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    BDR: entenda como investir no exterior com esse ativo

    No mercado financeiro existem muitos termos “técnicos” e siglas que podem muito confundir investidores, principalmente os iniciantes. Um deles é o BDR, que é a abreviação para Brazilian Depositary Receipt, também conhecido como Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM).

    Mas apesar de ser pouco conhecido, saber o que é e como funciona o BDR é fundamental para os investidores. Afinal de contas, esse certificado permite que brasileiros tenham investimentos dolarizados de maneira simples, diretamente pela bolsa brasileira.

    O que é um BDR?

    O BDR (Brazilian Depositary Receipt) é um certificado de depósito de ações estrangeiras negociado na bolsa brasileira em reais e disponível para os investidores de renda variável que desejam investir no exterior. Por isso, ao investir em um BDR o indivíduo está, em outras palavras, expondo seu capital a alguma ação de empresa estrangeira.

    Neste sentido, é preciso destacar que os papéis dessas empresas não são negociados diretamente na bolsa brasileira, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Na verdade, os BDRs funcionam como recibos dos papéis de companhias que possuem capital aberto em alguma outra bolsa de valores, como a bolsa de Nova York (NYSE) ou a bolsa de NASDAQ.

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    Dessa forma, esses recibos servem como um instrumento facilitador para aqueles que desejam investir em empresas de fora do Brasil, mas que não estão dispostos a abrir uma conta no exterior. Afinal, os BDRs podem ser adquiridos por qualquer um através do home broker de uma corretora brasileira.

    Destaca-se, ainda, que os BDRs, regulados pela Instrução CVM nº 332, de 04 de abril de 2000, são um tipo de GDR (Global Depositary Receipt) e que ainda existem os ADRs (American Depositary Receipt). Abaixo, será possível conferir melhor o que cada um desses termos significa.

    O que é um GDR?

    Como foi colocado, os BDRs são um tipo de GDR (Global Depositary Receipt) — o que deve ter feito muitos se perguntarem o que é um GDR. Basicamente, enquanto os BDRs são recibos de ações de outros países negociadas no Brasil, o GDR é a denominação para toda a classe de ativos que possui lastro estrangeiro.

    Isso porque não é apenas no Brasil que existem recibo de papéis de companhias estrangeiras sendo negociados em bolsa, sendo este um tipo de ativo comum do mercado de capitais. Assim, todo recibo negociado em qualquer bolsa do mundo que possui lastro estrangeiro é considerado um GDR.

    O que é um ADR?

    Outra dúvida comum daqueles que procuram por BDRs é sobre o que é um ADR. Sendo a sigla para American Depositary Receipt, esse é um ativo análogo ao recibo brasileiro, mas negociado nos Estados Unidos.

    Isso significa que todo recibo de empresa não americana que é negociado em uma bolsa de valores dos EUA é considerado um ADR. Por exemplo, existem American Depositary Receipts de ações brasileiras que possuem recibos sendo negociados na NYSE, como a Petrobras, a Vale e o Itaú Unibanco.

    Como funciona um BDR?

    Se os recibos são de empresas estrangeiras, e não brasileiras, muitos devem se perguntar como funciona um BDR. Afinal de contas, como poderia uma ação negociada fora do Brasil ser comprada e vendida por meio da B3?

    Isso porque, como foi colocado, a negociação dos BDRs ocorre de forma equivalente aos demais valores mobiliários brasileiros, como ações e fundos Imobiliários (FIIs). Eles podem inclusive, ser transacionados em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado, inclusive através de Home Broker das corretoras, facilitando assim a sua liquidez.

    Para que isso seja possível, os BDRs possuem uma instituição depositária, que são as empresas responsáveis por emitir os recibos no mercado para investidores brasileiros. Esta instituição, por sua vez, precisa adquirir, no exterior, os ativos que o recibo está lastreado.

    Em outras palavras, para emitir BDRs de uma empresa americana no Brasil, a instituição depositária precisa adquirir as ações dessa companhia no exterior, dando lastro para o recibo. Ainda, a instituição precisa manter os papéis bloqueados no exterior, para garantir que não haja um descasamento entre o saldo do BDR e do valor mobiliário no exterior.

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    Como funciona a cotação de um BDR?

    Além da parte operacional, é fundamental também saber como funciona a cotação de um BDR. Afinal de contas, o investidor desse tipo de ativo realiza seu investimento na expectativa que sua cotação aumente ao longo do tempo.

    Portanto, é preciso ter em mente que a cotação de qualquer BDR negociado na B3 possui uma dinâmica que depende de duas variáveis independentes: a cotação do valor mobiliário original e a taxa de câmbio.

    Em primeiro lugar, a cotação do valor mobiliário original é, obviamente, fundamental para determinar o desempenho do seu recibo. Afinal de contas, caso as ações da empresa no mercado estrangeiro estejam em alta, isso se reflete positivamente na cotação do BDR.

    No entanto, há também a influência da taxa de câmbio nessa dinâmica. Isso porque, como o ativo original é negociado em moeda estrangeira e o BDR em reais, então a cotação do recibo também depende da apreciação ou depreciação cambial.

    Assim, caso as ações da Apple valorizem 1% em determinado dia e o dólar, no mesmo período, deprecie 1%, então há uma expectativa de que a cotação do BDR dessa empresa fique estável. Afinal, houve uma influência positiva de 1% pela valorização do ativo e negativa em 1% pela depreciação da moeda na qual o ativo original é negociado.

    Por outro lado, há também a possibilidade das ações dessa empresa se valorizarem em 1% e de o dólar apreciar também em 1%. Neste caso, há uma expectativa de a cotação do BDR da Apple no Brasil subir em cerca de 2%.

    Tipos de BDR

    Além de conhecer como funciona, é importante também saber que existem diferentes tipos de BDR. Isso porque esses recibos são classificados em diferentes níveis, conforme as características de divulgação de informações, distribuição, negociação e a existência, ou não, de patrocínio das empresas emissoras dos valores mobiliários objeto do certificado de depósito.

    Neste sentido, destaca-se que os BDRs são divididos em duas categorias: patrocinados e não patrocinados. Sendo que dentro os patrocinados, existem subdivisões de níveis, os quais serão observados a seguir.

    BDR Patrocinado

    Primeiramente, existe o BDR Patrocinado, que possui como característica principal o fato de que a companhia de fora do país deve solicitar a uma instituição depositária a sua intenção de ter seus ativos negociados aqui no Brasil. Ou seja, funciona como um patrocínio.

    Dessa forma, para emissão do BDR Patrocinado, a companhia emissora dos valores mobiliários no exterior deve contratar no Brasil uma instituição depositária. Esta, por sua vez, será a responsável por emitir e negociar os BDRs na bolsa brasileira.

    Vale destacar, ainda, que as instituições depositárias podem emitir ou cancelar os BDR’s Patrocinados conforme a demanda dos investidores locais no mercado primário. E, por fim, esses recibos patrocinados ainda são divididos entre diferentes níveis.

    BDR Nível I

    O BDR Nível I são aqueles onde a companhia não precisa se registrar na CVM para que o BDR seja negociado.

    Nesse caso, a compra e venda do BDR só pode ocorrer em mercado de balcão não organizado ou em outros ambientes da bolsa que forem especificamente criados para essa função.

    BDR Níveis II e III

    O BDR Níveis II e III têm por característica a exigência de registro da companhia emissora na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e também serem admitidos para a negociação em bolsa ou mercados de balcão organizado, o que não acontece com o Nível I.

    O que difere um do outro é que o BDR patrocinado nível III é registrado na hipótese de distribuição pública simultânea no exterior e no Brasil. Dessa forma, esses dois níveis são mais interessantes para quem pretende aderir a essa modalidade de investimento.

    BDR Não Patrocinado

    Diferentemente daqueles que possuem patrocínio, o BDR Não Patrocinado é a modalidade em que o recibo é emitido por uma instituição depositária de maneira independente. Em outras palavras, não há um acordo direto com a companhia emissora dos valores mobiliários em questão.

    No Brasil, a instituição depositária que emite os BDR’s Não Patrocinados também se responsabiliza por divulgar ao mercado brasileiro as informações corporativas e financeiras das companhias estrangeiras emissoras das ações que estejam sendo utilizadas em seus BDRs.

    Assim, as companhias estrangeiras divulgam suas informações de acordo com as regras a que estão submetidas no seu país de origem e a instituição depositária apenas acompanha e divulga essas informações no mercado brasileiro. Assim, os detentores desses BDRs passam a ter ciência dos fatos relevantes das companhias.

    Vantagens dos BDRs

    Ao pesquisar mais sobre esse investimento, muitos procuram saber quais são as vantagens dos BDRs. Isso não é à toa, porque existem outras alternativas para os investidores que desejam realizar a diversificação geográfica dos investimentos.

    Por isso, para avaliar melhor as possibilidades, abaixo, as principais vantagens dos BDRs:

    Diversificação dos investimentos

    A primeira vantagem do BDR é, claro, a diversificação de investimentos que ele propicia. Isso porque, ao investir nesses ativos, o investidor passa a não depender exclusivamente do contexto econômico e político doméstico, do seu país de origem, mas da economia de algum país estrangeiro.

    Afinal de contas, a cotação do Brazilian Depositary Receipt dependerá do desempenho do valor mobiliário ao qual está lastreado e que não é influenciado pelo cenário doméstico, do Brasil. Além disso, há ainda a questão da proteção cambial.

    Nesse sentido, como o desempenho dos BDRs também depende da cotação do dólar, então o investidor com esse ativo consegue se proteger de uma eventual depreciação do real e apreciação do dólar. Nesses momentos de depreciação da moeda local, ainda é de costume acontecer uma queda da bolsa de valores do Brasil.

    Em outras palavras, normalmente quando o dólar sobe muito a bolsa brasileira tende a cair. Assim, aqueles que possuem investimentos em BDR conseguem se proteger desse movimento, já que parte do seu patrimônio estará atrelado à moeda norte-americana.

    Praticidade de negociação

    Outra grande vantagem do BDR é a praticidade da sua negociação. Isso porque, como foi colocado, esse ativo pode ser adquirido por qualquer investidor diretamente pela bolsa brasileira e pela sua corretora de valores.

    Dessa forma, não é preciso abrir conta em uma corretora estrangeira e possuir investimentos em mais de uma custodiante. Além disso, toda a negociação é feita em português, ao contrário de algumas corretoras americanas, que não possuem plataformas de negociação traduzidas para investidores brasileiros.

    Melhor controle

    Por fim, outra importante vantagem de investir em BDRs é o melhor controle que isso proporciona ao investidor. Isso porque, ao contrário do investimento no exterior, a negociação do BDR acontece toda na moeda local, em reais.

    Assim, não é preciso se preocupar, ao realizar o controle do investimento, em converter o valor de ordens de compra ou de venda para reais, com base na cotação do dólar. Além disso, os proventos (dividendos) distribuídos pelas empresas são recebidos pelos detentores dos BDRs em reais, e não em dólar, o que também auxilia no controle dos investimentos.

    Desvantagens dos BDRs

    Apesar das vantagens apresentadas, é preciso reconhecer que existem algumas desvantagens dos BDRs. Nesse sentido, não é à toa que muitos investidores estão migrando seus investimentos para corretoras estrangeiras.

    Abaixo, portanto, algumas desvantagens de investir em BDRs:

    Baixa liquidez

    A primeira desvantagem do BDR é a sua baixa liquidez financeira no mercado. Isso acontece porque, obviamente, o mercado de capitais brasileiro e menor, sendo mais limitado, com menor demanda por ativos e número de agentes negociantes.

    Por isso, não é uma surpresa o fato de que os recibos de empresas estrangeiras no Brasil tenham baixa liquidez. Portanto, com exceção de alguns BDRs mais negociados, a maior parte desses ativos possuem um volume de negociação muito baixo, o que pode prejudicar, e muito, aqueles que pretendem comprar ou vender determinado recibo.

    Limitação de ativos

    Além da questão da liquidez, há outra desvantagem que é derivada da questão do mercado de capitais brasileiro ser limitado, com menor demanda e número de investidores. Nesse sentido, há a questão da limitação de ativos disponíveis.

    Isso porque, enquanto nos EUA o investidor pode ter acesso a mais de 6.000 diferentes ativos, no Brasil, os investidores só possuem cerca de 500 BDRs disponíveis na B3. E dentre esses, apenas alguns possuem liquidez suficiente para que o investidor consiga, de fato, montar ou desfazer de sua posição de forma rápida e segura.

    Tributação desfavorável

    Outra desvantagem relevante do investimento em BDR é a tributação desfavorável ao investidor. Nessa perspectiva, enquanto nos EUA há um limite de isenção de imposto de renda sobre ganho de capital de até 35 mil reais, nos BDRs não há qualquer tipo de limite.

    Isso significa que independemente do lucro ou do valor da venda, todos os investidores que venderem um BDR no Brasil com ganho devem recolher 15% de imposto de renda sobre ganho de capital.

    Custos mais elevados

    Por fim, outra desvantagem de investir em BDRs são os custos mais elevados que existem. Afinal, entre o investidor e o valor mobiliário original existe uma instituição financeira que precisa ser remunerada para emitir os recibos no Brasil.

    Por causa disso, existe um custo mais elevado para os investidores que desejam ter a praticidade de investir em ativos estrangeiros diretamente do mercado doméstico. Nesse sentido, um dos custos que existirá é a retenção pela instituição custodiante de 5% do valor do dividendo distribuído pelo valor mobiliário para processar esse pagamento.

    Como investir em BDRs?

    Depois de entender melhor como funciona e quais são as suas vantagens e desvantagens, muitos investidores devem desejar saber como investir em BDRs. Isto é, de como adquirir esses ativos no Brasil e iniciar a diversificação geográfica dos seus investimentos.

    Nesse sentido, é preciso destacar que o investimento em BDRs é muito simples e prático, sendo que basta o investidor ter uma conta em uma corretora de valores para iniciar seus investimentos nesses ativos.

    Com a conta na corretora aberta, o investidor deve acessar seu home broker, a plataforma de negociação dos ativos da bolsa, e digitar o código do BDR que deseja investir, o qual sempre determina com o número 34. Então, após escolher esse ativo, basta enviar a ordem de compra para realizar o investimento.

    Principais BDRs negociados no mercado

    Sabendo da simplicidade do processo de comprar um BDR, muitos investidores devem desejar conhecer quais são os principais BDRs negociados no mercado. Afinal, como foi colocado, existem muitos desses ativos que possuem baixa liquidez.

    Abaixo, portanto, a lista dos principais BDRs com o código de negociação deles e o valor mobiliário ao qual cada um deles está atrelado:

    • AAPL34 – BDR da Apple;
    • AMZO34 – BDR da Amazon;
    • MELI34 – BDR do Mercado Livre;
    • MSFT34 – BDR da Microsoft;
    • TSLA34 – BDR da Tesla;
    • BABA34 – BDR do Alibaba;
    • GOGL34 – BDR do Google;
    • FBOK34 – BDR do Facebook;
    • DISB34 – BDR da Disney;
    • MCDC – BDR do McDonald’s;
    • BERK34 – BDR da Berkshire Hathaway.

    Vale a pena investir em BDRs?

    Conhecendo quais são as empresas que possuem recibos de ações negociadas na bolsa brasileira, como a Apple, a Microsoft e o Google, muitos investidores podem ficar animados e se perguntar se vale a pena investir em BDRs.

    Nesse sentido, é preciso destacar que sim, vale a pena investir nessa classe de ativos. No entanto, é preciso destacar que o desempenho de um BDR não será positivo apenas pelo fato da empresa por trás dele ser estrangeira ou famosa.

    Por isso, é preciso que os investidores tenham responsabilidade e sejam capazes de analisar as empresas antes de realizar o investimento. Afinal de contas, existem BDRs de empresas com grande potencial de crescimento, mas também recibos de companhias com um valuation muito esticado.

    Além disso, é preciso também que o investidor que deseja realizar a diversificação dos seus investimentos conheça as desvantagens do investimento em BDR, como a menor liquidez e os custos mais elevados. Isso porque ao investir diretamente nos ativos pelo exterior, o investidor consegue se livrar desses pontos negativos.

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    Alternativas ao investimento em BDR

    Sabendo que existem outras alternativas de investimento internacional que não possuem algumas das desvantagens dos recibos, é preciso conhecer algumas alternativas ao investimento em BDR. Assim, o investidor poderá escolher de maneira mais fundamentada qual o melhor tipo de ativo para realizar sua diversificação geográfica.

    Abaixo, portanto, outras alternativas ao investimento em BDR que também são opções para uma diversificação internacional:

    Investir no exterior

    A primeira alternativa substitutiva ao investimento em BDR é investir no exterior, por meio de uma corretora de valores americanas. Dessa maneira, o investidor brasileiro pode ter acesso direto aos ativos lastreados pelos BDRs no Brasil.

    Em outras palavras, ao invés de ter um recibo, o investidor que investe no exterior possui, de fato, as ações da empresa. Ou seja, detém os papéis de companhias como a Apple, o Facebook e o Google, podendo se considerar, inclusive, sócio dessas empresas.

    Além dessa vantagem, há ainda a questão da maior liquidez do mercado estrangeiro e o maior número de ativos disponíveis para investir. Afinal, como foi colocado, existem milhares de ações estrangeiras, reits americanos e ETFs internacionais que não estão disponíveis no mercado brasileiro por meio de BDRs.

    Por fim, ainda há a questão do menor custo — já que não há a retenção de 5% dos dividendos, como nos BDRs — e da tributação mais favorável. Isso porque, ao contrário do investimento doméstico, nos EUA os investidores possuem a isenção de ganho de capital de até 35 mil reais.

    Investir em ETFs estrangeiros

    Outra alternativa ao investimento em BDRs é investir em ETFs estrangeiros diretamente pelo Brasil. Esses ativos, os Exchange Traded Funds (ETFs),  funcionam como fundos de investimentos com gestão passiva, que possuem uma metodologia pré-determinada de alocação de capital.

    Assim, o investidor que aplica em um ETF está, em outras palavras, adquirindo um pequeno pedaço de um portfólio de investimentos com diversos ativos. Além disso, está também comprando a cota de um ativo que possui uma metodologia simples e clara de investimento.

    No caso dos ETFs internacionais negociados no Brasil, eles investem nos ativos do índice S&P 500. Este índice, por sua vez, é composto pelas 500 maiores e mais negociadas empresas americanas da bolsa de Nova York (NYSE) e bolsa de NASDAQ.

    Por isso, comprando a cota de um ETF como esse, o investidor não precisa acompanhar de perto os ativos. Afinal, a própria gestora do fundo passivo realizar a adequação da carteira de acordo com a composição do índice americano.

    Abaixo, os dois ETFs internacionais que são negociados na B3 e que possuem desempenho atrelado ao mercado norte-americano:

    Destaca-se, por fim, que assim como no BDR, a cotação de um ETF internacional também depende do desempenho dos ativos estrangeiros. Além disso, há também a dependência da taxa de câmbio, que pode potencializar ou prejudicar o desempenho desses ativos, dependendo da depreciação ou apreciação do real.

    E então, conseguiu entender melhor sobre o que é o BDR e como ele funciona? Deixe abaixo suas dúvidas e comentários a respeito desse ativo.

    Perguntas frequentes sobre BDRs
    Uma ação BDR é, na verdade, um recibo negociado na bolsa brasileira que possui lastro em um valor mobiliário negociado no exterior. Assim, ao investir em BDRs o investidor está se expondo ao desempenho do ativo estrangeiro e também à taxa de câmbio.
    Os BDRs Nível 1 são aqueles que dispensam registro de companhia na Comissão de Valores Mobiliários. Além disso, só podem ser adquiridos por aqueles com investimentos superiores a 1 milhão de reais e por agentes do mercado selecionados, como fundos de investimentos e outras instituições financeiras.
    Os BDRs são divididos entre aqueles patrocinados e não patrocinados. E dentre os recibos mais negociados no mercado estão aqueles lastreados nas ações da Apple, Tesla, Google, Facebook e Mercado Livre.
    Os investidores devem considerar investir em BDRs porque essa é uma das formas mais simples de realizar uma diversificação geográfica de seus investimentos. Afinal, o desempenho do BDR está descorrelacionado ao sucesso econômico do Brasil.
    O BDR não-patrocinado é aquele em que a instituição depositária não possui um acordo com a empresa emissora dos valores mobiliários no exterior para a disponibilização dos recibos.
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    Bibliografia para BDR

    https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/publicacao/Cadernos/CVM-Caderno-14.pdf

    http://www.b3.com.br/data/files/9B/E1/23/C3/79CD6510E6794A65790D8AA8/BDR_Patrocinados_Portugues.pdf

    http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/legislacao/instrucoes/anexos/300/inst332consolidsemmarcassite.pdf

    https://www.anbima.com.br/data/files/A7/51/A9/5D/468D561057EB3C5678A80AC2/Diretriz_de_Investimento_no_Exterior.pdf

    https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/cambiocapitais/Manuais_CBE/Manual%20CBE%20(a%20partir%20de%202017).pdf

    Tiago Reis
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    12 comentários

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    • Thiago 17 de julho de 2019

      Gostaria de saber como é feito o imposto de BDR.
      Como funciona esse imposto regressivo q falam?
      Pago só quando vendo a ação?
      É isento pra quem tem lucro abaixo de 1500,00 ?
      Obrigado!

      Responder
    • Aline Torres da Silva 28 de dezembro de 2019

      Olá Tiago, tudo bem? Parabéns pelo trabalho, te acompanho e gosto muito das informações e dicas. Gostaria de saber se é possível investir em ações de empresas estrangeiras diretamente pelas corretoras mais comuns, como a XP, por exemplo. Ou se é recomendável utilizar uma corretora específica para esse fim, como aquelas que o Alberto falou no vídeo.
      Um abraço.
      Aline
      Cachoeiriha-RS

      Responder
      • Suno Research 6 de janeiro de 2020

        Daqui do Brasil é possível investir no exterior através dos BDRs, que podem ser compradas em nossas corretoras, mas isso depende de você ser um investidor qualificado.
        De modo geral, costuma ser mais acessível mandar o dinheiro para o exterior e investir lá mesmo. Fazendo isso você passa a ter acesso a uma gama de ativos muito mais ampla, com muito mais oportunidades.

        Responder
    • Kraucer Fernandes Mazuco 20 de abril de 2020

      Vale salientar que muitos BDRs (assim como papéis brasileiros) são atendidos por algum market maker que provê liquidez. Seria interessante um novo post abordando esse importante mecanismo.

      Responder
    • Uliana 22 de abril de 2020

      Qual a diferença do BDR final 34 e o 35?

      Responder
    • fernando 27 de julho de 2020

      solicitei o relatório do IVVB11, pelo facebook e ate agora não recebi.

      Responder
      • Suno Research 27 de julho de 2020

        Boa tarde
        Aqui está o link para baixar, acesse
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Giovana 25 de agosto de 2020

      Olá, gostaria de saber se os dividendos recebidos de BDRs paga imposto pelo carnê leão e onde declara?

      Responder
      • Suno Research 25 de agosto de 2020

        Olá, Giovana! Tudo certo?
        O Imposto de Renda deve ser calculado pelo investidor com base no lucro das vendas realizadas no mês anterior e pagas por DARF até o último dia do mês seguinte.
        Rendimentos recebidos do exterior estão sujeitos à tributação pelo imposto de renda de acordo com tabela progressiva (0 a 27,5%).
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
        • Giovana 14 de setembro de 2020

          Obrigada pelo retorno! Mas o imposto é retido na fonte pelo governo americano. Ainda assim tem imposto no Brasil? Isso em relação aos dividendos recebidos de BDRs.

          Responder
          • Suno Research 14 de setembro de 2020

            Olá novamente, Giovana! Tudo bem?
            Sim, os rendimentos pagos pelas BDRs são tributados pelo Imposto de Renda, mesmo depois de todas as tributações que eles já estão sujeitos.
            Atenciosamente, Equipe Suno.

            Responder
    • Marcos dos santos Moreira 21 de outubro de 2020

      Eu quero saber sobre o BDR e todas as empresas do exterior que vão estar na bolsa de amanhã em diante muito obrigado atenciosamente?

      Responder