Por: Tiago Reis

Ativo circulante: os valores que podem ser rapidamente monetizados

O ativo circulante também conhecido como “ativo de giro” da empresa porque faz parte do ciclo do caixa que compra o estoque; em seguida, o estoque é vendido a fornecedores e se torna contas a receber.

Então, o ativo circulante de modo simplificado pode ser considerado os bens e valores positivos que a empresa possui e que podem ser incluídos em seu patrimônio. Esse tipo de ativo é considerado de altíssima liquidez, pois pode ser convertido em dinheiro em caixa rapidamente.

O conjunto de bens, direitos e obrigações de uma empresa formam o balanço patrimonial de uma companhia. Então, dentro do segmento de ativos podemos separar essa classe em duas partes: os ativos circulantes e os ativos não circulantes.

A única diferenciação básica nesses dois tipos de ativos está apenas na liquidez, já que o ativo não circulante é onde ficam registrados os bens da empresa com menor grau de liquidez, como por exemplo, imóveis pertencentes à companhia.

Quais elementos formam os ativos circulantes?

Os tipos de ativos circulantes podem variar de empresa para empresa, porém, de maneira geral, eles giram em torno dos seguintes elementos:

  • Matéria prima;
  • Contas a receber;
  • Depósitos bancários;
  • Reservas de caixa;
  • Dinheiro em caixa;
  • Estoques;
  • Investimentos de curto prazo.

Índices de liquidez

Uma forma de avaliar a saúde financeira de uma empresa é analisando o seu grau de liquidez. O calculo da liquidez vai nos mostrar a capacidade de uma organização em cumprir com seus acordos e saldar as suas dívidas.

Para isso, foram criados vários tipos de índices de liquidez, porém o mais comumente utilizado é o de liquidez corrente, que é capaz de nos dar um diagnóstico rápido da situação patrimonial de uma empresa.

Para realizar esse calculo é muito simples, basta nos dividirmos o ativo circulante pelo passivo circulante. Nesses casos, quanto mais alto for o índice melhor será a liquidez da empresa. Um coeficiente de liquidez maior do que 1 é considerado bom, e qualquer coisa abaixo de 1 pode ser considerado ruim ou perigoso.

Nos casos em que a liquidez corrente resultar em um número menor do que 1, significa que a empresa, possivelmente, terá dificuldades em cumprir com suas obrigações de curto prazo junto aos seus credores.

Em geral companhias saudáveis apresentam nesses índices, valores significativamente superiores a 1. O que pode demonstrar que a empresa está numa fase muito próspera de sua existência.

Além disso, esses tipos de empresas sólidas tendem a pagar generosos dividendos aos seus acionistas, ou mesmo fazer constantes recompras de ações. Essas são atitudes que reduzem o excesso de reservas de ativo circulante de uma companhia, o que ajuda a puxar o coeficiente de liquidez corrente para mais próximo de 1.

No entanto, esse índice não é perfeito, assim como qualquer outro, pois companhias podem fazer mudanças legais nas estruturais de seus balanços de modo que pareçam mais saudáveis do que realmente são.

É preciso sempre analisar de forma detalhada os ativos circulantes de uma companhia para entender possíveis anomalias que podem tornar esse coeficiente praticamente inútil. Porém, acreditamos que de maneira geral, o índice de liquidez corrente pode servir para avaliar a grande maioria dos casos de empresas tanto listadas em bolsa quanto as de capital fechado.

 

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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