As ações da JBS são alvos de especulação

Muitos investidores, ao decidirem adentrar no mercado de capitais, naturalmente procuram estudar e aprender sobre os papéis mais “famosos” da bolsa de valores e, neste sentido, as ações da JBS (JBSS3) são frequentemente pesquisadas e analisadas por investidores iniciantes.

Por conta disso, as ações da JBS são um papel que apresenta uma grande liquidez e também um alto volume de operação realizados por dia.

Investir x especular

Grande parte dessa grande circulação desses ativos na bolsa está no fato de que, historicamente, estas ações também são alvos de especuladores, pessoas que têm como objetivo primordial em suas aplicações, o lucro em curtos espaços de tempo.

Esse tipo de especulação é também muito conhecido no mercado como Day Trade, e apresenta, como uma das principais características, o alto risco no seu manuseio, assim como, também, o alto índice de insucesso dos investidores iniciantes que, por acharem, muitas vezes, que o mercado de capitais se resume a trades de curto prazo, acabam por perpetuarem, após infelizmente obterem perdas consideráveis nessas operações, que esse ambiente é, necessariamente, um covil de ladrões.

Sabemos que existem muitas entidades, tanto pessoas físicas como jurídicas, que apresentam como missão a divulgação e persuasão de pessoas leigas no assunto por meio de promessas de ganhos astronômicos no curto prazo.

Para o investidor mais maduro, entretanto, é fácil compreender que atitudes como essas não passam de grandes mentiras e que, na realidade, a única maneira de se obter altos lucros no curto prazo, no mercado de capitais, é vendendo a ideia de lucros no curto prazo o que, na realidade, é um insulto a esse mecanismo tão fascinante e que foi responsável por proporcionar, historicamente, o desenvolvimento e a inovação da humanidade, a qual nos permitiu ocupar a posição de evolução a qual nos encontramos hoje.

Escândalos sobre as ações da JBS

Esses ativos, historicamente, foram alvo de bastante especulação, conforme já mencionado.

Entretanto, nos últimos meses – mais precisamente após o dia 18 de maio de 2017 – essas ações da JBS ganharam bastante destaque na mídia, principalmente nas páginas políticas e policiais, por conta de uma gravação escondida e feita pelo então presidente do grupo J&F – controladora da JBS – Joesley Batista, que envolvia uma trama que continha o envolvimento do presidente Michel Temer.

Na ocasião, após a divulgação desses áudios, houve uma queda generalizada no mercado de ações como um todo, ocasionando, inclusive, um Circuit Breaker na B3 logo no dia seguinte a essa exposição comprometedora.

Tais fatos desencadearam, no decorrer do tempo, diversos processos que sucumbiram na prisão de Joesley e também de seu irmão, Wesley Batista, após serem condenados sob a acusação de terem recebidos benefícios financeiros provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em troca de “favores” a políticos influentes de Brasília.

Apesar de serem ativos “da roleta”, como costuma dizer o senhor Luiz Barsi, os papéis desta companhia fabricante de proteína animal apresentam, ao longo do tempo, um patamar de resultados e criação para seus acionistas bastante satisfatórios.

É realmente uma pena e um insulto ao mercado de capitais que as ações da JBS tenham chegado ao patamar onde se encontram hoje por motivos criminosos e imorais por parte de seus controladores ao longo da história da companhia.

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Formado em administração de empresas pela FGV, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, foi sócio-fundador da Set Investimentos e é fundador da Suno Research.

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