Por: Jean Tosetto

Alice Porto – a Contadora da Bolsa – lança seu primeiro livro

“101 Perguntas e Respostas Sobre Tributação em Renda Variável” vem para dirimir as dúvidas mais comuns que os investidores, especialmente os novatos, têm com relação ao correto pagamento de impostos para a Receita Federal.

Por Jean Tosetto

Você já fez aulas de natação? O professor te pede para fazer dez piscinas. Ao completar a última, com os braços já dormentes de tanto esforço, ele diz que você tem gás para mais uma. “Vamos lá!” – exclama sem parar. Ele quer tirar o melhor de você. É o trabalho dele. Assim é a relação de quem escreve um livro com o seu editor. No final do dia todos estão cansados, mas aliviados quando sabem que fizeram um bom trabalho.

A borda da piscina é o prazo final para a entrega de um livro. Se estivéssemos em alto mar, que livro seria publicado?

Posto isso, apresento para vocês o primeiro livro da Alice Porto, a Contadora da Bolsa, que faz sucesso no YouTube e no Instagram matando as dúvidas de investidores em renda variável sobre tributação. Não por acaso, seu livro se chama “101 Perguntas e Respostas Sobre Tributação em Renda Variável”, que já está disponível no site da Amazon.

Aquela última piscina depois das dez combinadas com o técnico é um belo posfácio com orientações gerais sobre a Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física – DIRPF. Desta forma, o livro reúne o suprassumo da especialidade da Contadora da Bolsa, que desde 2008 trabalha com registros, cálculos e prestações de contas relacionadas com operações de compra a venda de ativos no mercado financeiro.

Um livro para todos os perfis de investidores

Como uma atleta dedicada, que preza por sua imagem além da sua atividade mestra, Alice Porto se reporta para todas as torcidas, sem preconceitos. Seu livro esclarece dúvidas de adeptos de day trade e swing trade. Se o investidor compra pensando no lucro da venda, ou se abraça o ativo para geração de renda, tanto faz: vai encontrar guarida nesta obra. O mesmo vale para quem prefere ações de empresas ou cotas de fundos imobiliários. Quem opera com opções, futuro, dólar, índice; quem torce pelo Atlético ou Cruzeiro; não importa: o livro aborda situações para todos os gostos, entre aqueles que possuem CPF cadastrado na B3.

Porém, como editor do livro e adepto do Value Investing, reservo-me o direito de abordar a primeira obra da Contadora da Bolsa, nestas linhas, com o foco em investidores de longo prazo que, assim como eu, compram ativos para abraçar – até que os fundamentos nos separem.

Na condição de primeiro leitor do livro, foi muito confortante saber que os holders desfrutam de uma grande vantagem em sua abordagem mais defensiva, dentro de uma classe de investimentos mais agressiva por definição: eles têm menos trabalho para registrar, calcular e prestar contas sobre suas movimentações para a Receita Federal.

Novatos: que caminho seguir?

E aqui serei mais específico ainda, me direcionando para quem está começando a investir através da Bolsa de Valores agora mesmo. Se você está deslumbrado com o potencial do mercado de capitais, pare para pensar:

Qual a razão de, ainda no primeiro ano, sair abrindo conta em três corretoras diferentes? Uma oferece taxa zero para fundos imobiliários, outra oferece taxa zero para ações e outra oferece taxa zero para Tesouro Direto. Ok. São três informes de rendimentos para guardar, fora os extratos mensais para conferência.

E para quê fazer tantas operações pulverizadas num mês? Comprando vários ativos no mesmo dia, ou até misturando compras com vendas, gerando emolumentos para a B3 e IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte. Haja notas de corretagem para guardar. Haja contas para apurar lucros ou prejuízos. Lucros não isentos obrigam o investidor a gerar e pagar DARF. Prejuízos devem ser informados para eventual compensação futura.

Finalmente, será que vale a pena fazer uma diversificação muito ampla ainda no primeiro ano? Trinta, quarenta ativos. Em março do ano seguinte começam a chegar os respectivos informes de rendimentos dos ativos presentes na carteira do investidor no dia 31 de dezembro do ano corrente. Uma bela papelada que vem pelo Correio. Pior quando não vem.

É aí que o investidor novato – e desavisado – fica desesperado, com um monte de informações para organizar, revisar e processar. Como é a primeira vez que ele fará a declaração de seus investimentos em renda variável, bate a ansiedade. É neste momento que as orelhas dos youtubers que falam que a Bolsa é legal começam a esquentar.

Momento de aprendizagem

A primeira DIRPF de um investidor após seu ingresso na Bolsa é um grande momento de aprendizado. Então, se ele tiver menos movimentações e menos ativos para lidar, terá mais facilidade para aprender o modo correto de proceder com esta obrigação e, aí sim, poderá ampliar sua carteira e assumir compromissos com mais instituições. Para tanto, o livro da Contadora da Bolsa será de grande valia.

Está começando a investir agora? Vai por mim: tenha calma. Faça apenas uma compra por mês, do melhor ativo que estiver disponível na Bolsa. Não sabe qual? A Suno Research está aí para te ajudar. Uma compra por mês: uma nota de corretagem para guardar. Faça isso por apenas uma corretora, que tenha um perfil equilibrado em todas as modalidades de investimento.

Compre para abraçar e não para vender. Se você não precisar vender um ativo, não terá que apurar eventual lucro ou prejuízo. Uma DARF a menos para gerar. Uma DARF a menos para pagar. Nada de prejuízo para tentar compensar no futuro.

Cedo ou tarde seu ativo vai gerar renda passiva. Isso é ótimo. Vá guardando os extratos mensais da corretora. Eles serão úteis quando o informe de rendimentos relacionado a este ativo chegar. Ficará mais simples conferir os dados.

Ao comprar o melhor ativo do mês, dificilmente a sua diversificação de ativos será muito extensa no primeiro ano. Perfeito. Menos linhas para preencher na DIRPF. Você aprende mais fácil e depois ficará mais simples ampliar seu portfólio a partir do segundo ano, caso seja necessário.

Conselhos não são regras ditadas

Você precisa seguir minhas orientações? Não, claro que não. Detesto ditar regras. Compreenda isso como boa vontade de alguém que deseja te ajudar. Um desejo compartilhado pela Alice Porto em seu primeiro livro. Acesse o site da Amazon agora mesmo e adquira seu exemplar eletrônico.

Jean Tosetto

Arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor e editor de livros, é adepto do Value Investing. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

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