bancos múltiplos

Quem já pensou em investir em renda fixa com certeza já ouviu falar ou já usou os serviços de bancos múltiplos.

O nome pode parecer estranho para muitos, mas os bancos múltiplos são bastante comuns, inclusive no Brasil.

Bancos múltiplos, também conhecidos como bancos universais, são instituições financeiras que agem como intermediários entre seus clientes e ofertas de outros bancos.

Por exemplo: um banco múltiplo pode oferecer investimentos de vários bancos diferentes, intermediando a adesão com o investidor.

Além, claro, da tradicional conta corrente.

Assim, por meio destas instituições é possível obter todos os serviços que um banco tradicional oferece.

Com isso, é possível fazer investimentos, obter empréstimos e financiamentos como em qualquer banco tradicional.

Características dos bancos múltiplos

bancos múltiplos

Todos os bancos múltiplos devem trabalhar com, pelo menos, duas carteiras e uma delas, obrigatoriamente, deve ser comercial ou de investimentos.

Estas instituições ainda podem atuar no varejo ou no atacado.

Os bancos múltiplos que atuam no varejo lidam com pessoas físicas, abrindo exceção apenas para micro e pequenas empresas, como os Microempreendedores Individuais – MEIs.

Já o banco múltiplo que trabalha com atacado opta por trabalhar com grandes empresas e S/As.

Por falar em S/As, os bancos múltiplos, obrigatoriamente, precisam ser constituídos como Sociedades Anônimas.

Muitos investidores já perceberam que os grandes bancos costumam ofertar produtos de outras instituições bancárias. Mas não é assim para todos os consumidores.

Com isso, a maior parte das pessoas que têm contas em instituições financeiras ‘famosas’ estão em um banco múltiplo e nem sabem.

Sabe aquele seguro que os bancos oferecem ou mesmo os investimentos em previdência privada? Então, elas podem nem ser do banco que o apresenta ao cliente.

No Brasil, temos como principais bancos múltiplos:

  • Santander,
  • Banco do Brasil,
  • Itaú,
  • Bradesco e
  • Caixa Econômica Federal.

Vale salientar que dois destes players são estatais.

Outro ponto importante a observar é que, de acordo com a Resolução CMN 2.099, de 1994, estas instituições devem ter, em seu nome social, a expressão “Banco”.

Desvantagens dos bancos múltiplos

bancos múltiplos

Por serem os maiores e mais populares, no Brasil os grandes bancos múltiplos operam em uma espécie de oligopólio, abocanhando a maioria maciça de clientes.

Isso ocorre tanto pela facilidade em encontrar uma agência, quanto pela imagem de solidez que estas instituições passam.

Essa imagem, por sua vez, é obtida com vultuosos investimentos em marketing.

Além disso, pesa no imaginário popular o fato de estas serem empresas com lucros maiores a cada ano e grandes o suficiente para “dificilmente quebrarem”, aparentemente.

Uma expressão também conhecida como “too big to fail”, em Inglês.

O que vale lembrar é que, como estes bancos terceirizam boa parte dos investimentos, a ‘comissão’ cobrada por eles também tende a ser maior.

Ou seja, optando por investir com uma destas instituições, o investidor pode perder uma parcela maior do lucro na taxa de administração ou na corretagem, no caso de ações, do que ocorreria em um banco menor.

E, em outra instituição, ele teria as mesmas garantias e cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que valem para os dominadores do mercado.

Por isso, nem sempre vale à pena optar pelo que parece mais cômodo, no caso os bancos múltiplos,  sem conhecer como funciona o mercado de investimentos.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.