aporte

Ganhar dinheiro é a razão de existir de todas as empresas com fins lucrativos e, por isso, em algum momento da sua trajetória, muitas delas partem em busca de um aporte financeiro.

O aporte pode ser uma forma de ampliar o negócio e, um dia, devolver o valor aos sócios em forma de dividendos.

O aporte financeiro ocorre quando um ou vários investidores decidem aplicar dinheiro em um negócio, seja para ampliá-lo, tirá-lo de uma crise econômica ou para possibilitar o desenvolvimento de algum projeto.

Essa injeção de capital costuma ser inicial (em caso de novos negócios), mensal ou periódica, que também vale para empresas já estabelecidas.

O aporte pode vir, inclusive, de fundos de investimentos, que geralmente são formados por investidores independentes que se juntam com o objetivo de potencializar suas rendas e diversificar os seus investimentos.

Como obter aporte financeiro

Quando procuram um negócio no qual aplicar o seu dinheiro, estes investidores costumam visar empresas com grande potencial de crescimento, mas não apenas as famosas “startups”, para um aporte inicial.

Isso quer dizer que empresas que não são recém-criadas nem ligadas ao segmento da tecnologia podem sim conseguir um aporte financeiro, mas há algumas condições:

  • As demonstrações contábeis do empreendimento precisam estar em dia, inclusive com o parecer de uma auditoria independente, que comprove a idoneidade das informações apresentadas;
  • Neste mesmo sentido, é interessante ter um programa de compliance já implantado, a fim de reduzir os riscos de fraudes na empresa;
  • É preciso ter um plano de negócios. Ninguém aplicará dinheiro em uma instituição que não tem ideia de como alcançar os seus objetivos ou não tem um alvo pré-estabelecido;
  • Para convencer um investidor a fornecer esta verba para o seu negócio, é necessário mostrar que o seu negócio pode ser lucrativo, tendo ele fechado as contas no vermelho ou não;
  • Uma empresa em recuperação judicial pode conseguir aporte financeiro, mas uma com processo de falência aberto não tem essa possibilidade.

Quando tocamos no tema Contabilidade, é importante estar também com o aspecto fiscal da empresa muito claro, apresentando regime de tributação, obrigações acessórias e uma série de informações que podem ser solicitados pelos candidatos a investidores.

Anjos do aporte

Os chamados investidores anjos geralmente são profissionais que têm ou tiveram empresas de sucesso e que agora usam parte do seu patrimônio, percentual que varia de 5% a 10%, para alavancar outros negócios.

Por isso, além do aporte financeiro, esta figura oferece também ajuda com ajustes na gestão do negócio, fornecendo conhecimento e rede de relacionamentos ao empresário auxiliado.

Este investidor também não costuma atuar sozinho, formando grupos de até cinco investidores que irão aplicar no mesmo negócio. A união serve tanto para mitigar riscos quanto para facilitar o trabalho.

Geralmente, o aporte feito por investidores anjos fica entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, mas algumas vezes pode chegar até R$ 1 milhão.

Aporte para empresas maiores

As empresas com maior solidez e faturamento podem ir um passo além do investidor anjo, apostando em Venture Capital.

Neste caso, falamos acerca de um nicho procurado por investidores quem focam em organizações que, mesmo que de pequeno e médio porte, estejam em estágio pré-operacional.

O importante é ter grande potencial de crescimento e que buscar o aporte financeiro para expandir a sua atuação no mercado.

Os grandes negócios, por sua vez, se enquadram no Private Equity, que promete retornos maiores para os investidores que aplicarem seu dinheiro nestas organizações, que caracterizadas por serem mais maduras e consolidadas.

Fornecendo aporte financeiro

De um lado da moeda temos a empresa que busca aporte financeiro para fortalecer o seu negócio. Do outro temos o investidor, que busca um meio de valorizar o seu dinheiro em médio ou longo prazo.

Como a ideia é ganhar mais dinheiro e não perder o valor inicialmente aportado, é importante conhecer bem a empresa antes de decidir investir nela.

Leia as demonstrações contábeis, converse com quem já trabalhou com ela e levante seu histórico de processos e qual é a real possibilidade de recuperação / crescimento deste empreendimento.

Mais um detalhe a se atentar: diferente de quando você investe suas finanças para viver de rendimentos, fazendo o dinheiro trabalhar por você, ao fornecer aporte a um negócio, seja como investidor anjo ou não, vem também a função de acompanhar esta empresa para ver se o dinheiro vem sendo bem empregado ou não.

Além de ser mais uma preocupação, no caso do investidor anjo é também mais um trabalho de gestão. Então é importante ver se realmente vale a pena fazer o aporte financeiro de um negócio ou aplicar este dinheiro em algum investimento que gere menos trabalho, por assim dizer.

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Tiago Reis

Tiago Reis

Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.