aversão ao risco
Por: Tiago Reis

Aversão ao risco: entenda como funciona a tolerância aos riscos nos investimentos

Sempre que o assunto é investimento, em especial a escolha de uma aplicação, é preciso saber se o investidor tem, ou não, aversão ao risco.

Em geral, pessoas com aversão ao risco são vistas como integrantes de um perfil conservador. Mas nem sempre é esta a questão.

O que é a aversão ao risco?

A aversão ao risco é o sentimento individual de cada investidor em relação ao risco de um investimento. É ele que faz com que o investidor abra mão de boas oportunidades de rentabilidade por temer o risco de perder parte de suas finanças aplicadas e, assim, sofrer um prejuízo.

De certa forma, todos os investidores são avessos ao risco. Afinal, o risco envolvido em um investimento representa as chances do mesmo não dar certo e gerar prejuízos — e perder dinheiro é algo que ninguém quer.

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No entanto, existem graus de aversão ao risco diferentes. Algumas pessoas são mais tolerantes e propensas ao risco, tendo em mente a relação entre risco e retorno (quanto maior o risco de um investimento, maior será o retorno esperado ou prometido por ele).

Ao mesmo tempo, outras podem possuir aversão total a ele, ao não tolerar a mínima possibilidade de perder o seu investimento, por mais remota que ela seja.

Logo, para cada nível de aversão ao rico diferente, o investidor terá uma disposição diferente para investir em classes de ativos maios ou menos arriscadas.

Aversão ao risco e o perfil do investidor

Em geral, pode-se dizer que existem quatro tipos de investidores:

  • Investidores conservadores;
  • Investidores moderados;
  • Investidores arrojados;
  • Investidores agressivos.

Um investidor conservador, em geral, busca aplicações tidas como mais seguras. É comum que estas pessoas evoluam de um depósito na conta poupança a uma aplicação na renda fixa.

Algo ainda com baixo rendimento, se comparado a outras opções, mas ainda com melhor liquidez do que a poupança. O fato de ser conservador em seus investimentos indica que a pessoa tenha certa aversão as risco.

Porém, a tendência é que com o passar do tempo, este investidor passe a conhecer melhor o mercado financeiro.

Com isso, começa a surgir o interesse de aplicar parte dos seus rendimentos em outras opções, aumentando assim o fator risco, mas também o lucro. Automaticamente, este perfil evolui de conservador para moderado.

Ao ganhar confiança, há até quem evolua para o perfil arrojado, quando há uma busca por maior rentabilidade, mas com controle de riscos.

É difícil que um investidor inicialmente conservador evolua para um perfil agressivo, assumindo riscos maiores. Entretanto, nem é preciso que isto ocorra para obter ganhos maiores em sua carteira de investimentos.

Valuation e precificação de ativos

Aversão ao risco em um mercado estável

Uma coisa é certa: nenhuma aplicação é 100% segura.

Ainda que muitos produtos da renda fixa sejam garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), é possível perder dinheiro.

Isso porque o fundo restitui o dinheiro que foi aplicado, mas não a projeção de ganhos com aquele investimento.

Logo, há uma perda da rentabilidade que não será compensada.

Então, há um grau de incerteza em qualquer produto, até no Tesouro Direto.

A questão, nesse caso, está em escolher quais riscos valem a pena ou não.

Há uma série de aplicações, como ações e fundos imobiliários, que oferecem boa rentabilidade e riscos controlados.

Optar por uma aplicação de baixa rentabilidade em detrimento de outra com boa possibilidade de lucro é perder dinheiro, de certa forma.

O segredo é ter uma carteira de investimentos variada, com aplicações com diferentes graus de risco e datas de vencimento.

Para isso, é preciso conhecer melhor o mercado e buscar ajuda qualificada para escolher as melhores aplicações.

Essa é a missão da Suno Research, oferecer assessoria a quem deseja fazer os melhores investimentos, sem correr riscos desnecessários.

Conheça nosso ebook sobre como analisar ações, para minimizar as chances de perda.

Assim, é possível trabalhar a aversão ao risco e obter melhor rentabilidade em aplicações com menor grau de incerteza.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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