiem suas comparações em índices que possuam relação com o Ibovespa, e/ou o IBrX, e/ou outros tipos de indicadores setoriais.

Interpretação dos Benchmarks

De uma maneira resumida e direta, normalmente os investidores analisam suas aplicações com base no princípio de que os fundos, em geral, e as carteiras de investimentos deveriam, ao menos, igualar a suas respectivas performances a do índice de referência em questão.

Assim sendo, é muito comum que a performance de determinada aplicação – ou fundo – seja expressa por meio de uma percentagem relativa.

A título de ilustração, segue um exemplo da menção acima referenciada:

“A aplicação no CDB do banco X rende 97% do CDI; o Fundo de Investimento Y rendeu, em 2017, 104% doo IBrX”.

Ponderações

Mesmo sendo um meio de se comprar rendimentos de uma carteira, é importante que os investidores entendam que, em determinados períodos, por motivos diversos e, principalmente, no que diz respeito a renda variável, que momentaneamente a rentabilidade das aplicações passem por determinado momento abaixo de índices como o Ibovespa, por exemplo.

Em cenários como esse, é preciso, antes de mais nada, procurar entender os motivos para o desenvolvimento desse fenômeno.

Seria essa conjuntura proveniente de uma crise setorial passageira, comum nos setores de commodities, por exemplo, ou os fundamentos daquele ativo realmente sucumbiram e seria o momento de se desfazer, de fato, daquela aplicação?

É uma indagação pertinente e que necessita de uma profunda reflexão acerca do case em questão.

Conclusão

Como pôde-se perceber, os benchmarks financeiros são usados a título de comparação por muitos agentes do mercado financeiro e, assim sendo, uma análise fria e conceitual de sua conjuntura se faz necessária de modo a se entender melhor a dinâmica de uma carteira e sua consequente rentabilidade ao longo do tempo.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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