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    A importância da mentalidade de dono nos investimentos

    O mercado de ações é um lugar curioso. Todos que dele participam estão interessados na mesma coisa: fazer dinheiro. Independentemente de quais sejam seus motivos. Ainda assim, a grande verdade é que não existe um caminho padrão para alcançar este objetivo padrão.

    Investidores como Benjamin Graham, Seth Klarman, Peter Lynch, Howard Marks, Warren Buffett e Charlie Munger têm muito a nos ensinar. E, de fato, nós temos muito a ganhar aprendendo com eles.

    Uma das ideias-chave destes investidores é tão importante quanto simples: um conjunto de ações representa uma participação na propriedade de uma empresa. O investidor é, então, dono de uma fatia dela.

    Neste sentido, cabe observar que a Bolsa de Valores é apenas um mecanismo conveniente que possibilita converter suas participações em dinheiro, e vice-versa. Sem a existência deste meio, não haveria mudanças na sua participação. A diferença estaria na hora de vendê-la: seria mais difícil, mas ainda seria perfeitamente possível.

    A parte mais importante, portanto, está no que realmente as ações representam.

    Charlie Munger e a mentalidade de dono

    Charlie Munger, um dos investidores que mais admiro, é autor da seguinte frase, que é trazida no livro “Poor Charlie’s Almanack”:

    “A ideia número um é enxergar uma ação como uma participação numa empresa e avaliar a qualidade do negócio em termos de suas vantagens competitivas. Busque por mais valor nos fluxos de caixa futuros do que você está pagando. Tome a atitude apenas quando você tem uma vantagem”.

    Ben Graham, o pai do investimento em valor, olhava para ações como participação nos negócios de uma empresa. Se olharmos um investimento em ações sob esta ótica, nos tornamos mais propensos a buscar o conhecimento sobre estarmos diante de uma barganha ou de algo caro.

    Em sua estratégia, Munger começa observando por qual valor a companhia está sendo negociada. Isto é, seu valor de mercado, que é dado pelo produto entre o número de ações e o preço de cada uma. Por exemplo, uma empresa que possui um milhão de ações, cujo preço unitário é cotado a cinco reais, terá um valor de mercado de R$ 5 milhões.

    Em seguida, Charlie busca saber o quanto a empresa vale do ponto de vista do longo prazo, fazendo seu valuation. Se ela vale muito mais do que o seu valor de mercado, é um sinal potencial de compra. Por outro lado, caso ela valha menos do que o seu valor de mercado, mas tenha uma vantagem competitiva duradoura, Charlie aguarda pacientemente até que a empresa esteja precificada de maneira mais favorável.

    Por que focar em vantagens competitivas?

    Encontrar uma empresa com vantagens competitivas duradouras significa determinar se ela é capaz de manter sua posição no mercado, mantendo seus retornos em segurança durante um longo período.

    Assim, se o investidor pretende investir em uma empresa visando o longo prazo, não é desejável que o produto que ela vende fique ultrapassado no curto prazo.

    Para exemplificar isso, podemos observar a Berkshire Hathaway. Vários dos investimentos que Buffett e Munger fizeram por meio da Berkshire correspondem a companhias que vendem o mesmo produto ou serviço por mais de cinquenta anos.

    Coca-Cola, Wells Fargo, American Express, Swiss Re, Anheuser Busch. Todos estes negócios são ou já foram investimentos da dupla e vendem o mesmo produto ou serviço há mais de cem anos.

    Quando o assunto é bons negócios, o tempo está quase sempre a favor do investidor. É necessário, portanto, paciência e mentalidade de dono para caminhar em direção ao sucesso.

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    Tiago Reis
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