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9 erros que investidores cometem

Acreditamos que muitos investidores perdem no mercado de ações pois se envolvem em erros facilmente evitáveis.

A maioria das histórias trágicas no mercado de capitais estão relacionadas a um ou mais dos erros descritos abaixo:

A) Grandes Expectativas

O mercado de capitais não vai te deixar rico da noite para o dia.

Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, conseguiu cerca de 21% de retorno ao ano ao longo dos últimos 50 anos.

Qualquer expectativa acima disto é ilusão. Seja sincero com você mesmo. Qualquer expectativa de retorno acima disso, equivale a acreditar que o investidor irá bater o recorde mundial de rentabilidade. Seja realista.

Muitas pessoas, na busca de atalhos, aplicam seu dinheiro em termos e opções. É muito difícil ganhar no longo prazo ao operar nestes mercados sem o devido preparo e experiência. A possibilidade de ganhos rápidos destes mercados seduz os novatos.

Mas não confunda possibilidade com probabilidade. São duas coisas diferentes. Jogar uma moeda para cima e ela cair de pé, é possível, mas não é provável.

B) Comportamento Pró-Cíclico

Este é o erro talvez mais comum dos investidores individuais.

O mercado de capitais é um “jogo de soma zero” em relação a média. Se a média das ações valoriza 10%, para alguém render mais de 10% alguém tem que render menos.

Os bons investidores ganham aonde os investidores piores perdem: no comportamento.

Enquanto os bons investidores compram em momentos de pânico, os demais investidores vendem desesperadamente.

Enquanto os bons investidores vendem em momentos de euforia, os demais investidores estão comprando.

O momento de maior confiança no mercado de capitais é no topo, por definição. O problema é que a grande maioria dos investidores só se sentem seguros de investir em ações quando o mercado já está na máxima.

Siga o mandamento de Warren Buffett: “ Seja ganancioso quando os outros estão com medo, tenha medo quando os outros estão gananciosos. “

C) Vender o lucro e segurar as perdas

É difícil reconhecer uma perda.

Às vezes, você indica uma ação e a empresa começa a se deteriorar. O ideal é vender, apenas se a deterioração for estrutural. Mas mesmo quando a empresa sofre uma piora estrutural, são poucos os investidores que reconhecem as perdas e partem para a próxima.

O contrário também acontece. Alguns investidores se desfazem de suas ações no primeiro sinal de lucro.

O que você acha que acontece com quem vende os pequenos lucros e mantém os grandes prejuízos?

Equivale a colher as rosas e semear as ervas daninhas em um jardim. Depois de um tempo, a paisagem não será agradável.

Não tenha pressa em vender suas posições lucrativas. E venda o quanto antes uma ação de uma empresa que caiu por conta de uma mudança estrutural. Se a ação tiver caído por uma razão conjuntural, não se preocupe. Geralmente a ação volta.

D) Foco em apenas uma métrica

Muitos investidores, ao analisar uma ação focam apenas em um indicador.

Os indicadores são importantes, mas são apenas um instrumento de análise.

O problema é que ao focar em uma métrica somente, o investidor pode ser levado a tomar decisões baseadas em informações incompletas. E isso pode acarretar em perdas.

Escrevemos sobre o investimento cego em ações que pagam dividendos elevados. Investir em ações de dividendos é recomendável, mas você precisa analisar a capacidade de pagamento da empresa. Muitas empresas que pagam dividendos elevados não têm capacidade de sustentar estes dividendos ao longo do tempo.

E) Excesso de confiança

O excesso de confiança é um comportamento muito comum entre os seres humanos e os fazem sempre pensar que são mais espertos ou mais capazes do que realmente são.

Isso é o que leva cerca de 82% das pessoas afirmarem que elas estão entre os 30% dos motoristas mais seguros e corretos no trânsito, por exemplo.

Além do mais, quando uma pessoa diz que está 90% certa de alguma coisa, os estudos mostram que na verdade ela está certa apenas em 70% das vezes. Tal otimismo não é exatamente ruim, já que seria bastante difícil enfrentar problemas da vida e obstáculos sendo muito pessimista, seria desanimador e no fim das contas as pessoas não teriam ânimo para agir, já que sempre pensariam que algo teria grandes chances de acabar errado.

O maior problema é quando esse excesso de confiança em geral é exagerado e assim ele se torna nocivo aos investidores, quando eles acreditam que são mais capacitados que outros e detentores de uma inteligência descomunal que os colocará no topo do mercado.

Outro ponto nocivo do excesso de confiança é que normalmente investidores com muita confiança acabam comprando e vendendo ações mais rapidamente e frequentemente que os outros, pois eles sempre acabam pensando que sabem mais do que os outros investidores do lado oposto da negociação.

Movimentar muito a sua carteira é muito custoso e isso por si só, já impacta seu retorno final.

F) Viés de confirmação

Muitas vezes o investidor na hora de fazer suas análises e estudos acaba apenas considerando e avaliando os pontos e fatos que estão de acordo com suas ideias preconcebidas ou com a opinião que ele já possuía de algo, dessa forma, negligenciando dados e fatores que vão ao sentido contrário.

Assim, o investidor acaba por ignorar e menosprezar pontos cruciais de uma análise que poderiam fazê-lo chegar a uma conclusão diferente e obter um resultado melhor.

Recomendamos que o investidor na hora de fazer um estudo, uma análise ou projeção, coloque sempre tudo na balança e considere os pontos positivos e pontos negativos mesmo que você não se sinta confortável e não apenas os fatores que estão de acordo com sua visão.

G) Confiar plenamente em dicas de terceiros

Seguir dicas e opiniões de terceiros é um comportamento muito comum dentre investidores, inclusive entre os mais experientes. Muitos investidores querem as “coisas prontas” e por isso recorrem às dicas de terceiros, perguntando então qual seria o melhor ativo do momento, ou pedindo recomendações e sugestões de compras, sem fazer uma devida análise.

Essas dicas, não raramente, podem levar o investidor à péssimas escolhas de investimentos.

Não era incomum vermos investidores sendo orientados por outras pessoas a comprarem ações da OGX “de olhos fechados”, já que o próprio Eike Batista projetava ser o homem mais rico do mundo em poucos anos, ou leigos que recomendavam aos amigos e conhecidos a compra de ações da Petrobras sem nem ao menos entender a situação da empresa.

As micro-caps (ou “micos”) também eram e são frequentemente recomendadas até hoje, em especial pelos iniciantes, que acabam por incitar ou estimular outras pessoas a entrarem num investimento de altíssimo risco prometendo ou sugerindo altíssimos ganhos e enriquecimento fácil. Estas empresas normalmente possuem grandes problemas e estão em situações extremamente delicadas.

H) Paralisia de escolhas

Intuitivamente somos levados a pensar que quanto mais escolhas temos, melhor. Porém a triste verdade é que muitas escolhas disponíveis podem levar o investidor a uma paralisia de decisão devido ao excesso de informações e dúvida sobre qual decisão tomar.

Com muitas opções e escolhas disponíveis a serem feitas, o investidor muitas vezes acaba por ficar estático e confuso, e assim, acaba perdendo grandes oportunidades.

Quando temos um mercado de grandes oportunidades (como uma crise por exemplo) e várias boas opções disponíveis, o recomendável é o investidor ter foco e separar algumas de suas possíveis escolhas preferidas, excluindo as que considera menos interessantes ou que tenha pouco conhecimento, para então analisar e decidir quais ativos irá comprar com maior tranquilidade, sem acabar ficando confuso com tantas opções.

I) Não pensar como portfólio

Outro erro muito comum é o investidor ignorar e esquecer-se de que sua carteira possui vários ativos, e que ela na verdade trata-se de um portfólio (por menor que seja, é um portfólio), e assim, deve ser avaliada e analisada como um todo, pelo seu retorno geral, e não apenas considerando o retorno isolado de um ou outro ativo.

Por vezes algum ou alguns ativos de sua carteira passarão por maus momentos, alguma crise interna pontual ou consequência de um cenário econômico desafiador (como é o caso de várias boas empresas na atualidade), ou simplesmente um pânico generalizado momentâneo e sem fundamento.

Nesse caso, o ativo pode acabar se desvalorizando de forma relevante, trazendo desconforto ao investidor, que pode acabar se desesperando e até perdendo suas noites de sono por conta de um ativo isolado que está performando mal.

Portanto se lembre sempre que sua carteira é um portfólio, e a encare como se a mesma fosse sua própria holding, na qual você é o CEO, que toma as decisões e detém várias pequenas participações em várias empresas, e, portanto, olhando para sua carteira de forma geral.

Se um ativo do seu portfólio se encontra com problemas e está se desvalorizando muito, não se desespere, é algo muito comum e até mesmo os grandes investidores têm com certa frequência alguns ativos em sua carteira que estão performando mal.

Avalie a situação cuidadosamente e se você concluir que essa empresa perdeu seus fundamentos ou atratividade, aí sim, venda caso realmente faça sentido.

Evite vender um ativo simplesmente porque ele caiu e você acha que ele está prejudicando a rentabilidade total da sua carteira, sem entender a real situação que envolve a empresa. Às vezes essa queda pode ser infundada e, portanto, representar uma grande oportunidade.

Acreditamos que se o investidor evitar estes erros está na frente da maioria dos investidores, e dificilmente sofrerá perdas significativas ao longo de sua trajetória como investidor.


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