Acesso Rápido

    Aluguel de Ações: entenda o que é e como funciona essa operação

    Aluguel de Ações: entenda o que é e como funciona essa operação

    No mercado financeiro, você sabia que é possível a realização de aluguel de ações, assim como acontece com uma casa ou apartamento que fica disponível para os inquilinos alugarem?

    A prática do aluguel de ações ainda é pouco conhecida pelos investidores. Entretanto, essa operação pode ser uma alternativa bastante interessante. Os donos dos papéis podem lucrar com a taxas do aluguel de ações, enquanto os locatários podem usar a modalidade como oportunidade de investimento.

    O que é o aluguel de ações?

    aluguel de ações é uma operação entre dois investidores que tem como objetivo uma relação de lucros para ambas as partes. Essas duas partes são conhecidos como doador e tomador. O doador aluga seus ativos em troca de uma remuneração fixa combinada. Por outro lado, não pode negociá-los até a data do vencimento.

    Entre os ativos que podem alugados, estão:

    Para quê serve o aluguel de ações?

    Uma vez que as ações são tomadas como empréstimos, os agentes podem usar esses ativos para diversas finalidades dentro do mercado financeiro. Dentre as operações permitidas com as ações alugadas estão:

    • Vendê-las no mercado à vista;
    • Utilizá-las na liquidação de operações realizadas no mercado à vista;
    • Utilizá-las como garantia para operações nos mercados de liquidação futura;
    • Utilizá-las como cobertura no lançamento de opções de compra.

    Como funciona o aluguel de ações?

    Como alugar ainda é uma operação relativamente pouco praticada, algumas dúvidas sobre como fazê-las ainda pode surgir. Porém, em geral, essa é uma tarefa fácil.

    Antes de tudo, é necessário para essa transação que o investidor possua uma conta numa corretora de valores devidamente autorizada para esse tipo de operação.

    Partes envolvidas no aluguel de ações

    Aluguel de Ações

    Em geral, as operações de aluguel de ações envolvem duas partes: o doador das ações (proprietário) e o tomador das ações (locatário).

    Os agentes doadores informam às corretoras (que funcionam, nesse caso, como corretoras de imóveis) sobre a disponibilidade do aluguel e as condições exigidas.

    Os doadores podem ainda realizar operações de aluguel de ações pelo home broker, se considerar mais prático.

    Do outro lado, o tomador que deseja alugar os papéis disponibilizados no mercado precisa apresentar garantias exigidas pela corretora de valores.

    Entre os ativos que podem ser usados como garantia na operação, estão:

    As garantias exigidas servem para  assegurar que o tomador terá fundos suficientes para cobrir a liquidação na data estipulada para vencimento do contrato.

    Além disso, vale destacar que essa modalidade de operação é bastante segura para os agentes envolvidos. Isso porque a BM&FBOVESPA atua como reguladora do serviço e contraparte central de todas as operações.

    Para saber mais sobre o funcionamento do aluguel de ações, assista ao vídeo abaixo. Nele, Tiago Reis e Carlos Calsavara explicam tudo sobre o tema.

    Quem pode realizar um aluguel de ações?

    Dentre as entidades permitidas para alugar ações no mercado de capitais temos as pessoas físicas, jurídicas, instituições financeiras e alguns tipos de investidores institucionais.

    Nos casos de pessoas jurídicas, algumas exigências a mais podem ser requisitadas.

    Processo de aluguel de ações

    Já o processo de aluguel funciona da seguinte forma: o dono de uma ação, ou doador, decide emprestar sua ação para outro investidor, denominado de tomador.

    Geralmente, esse empréstimo possui um prazo já determinado, no qual o doador receberá uma taxa do tomador, semelhante a um pagamento de aluguel.

    Enquanto isso, o investidor que alugou suas ações não poderá realizar transações com elas. Enquanto isso, o tomador poderá utilizar as mesmas para realizar as operações que desejar.

    Infográfico Aluguel de Ações

    Como funciona uma venda a descoberto?

    Depois de recebida as ações, o tomador pode vendê-las no mercado a espera por uma queda em sua cotação.

    Feito isso, quando os preços caem (se caírem), ele recompra os papéis por um valor menor, lucrando no final do processo com a devolução das ações para o doador dentro do prazo de vencimento do contrato.

    Esse tipo de operação é conhecido no mercado como venda a descoberto, e está completamente autorizada pela legislação vigente.

    É muito importante também salientar que durante essa transação o doador não deixará de receber os dividendos oriundos de suas ações alugadas.

    Já o prazo do aluguel de ações não pode ser inferior a um dia útil. No entanto, não é muito comum observarmos tais transações por um período de vários meses.

    Exemplo de venda a descoberto

    Para exemplificar como funciona uma venda a descoberto, suponha a seguinte situação:

    Um investidor aluga ações que valem R$ 20 no momento do contrato. Em seguida, ele vende as ações por esse mesmo valor (R$ 20).

    Algum tempo depois, como esperado pelo investidor (tomador), as ações caem para R$ 14, nesse exemplo.

    Agora o tomador recompra as ações por esse novo valor, obtendo R$ 6 reais de lucro. Por fim, ele devolve as ações ao doador pagando uma taxa de aluguel.

    Dessa maneira, o lucro do tomador será a diferença entre o preço de venda e compra subtraindo-se as devidas taxas que podem ser cobradas pelas operações.

    Quais as taxas para o aluguel de ações?

    Aluguel de Ações

    Antes de se decidir por alugar ações, o investidor precisa conhecer os custos do aluguel. Muitas vezes, os custos altos podem inviabilizar a negociação.

    Nesse tipo de operação, não há custos para o dono das ações. Ou seja, o doador pode alugar seus papéis sem que seja necessário o pagamento de nenhuma taxa.

    Já o tomador das ações deve ficar mais atento às taxas para que a operação não incorra em prejuízos.

    Taxa de corretagem

    Um custo que pode incorrer sobre o aluguel de ações é a taxa cobrada pela instituição financeira intermediadora da operação.

    Em geral, esse custo varia de acordo com o volume do contrato firmado pelas partes envolvidas. O valor mínimo para essa taxa também pode variar de acordo com cada instituição.

    Além dessa taxa, a corretora também pode cobrar a taxa de corretagem.  A motivação dessa cobrança é transmitir a ordem de venda da corretora ou do banco para a bolsa de valores. Nesse caso, o valor cobrado pelo serviço é definido pela própria instituição.

    Taxa de registro

    Para o agente que está tomando ações em empréstimo, também é cobrada uma taxa de registro da B3. Essa taxa corresponde a 0,25% do valor total negociado — e o seu valor mínimo é de R$ 10.

    Emolumentos

    Por fim, existem os emolumentos, que são as taxas cobradas pela B3 e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC no momento em que os investidores realizam operações de compra e venda de ativos na bolsa. Essas taxas servem para efetuar as negociações realizadas.

    Dessa maneira, é possível perceber que operações de aluguel de ações podem incluir diversos tipos de taxas e custos que devem ser considerados.

    Para os agentes doadores das ações, não há custos além do imposto de renda. Em geral, a comissão das corretoras é descontada da taxa cobrada pelos papéis.

    Já para os locatários, existem diversos custos à se considerar. Todos esses custos devem estudados por ambas as partes pois esses valores podem influenciar na viabilidade e rentabilidade das operações de aluguel de ações.

    Qual a rentabilidade do aluguel de ações?

    Aluguel de Ações

    A rentabilidade do aluguel de ações depende de qual lado da operação o agente vai estar. Para o doador o benefício é bastante claro. Ela consiste na remuneração devida ao aluguel das ações em sua posse.

    Rentabilidade para o tomador dos papéis

    Já para o tomador dos papéis, decidir se o aluguel de ações vale a pena é um pouco mais complexo e vai depender de outras variáveis que não estão sob seu controle.

    Em geral, os tomadores de ações costumam gerar renda a partir deste tipo de operação com a aplicação da estratégia de venda a descoberto. Nesses casos, os especuladores lucram com a venda a preços maiores e compra a preços menores.

    Além disso, outra estratégia que pode ser usada é o long and short (comprado & vendido). Basicamente, o long and short consiste em dois ativos negociados ao mesmo tempo.

    Um dos ativos é o long (comprado) no qual se compra se compra o ativo e espera a valorização e o outro é o short (vendido), no qual a expectativa é a queda.

    Nesse tipo de estratégia a rentabilidade é proveniente da diferença entre as cotações dos dois ativos. Quanto maior a diferença, maior a rentabilidade.

    Rentabilidade para o alugador dos papéis

    Já para investidores com projetos de longo prazo que não pretendem vender seus ativos num espaço curto de tempo, o aluguel de ações pode servir como forma de alavancar sua rentabilidade sem perder direito a recebimento de proventos.

    Em geral, a taxa de remuneração para este tipo de operação é estabelecida pelo doador e varia entre 2% e 5% ao ano sobre o valor total do ativo-alvo.

    Contudo, os valores podem ser reajustados de acordo com a demanda e o volume da operação, gerando retornos maiores.

    Exemplo para entender a rentabilidade

    Suponha que um investidor deseja alugar 1000 papéis de MGLU3 com taxa de 2% ao ano. No contrato o preço de MGLU3 é determinado em R$ 170 cada.

    Nesse cenário, aluguel recebido pelo doador por ano será de R$ 3.400. Se o contrato de locação for de apenas seis meses, valor bruto da operação para o doador será de R$ 1.700. Nesse caso a valor repassado é proporcional ao tempo de vigência do contrato.

    Além disso, vale destacar que o preço do ativo-alvo é um ponto importante da operação. Esse valor é fixado no momento do contrato e serve de referência para o cálculo da remuneração e não varia durante o período do contrato. Ou seja, mesmo que o preço aumente ou diminua, não há alteração no valor da remuneração.

    É importante salientar que para o doador, os tributos oriundos do aluguel de ações funcionam como aqueles cobrados pela renda fixa, seguindo a mesma legislação.

    Vantagens do aluguel de ações

    Aluguel de ações

    O aluguel de ações B3 pode ser um ser um tipo de operação bastante vantajoso paras os agentes envolvidos no processo, pois permite que eles realizem seus objetivos na bolsa de valores.

    No entanto, os benefícios podem ficar mais claros para os doadores das ações.

    Vantagens para os doadores

    Para os doadores, as principais vantagens do aluguel de ações é pode rentabilizar ativos que ficariam parados na carteira. Nesse sentido, essa modalidade operação pode garantir rentabilidade ainda que o acionista não esteja totalmente conectado ao mercado.

    Além disso, ao alugar ações, os doadores não perdem  benefícios como juros sobre capital próprio e dividendos pagos pelas empresas.

    Algumas vantagens para os doadores:

    • Rentabilidade com extra com ações sem necessidade de venda (aluguel);
    • Recebimento de juros e dividendos das ações alugadas;
    • Baixo risco;
    • Sem custos.

    Vantagens para os tomadores

    Para os tomadores, a principal vantagem é a possibilidade de ganhos com opostas na desvalorização de ações. Eles podem vender os ativos de acordo com suas estratégias sem influência do doador.

    Além disso, aos tomadores cabe o direito de exercer poder de voto em assembleias em caso de aluguel de ações ordinárias.

    Algumas vantagens para os tomadores:

    • Possibilidade de ganho com oscilações do mercado;
    • Alternativa de produto para quem deseja operar no curto prazo em um cenário de mercado em queda;
    • Poder usar os ativos alugados como garantia para operação no mercado de liquidação futura;

    Nesse sentido, podemos concluir que o aluguel de ações pode ser um bom negócio. Esse tipo de operação conecta investidores de longo e curto prazo, gerando benefícios para ambos os lados, especialmente para aqueles que as alugam.

    Geralmente é muito vantajoso para investidores que negociam pouco suas ações, fazendo com que as taxas recebidas se tornem um “pingado” a mais em sua remuneração.

    Desvantagens do aluguel de ações

    Aluguel de ações

    Apesar de ser uma operação segura que pode gerar rentabilidade, o aluguel de ações também tem suas desvantagens e riscos que devem ser avaliados antes de iniciar a operação.

    Para o doador, o risco pode ser considerado mínimo, já que a CBLC atua como o órgão regulador responsável pela operação garantindo um nível elevado de segurança.

    Já o risco do locatário é um pouco mais abrangente e pode se dar por conta dos seguintes fatores:

    • Flutuação da ação além da expectativa do tomador no mercado;
    • Taxa de aluguel, a qual é estipulada pelo doador, mas que geralmente não foge muito da média do mercado, que fica em torno de 2% a 5% ao ano;
    • Risco de liquidação financeira.

    Liquidação Financeira

    A liquidação financeira acontece quando o tomador das ações não comprar os ativos de volta para devolver ao doador. Nesse caso, o tomador deve efetuar o pagamento pelos papéis em dinheiro.

    Para calcular o valor da liquidação financeira usa-se a seguinte fórmula:

    Liquidação de Aluguel de ações

    Em que:

    • LF = Taxa de liquidação a ser paga em reais;
    • Q = Quantidade de ativos;
    • C = Cotação do ativo definida no dia do contrato;
    • i = Taxa de liquidação e empréstimo definida a partir da quantidade de dias úteis no ano;
    • n = Número dias do contrato.

    Ainda tem dúvida sobre aluguel de ações? Assista ao vídeo abaixo da #SunoResponde com Tiago Reis para entender melhor o funcionamento deste tipo de operação.

    Perguntas Frequentes sobre aluguel de ações
    Operar vendido significa basicamente ter uma posição em que você ganhe com a baixa das ações, opções, mercado futuro, entre outros ativos.
    Não necessariamente. A venda a descoberto pode ser feita também no day-trade. Sendo assim, nesse caso não é preciso alugar a ação.
    A sigla BTC significa Banco de Títulos CBLC, ou simplesmente aluguel de ações. Na bolsa de valores o aluguel de ações consiste no empréstimo remunerado de ativos por parte de um doador para um tomador mediante exigências definidas em contrato.
    Custódia remunerada é outro nome pelo qual se conhece o aluguel de ações. Chama-se assim, pois o doador, custodiante das ações, mantém os ativos em sua custódia mas recebe uma bonificação para isso. No caso, o aluguel das ações.
    Não existe uma quantidade mínima de ações que podem ser alugadas. Porém, isso pode variar de acordo com cada corretora.

    Bibliografia

    http://www.econ.puc-rio.br/uploads/adm/trabalhos/files/Enrique_Pinto_Balbino.pdf

    https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/5040/1/Daniel%20Meireles%20-%20DRE%20111317398%20-%20O%20Aluguel.pdf

    http://bvmf.bmfbovespa.com.br/pt-br/download/LivroPQO.pdf

    Tiago Reis
    Compartilhe sua opinião
    32 comentários

    O seu email não será publicado. Nome e email são obrigatórios *

    • wellington ricardo mendonça 24 de janeiro de 2020

      Bom dia
      Quando as ações voltam para a carteira, voltam com o preço médio da recompra do locatário. O locador deve alterar também seu preço médio conforme o valor devolvido ou continua com o mesmo preço médio anterior?
      Grato

      Responder
      • danilo 14 de fevereiro de 2020

        tenho a mesma dúvida

        Responder
        • Isaque Ghiraldi 12 de setembro de 2020

          Se não me engano volta pelo mesmo valor do seu PM, o risco é do tomador quando ele aluga. Caso aumente e não saia conforme o tomador analisou o prejuízo será apenas dele.

          Responder
    • Aislan 27 de janeiro de 2020

      Parabéns pelo conteúdo que SUNO vem mantendo aos seus inscritos, QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO toda equipe da SUNO. PRA MIM VOCÊS SÃO OS MELHORES!

      Responder
      • Suno Research 31 de janeiro de 2020

        Ficamos muito felizes em ler isso, forte abraço!

        Responder
    • Leony 1 de fevereiro de 2020

      Quem comprar uma ação de um tomador, em período de dividendos, também recebe os dividendos ou apenas o doador? Obs.: a pergunta refere-se ao terceiro que comprou do tomador e não do próprio tomador.

      Responder
      • Isaque Ghiraldi 12 de setembro de 2020

        Os dividendos é do doador independente se estará alugada, a unica coisa que você “Doador” não poderá fazer é vender as ações no período que estiver alugada e não terá direito a voto em assembleias… Forte abraço

        Responder
    • Claudio 16 de março de 2020

      Olá, tenho uma dúvida sobre o pagamento de dividendo. Vamos supor que o José (doador) possui 1 ação e o João (tomador) tomou a ação emprestada. O João vendeu esta 1 ação para o Paulo. Na data ex-provento, o José (doador) e o Paulo (que possui a custódia em seu nome) esperam receber o dividendo da mesma ação. Como os 2 receberam o dividendos relativo ao mesmo papel? Se os 2 receberem o dividendos estaríamos multiplicando o dividendo, o que não faz sentido. Quem paga o dividendo para o José (doador)?

      Responder
      • Suno Research 16 de março de 2020

        Olá, Claudio!
        O único que recebe os dividendos da ação é o doador.

        Responder
        • Claudio 16 de março de 2020

          Mas quem comprou a ação (neste caso o Paulo antes da data ex-provento), também tem direito ao dividendo. Ele também deveria receber o dividendo. Correto? Quando eu compro um ação de alguém até a data limite do ex-provento, eu recebo o dividendo. Não faria sentido eu ter a ação em custódia no meu nome e não receber o dividendo se atender ao prazo do ex-provento.
          Por isso a minha dúvida …. a empresa pagará o dividendo para uma única pessoa. Como o doador e a pessoa que possui a ação em custódia no momento receberá (no caso acima, como José e Paulo receberia o dividendo).

          Responder
          • Suno Research 17 de março de 2020

            O tomador deve, no momento em que a ação pagar os proventos, devolver esse valor ao doador. Portanto, João teria a obrigação de pagar o valor a José.

            Responder
            • Claudio 18 de março de 2020

              Então o tomador pode ter um custo ilimitado na operação. Já que será obrigado a pagar ao doador da ação o valor de dividendo que ele não recebeu, pois somente o Paulo teve o crédito do dividendo creditado na sua conta.

            • Daniel Gustavo 23 de março de 2020

              Eu também tenho essa dúvida,pois eu estava alugado(tomador) em um ativo e tive descontado do meu saldo o valor referente ao dividendos dessa ação,sendo que não entrou
              o valor de dividendos na minha conta e sim somente saiu,como se eu tivesse pago.Segundo meu corretor:
              “no dia da data ex,eu ganho o desconto na cotação da ação pois a partir do momento que é pago dividendos naquele dia,a cotação abre com o desconto referente aos dividendos”
              Está certo essa afirmação??

          • Daniel Gustavo 23 de março de 2020

            Eu também tenho essa dúvida,pois eu estava alugado(tomador) em um ativo e tive descontado do meu saldo o valor referente ao dividendos dessa ação,sendo que não entrou
            o valor de dividendos na minha conta e sim somente saiu,como se eu tivesse pago.Segundo meu corretor:
            “no dia da data ex,eu ganho o desconto na cotação da ação pois a partir do momento que é pago dividendos naquele dia,a cotação abre com o desconto referente aos dividendos”
            Está certo essa afirmação??

            Responder
            • Claudio 30 de março de 2020

              Olá Daniel, acho que aconteceu com você exatamente o caso que eu descrevi (Entre José, João e Paulo). Saiu o pagamento de um dividendo enquanto a ação alugada (tomada) não estava na sua mão (você já havia vendido para um terceiro). Foi descontado o valor do dividendo de você, por que, você como tomador da ação tem a obrigação de pagar ao doador qualquer valor distribuído pela empresa emissora da ação. Não tem nada a ver com a desvalorização da cota após o pagamento de dividendo, como o seu corretor te informou. Para não ocorrer mais este tipo de problema, você deveria ter a ação em mãos na data ex-dividendo (assim o dividendo seria depositado na sua conta e bastaria você repassar para o doador o valor). Ou você devolver para o doador a ação antes da data ex-dividendo.

    • Pedro Barroso 5 de abril de 2020

      Qual o tempo que a ação fica disponível para aluguel sem que haja um tomador? Ou seja, caso minha ação não seja alugada, tenho que colocar uma nova ordem no dia?

      Responder
      • Rodrigo 15 de junho de 2020

        Sua ação fica listada como disponível para alugar, vc não precisa fazer nada.

        Responder
    • Jeferson 30 de julho de 2020

      Quando o tomador não recompra a ação e ocorre a liquidação em dinheiro, o locador não tem mais a ação e tem que recompra lá ?

      Responder
      • Camila 30 de julho de 2020

        Jeferson, o que voce quer dizer com “quando o tomador nao recompra a açao e occorre a liquidação em dinheiro”? Porque no caso, o doador (que voce chamou de locador) nao precisa recomprar as ações. Na data estipulada para oe vencimento, as ações voltarão para a carteira do doador. O que pode acontecer, é do tomador nao ter capacidade financeira de recomprar as ações, e é por isso que antes de alugar as ações (se eu nao estou enganada) o tomador disponibiliza outros ativos como garantia, pra corretora.

        Responder
      • Camila 30 de julho de 2020

        Jeferson ate onde eu sei sim, o doador terá de recomprá-las. Bom, de qualquer forma ele recebera o valor da liquidação, o qual sera calculado sobre a cotação do ativo na data do contrato, o que nao e muito bom se o ativo estiver altamente precificado.

        Responder
      • Suno Research 31 de julho de 2020

        Boa tarde
        O tempo é definido antes da compra.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Lucas Ribeiro 25 de agosto de 2020

      Estou com algumas ações alugadas, essas ações possuem dividendos para se pago. No site do CEI Canal eletronico do investidor esses dividendos não aparecem como sendo provisionados. Esses valores de dividendos deveram ser pagos para mim pelo tomador da ação?

      Responder
      • Suno Research 26 de agosto de 2020

        Olá, Lucas! Tudo certo?
        Quando falamos de dividendos, o Banco de Títulos se encarrega de reembolsar o doador na mesma data e no mesmo montante da distribuição. Ao mesmo tempo, os valores são debitados do tomador.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Rodolfo Goes 27 de agosto de 2020

      Uma dúvida, existe quantidade mínima para oferecer para locação ?

      Responder
      • Suno Research 28 de agosto de 2020

        Olá, Rodolfo! Tudo bem?
        Não existe uma quantidade mínima de ações que podem ser oferecidas para locação. O investidor pode optar por lotes inteiros ou ações fracionadas.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Kadu 22 de setembro de 2020

      Excelente conteúdo, mas fiquei com uma dúvida: “A liquidação financeira acontece quando o tomador das ações não comprar os ativos de volta para devolver ao doador. Nesse caso, o tomador deve efetuar o pagamento pelos papéis em dinheiro.” A fórmula considera a cotação do ativo definida no dia do contrato. Caso o ativo tenha subido muito (Ex: no dia do contrato o ativo era R$ 20 e no momento da liquidação está R$ 30), o doador terá um prejuízo ao receber o dinheiro em vez das acoes, certo? Já que caso tenha interesse em adquirir novas ações as mesmas estão cotadas a R$ 30 e não mais a R$ 20 quando na época do aluguel. Está certo esse raciocínio? Agradeço a resposta 🙂

      Responder
      • Suno Research 23 de setembro de 2020

        Olá, Kadu! Tudo bem?
        Não necessariamente. Existem várias ações em circulação no mercado e o doador não é obrigado a manter sua posição intacta enquanto possui ações alugadas. Ele pode comprar outras.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Lucas 1 de outubro de 2020

      Qual o risco do Doador? Se o Tomador não tiver dinheiro para devolver, em caso de um Grande Prejuízo com as operações de Vendida Descoberto, como que faz? Quando digo, grande prejuízo, me refiro à Perder Mais do que Possui na Reserva de Comprovação (tesouro, lci, cdb, etc) O doador fica no prejuízo?

      Responder
      • Suno Research 1 de outubro de 2020

        Olá, Lucas! Tudo bem?
        Existe uma série de garantias aplicadas ao tomador para que isso não aconteça. Tais garantias não são limitadas apenas ao valor de reserva de comprovação, mas também incluem multas, execuções de ordens de compra quando o limite é atingido, entre outros. Dessa forma, em condições normais, não há a possibilidade do doador ficar no prejuízo.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Reginaldo 8 de outubro de 2020

      Boa tarde,
      Durante o aluguel de ações, o pagamento de dividendos é feito primeiro ao tomador e só depois ocorre esse reembolso ao doador? Pergunto porque na condição de tomador consegui apenas visualizar o desconto relativo ao reembolso dos dividendos ao tomador.

      Responder
      • Suno Research 9 de outubro de 2020

        Olá, Reginaldo! Tudo bem?
        Os dividendos são direcionados diretamente para o doador.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • Gabriel Piscoya 18 de outubro de 2020

      Bom dia!
      Tempo t1: Coloco 1 ação a preço de 10 Reais para alugar
      Tempo t2: a ação subiu para 20 R$
      Em t2. Se o tomador não recomprar as ações e a liquidação financeira acontecer, eu receberei 10 R$ + rentabilidade combinada.
      Agora não terei poder de compra da minha ação. Pois a soma dos valores recebidos não atinge o novo valor da cotação.
      Eu ” não perdi ” dinheiro pois recebi o valor combinado no contrato, mas, nesse cenário, “deixei de ganhar” a diferença entre as cotações em t2 e t1 ( A)
      Se A for maior que a taxa combinada no contrato, o aluguel de ações é um pessimo negócio.

      Se meu raciocínio é correto, deveriamos alugar ações que possuam pouca volatibilidade ou não alugar. Acredito que este seja um risco adicional

      Responder