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    B3: conheça mais e saiba como investir na bolsa de valores brasileira

    B3: conheça mais e saiba como investir na bolsa de valores brasileira

    Com o aumento exponencial do interesse e do número de investidores na bolsa de valores no Brasil, muitos iniciantes passaram a investir por meio da B3 nos últimos anos. Mas apesar de investirem por meio dela, maioria dessas pessoas conhece pouco sobre a bolsa brasileira.

    Em outras palavras, a maior parte dos novos investidores desconhece qual é a história da B3 e como ela foi se tornou o monopólio do mercado de capitais brasileiro. No entanto, conhecer o passado da bolsa brasileira, além de suas funções e características, é fundamental para todos aqueles que investem na renda variável.

    O que é a B3?

    A B3 é a bolsa brasileira, sendo o seu nome uma abreviação para Brasil, Bolsa, Balcão. Também representada pela letra B e um elevado a três (B³), a B3 surgiu oficialmente em 2017, logo após a fusão entre a BM&F Bovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) e a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos).

    E apesar de ter surgido apenas em 2017, a B3 surgiu exclusivamente como uma nova nomenclatura para a bolsa brasileira. Afinal de contas, a existência de uma bolsa de valores no Brasil é muito mais antiga do que isso, tendo sua criação ocorrido em meados dos anos 1890.

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    Contudo, a fusão entre a Cetip e a BM&F Bovespa foi, de fato, um grande passo para o conglomerado, o que fez com que a companhia criada em 2017 recebesse uma nova identidade e, obviamente, um novo nome. Mas, antes de entender melhor sobre essa história, é preciso saber o que era a Cetip.

    O que era a Cetip?

    Para compreender melhor sobre o histórico da B3, é preciso, sem dúvida, conhecer o que era a Cetip. Afinal, a nova bolsa brasileira, oficializada em 2017, surgiu justamente da fusão entre a antiga bolsa de valores com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

    Basicamente, essa central era uma empresa de capital aberto na bolsa que atuava de forma a integrar algumas operações e atividades no mercado financeiro. Criada em 1984 e tendo capital aberto em 2009, a Cetip era responsável, como seu próprio nome diz, pela custódia e liquidação financeira de títulos do mercado.

    Nesse sentido, algumas de suas funções era de atuar na custódia, registro, liquidação e em toda a operacionalização de diversos ativos, como:

    Por conta dessas suas atividades, destaca-se que a Cetip era o principal agente responsável pelo depósito de títulos de crédito privado. Por isso, a maior parte daqueles que investiam em renda fixa estavam sujeitos à prestação de serviços da Cetip.

    E não apenas os investidores tinham influência dessa empresa, mas também a maior parte daqueles que possuíam uma conta-corrente ou poupança. Isso porque a Cetip ainda era responsável pelo processamento e posterior liquidação da TED e do DOC.

    Como a B3 foi criada?

    Para entender como a B3 foi criada, o investidor deve compreender qual era, antigamente, a atuação da BM&FBovespa e da Cetip. Afinal de contas, o novo conglomerado da bolsa brasileira, formado em 2017, surgiu da fusão entre essas duas companhias.

    Como foi colocado, a Cetip era uma sociedade anônima de capital aberto na bolsa e que tinha forte atuação na operacionalização de títulos de renda fixa e de outros instrumentos e ativos financeiros. Com isso, pode-se afirmar que era um importante player do mercado financeiro e de capitais.

    Concomitantemente, a BM&FBovespa era Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo, que havia surgido em 2008 pela fusão entre a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).

    Em outras palavras, essas duas empresas eram, separadamente, consideradas como os principais agentes do mercado financeiro e de capitais. Afinal, eram os agentes responsáveis pela negociação, registro, oferta, liquidação e operacionalização de diversos ativos e instrumentos financeiros do mercado.

    Então, como forma de fortalecer a atuação de ambas e de captar sinergias operacionais, a fusão entre as essas duas companhias fazia total sentido para os sócios de cada uma delas. Assim, surgiu a operação de fusão entre a BM&F Bovespa e a Cetip.

    Fusão entre a BM&F Bovespa e a Cetip

    Como foi colocado, a fusão entre a BM&F Bovespa e a Cetip foi uma operação que fazia muito sentido para os sócios dessas duas empresas. Afinal de contas, o conglomerado formado pela união das companhias teria muito mais força e, ao mesmo tempo, geraria diversas sinergias operacionais.

    Isso porque existem diversas despesas operacionais que poderiam ser extinguidas com a fusão das duas empresas. Assim, o conglomerado formado teria maior eficiência em sua operação, gerando maiores índices de rentabilidade.

    No entanto, por outro lado, a fusão entre as duas companhias poderia ser considerada como prejudicial ao mercado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Isso porque tanto a BM&F Bovespa quanto a Cetip eram consideradas as principais agentes do mercado financeiro e de capitais.

    Por isso, a fusão entre elas poderia monopolizar ainda mais um mercado que já era concentrado. Afinal, o modelo negócio de uma bolsa de valores ou de uma central de liquidação de títulos é considerado um monopólio natural por muitos economistas.

    De qualquer forma, independente disso, a fusão entre as duas empresas foi aprovada tanto pelo CADE quanto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), sendo essa última responsável pela fiscalização do mercado de capitais. Dessa forma, surgiu, em 22 de março de 2017, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

    Até então, pode-se dizer que a fusão entre as duas companhias foi, sem sombra de dúvida, um excelente negócio. Não é à toa que as ações da B3 (B3SA3) subiram mais de 200% em pouco mais de 3 anos após a operação, como pode ser observado abaixo:

    B3

    Como funciona a B3?

    Depois de entender um pouco mais sobre o que é e sobre como a bolsa de valores brasileira foi criada, muitas pessoas podem se interessar em saber como funciona a B3. Isto é, saber quais são as suas funcionalidades e serviços oferecidos.

    Obviamente, fica evidente que entre as funções da B3 está, é claro, a negociação dos ativos na bolsa de valores. Contudo, vale destacar que existem outras funções da bolsa brasileira no mercado.

    Abaixo, um pouco mais sobre como funciona e quais são as funções da B3:

    Bolsa de valores

    A primeira, e mais conhecida, função da B3 é a de garantir o funcionamento da bolsa de valores. Isto é, de oferecer um ambiente de negociação onde os investidores tenham segurança e liquidez para comprar e vender os mais diversos valores mobiliários.

    Mas além de garantir um ambiente estável para a negociação dos ativos entre os investidores, a B3 também oferece a oportunidade para empresas de capital fechado se tornarem companhias de capital aberto na bolsa, colocando suas ações para circulação no mercado.

    Neste processo, chamado de IPO (Initial Public Offering), a B3 coordena a oferta de empresas que desejam abrir capital na bolsa. Dessa forma, com o IPO, as companhias são capazes de levantar recursos junto ao mercado e os seus acionistas fundadores conseguem vender parte da participação detida na sociedade.

    Curiosamente, vale destacar que a própria B3 possui ações negociadas na bolsa de valores. Em outras palavras, as ações da empresa responsável pela bolsa de valores também é negociada na própria bolsa.

    Mercado de balcão

    Outra função da B3 é a do oferecimento do mercado de balcão. Basicamente, esse mercado é responsável pela negociação de todos os ativos que não possuem permissão e que não são negociados na bolsa de valores.

    Por isso, é no mercado de balcão da B3 que são negociados algumas compras e vendas de ações, de títulos de renda fixa, de commodities e de outros tipos de contratos de negociações futuras.

    E apesar da maior parte das pessoas não conhecer esse mercado, destaca-se que a sua existência e funcionamento é de fundamental importância. Isso porque o balcão fornece mais flexibilidade e facilidade para a negociação de ativos que não seriam negociados diretamente na bolsa de valores.

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    Custódia e Liquidação

    Mais uma função da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) no mercado é a de custódia e liquidação. De maneira simples, a bolsa brasileira também atua registrando, armazenando e publicando informações referentes aos ativos negociados nos mercados.

    Dessa forma, ela se torna a responsável por liquidar os pagamentos das operações e por custodiar os investimentos detidos pelos investidores. Sendo que essa função é essencial para a garantia da segurança das negociações.

    Certificação

    Por fim, outra função e área de atuação da B3 no mercado é na concessão de certificações para profissionais do mercado. Sendo que essas certificações ocorrem na espera do PQO (Programa de Qualificação Operacional).

    No PQO da B3, a bolsa oferece a possibilidade de profissionais do mercado de atestar seus conhecimentos em diversas áreas, como em:

    Ativos negociados na B3

    B3

    Depois de conhecer algumas de suas funções, o próximo passo é entender quais são e o que significa cada um dos ativos negociados na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Sendo que os principais entre eles são:

    1. Ações

    O principal ativo negociado na B3 e nas bolsas de valores como um todo são as ações. Sendo consideradas pequenas participações societárias, aquele que possui ações de uma companhia listada na bolsa pode ser considerado sócio da mesma.

    Isso porque as sociedades anônimas (S/A) de capital aberto na bolsa possui milhões, e às vezes até bilhões, de ações em circulação. A totalidade desses papéis, claro, forma o capital social da empresa. É justamente por isso que todos aqueles que possuem ações de empresas na bolsa são considerados sócios.

    E por ser sócio de uma empresa, o investidor também passar a ter direito aos lucros auferidos pela companhia ao longo do tempo. E é justamente desse ponto que surgem os dividendos da bolsa, que são parte do lucro da empresa distribuído aos seus acionistas.

    Logicamente, quanto mais ações o investidor possuir, mais dividendos ele receberá. Isso porque o cálculo da distribuição de dividendos é dado por ação. Sendo assim, no caso de uma empresa que distribuirá 10 centavos por papel terá:

    • Investidor com 10 ações: R$1,00 em dividendos;
    • Acionista com 1.000 ações: R$100,00 em dividendos;
    • Investidor com 100.000 ações: R$10.000,00 em dividendos.

    Como pode ser observado, quanto mais ações, mais dividendo o investidor dessa empresa de capital aberto receberá. Por isso, muitos investidores possuem a estratégia de compra de papéis de empresas pagadoras de dividendos para garantirem uma renda passiva no futuro.

    2. ETFs (Exchange Traded Funds)

    Outro ativo negociado na B3 são os ETFs, sigla para Exchange Traded Funds. Funcionando como espécies de fundos de investimentos negociados em bolsa, os ETFs são criados com metodologias pré-definidas de investimento. Por exemplo:

    • Investir nas maiores empresas da B3;
    • Comprar ações das maiores pagadoras de dividendos da B3;
    • Investir em empresas do setor financeiro da B3;
    • Investir em companhias elétricas da B3.

    Como pode ser observado, cada tipo de ETF possui uma metodologia própria de investimento. Então, depois de ser criado, a gestora do ETF possui o trabalho de adequar a carteira do fundo de acordo com a variação das empresas que deveriam ser incluídas ou excluídas, de acordo com a adequação à metodologia do fundo.

    Esse tipo de investimento em ETF é muito recomendado para aqueles que não entendem, que não possuem tempo ou que não gostam de analisar e comprar empresas da B3 individualmente. Afinal de contas, o investidor desse tipo de fundo negociado em bolsa não possui nenhum trabalho de acompanhamento dos ativos.

    Além disso, há uma grande praticidade, porque ao invés de ter que comprar as ações de empresas individualmente, o investidor de um Exchange Traded Fund compra apenas uma única cota do fundo na bolsa, estando diversificado em diversas companhias investidas pelo ETF.

    Por outro lado, também existem algumas desvantagens. Uma delas é que os ETFs da B3 não distribuem dividendos. Além disso, outro ponto negativo é a taxa de administração desses fundos, que costumam ser pequenas, mas que não deixam de existir.

    Alguns dos ETFs da B3 são:

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    3. Fundos imobiliários (FIIs)

    Por fim, outro tipo de ativo negociado na B3 que tem ganhado muita relevância no Brasil são os fundos imobiliários, mais conhecidos como FIIs. Para se ter uma ideia do crescimento dessa indústria, em setembro de 2020 o número de brasileiros investidores em fundos imobiliários atingiu 1 milhão.

    O crescimento exponencial dessa indústria de FIIs não foi à toa: esse investimento é, sem dúvida, um dos mais democráticos da bolsa. Isso porque, com menos de 100 reais, o investidor desse tipo de ativo é capaz de adquirir um pequeno pedaço de grandes imóveis comerciais espalhados pelo Brasil, como:

    • Shoppings centers;
    • Galpões logísticos;
    • Prédios comerciais;
    • Hotéis.

    E tendo um pequeno pedaço desses ativos, por meio da aquisição de uma cota, o investidor de FIIs passa a ter direito ao rendimento auferido por esses imóveis. Por isso, a cada mês os fundos imobiliários distribuem aos seus cotistas cerca de 95% dos rendimentos líquidos obtido nos aluguéis das propriedades.

    Em outras palavras, o investidor de FIIs recebe, mês a mês, um valor em sua conta por possuir cota de imóveis comerciais alugados por todo o Brasil. Dessa forma, é possível ter uma renda passiva vinda de aluguéis sem ter que desembolsar uma grande quantia para adquirir uma única propriedade comercial.

    Índices da B3

    B3

    Apesar da maior parte das pessoas não entender a importância e o funcionamento da bolsa de valores, não há como negar que a maioria desses leigos no assunto já ouviu falar — seja no jornal ou em uma conversa entre familiares ou amigos — que a bolsa está em alta ou em baixa.

    Para determinar essa alta ou baixa, normalmente o índice Bovespa, o Ibovespa, é utilizado. Assim, quando esse índice sobe, divulga-se que a bolsa está em alta; e quanto o índice cai, noticia-se que a bolsa de valores está em queda.

    Isso ocorre porque os índices da bolsa são excelentes termômetros para medir a variação média das ações negociadas no mercado. Sendo que para isso cada índice representa uma carteira teórica de papéis de empresas negociadas na bolsa.

    E apesar de existirem diversos índices da B3, o Ibovespa é aquele que mais recebe atenção. Afinal, ele representa o desempenho médio e ponderado das principais companhias listadas na bolsa brasileira.

    Abaixo, algumas informações sobre os índices da B3 mais importantes:

    1. Índice Bovespa (Ibovespa)

    O primeiro, e mais importante, índice da B3 é o Ibovespa. Como foi colocado, ele é calculado com base em uma metodologia que captura para a composição de sua carteira as maiores e mais negociadas companhias da bolsa brasileira.

    Por isso, pode-se afirmar que ele é o principal índice da B3. Afinal, o seu comportamento ao longo do tempo é capaz de representar mais fielmente a média do desempenho das companhias de capital aberto com maior importância na bolsa.

    Entre as principais empresas do índice Bovespa estão:

    2. Índice de Small Caps (SMLL)

    Outro índice muito importante da B3 é o índice de small caps: SMLL. Como o próprio nome diz, a composição da carteira teórica do SMLL leva em consideração a seleção de companhias consideradas small caps, ou seja, aquelas que possuem menor valor de mercado na bolsa.

    Normalmente, esse tipo de empresa de menor capitalização é considerada mais arriscada, porque costumam estar em período de crescimento. Por outro lado, na média, elas também acabam apresentando um desempenho mais elevado ao longo do tempo, justamente devido ao maior risco que possuem.

    Abaixo, é possível verificar a comparação entre o desempenho do índice de Small Caps (SMLL), em azul, com o índice Bovespa (Ibovespa), em vermelho:

    B3

    Como pode ser observado, a carteira teórica de ações small caps do índice SMLL tende a superar, ao longo do tempo, o desempenho do índice Bovespa. Isso porque, como foi explicado, as Small Caps possuem, na média, maior risco que as Blue Chips — que são as grandes empresas da bolsa constantes no Ibovespa.

    E como nos investimentos quanto maior o risco, maior o retorno, então a rentabilidade do índice das small caps acaba superando, com mais volatilidade, o desempenho do IBOV. Abaixo, algumas das ações constantes no portfólio teórico do SMLL:

    3. Índice de dividendos (IDIV)

    Outro índice muito importante da B3 é o índice de dividendos (IDIV). Basicamente, como já pode-se imaginar, esse índice é composto por uma carteira teórica de ações de empresas consideradas boas pagadoras de dividendos.

    Para selecionar essas companhias, a metodologia do IDIV determina que serão incluídos na carteira teórica do índice as companhias que estiverem entre os 33% de ativos com os maiores dividend yields da bolsa, considerando os proventos distribuídos nos últimos 36 meses.

    Com essa metodologia, o índice de dividendos da B3 procura selecionar companhias mais lucrativas, seguras e previsíveis. Afinal de contas, espera-se que, para uma empresa distribuir muitos dividendos, ela tenha um balanço sólido e esteja em um período de maturidade.

    No longo prazo, esse tipo de companhia pagadora de dividendo tende a apresentar uma excelente rentabilidade. Não é à toa que a estratégia de investir em dividendos é tão difundida entre os investidores da bolsa.

    Algumas das empresas do índice IDIV da B3 são:

    4. Índice Brasil (IBrX 100)

    Mais um índice da B3 de extrema relevância é o índice Brasil 100 (IBrX 100). Sendo considerado por muitos investidores melhor que o Ibovespa, o IBrX 100 possui uma metodologia de cálculo que engloba as 100 ações mais negociadas da bolsa brasileira.

    Isso significa que, independente do valor de mercado da empresa, quanto mais negociada ela é, maiores as chances de ela ser inserida no índice Brasil 100. E uma vez incluída, a ponderação de cada papel no IBrX leva em consideração o valor de mercado da parcela de ações em free float (livre negociação) na B3.

    Alguns dos ativos do índice Brasil 100 são:

    5. Índice financeiro (IFIN)

    Por fim, mas não menos importante, está o índice financeiro (IFIN) da B3. E como seu nome diz, o IFIN possui o objetivo de demonstrar, ao longo do tempo, o desempenho de uma carteira teórica das ações de companhias que atuam no setor financeiro.

    Então, entre as empresas do índice financeiro estão, logicamente, os bancos, mas também seguradoras, corretoras de seguros, companhias de adquirência, gestoras de recursos e holdings de investimentos. Com isso, algumas das ações do IFIN são:

    Como investir nos ativos negociados na B3?

    B3

    Depois de conhecer sua história, funções e importância para o mercado, uma dúvida deve ter continuado com algumas pessoas. Isto é, mas como investir nos ativos negociados na B3.

    Para responder essa questão, abaixo o passo a passo para investir nos ativos da B3:

    1. Abrir conta em uma corretora
    2. Transferir os recursos
    3. Escolher o ativo
    4. Investir e esperar

    1. Abrir conta em uma corretora

    O primeiro passo para conseguir investir nos ativos negociados na B3 é abrir conta em uma corretora de valores. Isso porque será por meio dessa corretora que os investidores terão acesso aos ativos negociados na bolsa, como as ações, os ETFs e os fundos imobiliários.

    Vale destacar que é possível também investir nesses ativos por meio de um desses grandes bancos de varejo. No entanto, na maior parte das vezes essas instituições cobram taxas alturas para isso — enquanto grande parte das principais corretoras do mercado tem isentado completamente os investidores dos encargos para investir na bolsa.

    2. Transferir os recursos

    O segundo passo para conseguir investir na B3 é, obviamente, transferir os recursos a serem aplicados para a conta criada na corretora de preferência. Assim, o investidor terá o capital necessário em sua conta para conseguir investir em algum dos ativos da bolsa.

    3. Escolher o ativo

    O terceiro passo para investir na B3 é escolher qual o ativo que será adquirido pelo investidor. Para determinar isso, os investidores devem estar bastante atentos a alguns pontos, como o prazo do investimento, a aversão ao risco e a tolerância à volatilidade.

    Para cada perfil e objetivo do investidor, existirá um melhor ativo da B3 para ser adquirido. Além disso, nada impede também que os aplicadores montem uma carteira diversificada de ativos de diferentes riscos e características.

    4. Investir e esperar

    Por fim, depois de escolher o ativo ou os ativos a serem investidos, o próximo passo é, finalmente, aplicar os recursos e esperar. Afinal de contas, a rentabilidade nos investimentos não acontece do dia para a noite.

    Nesse sentido, é preciso ter constância nos aportes e, mais importante, paciência. Isso porque o resultado obtido nas aplicações virá, principalmente, da inexorável passagem natural do tempo, que impulsiona o efeito dos juros compostos dos investimentos.

    Qual a importância da B3 para o mercado brasileiro?

    B3

    Depois de conhecer mais sobre a bolsa de valores brasileira, muitos investidores podem se perguntar qual a importância da B3 para o mercado brasileiro. Em primeiro lugar, é preciso destacar a sua relevância para o universo dos investimentos.

    Afinal de contas, a B3 permite que investidores pessoa física de todo o brasil tenham acesso a investimentos sofisticados com pouco dinheiro. Se não fosse pela B3, por exemplo, nenhum investidor poderia se tornar sócio do Itaú Unibanco com cerca de 50 reais.

    Além disso, nenhuma pessoa conseguiria adquirir um galpão logístico por inteiro para auferir renda, o que um fundo imobiliário pode fazer. Portanto, por si só essas vantagens já demonstram uma grande importância da B3 para o mercado de investimentos.

    Ainda, a liquidez oferecida pela B3 também é fundamental, fornecendo mais segurança e previsibilidade na aquisição de ativos. isso porque, caso os investidores queiram realizar um desinvestimento, eles contam com um ambiente de negociação que é capaz de transformar o seu investimento em dinheiro com facilidade.

    Por isso, pode-se afirmar que a B3 garante um espaço líquido e seguro para as negociações de compra e venda de ativos e que ainda fornece transparência ao mercado. Afinal, quase todas as negociações são públicas, então as pessoas conseguem saber exatamente o preço de determinado ativo.

    Alguns dos outros benefícios da B3 para o mercado são:

    Talvez o principal benefício acima elencado seja a capacidade que a B3, bem como todas as outras bolsas de valores, possui de financiar a inovação de companhias. Sendo que essas inovações trazem benefícios para toda a população brasileira, mesmo para aqueles que não investem.

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    Benefícios da B3 para a população brasileira

    Ao ler que existem benefícios da B3 para a população brasileira como um todo, muitos podem achar que isso soa exagerado. Contudo, essa é uma verdade difícil de ser contestada.

    Isso porque as bolsas de valores, incluindo a B3, são uma das melhores formas de financiamento que as companhias têm. Por meio de IPOs e de follow-on, as empresas são capazes de captar grandes volumes de recurso no mercado junto com investidores.

    E esses recursos, ao contrário daqueles captados por meio de empréstimos nos bancos, não precisam ser pagos. Afinal, aqueles que participaram do IPO ou do follow-on se tornaram sócios da empresa.

    Dessa forma, as companhias utilizam podem utilizar o capital levantado para investirem em pesquisa e desenvolvimento e em projetos de inovação de produtos e tecnologias. Foi com base nesse processo que ferramentas que utilizamos todos os dias puderam ser criadas, como o:

    • Windows;
    • Facebook;
    • Google;
    • iPhone.

    Se não fosse a capacidade de financiamento das bolsas para as empresas, a Microsoft não conseguiria transformar o Windows no que ele é hoje. Analogamente, a Alphabet não seria capaz de mapear todo o globo e de oferecer o Google para todos gratuitamente.

    Mas não apenas esses produtos e serviços foram financiados pelas bolsas de valores. No Brasil, a B3 foi capaz, ao longo do tempo, de financiar várias empresas em períodos de expansão, ajudando-as a investir em tecnologia e em inovação.

    Por exemplo, o investimento e posterior aumento de produtividade em empresas do agronegócio e do setor de energia. Produtividade esta que, por sua vez, auxiliou no barateamento relativo dos alimentos e da energia ao longo do tempo.

    E então, conseguiu entender um pouco mais sobre o que é, como funciona e quais são alguns dos ativos negociados na B3? Deixe abaixo suas dúvidas ou comentários sobre a bolsa brasileira.

    Perguntas frequentes sobre a B3
    A diferença entre a B3 e a Bovespa é que a primeira é a atual bolsa de valores brasileira — tendo sido formada em 2017, após a fusão entre a BM&F Bovespa e a Cetip — enquanto a segunda era a bolsa de valores de São Paulo, que acabou se fundindo com a BM&F em 2008, formando, por sua vez, a BM&F Bovespa.
    O dono da B3 são todos aqueles investidores que possuem ações da companhia, afinal ela também é uma empresa negociada na bolsa de valores caracterizada como uma corporation. Entre os principais acionistas da B3 estão a empresa americana Capital World Investors e os fundos administrado pela gestora BlackRock.
    Entre os principais índices da B3 estão: índice Bovespa (Ibovespa), índice Brasil (IBrX), índice de small caps (SMLL), índice de dividendos (IDIV) e o índice financeiro (IFIN). Cada um desses índices da B3 demonstra o desempenho médio e ponderado de uma carteira teórica de ações da bolsa.
    A empresa B3 é a bolsa de valores do Brasil, sendo a sigla a abreviação de Brasil, Bolsa, Balcão. Basicamente, o conglomerado da bolsa, formado em 2017, é responsável pela maior parte das negociações, registros, custódia e liquidação de títulos e valores mobiliários do mercado financeiro e de capitais brasileiro.
    A bolsa se chama B3 por causa da abreviação das três palavras iniciadas com a letra B que fazem parte do seu nome: Brasil, Bolsa, Balcão. Por isso, o nome da bolsa brasileira também pode ser referido como B³.

    Bibliografia para B3

    http://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/Karen_da_Silva_de_Mello.pdf

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm

    https://www.investidor.gov.br/SemanaENEF/2017/2017_05_11-RiodeJaneiro-OqueeoMercadodeCapitais-CVMRJ.pdf

    https://www.investidor.gov.br/portaldoinvestidor/export/sites/portaldoinvestidor/publicacao/Livro/LivroTOP-CVM.pdf

    Tiago Reis
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