arrendamento
Por: Tiago Reis

Como funciona a operação de arrendamento e quais são as suas vantagens

Muitas vezes, as pessoas ficam em dúvida entre comprar ou alugar uma coisa. Alugar é pagar pelo uso, sendo mais barato do que comprar. Mas ao comprar, se tem a propriedade total para fazer o que quiser com o bem. Porém, existe um tipo de operação que funciona como um aluguel e uma compra ao mesmo tempo: o arrendamento.

Por ser um contrato simples e com benefícios para ambas as partes, o arrendamento é uma opção muito procurada por empresas e pessoas, principalmente no mercado de imóveis e veículos. É uma alternativa interessante para quem precisa alugar um bem, mas também possui a pretensão de comprá-lo no futuro.

O que é arrendamento?

Arrendamento é um contrato de cessão entre duas partes, onde um proprietário repassa seu bem para outra pessoa utilizar, mediante o pagamento de remuneração.

A transação de arrendamento envolve sempre duas partes:

  • Arrendatário: parte usuária do bem arrendado, que irá usufruir do mesmo;
  • Arrendador: parte proprietária do bem arrendado, que cede os direitos de uso ao arrendatário.

Ou seja, esse tipo de negociação funciona como uma espécie de locação, onde uma pessoa cede à outra o direito de utilizar um bem por determinado período.

Em troca, o usuário efetua o pagamento pelo uso, geralmente de forma periódica – ou seja, mensal, semestral ou anual. Além disso, durante a vigência do arrendamento, o arrendatário também se torna responsável pela manutenção e despesas referentes ao bem.

Qual diferença entre arrendamento e aluguel?

Muitas vezes, o processo de arrendar um bem pode ser confundido com um simples aluguel. Porém, a diferença entre os dois está na possibilidade do arrendatário, ao final do contrato, comprar definitivamente o bem.

Esta opção é dada já no contrato de arrendamento. Por meio dela, o arrendatário pode utilizar parte do que foi pago durante o decorrer do contrato para abater no valor final da compra.

Tipos mais comuns de arrendamento

Arrendamento Comercial

É o arrendamento de pontos comerciais – como lojas, pontos de venda, estabelecimentos, imóveis comerciais, entre outros. O proprietário repassa ao arrendatário o direito de explorar o imóvel comercialmente, mediante o pagamento de um aluguel.

Arrendamento Rural

Contrato de arrendamento onde o arrendatário adquire o direito de utilizar, totalmente ou parcialmente, uma propriedade rural. Normalmente, esse tipo de transação se destina para a produção agropecuária ou de atividades relacionadas.

Arrendamento Mercantil

Também conhecido como leasing, o arrendamento mercantil é a forma mais popular desse tipo de operação. Com ele, um banco ou sociedade mercantil adquire o bem e o repassa para o uso do arrendatário. Esse, por sua vez, paga para usufruir do objeto de forma parcelada e com juros, podendo adquiri-lo no final do contrato.

Logo, esse tipo de operação pode ser considerada, de certa forma, uma forma de financiamento. A vantagem, nesse caso, é a incidência de juros menores e a possibilidade de desistir do negócio sem grandes perdas financeiras.

Arrendamento de royalties

Ao contrário do que se pensa, o arrendamento também pode ser feito sobre bens intangíveis – como patentes, inovações e direitos autorais.

Nesses casos, geralmente o inventor ou dono dos direitos não tem condições financeiras para comercializar o seu bem. Logo, ele pode arrendar os direitos de exploração o bem para alguém, mediante o pagamento de royalties e por tempo determinado.

Vantagens do arrendamento

Muito utilizado no mercado, o arrendamento é uma operação que apresenta diversas vantagens para ambas as partes.

Para o arrendador, a transação é uma forma de rentabilizar e potencialmente vender o seu bem. Já para o arrendatário, o arrendamento seria uma opção mais econômica de compra. Iniciantemente, ele pagaria apenas pela utilização do bem, como se fosse um aluguel. Mas caso goste da experiência, ele tem a opção de compra-lo logo em seguida – descontando o que já foi pago pelo uso no valor total da compra.

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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